sábado, 31 de dezembro de 2016

Top 10 de 2016 – Destaques Negativos

É hora de passar o ano de 2016 a limpo. Hoje, 31, e no próximo sábado, 7 de janeiro, o TELE-VISÃO apresenta as duas listas do Top 10 do ano. Começamos enumerando os Destaques Negativos de 2016 na televisão brasileira. Lembrando que a lista foi feita baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. A lista não está numerada, porque a ordem não é importante. Acompanhe, então, os Destaques Negativos de 2016:

- “Sol Nascente”

Sem dúvidas, o maior erro da teledramaturgia global em 2016. A novela de Walther Negrão, Julio Fischer e Suzana Pires já causou polêmica antes mesmo da estreia, ao entregar os protagonistas japoneses da obra a dois atores caucasianos, Giovanna Antonelli e Luis Melo. Alice, personagem de Giovanna, é filha adotiva, mas nada justifica Tanaka ter a cara de Melo, por melhor ator que ele seja. E, como se não bastasse tudo isso, Sol Nascente entrou no ar com um fiapo de história, trama batida e sem nenhuma emoção. Além disso, reforça estereótipos de japoneses e italianos, povos que, a princípio, seriam “homenageados” no folhetim. Nada funcionou.

- “Fofocando”

O programa vespertino criado a toque de caixa por Silvio Santos para fazer frente ao Hora da Venenosa, da Record, termina 2016 sem dizer a que veio. A atração uniu Leão Lobo e Mamma Bruschetta, que traziam notícias tiradas de sites da internet, e ainda enfiou o tosco “Homem do Saco” para fazer volume por ali. Como o programa patinou, tratou de reforçá-lo com as presenças de Léo Dias, que finalmente trouxe notícias exclusivas por ali, e Mara Maravilha, que parece orientada a criar polêmicas a qualquer custo. O resultado é um programa tolo, que chega a irritar, e que ainda teve o feito de derrubar a audiência vespertina do canal, que ia muito bem. Por conta do parco desempenho, começará 2017 deslocado para a faixa das 8 da manhã, o que indica que a atração está a um passo do cadafalso.

- “Programa Xuxa Meneghel”

O programa da rainha dos baixinhos na Record simplesmente não aconteceu. A atração trocou de diretor e deixou de ser ao vivo logo no começo do ano, e foi anunciado que outras mudanças aconteceriam. Mas não houve nenhuma grande mudança de fato, e o Programa Xuxa Meneghel acabou se arrastando o ano todo, sem formato definido e nenhuma identidade. E Xuxa, que estreou na emissora radiante, perdeu o brilho e terminou 2016 bastante opaca. Agora, terá que encarar nova reformulação.

- Grade de programação da Band

A Band foi a emissora aberta que mais penou no ano de 2016. Depois do fiasco do Tá na Tela, o canal acabou sucateando a grade vespertina: primeiro, dá-lhe Os Simpsons; depois, a tarde foi entregue ao caça-níquel Game Phone. A atração que aluga espaço na grade derrubou os números e prejudica o Brasil Urgente. Além disso, a emissora também desmantelou a sua linha de shows. Com exceção do MasterChef, nada mais funcionou por ali. Outros problemas: Pânico na Band tornou-se freguês do Encrenca, da RedeTV; e o esporte perdeu espaço. Um ano para ser esquecido para os lados do Morumbi.

- Dudu Camargo no “Primeiro Impacto”

Assim como o Fofocando, o Primeiro Impacto foi outra atração criada a toque de caixa por Silvio Santos. Como o jornalístico apresentado por Joyce Ribeiro e Karyn Bravo não conseguiu fazer frente aos noticiosos de Globo e Record no horário, Silvio Santos resolveu “causar” e tratou de substituir as veteranas jornalistas por Dudu Camargo, um rapaz de 18 anos. Sem repertório para comentar as notícias, Dudu fez do noticioso uma grande piada. Uma das metas foi cumprida: o apresentador adolescente do Primeiro Impacto levou o noticiário a repercutir muito na internet, e até quem não conhecia o jornal matinal do SBT passou a conhecê-lo. Pena que a repercussão foi bastante negativa, e ainda não teve efeito nenhum no Ibope, que segue em baixa. Joyce e Karyn acabaram voltando para a bancada, mas Dudu Camargo seguiu ali, fazendo a credibilidade da atração ir ladeira abaixo. Nesta semana, o SBT anunciou o fim do Primeiro Impacto, mas Dudu Camargo seguirá “firme e forte” no horário, participando do revezamento de apresentadores do SBT Notícias. Complicado.

- “The X Factor Brasil”

Tentativa da Band de entrar na seara dos reality shows musicais, a versão brasileira de The X Factor mostrou-se um grande equívoco. A repercussão negativa começou na primeira audição, marcada por muita desorganização, e a impressão seguiu por toda a trajetória da atração. Jurados fracos, competidores sem brilho e repercussão quase zero fizeram de X Factor um programa para ser esquecido. Mas vai vir nova temporada em 2017. Vai vendo…

- “Adnight”

Quando a Globo anunciou que teria um novo talk show apresentado por Marcelo Adnet, acreditava-se que viria uma atração que seria uma resposta da emissora aos novos talk shows que surgiram nos últimos tempos, o The Noite e o Programa do Porchat. No entanto, quando entrou no ar, Adnight mostrou-se sem nenhum “talk” e um “show” um tanto sem graça. Muita parafernália numa atração excessivamente roteirizada e ensaiadinha, fazendo tudo soar asséptico e sem nenhuma emoção. Um programa sem propósito e que desperdiça o talento de Adnet. Poderia não voltar mais, mas terá nova temporada em 2017. Se sua produção se convencer de que menos é mais, talvez tenha alguma solução.

- “Olha a Hora”

A RedeTV fez uma ampla reforma em sua grade de programação, invertendo os horários do RedeTV News e TV Fama. Para alavancar seu principal noticiário na faixa das 19h, resolveu inventar um programa popular, Olha a Hora com Luciano Facciolli, para antecedê-lo. Pois o programa não só não serviu de alavanca, como colaborou para afundar mais ainda a grade. Sem grandes atrativos, a atração não conseguiu sair do traço, num horário em que o tosco Você na TV, de João Kleber, conseguia muito mais. Logo perdeu espaço para a venda de horários para igrejas, e conseguiu o feito de registrar ainda menos audiência que o programa religioso que passou a antecedê-lo. Soma-se a isso às reclamações públicas de Facciolli, que não pegaram nada bem e culminaram em sua demissão. Resultado: vida curta. E a nova grade do canal até agora não deu grandes resultados.

- “Vídeo Show”

O clássico programa vespertino da Globo voltou a dar dor de cabeça para os diretores da emissora. A apresentadora Monica Iozzi não refrescou tanto assim o programa em termos de audiência, mas é inegável que ela colaborou para dar uma nova cara e um novo rumo ao programa. A dupla que formava com Otaviano Costa funcionava. Mas ela saiu, o canal fez inúmeros testes para encontrar uma nova apresentadora, e a escolhida, Maíra Charken, simplesmente não funcionou. Ou seja, a emissora errou ao escalar outra atriz com veia cômica para substituir Iozzi, pois ficou parecendo que Maíra imitava sua antecessora. Logo a dupla foi desfeita, o Vídeo Show virou um samba do crioulo doido num rodízio de apresentadores, até fixar Joaquim Lopes ao lado de Otaviano, além de efetivar Susana Vieira às quintas-feiras. Nada adiantou, Vídeo Show voltou a perder para a Record e a atração fica cada vez mais desinteressante.

- “Batalha dos Cozinheiros”

Satisfeita com os bons resultados de Batalha dos Confeiteiros, em 2015, a Record resolveu apostar num novo formato de reality culinário com Buddy Valastro. “Esquecendo-se” que o programa de bolos deu bons resultados porque era exibido às quartas-feiras, a emissora avaliou, equivocadamente, que a nova versão conseguiria bater o consolidado MasterChef, da Band, e jogou-os nas noites de terça. Um erro de avaliação primário, que custou caro à Record. Batalha dos Cozinheiros até estreou bem, numa peneira com a presença de um auditório que foi bem divertida. Mas depois partiu para uma série de provas com aspirantes a cozinheiros que revelaram-se bem batidas. Participantes sem carisma e um apresentador dublado (e com a voz de Goku) ajudaram a enfraquecer o reality, que, obviamente, sucumbiu diante da concorrência com o similar da Band. Poderiam ter ido dormir sem essa.

E para você, quais foram os destaques negativos de 2016 na TV? Deixe sua opinião! Eu volto no próximo sábado, dia 7, com os Destaques Positivos. Até lá!


André Santana

Feliz Ano Novo!


E hoje, último dia do ano, encerramos o TELE-VISÃO 2016! Foi um ano muito feliz por aqui, afinal, celebramos a passagem dos 10 anos do espaço com o lançamento do livro Tele-Visão: A Televisão Brasileira em 10 Anos, feito bastante comemorado pelos fiéis leitores do espaço. Chegamos aos 11 anos de atividades com gás renovado e já prometemos um 2017 ainda melhor! Já adianto que o blog terá uma nova mudança que o deixará mais funcional e prático! Tenho certeza que todos irão adorar. No mais, obrigado por passar mais um ano comigo, e espero que 2017 seja um ano de muita paz, saúde, alegrias e novas conquistas! Feliz Ano Novo!

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André Santana

sábado, 24 de dezembro de 2016

Perspectiva 2017: o que esperar da TV aberta?

2016 foi um ano sem grandes novidades na televisão aberta brasileira. Os principais canais não realizaram grandes investimentos, preferindo apostar no que deu certo. A Globo foi quem mais promoveu estreias, com sua grade cada vez mais tomada por programas de temporada, garantindo uma rotação de atrações. Dentre elas, abriu espaço para algumas experiências, algumas bem interessantes, e foi só. Enquanto isso, o SBT viu seu dono Silvio Santos voltar a atacar de diretor de programação, com apostas meio malucas e que não renderam grandes índices de audiência. E a Record voltou a investir em dramaturgia, com resultados interessantes. Enquanto isso, a Band pouco se mexeu, enquanto a RedeTV reforçou seu jornalismo.

Muito do marasmo televisivo deste ano tem a ver com a instabilidade econômica do país, que não encorajou as emissoras a realizarem grandes investimentos. E como o futuro segue um tanto nebuloso, é bem provável que os canais continuem nesta “zona de conforto”, sem se permitirem grandes pirotecnias. No entanto, trata-se de um ano sem grandes eventos, eleições, Copa, Olimpíada e afins, o que trará mais espaço para os canais mexerem em suas programações.

A Globo, por exemplo, deve seguir tentando atrair mais público para o seu horário nobre, em curva decrescente desde 2015. Depois que Babilônia derrubou a faixa das 21h, as apostas seguintes, A Regra do Jogo e Velho Chico até conseguiram subir um tantinho, mas nem A Lei do Amor, um folhetim mais tradicional, conseguiu dar jeito no horário. Portanto, o canal virá com artilharia pesada para suas próximas produções, que serão escritas por Gloria Perez e Walcyr Carrasco, dois autores populares que costumam ser bons de Ibope. Melhorar a audiência da faixa nobre é uma questão de honra para a emissora, para que a linha de shows exibida a seguir também seja beneficiada.

Já o desafio do SBT será melhorar o dia que sempre teve tradição, o domingo. Com o fim do Domingo Legal, o canal tentará buscar uma nova atração para o início das tardes de domingo que consiga ser uma boa alavanca para o Eliana, que vem perdendo fôlego na disputa com a Record. Em consequência às mudanças do domingo, a emissora vai, também, tentar melhorar sua audiência de sábado, que sempre foi meio morna. Com a estreia do novo programa de Celso Portiolli, que será ao vivo e promete muitas novidades, a ideia é que o SBT ganhe espaço neste dia.

Outro canal que também quer ganhar mais terreno nas tardes de sábado é a Record. Sem nenhuma grande atração no horário desde que O Melhor do Brasil transformou-se em Hora do Faro aos domingos, a ideia é reforçar a grade deste dia, embora ainda não se saiba bem como. Xuxa Meneghel, Sabrina Sato e novelas são as opções. Sobre novelas, aliás, o desafio da emissora é conseguir continuar suas duas faixas sem maiores interrupções. A faixa bíblica, das 20h30, já tem obras no gatilho, mas a faixa de época, das 19h30, será de uma reprise, A Escrava Isaura. Entretanto, a inédita Belaventura deve retomar a linha de produção da faixa das sete, e até Carlos Lombardi estaria na fila para assinar uma nova história no horário. Seria muito bom! A emissora também quebra a cabeça para montar uma linha de shows mais forte na faixa das 22h30, para tentar vencer o Programa do Ratinho.

Já a Band e a RedeTV deverão mostrar que ainda têm fôlego. A RedeTV até investiu em novidades este ano e já anunciou várias estreias para 2017, mas o futuro da Band segue mais obscuro. Com exceção do MasterChef, não há nenhum grande destaque na grade atual do canal. Reverter esta situação lamentável é a missão da Band em 2017. Confira abaixo quais novidades as emissoras abertas brasileiras preparam para o ano que vem aí!

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André Santana

Globo promoverá estreias o ano todo

Com uma grade cheia de espaço para produtos de temporada, a Globo fará um grande rodízio de programas, promovendo estreias o ano inteiro. Novelas, séries e programas de entretenimento se revezarão em seus já tradicionais horários.

Logo no início do ano, a emissora exibirá suas tradicionais microsséries. Dois Irmãos, adaptação da obra de Milton Hatoum, finalmente deixa a gaveta e será exibida nas primeiras semanas de 2017, após a novela das nove. A Globo promove, também, a exibição de microsséries Aldo e Cidade dos Homens. No final do mês, a linha de shows passará a ser ocupada pela 17ª edição do Big Brother Brasil, e também pelas novas temporadas de Tá no Ar – A TV na TV, às terças, e Amor & Sexo, às quintas. Nas tardes de domingo, a atração será The Voice Kids, que ganha o comando de André Marques.

A partir de abril, novos programas ocuparão a linha de shows da Globo. Mister Brau terá nova temporada nas noites de terça, enquanto a nova Vade Retro, com Tony Ramos e Monica Iozzi, deve ocupar as noites de quinta. Já o segundo horário deve ser preenchido pela nova novela das onze, Os Dias Eram Assim, de Angela Chaves e Alessandra Poggi. Também em abril deve estrear o novo programa de Pedro Bial, nas madrugadas, e os programas tradicionais da grade devem ganhar novos quadros, como Mais Você, Encontro, É de Casa, Caldeirão do Huck, Altas Horas e Domingão do Faustão. Zorra e Tamanho Família ganham novas temporadas. No segundo semestre, estreiam várias novas séries, como Sob Pressão, Brasil a Bordo, Carcereiros e Filhos da Pátria. Regina Casé também deve ganhar um novo programa na linha de shows, já que o Esquenta! será extinto. Também está confirmada nova temporada de Adnight.

Nas novelas, também vêm novidades. Já estão na fila Novo Mundo, de Thereza Falcão e Alessandro Marson, às 18h; Pega Ladrão, de Claudia Souto, às 19h; e A Força do Querer, de Gloria Perez, às 21h. Também estreia Malhação – Viva as Diferenças, assinada por Cao Hambúrguer, às 17h30.

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André Santana

SBT terá novo sábado

O SBT também já prepara uma série de novidades em sua programação, que devem entrar no ar a partir de março de 2017. A maior mudança será a grade de sábado que, com o fim do Programa Raul Gil, dará espaço a um novo programa de auditório, que será exibido ao vivo e apresentado por Celso Portiolli. Logo em seguida, deve entrar no ar Operação Mesquita, novo programa de Otávio Mesquita.

Ainda aos sábados, o SBT continuará dedicando a faixa das 21 horas aos reality shows. Fábrica de Casamentos, com Chris Flores e Carlos Bertolazzo, será a novidade do horário e estreia também em março. Novas temporadas de Bake Off Brasil – Mão na Massa e Hell's Kitchen – Cozinha Sob Pressão também ocuparão a faixa no decorrer do ano. Duelo de Mães também terá nova temporada às 19h15; o horário será ocupado por reprises de Supernanny a partir de janeiro.

Estas são as atrações já confirmadas, mas outras novidades podem vir. A faixa entre 13h e 15h dos domingos vai ficar vaga com o fim do Domingo Legal, e a expectativa é que um novo programa seja criado para ocupar o horário. Há quem diga que Patrícia Abravanel deve ganhar uma atração totalmente nova para estrear ali. Enquanto Silvio Santos não se decide, séries enlatadas podem ocupar o horário a partir de março. No mais, a ordem é investir no que está dando certo, e, assim, os programas do horário nobre seguirão firmes e fortes, como Programa do Ratinho, Máquina da Fama, A Praça É Nossa e The Noite com Danilo Gentili.

O SBT também continua investindo forte em novelas, e deverá lançar várias tramas mexicanas para rechear a grade vespertina. De início, as próximas atrações serão uma nova reprise de Rubi, que entrará na vaga do enésimo repeteco de A Usurpadora, e a inédita O que a Vida me Roubou, que deve substituir Lágrimas de Amor. Ainda em 2017, As Aventuras de Pollyana e João Feijão, de Iris Abravanel, deve substituir Carinha de Anjo.

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André Santana

Record terá Xuxa duas vezes por semana

A Record perdeu tempo demais tentando convencer Geraldo Luís a aceitar comandar um programa diário no horário nobre, que fosse capaz de concorrer com o Programa do Ratinho. Se ele aceitasse, a grade de 2017 já teria contornos definitivos, já que obrigaria a emissora a deslocar Xuxa, dona das segundas, e Gugu, no ar às quartas, para o final de semana, tapando os buracos do sábado e do domingo. Como Geraldo não aceitou, agora a direção da emissora corre atrás para definir como fica, então, sua linha de shows no ano que vem.

Gugu Liberato renovou seu contrato e deve seguir nas noites de quarta-feira. As noites de terça e quinta ainda não possuem grandes definições, mas há quem diga que a emissora pode deslocar os realities, que normalmente são exibidos às terças, para as quintas, e assim sair da concorrência direta com o MasterChef, da Band. Entre os realities que a emissora deve apostar em 2017 são novas temporadas de Power Couple, com Roberto Justus, e Batalha dos Confeiteiros, com Buddy Valastro. Não está descartado também um retorno de A Fazenda. Caso se confirme a ida dos realities para as quintas, é provável que o jornalístico Câmera Record seja deslocado para a noite de terça-feira.

A maior surpresa da linha de shows da emissora, no entanto, será a permanência de Xuxa Meneghel nas noites de segunda-feira. Muito se falou que Xuxa sairia dali, já que não conseguiu grandes resultados concorrendo com Ratinho e Patrícia Abravanel, do SBT. Mas, segundo Flavio Ricco, o canal está disposto a seguir apostando na apresentadora nas noites de segunda, atendendo um pedido da própria. Assim, o Programa Xuxa Meneghel sai do ar em janeiro para voltar ao ar reformulado no mês de março. E, além da atração de segunda, Xuxa deve, também, ganhar um novo programa nas tardes de sábado. Uma ideia um tanto estranha, já que a Record não conseguiu nem dar um rumo decente à atração atual da loira e, agora, terá dois programas diferentes para tentar emplacar. Segundo Daniel Castro, uma das ideias é que Xuxa comande Strictly Come Dancing, formato britânico semelhante à Dança dos Famosos.

A Record também segue apostando na teledramaturgia. Logo em janeiro, o canal exibe a série de aventura Sem Volta, uma parceria com a Panorâmica. Com 13 episódios, Sem Volta será exibida diariamente, após o Jornal da Record. Ainda em janeiro, A Escrava Isaura ganha uma reprise às 19h30, substituindo Escrava Mãe. O repeteco “esquentará” o horário para Belaventura, trama medieval de Gustavo Reiz. Na faixa das 20h30, seguem as tramas bíblicas. O Rico e Lázaro, de Paula Richard, substitui A Terra Prometida a partir de março. Na sequência virá O Apocalipse, de Vivian de Oliveira.

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André Santana

Band amplia o espaço para a cozinha

Empolgada com o sucesso de MasterChef, a Band apostará ainda mais fundo nos programas de culinária em 2017. Além de seguir apostando no formato comandando por Ana Paula Padrão, a emissora lançará, pelo menos, mais dois programas no segmento. O primeiro será Pesadelo na Cozinha, com Erick Jacquin, que estreia na quinta-feira, 26 de janeiro. No programa, um restaurante à beira da falência passará por uma transformação. Jacquin irá analisar o cardápio, testar a comida, dar parecer sobre o local, opinar e propor mudanças na decoração.

Já o segundo novo programa de culinária será uma atração comandada por outro nome vindo do júri do MasterChef, a simpática Paola Carrosella. O formato ainda não está definido, mas existe na emissora a vontade de apostar em Paola num voo solo. Vamos ver. E, além destes, a Band segue apostando no MasterChef, atualmente o carro-chefe da programação. Serão mais duas temporadas: no primeiro semestre, nova edição do MasterChef tradicional, com aspirantes a chef; e, no segundo semestre, outra temporada de MasterChef Profissionais. Enquanto os novos MasterChef não entram no ar, o canal reprisará MasterChef Junior aos domingos, a partir de 1º de janeiro, às 17h30.

Outras novidades da grade da Band são as séries Planeta Gelado e Era Uma Vez… Uma História do Brasil. A primeira, uma produção da BBC de Londres, aborda a vida e o impacto do aquecimento global nas duas extremidades da Terra, os polos Norte e Sul, que estão passando por transformações irreversíveis. A apresentação é de Ana Paula Padrão, e estreia no dia 5 de janeiro, às 22h30. Já a segunda é uma mistura de documentário e dramaturgia, e aborda a história do Brasil em seis capítulos. Dan Stulbach é o apresentador, e a estreia está prevista para abril.

A Band ainda não anunciou outras novas produções para 2017. A expectativa é que o canal consiga voltar a investir em programação, que anda bem sucateada. Há quem diga que a emissora pode produzir um programa vespertino, aos moldes do Melhor da Tarde, para conseguir faturamento e se livrar do caça-níquel Game Phone, que hoje ocupa parte de sua tarde. Já seria alguma coisa.

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André Santana

RedeTV aposta em série enlatada e pode ter Raul Gil

A RedeTV também prepara uma série de novidades para incrementar sua grade de programação. O canal já está anunciando a exibição da série The Tudors, uma premiada superprodução baseada na história do rei Henrique VIII de Inglaterra. A RedeTV ainda não informou o dia e horário de exibição, mas o mais provável é que a série entre semanalmente na linha de shows das 22h30. Há quem acredite que o Superpop, de Luciana Gimenez, passe a ser semanal em 2017, portanto The Tudors pode entrar na vaga da atração, provavelmente nas noites de segunda. Vamos ver.

Outra novidade que a RedeTV prepara para 2017 é o novo game show O Céu É o Limite, com apresentação de Marcelo de Carvalho. Trata-se de um game de formato importado, comprado para revezar com o Mega Senha nas noites de sábado. O Céu É o Limite deve estrear logo após o carnaval.

Além disso, a RedeTV poderá ter em sua programação a presença do veterano Raul Gil. Com o fim da parceria entre o animador e o SBT, surgiram fortes comentários de que o próximo destino do Programa Raul Gil seria as tardes de domingo da RedeTV. Se a contratação se confirmar, a atração seria exibida das 15h às 20h dos domingos. Só resta saber o que acontecerá com o Sensacional e o Conexão Models neste novo cenário. Mas a RedeTV só deve confirmar a contratação de Raul no final de fevereiro, quando o Programa Raul Gil sai do ar definitivamente no SBT.

A RedeTV promoverá, ainda, o retorno do reality show de plásticas Dr. Hollywood, que fez sucesso nas noites de domingo da emissora anos atrás. Daniela Albuquerque une-se novamente ao Doutor Robert Rey para mostrar casos e curiosidades do universo das cirurgias plásticas. Bisturis à vista! No mais, a emissora segue apostando em seus programas de grade, como o Melhor Pra Você, A Tarde É Sua e TV Fama. Luciana By Night e Mariana Godoy Entrevista também estão confirmados na próxima temporada.

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André Santana

Feliz Natal pra Todos, Feliz Natal!


Nos vemos de novo no próximo sábado, 31, com o Top 10 de 2016: Destaques Negativos. Até lá!

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André Santana

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Fim de ano no TELE-VISÃO

A partir de amanhã, dia 24 de dezembro, começam os posts especiais de fim de ano do TELE-VISÃO. Neste meio-tempo entre o Natal e o Ano Novo, o blog será atualizado apenas aos sábados, voltando às postagens normais durante a semana a partir do dia 14 de janeiro de 2016.

Mas, para compensar, vem aí um monte de posts bacanas! Neste sábado, 24, o blog faz a sua já tradicional Perspectiva 2017, com uma análise de como deverá ser o próximo ano na TV aberta do Brasil. Além disso, o TELE-VISÃO adianta o que vem por aí nos principais canais da televisão brasileira.

No sábado seguinte, dia 31, começa o Top 10 de 2016 com a lista dos dez Destaques Negativos do ano. O blog vai listar o que achou ruim neste ano que está prestes a terminar na televisão. No outro sábado, dia 7 de janeiro, o Top 10 de 2016 continua, com a lista dos Destaques Positivos do ano. Nesta lista, também com dez itens, o blog vai jogar confete em quem merece! Eba!

Já sabe, então, né? Nas próximas semanas, o nosso encontro será aos sábados por aqui! Curta nossos posts especiais de fim de ano, enquanto preparamos coisas boas para a volta de nossa “programação normal”, em 14 de janeiro de 2017. Continue aí no fim de ano!

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André Santana

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Globo anuncia grade de 2017, mas se "esquece" de alguns produtos

Foi bem bacana o episódio final da série Nada Será Como Antes, exibida na noite da última terça-feira, 20. A atração não deu a audiência esperada e pouco repercutiu, mas, verdade seja dita, foi uma das melhores séries da emissora em 2016. Concordo que os criadores Guel Arraes e João Falcão perderam uma boa chance de revelar maiores detalhes da origem da televisão brasileira, ao usar a temática apenas como um parco pano de fundo. Mas a história em si foi bem interessante, um romance nos anos 1950 bem temperado com conflitos que abordaram, principalmente, a questão da mulher. Verônica (Débora Falabella) e Beatriz (Bruna Marquezine), entre outras, mostraram o preço que a mulher tinha de pagar para viver com independência e construir uma carreira. Muito bom!

E uma boa sacada do último episódio foi mostrar Saulo (Murilo Benício), o dono da TV Guanabara, num texto que revelava o que esperar do futuro da televisão brasileira, tudo isso costurado por uma série de imagens dos programas que a Globo vai lançar em 2017. Assim, o canal larga na frente para divulgar vários dos produtos que exibirá ao longo do ano, como as novas novelas A Força do Querer, das 21h, e Novo Mundo, das 18h, além da nova temporada de Malhação, que se chamará Viva a Diferença, e séries já prometidas há algum tempo, como Vade Retro e Dois Irmãos. A emissora também garantiu novas temporadas de programas sazonais, como Amor & Sexo e Tamanho Família, entre outros, além de reforçar a presença dos seus principais programas de entretenimento, como Mais Você, Encontro, É de Casa, Caldeirão do Huck e Domingão do Faustão.

No entanto, a ausência de alguns programas na lista deu margem a especulações sobre seus destinos. O colunista José Armando Vannucci, em seu blog, recebeu a pergunta de uma internauta que notou a ausência do Estrelas no “chamadão”. Ela perguntou ao jornalista se isso significava que o programa de Angélica não estava garantido na grade da Globo em 2017. Vannucci respondeu que nos bastidores da Globo não circula a informação sobre o fim do programa, mas “ninguém confirma sua presença na grade de 2017. É uma incerteza, pelo menos para os olhos de quem não está nos comitês de programação. Portanto, é preciso aguardar para saber”, concluiu o jornalista.

Realmente, foi bem esquisito a Globo anunciar a continuidade da maioria de seus programas de entretenimento, mas não citar alguns, como o Estrelas. Dá a impressão de que, realmente, a atração será descontinuada em 2017. No entanto, acho pouco provável que isso aconteça, já que o programa de Angélica não foi o único “esquecido” no anúncio da grade do ano que vem. O “chamadão” também confirma a presença de The Voice Brasil em 2017, por exemplo, mas não falou nada sobre o Big Brother Brasil, e sabemos que o reality já está mais do que confirmado, e estreia na segunda quinzena de janeiro, agora sob o comando de Tiago Leifert. Aliás, Tiago substitui Pedro Bial para que este assuma um talk show em 2017, mas o “chamadão” também não cita a nova atração, que substituirá o Programa do Jô. Não custava nada falar da estreia de Bial, que deve acontecer em abril. Brasil a Bordo, comédia prevista para janeiro, mas que foi adiada para o segundo semestre por causa da tragédia do Chapecoense, também não apareceu no anúncio, embora as gravações estejam bem adiantadas.

Outro programa de entretenimento não falado na chamada foi o Vídeo Show. O vespertino segue instável na audiência, perdendo direto para A Hora da Venenosa da Record, e vira e mexe lança alguma novidade maluca para tentar reverter a situação. Até se falou que a atração poderia se tornar semanal, ou ganhar mais outras tantas novidades, mas, até aqui, nunca circulou nenhum boato de que o Vídeo Show seria definitivamente extinto. Ou seja, talvez a ausência destes programas não signifique seus fins. Eles podem apenas ter sido “esquecidos”. Ou talvez ainda esteja em estudos algumas reformulações. Enfim, o jeito é esperar para ver.


André Santana

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Programa do Jô" sai de cena para ficar na história da televisão brasileira

Comentei sobre o final do Programa do Jô no site Observatório da Televisão, em texto publicado no último sábado, 17. No entanto, achei que o fim do talk show de Jô Soares na Globo também devia ganhar um registro aqui no TELE-VISÃO. Por isso, reproduzo abaixo o texto publicado no Observatório.

Na noite de sexta-feira, 16, Jô Soares mandou seu último “beijo do gordo” no Programa do Jô, talk show que comandou por 16 anos nas madrugadas da Rede Globo. O apresentador passou o ano todo lembrando o espectador que se tratava da última temporada do Programa do Jô, como se já preparasse o público e a si mesmo para o momento da despedida. No entanto, os alertas não amenizaram a sensação de perda quando os créditos do último episódio passaram a subir diante da imagem de um emocionado Jô Soares. É muito difícil imaginar a madrugada da TV brasileira sem Jô Soares.

Dando expediente como um “showman entrevistador” desde 1988, quando estreou seu Jô Soares Onze e Meia no SBT, o então humorista imprimiu uma forte marca na televisão, tornando-se uma referência única no segmento que inaugurou no Brasil. Antes que a TV paga e a internet pudessem proporcionar ao público brasileiro assistir a um night show estadunidense, foi Jô Soares quem trouxe o formato para o Brasil. E o formato se encaixou como uma luva para o apresentador, pois permitiu com que ele seguisse exercitando sua sempre esperta veia humorística, mas imprimindo a sua elegância, cultura e inteligência que o tornaram um dos grandes nomes da televisão brasileira. Não é pouca coisa.

Nestes 28 anos de talk show diário nas madrugadas, Jô Soares recebeu todo o tipo de convidados. Foram 14426 entrevistas, sendo de dois a três convidados interessantes em cada episódio, um desafio e tanto para um programa diário. Desafio cumprido com louvor, e só foi longevo assim por causa do imenso talento de Jô Soares de transformar qualquer personagem num bom entrevistado. Assim, não somente grandes personalidades públicas tiveram seu espaço no sofá de Jô, como também anônimos com alguma história para contar. E, se por acaso alguém não rendesse tanto assim, Jô Soares tratava de sacar do bolso seu imenso repertório, que garantia o show para os insones de plantão.

E foi desta maneira digna que Jô Soares levou seu talk show, exibido entre 1988 a 1999 no SBT e, a partir de 2000, nas madrugadas da Globo. Foram muitos momentos históricos, traduzidos em bate-papos interessantes e divertidos. Nos últimos anos, Jô passou por alguns problemas de saúde e assustou sua audiência, apresentando vários episódios de sua atração com visíveis dificuldades. Somado ao tanto tempo no ar, o Programa do Jô parecia começar a dar seus primeiros sinais de desgaste. A audiência caiu um pouco, o programa teve sua estrutura reduzida, e logo veio o anúncio de que 2016 seria o seu último ano. No entanto, justamente quando começava sua temporada final, o programa deu um grande salto. A última temporada foi uma das melhores dos últimos anos. Talvez pelo ritmo de despedida, o Programa do Jô não economizou em bons momentos, realizando novas entrevistas históricas. Jô Soares surgiu tinindo ao lado de convidados interessantes. Na reta final, entrevistas com Fausto Silva e Roberto Carlos dominaram as redes sociais pelos bons momentos proporcionados. Nos últimos dias, papos como os de Tatá Werneck e Monica Iozzi arrancaram muitos risos.

E, assim, Jô Soares encerrou este ciclo fazendo um último Programa do Jô especial. Seu derradeiro convidado foi o cartunista Ziraldo, recordista de aparições na atração. O cartunista intelectual é parceiro antigo de Jô, e o reencontro rendeu bons momentos de lembranças entre os dois. E, como o próprio Ziraldo revelou, o grande entrevistado da noite acabou sendo mesmo o próprio Jô, que contou histórias deliciosas de sua vida e carreira, além de revelar detalhes que o levaram a trocar os personagens dos programas de humor que tocava pelo bate-papo nas madrugadas. Jô agradeceu a figuras como Silvio Santos, que o deu a oportunidade de trazer o night show para o Brasil, e também à ex-diretora-geral da Globo, Marluce Dias,  e Evandro Carlos de Andrade (1931-2001), diretor de jornalismo da emissora na época, responsáveis pelo retorno do apresentador ao canal. No fim, um emocionado Jô Soares agradeceu ao seu público e se despediu com um “daqui a pouco a gente volta”, deixando bem clara a sua vontade: ele quer continuar com seu programa na televisão brasileira.

O Programa do Jô encerra seu ciclo na TV num cenário bem diferente daquele que estreou. Hoje, SBT e Record também apostam em night shows na madrugada, comandados pelos jovens Danilo Gentili e Fabio Porchat. E Jô dará espaço a um novo programa de entrevistas na Globo, que escolheu Pedro Bial para a missão. Ou seja, o canal demonstra que quer concorrer com os novos night shows com um talk show diferente, com a pegada jornalística que Bial já demonstrou à frente do Na Moral, na própria Globo, e Programa com Bial, no GNT.  Ao optar por “nadar contra a corrente”, a Globo se colocará como uma alternativa diferente aos seus concorrentes diretos na madrugada, o que não deixa de ser uma boa ideia.

Mesmo assim, todos ficaremos um pouco órfãos com o fim do Programa do Jô. The Noite e Programa do Porchat são interessantes, mas não substituem o Programa do Jô. Os papos cheios de humor, informação, cultura e ironia saem de cena e deixam uma lacuna que não será preenchida com o fim do programa de Jô Soares. Por isso mesmo, ficamos todos na torcida para que a vontade de Jô de continuar seja atendida. A própria Globo, se for esperta, poderia dar um novo espaço ao apresentador, nem que seja num semanal no qual ele pudesse fazer o que quisesse. Além, claro, de aproveitar as inúmeras qualidades de Jô nos canais pagos da Globosat, como GNT e Globo News. Se não rolar, não há de faltar um canal aberto que não abra os braços para Jô. Ainda não é a hora de dormirmos sem o “beijo do gordo”.

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André Santana

sábado, 17 de dezembro de 2016

"Supermax" pecou pela narrativa irregular, mas foi uma boa experiência


Na gaveta da Globo desde o ano passado, Supermax deu as caras nas noites de terça do canal no último trimestre de 2016. Criada por José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi, e com roteiro de Aquino, Bonassi, Carolina Kotscho, Bráulio Mantovani, Dennison Ramalho, Juliana Rojas, Raphael Draccon e Raphael Montes, e dirigida por José Eduardo Belmonte, Rafael Miranda e José Alvarenga Jr, a série dividiu opiniões. Pelo fraco desempenho de audiência, muitos a consideraram um “flop” da Globo. Mas, sob outro ponto de vista, a atração foi uma interessante tentativa de buscar novas formas de narrativa na produção seriada da Globo e, de quebra, atrair um novo público ao canal, sobretudo jovens que trocaram a TV pelo conteúdo via streaming.

A premissa da série é das mais interessantes. Confinados num presídio de segurança máxima para participarem de um reality show, 12 pessoas acabam abandonadas no local, onde coisas estranhas e sobrenaturais começam a acontecer. Misturando as mais variadas referências em seriados e filmes  internacionais, como The Walking Dead, American Horror Story, Supernatural, Jogos Vorazes e Lost, Supermax atirou em todas as direções, oferecendo muitos momentos de suspense, terror e mistério.

O primeiro episódio, por exemplo, foi ótimo. A trama reproduziu um típico episódio de estreia do Big Brother Brasil, trazendo o mesmo Pedro Bial animado no comando de sua “nave louca” e apresentando os personagens como naqueles VT's que mostram os “brothers”. Assim, o público, de cara, já os conheceu e entendeu, a partir de seus depoimentos, como pensam cada um deles. Bial também aproveitou para botar lenha na fogueira, avisando que todos ali tinham em comum o fato de já terem sido condenados por crimes no passado, plantando uma semente de dúvida na cabeça de todos. Por fim, os participantes conheceram as instalações, conversaram e, depois, participaram de uma tensa prova que determinaria o primeiro líder de Supermax.

Nos episódios seguintes, Supermax passou a introduzir os mistérios em torno do enredo. Logo, os participantes perceberam que a produção do reality já não fazia mais nenhum contato, concluindo que eles estavam ali jogados e à própria mercê. Ao mesmo tempo, gritos estranhos, sonhos premonitórios, acontecimentos inexplicáveis e a sensação de que eles não estavam ali sozinhos vão brotando, aumentando a tensão entre os confinados. Afinal, o que diabos estava acontecendo ali?

E foi neste momento que Supermax deu suas derrapadas. A série caiu na mesma armadilha que boa parte das séries americanas de mistério caem. O roteiro começou a repetir as mesmas situações de tensão e mistério a cada episódio. A explicação sobre o que de fato ocorria ali demorou demais a se revelar e, enquanto isso, dá-lhe mais gritos misteriosos, sonhos reveladores que pouco diziam, e todos os possíveis e variados clichês de suspense. Obviamente, o mistério movia a série e, portanto, os principais segredos tinham que seguir guardados para serem revelados apenas no final. O problema, aqui, é que nada de muito interessante acontecia com os personagens enquanto os mistérios não eram revelados. Não havia um grande herói a se torcer, as situações se repetiam e Supermax ficou cansativa. Por isso mesmo, foi perdendo público semana a semana. A série simplesmente não convidava o espectador a voltar na semana seguinte, um erro grave.

Apenas nos três últimos episódios, a série retomou o fôlego e voltou a ficar verdadeiramente interessante, justamente quando os segredos começaram a ser revelados. Acompanhamos as consequências de um estranho vírus transmitido por uma mosca dentro do presídio, que transformaram vários dos confinados numa espécie de zumbis e, ao mesmo tempo, estranhas criaturas surgiram na Supermax, apavorando os internos. Depois, num flashback, foi revelado a origem do vírus e das tais criaturas. Tratava-se de uma doença misteriosa que passou a vitimar os trabalhadores da região amazônica onde se construía a Supermax. Para que o vírus não se espalhasse, o exército tratou de eliminar os doentes e impedir que vazasse a informação. No entanto, um pastor que perdeu a família toda por causa do vírus descobre-se também doente. Ao adentrar numa caverna radiativa, o vírus e os efeitos do local o transformam em Baal, uma espécie de demônio que cria uma seita, recrutando como seguidoras as garotas de programas do lugar, também vítimas do vírus. Seu plano é engravidar mulheres que gerarão seus 450 profetas. Por isso, ele passou a capturar as mulheres da Supermax e eliminar os homens.

Ou seja, Supermax partiu de uma premissa boa e tinha um desfecho bastante ousado e interessante, mas ficou um vácuo entre seu início e o seu fim que não foi preenchido por nada. Por isso mesmo, foi uma série mediana. Teve seus momentos, mas cansou. Mas teve seus trunfos, sobretudo ao apostar num elenco de rostos desconhecidos da maioria do público. Mariana Ximenes (Bruna) e Cléo Pires (Sabrina) estiveram ali para situar a audiência, mas não foram elas os grandes destaques. Mariana parecia no piloto automático e Cléo apostou nas caras e bocas. Ambas já tiveram momentos melhores na TV. Por outro lado, atores como Erom Cordeiro (Sérgio), Bruno Belarmino (Luizão), Fabiana Gugli (Diana), Maria Clara Spinelli (Janette) e Márcio Fecher (Baal) foram muito bem. Supermax também se destaca pela direção arrojada, boa fotografia, bons cenários e locações, efeitos especiais convincentes e maquiagem eficiente.

Sim, Supermax ficou devendo em história. Mas foi uma boa experiência da Globo na tentativa de sair do lugar-comum. Mais: uma excelente experiência na tentativa de flertar com o streaming, ao disponibilizar 11 de seus episódios primeiramente na internet. É bem possível que tal estratégia tenha atraído à tela da Globo os fãs de séries e de Netflix, que normalmente passam longe do canal. A audiência foi baixa, mas, provavelmente, atraiu um público diferente, afinal, não há dúvidas de que Supermax foi uma série de nicho. Sendo assim, cabe à Globo, agora, estudar esta audiência conquistada por Supermax para entender que tipo de público ela verdadeiramente atraiu e, também, o que este tipo de público aprovou e desaprovou na série. Assim, a partir daí, a emissora poderá traçar novas estratégias para conceber novos programas que consigam ser mais bem-sucedidos nesta busca pela renovação do público, além de desenvolver novas estratégias multiplataformas. A Globo é movida a pesquisas, portanto, a emissora provavelmente já está estudando os resultados obtidos por Supermax. Sob este ponto de vista, foi uma experiência bastante válida.

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André Santana

News: "O Retorno do Dr. Mysterio" de "Doctor Who" vai ao ar no Syfy no Natal


O canal Syfy apresentará o episódio Especial de Natal de Doctor Who no mesmo dia em que irá ao ar no Reino Unido. O programa será exibido no dia 25 de dezembro, às 22h30 e estará disponível no Syfy Play, plataforma de vídeo sob demanda do canal, após a exibição na TV.

Escrito pelo showrunner Steven Moffat, "O Retorno do Dr.Mysterio" foi inspirado em um dos super-heróis favoritos do roteirista e produtor executivo da série: "Eu sempre amei histórias de herói e nesse natal Doctor Who mergulha nesse mundo. Meu super-herói favorito é Clark Kent, não o Superman", exlica.

No episódio, o 12º Doutor (Peter Capaldi) se une a um super-herói e um jornalista para salvar a cidade de New York de uma ameaça alienígena mortal. O episódio terá uma hora de duração e conta ainda com a participação especial de Adetomiwa Edun ("Bates Motel"), Aleksandar Jovanovic ("Collide") e Logan Hoffman ("V: Visitantes").

O especial de Natal de Doctor Who é uma tradição da série que começou em 1965 com a exibição do episódio "The Feast of Steven", e foi retomada em 2005, na era moderna da série, com "The Christmas Invasion".

Fale com o TELE-VISÃO:

E-mail: andresantv@yahoo.com.br



SBT dedica noite de terça às crianças e se dá bem


O SBT fez uma tacada de mestre na noite da última terça-feira, 13. Aproveitando a exibição do último capítulo da novela Cúmplices de um Resgate, a emissora exibiu uma programação excepcional, cancelando Chiquititas e Programa do Ratinho, e investindo numa verdadeira maratona infanto-juvenil. Foram ao ar a novela Carinha de Anjo, seguida do derradeiro episódio de Cúmplices, sucedido pelo show especial com a banda da novela, e encerrando com a exibição de Carrossel – O Filme no Cine Espetacular. Resultado: o SBT ficou mais de 4 horas na liderança da audiência, deixando para trás os desfechos de MasterChef Profissionais, na Band, e Supermax, na Globo.

Segundo o site Observatório da Televisão, a partir das 20h30 da terça, as novelas Carinha de Anjo e Cúmplices de um Resgate registraram média de 14 pontos no Ibope, um ótimo índice para as produções. Na sequência, às 22h09, começou o Show Cúmplices de um Resgate, que deixou o SBT na liderança, empatado com a Globo, registrando 15 pontos de média. Tarde da noite, às 23h49, começou Carrossel – O Filme, que deixou o canal na liderança isolada, com 10 pontos. No embalo, o The Noite, exibido das 1h13 às 2h19, manteve o canal à frente, com média de 6 pontos.

Foi realmente uma terça-feira bastante movimentada na TV aberta, pois o MasterChef Profissionais também chegava ao fim na Band. E se o SBT chegou à liderança com sua programação infantil, a Band conquistou um honroso segundo lugar com a exibição do reality culinário, fazendo a Globo amargar o terceiro lugar com o desfecho de Supermax. Exibido entre 22h30 e 1h21, MasterChef Profissionais conseguiu 7,4 pontos de média no Ibope. E, mesmo tendo fechado na vice, chegou a ficar em primeiro lugar em alguns momentos. A final teve ampla repercussão nas redes sociais, que se dividiram na torcida entre Daisy e Marcelo.

MasterChef Profissionais teve excelente trajetória na programação da Band, tanto em audiência quanto em repercussão (além, claro, do faturamento). Foi mais bem-sucedido que o MasterChef Junior, exibido no final do ano passado, que teve recepção mais morna. Por isso mesmo, a Band já confirma novas temporadas do MasterChef tradicional, no primeiro semestre, e MasterChef Profissionais, na segunda metade de 2017. Ou seja, neste período de vacas magras em que a emissora não produz praticamente nada, o MasterChef seguirá sendo a vedete da grade da Band.

No entanto, a grande sacada da noite de terça foi mesmo do SBT. O canal surfou na intensa repercussão da novela Cúmplices de um Resgate entre crianças e jovens, e a ampliou ao máximo, exibindo seu último capítulo num horário mais concorrido, e ainda aproveitou que boa parte das crianças está em férias para estendê-la até tarde da noite, programando a exibição do show da novela seguido do filme de Carrossel. Os bons resultados mostram que o SBT realmente investe no nicho certo, ao centrar seus esforços em teledramaturgia infanto-juvenil e, ainda, segue formando seus futuros espectadores, estratégia que os demais canais abertos abandonaram. Foi uma sacada muito esperta e que, a julgar pelos ótimos resultados de Carinha de Anjo, está longe de se esgotar.

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André Santana

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Raul Gil deve ir para a RedeTV, dizem sites


O SBT já confirmou que Raul Gil está deixando a emissora, e também já avisou que Celso Portiolli ficará com o seu horário, comandando uma versão reformulada do Domingo Legal (que deve se chamar Sábado Legal, segundo o site Notícias da TV). Neste contexto, muito se especulou sobre o destino de Raul Gil, animador que está no ar ininterruptamente há vários anos. O Programa Raul Gil estreou em 1973, na Record, e, de lá para cá, já foi exibido em diversos canais.

E, pelo visto, não será desta vez que Raul Gil irá se aposentar. Chegaram a falar que a Band queria o animador de volta, mas, segundo fontes diversas, o destino do apresentador será mesmo a RedeTV. A ideia no canal de Amílcare Dallevo e Marcelo de Carvalho é que o Programa Raul Gil ocupe as tardes de domingo, entre 15 e 20 horas, entregando para o Encrenca, maior audiência da emissora. Pode ser uma boa alavanca para os domingos do canal, que até tem suas atrações, mas que são um tanto inexpressivas na grade.

Aliás, resta saber o que acontecerá com elas caso a ida de Raul Gil se concretize. Sensacional, de Daniela Albuquerque, nunca disse a que veio, mas nunca se falou em tirá-la do ar (claro!). Atualmente exibido das 16h30 às 18h, o programa fatalmente terá o horário alterado. De repente, a emissora o encaixará na linha de shows durante a semana. Outra opção seria exibi-lo mais cedo, entre 13h30 e 15h, entregando para o Programa Raul Gil. Mas, neste caso, a RedeTV teria de abrir mão dos concessionários que ocupam sua grade dominical durante boa parte da tarde. E, além do Sensacional, a RedeTV exibe também aos domingos o Conexão Models, com Renata Kuerten. A atração também é inexpressiva, mas fatura bem. O que será que vai acontecer com ela?

Caso a transferência ocorra, representará mudanças para Raul Gil. Sinônimo de sábado há anos, o apresentador entrará na guerra dominical, batendo de frente com Faustão, Eliana e Rodrigo Faro. Não que seja novidade para Raul, já que o Programa Raul Gil, quando saiu do ar na Record, também foi exibido aos domingos na Band por um bom tempo, registrando boa audiência para a emissora do Morumbi. Foi somente quando a Band fechou parceria com a Globo e passou a exibir futebol aos domingos que Raul Gil voltou a se apresentar aos sábados. Nesta época, ele aparecia aos sábados e domingos, pois a Band exibia o Programa Raul Gil aos sábados, e o Homenagem ao Artista aos domingos (que, depois, foi substituído pelo estranho Todo Domingo É Natal).

Se a RedeTV já está prestes a acertar a grade de seus programas de auditório dos finais de semana, a Record ainda tem alguns assuntos pendentes para sua programação 2017. A emissora renovou o contrato de Gugu Liberato, e desta vez, como funcionário da casa, e não mais como produtor. Isso significa que, em 2017, o programa Gugu deixará de ser produzido pelo apresentador. Agora, a Record poderá ela mesma assumir a produção, ou até entregá-la para uma outra produtora. O que é certo mesmo é que a atração de Gugu Liberato continuará nas noites de quarta-feira. Falou-se que Gugu poderia assumir também as noites de segunda, já que a previsão era de que Xuxa Meneghel deixasse a faixa. No entanto, o canal até agora não confirmou a transferência do Programa Xuxa Meneghel para as tardes de sábado. Um silêncio bem esquisito, diga-se.

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André Santana