domingo, 21 de janeiro de 2018

Em ótima estreia, "Dancing Brasil" se firma como o melhor programa da Record

Sem medo de esgotar o formato, a Record lançou na última quarta-feira, 17, a terceira temporada do talent show Dancing Brasil. A atração ganha maturidade a cada edição, e não foi diferente nesta estreia. Xuxa Meneghel está cada vez mais à vontade na função, os jurados seguem mandando muito bem, e Leandro Lima, que substitui Sergio Marone na co-apresentação, colocou seu antecessor no bolso.

Foi uma estreia burocrática, com a apresentação dos candidatos seguida de sua primeira apresentação. Mas tudo aconteceu de modo harmônico, sem sustos ou sobressaltos. O novo time de participantes é bom, e deve render. Bárbara Borges, Bárbara Evans, Hylka Maria, Raíssa Santana, Joanna Maranhão, Geovanna Tominaga, Isabel Fillardis, Marina Elali, Douglas Sampaio, Acelino Popó Freitas, Diego Sales, Bruno Chateaubriand, Dudu Pelizzari, Rodrigo Capella e Sebá proporcionaram bons momentos nesta estreia.

Fernanda Chamma, Jayme Aroxa e Paulo Goulart Filho também voltaram tinindo, com boas análises e bons conselhos aos novos participantes. Aliás, é neste quesito que o Dancing Brasil se destaca, já que traz, verdadeiramente, boas informações e análises sobre a dança, tecnicamente falando.

Praticamente sem novidades, Dancing Brasil teve como principal mudança seu dia de exibição. E a Record acertou neste remanejamento, já que a atração é mesmo uma boa alternativa ao futebol concorrente. Neste dia da semana, a possibilidade de a atração decolar é bem grande. Na estreia, já teve audiência recorde. Bom sinal.

Além do dia de exibição, o Dancing Brasil também mostrou alguma diferença na apresentação. Cada vez mais à vontade no comando do programa, Xuxa roubou a cena e, diferentemente das outras edições, teve mais tempo para agir espontaneamente e não ficou o tempo todo presa ao teleprompter. A apresentadora riu, se divertiu, disparou piadinhas infames e fez suas próprias análises das apresentações. Estava em casa. E, desta vez, ganhou um partner à altura: saiu o robótico Sergio Marone, entrou o ator Leandro Lima, bem mais simpático e espontâneo que seu antecessor. A emissora acertou na escolha.

Ou seja, nesta terceira temporada, Dancing Brasil aparou as arestas vistas nas edições anteriores e apresentou um espetáculo redondinho e bem envolvente. Em meio a tantos erros na programação da emissora, o programa se coloca como a melhor atração da atual grade da Record. Merece sua atenção.


André Santana

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Gugu renova com a Record e assume "Power Couple"

Demorou mais do que o previsto, mas a novela envolvendo Gugu Liberato e a Record chegou ao fim. O apresentador ficará na emissora mais um ano, aceitando a proposta do canal de assumir o comando de um formato importado. Caberá a Gugu o comando do Power Couple, reality show de casais que terá sua terceira temporada no canal a partir de abril. As duas temporadas anteriores da atração foram comandadas por Roberto Justus.

A renovação de contrato de Gugu se arrasta desde o final do ano passado. A emissora andava insatisfeita com o programa semanal do apresentador, que estava fraco de audiência e conteúdo. Assim, a ideia da direção da Record era extinguir o programa Gugu e aproveitar o apresentador como mestre de cerimônias em algum formato enlatado, repetindo a estratégia adotada para Xuxa, que perdeu o comando do Programa Xuxa Meneghel para comandar o Dancing Brasil. O mesmo também será feito com Marcos Mion, que perdeu seu Legendários, mas seguirá à frente de A Casa.

A princípio, Gugu não teria aceitado perder seu próprio programa, daí a demora em se chegar a um acordo. Muitos apostavam que o apresentador deixaria a emissora de vez. Mas, recentemente, Ricardo Feltrin, do UOL, noticiou que a Record fez uma nova proposta, oferecendo a Gugu o comando de um formato pronto no primeiro semestre e uma nova temporada de seu programa, com menos episódios, no segundo semestre. Agora, Flavio Ricco, também do UOL, afirma que o acordo já foi selado e Gugu seguirá no canal, mas não confirmou se o apresentador terá seu próprio programa no segundo semestre. O colunista só avisou que o canal buscará um novo formato para ele comandar.

Também já está definido que Gugu, inicialmente, assume o comando do Power Couple. Ricco afirmou que a Record estuda alterar o esquema de exibição do reality, apostando em edições diárias e ao vivo, semelhante à A Fazenda. Com isso, Roberto Justus perde espaço no canal. Resta saber se Justus seguirá à frente de A Fazenda, no segundo semestre, ou se Gugu acabará ficando, também, com o reality rural. Afinal, sua participação especial na edição do ano passado foi muito bem avaliada, tanto internamente quanto junto ao público.

Talvez não seja bem o que Gugu queria, mas a mudança, aparentemente, é positiva. Power Couple é um formato bem interessante, e Roberto Justus nunca foi um exímio comandante. Robótico, sempre lhe faltou jogo de cintura no comando das provas da atração. Já Gugu é um exímio comandante de games, e poderá voltar a exercitar este lado no Power Couple. Em suas mãos, é grande a chance de o formato se fortalecer. E, assim como Xuxa conseguiu recuperar seu brilho comandando Dancing Brasil, Gugu terá a chance de fazer o mesmo. Porque, vamos combinar, o loiro estava mais do que apagado em seu semanal das quartas-feiras.


André Santana

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Record recorre novamente à reprise para não deixar morrer a “novela das sete”

Quando saiu a notícia de que Topíssima, novela de Christianne Fridman que substituiria Belaventura, teve sua produção interrompida, imaginei que a “novela das sete” da Record morreria de vez. E que, provavelmente, a emissora colocaria no horário o Jornal da Record, ou voltaria a esticar o Cidade Alerta indefinidamente. Mas não. A princípio, a “novela das sete” da Record não vai morrer. Mas vai recorrer, novamente, a uma reprise.

Neste caso, não será uma “nova” reprise, e sim um ajuste na atual configuração da grade. Com o fim de Belaventura, a reapresentação de Os Dez Mandamentos, que ocupa a faixa das 18h15, será empurrada para às 19h45. E o Cidade Alerta, que havia sido reduzido drasticamente desde o retorno de Os Dez Mandamentos, volta a ser enorme, indo das 16h45 às 19h45. Já o SP Record não sobreviverá às mudanças e sairá do ar.

O encurtamento do Cidade Alerta, a reprise de Os Dez Mandamentos e o lançamento do SP Record faziam parte de um pacote de mudanças na programação de 2017 que buscava qualificar a grade da emissora. O jornal policial era enorme e dava audiência, mas não faturava tanto. Com uma novela e um novo jornal, mais voltado à informação e prestação de serviço, o canal esperava fazer uma grade comercialmente mais interessante. No entanto, em termos de audiência, as mudanças revelaram-se um grande fiasco. Os Dez Mandamentos entregava em baixa para o SP Record, que entregava em baixa para Belaventura, que também pontuou mal. Sem a alavanca do Cidade Alerta, a audiência do horário nobre da emissora despencou.

Por conta disso, a Record, agora, tentará recuperar os números perdidos e, mais uma vez, recrutará o Cidade Alerta para a função. Além disso, Os Dez Mandamentos entrará numa fase na qual decolou em sua primeira exibição, e a emissora espera que os números subam a partir daí. Como vai contar com a alavanca do jornal policial, é bem provável que a nova grade refresque, ao menos um pouco, a situação da emissora. Vamos ver o que acontece.

Sendo assim, como a faixa de novelas das sete continuará, com a reprise de Os Dez Mandamentos, pode ser que Topíssima venha, sim, a ser produzida mais adiante. Mas fica claro que a emissora não tem musculatura para manter dois horários de novelas com tramas inéditas sendo produzidas simultaneamente. Quando tentou ter três novelas inéditas no ar, lááá em 2006, o canal penou. Conseguiu, por um certo período, exibir duas produções, mas também aos trancos e barrancos. Agora, desde que a faixa das 19h foi retomada com Escrava Mãe, a emissora vem revezando uma história inédita e uma reprise. De repente, seria melhor concentrar esforços numa única faixa (a das 20h30, que vive uma crise com Apocalipse), ao invés de tentar dar um passo maior do que a perna.


André Santana

sábado, 13 de janeiro de 2018

"Deus Salve o Rei": após novela "bobinha", Globo surpreende e ousa às sete

Nos últimos anos, as novelas das sete fizeram as pazes com o Ibope. Tramas como Alto Astral, Totalmente Demais e Haja Coração levantaram uma das faixas mais problemáticas da Globo, e todas elas tinham em comum a trama fácil, quase infanto-juvenil, e com um humor leve e quase ingênuo. Não que tenham sido novelas ruins, mas passaram longe da comédia atrevida que costumava povoar o horário, sobretudo nas décadas de 1980 e 1990.

E, ao descobrir o “caminho das pedras” do bom desempenho das novelas das sete, a direção da Globo parece ter tomado gosto pela coisa e se “superou” com Pega Pega, que terminou na última segunda-feira, 08. A trama de Claudia Souto seguiu o modelo de suas antecessoras, com uma pegada infanto-juvenil e um humor pueril, e foi além, ficando tão leve que pareceu até meio boboca. Com um argumento interessante, um roubo num hotel, que foi esvaziado logo, a trama andou em círculos e fez água diante de um mistério acerca da morte de uma personagem que nunca, de fato, esteve na novela. E, curiosamente, uma das mais fracas novelas das sete dos últimos anos, foi também a de maior sucesso no Ibope: Pega Pega teve o melhor desempenho no horário desde Cheias de Charme. Grande feito!

Por conta deste êxito, seria de se supor que o canal continuaria replicando a fórmula que vem se mostrando tão eficaz no horário. Mas, surpreendentemente, não foi isso que aconteceu. Na terça-feira, 09, Pega Pega foi substituída por Deus Salve o Rei, trama que marca a estreia de mais um autor, Daniel Adjafre, e cuja fórmula vem na contramão da história anterior. Sai o colorido e o tatibitate, e entra uma trama soturna, passada na Idade Média, e cujo tom dramático e solene impera sobre o humor.

Trata-se de algo realmente novo no horário, que já teve fantasias a la Que Rei Sou Eu? e Bang Bang, mas é preciso lembrar que estas tinham tom satírico, ao contrário de Deus Salve o Rei, que leva a sério seu cenário e sua época. A trama consegue fazer um paralelo com a contemporaneidade ao trazer um reino, Montemor, cuja falta de água é um problema. A água é o que une dois reinos, Artena e Montemor, que possuem boas relações e “trocam” fornecimentos de água e minério.

Neste contexto, Deus Salve o Rei conseguiu, nesta primeira semana, unir com graça o cenário medieval e o folhetim. Em seu centro, o infalível amor entre um príncipe herdeiro, Afonso (Rômulo Estrela) e uma plebeia, Amália (Marina Ruy Barbosa). Irrigando este amor, dois reinos cujas boas relações estão ameaçadas, sobretudo em razão da princesa de Artena, Catarina (Bruna Marquezine), que não aceita tal relação amistosa. Os pilares deste bom relacionamento estão representados pelos monarcas, o rei Augusto (Marco Nanini) e a rainha Crisélia (Rosamaria Murtinho), esta última com sinais de senilidade.

Visualmente, é uma novela de encher os olhos. Além da bela fotografia, cenários suntuosos e figurino caprichado, a trama fluiu bem. O primeiro capítulo apresentou os personagens principais sem cair no didatismo chato, e a semana correu com eficácia. O texto de Daniel Adjafre, aliás, chama a atenção pela maturidade, com diálogos que imprimem credibilidade diante de uma temática que poderia, facilmente, cair na fantasia pura e simples. A direção de Fabrício Mamberti acerta a mão no tom da história e dos atores. E o que dizer da abertura? Linda!

Marco Nanini e Rosamaria Murtinho parecem ter nascido para interpretarem monarcas, tamanha a naturalidade que imprimiram a Augusto e Crisélia. Rômulo Estrela, depois de bons coadjuvantes, surge como um mocinho vigoroso, enquanto Marina Ruy Barbosa é uma mocinha eficiente. O elo mais fraco é Bruna Marquezine, que vem abusando da falta de expressão de sua vilã. A atriz vem confundindo seriedade com apatia.

Johnny Massaro é um nome que vem se destacando, excelente como o príncipe Rodolfo. Inconsequente e mulherengo, o personagem foi o responsável pelo humor desta primeira semana (comédia de alta qualidade, diga-se), mas também teve momentos de drama, ressaltando a versatilidade do ator. O príncipe lembra o personagem do ator na série Filhos da Pátria, mas a semelhança não compromete o trabalho de Massaro. Está ótimo.

Ou seja, Deus Salve o Rei tem todos os ingredientes de um bom folhetim. Uma trama bem armada e argumentada, romance e ação, e tem o extra da embalagem medieval, que faz com que a novela tenha um ar de novidade. Resta saber como será a reação do público diante de uma trama tão diferente das anteriores. A novela tem qualidades e condições de fazer sucesso. Sem dúvidas, uma boa aposta da Globo. E é bom constatar que o canal não tem medo de sair de sua zona de conforto.


André Santana

Começa hoje o TELE-VISÃO 2018

Começamos hoje mais um novo ano aqui no TELE-VISÃO. Após um breve período de férias, o espaço volta a ser atualizado regularmente (normalmente às terças, quintas e sábados), sempre repercutindo as principais notícias do universo televisivo, comentando os programas e analisando as estreias e novidades da telinha.

Neste ano, o blog segue como no ano passado. Felizmente, depois de muito bater cabeça, o TELE-VISÃO conseguiu se estabelecer nesta nova casa, o TELE-VISÃO.com, e seguiu contando com a participação e prestígio de seus frequentadores. Mudar não foi fácil, mas se mostrou a melhor saída, e é bom saber que os leitores compraram a ideia e vieram, também, ao novo espaço.

Por isso mesmo, espero poder continuar contando com todos vocês que leem os textos, comentam, concordam ou discordam, mas contribuem de maneira significativa para um debate saudável de ideias. Este sempre foi o principal propósito do TELE-VISÃO, e assim continuará sendo.

Sendo assim, obrigado mais uma vez pela presença, e continue por aqui! Bem-vindos ao TELE-VISÃO 2018!


André Santana

sábado, 6 de janeiro de 2018

Top 10 de 2017: destaques positivos

A televisão brasileira produziu muita coisa boa em 2017. O TELE-VISÃO lista agora os dez melhores momentos da telinha do último ano. Lembrando que a lista foi elaborada baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- “A Força do Querer”

Definitivamente, a Globo fez as pazes com o público das novelas. E seu maior êxito neste ano responde por A Força do Querer. Gloria Perez trouxe seu bom e velho folhetim despudorado, mas trouxe novidades à sua narrativa, ao apostar em várias protagonistas, poucos personagens e uma trama envolvente e cheia de emoção. Destaque para a bela e corajosa abordagem da transexualidade por meio de Ivan (Carol Duarte). Bibi Perigosa (Juliana Paes), Ritinha (Isis Valverde) e Jeiza (Paolla Oliveira) deixaram saudades.

- “Dois Irmãos”

O ano começou muito bem na Globo com a minissérie Dois Irmãos. Mais uma obra-prima assinada por Luiz Fernando Carvalho, a série impactou com um texto impecável, grandes atuações e uma história intensa e muito envolvente. Sem dúvidas, um divisor de águas na carreira do ator Cauã Reymond.

- “Sob Pressão”

Num ano de séries sem muita expressão, a Globo acertou em cheio ao apostar na versão televisiva do longa-metragem Sob Pressão. A série faz um drama humano tendo como mote a precariedade de um hospital público brasileiro, cenário que rende grandes histórias. Além disso, conta com um elenco da melhor qualidade, encabeçado pelo excelente Júlio Andrade, e a não menos inspirada Marjorie Estiano.

- “Rock Story”

Depois de anos apostando em comédias bobinhas e pseudo-infantojuvenis no horário das sete, a Globo brindou o público do horário com uma trama mais madura e de contornos mais dramáticos. Rock Story trouxe um anti-herói, uma vilã humana, personagens carismáticos e uma história cheia de cartas na manga, que não permitiram que se criassem “barrigas”. Maria Helena Nascimento, estreando como autora titular de novelas, mostrou-se pronta para o ofício. Entende, e bem, do riscado.

- “Pesadelo na Cozinha”

A Band foi feliz ao entregar a versão nacional do Kitchen Nightmares ao carismático Erick Jacquin, do MasterChef. Em novo reality show, o francês aprontava poucas e boas ao orquestrar verdadeiras operações de guerra na tentativa de salvar restaurantes à beira da falência. A presença de Jacquin fez toda a diferença e tornou o programa um entretenimento da melhor qualidade.

- “Fábrica de Casamentos”

Depois de uma overdose de realities de culinária, o SBT resolveu desenvolver um formato próprio em suas noites de sábado e lançou Fábrica de Casamentos. Com a ideia de fazer toda uma festa de casamento em apenas sete dias, Chris Flores e Carlos Bertolazzi se dispõem a resolverem diversas pendengas que surgem na organização destes eventos. Mesmo com algumas situações claramente forçadas para gerar tensão, Fábrica de Casamentos, no geral, funciona muito bem. Diverte e traz boas e emocionantes histórias.

- “Lady Night”

Dentre tantos talk shows engraçadões, o Lady Night, de Tatá Werneck é, de longe, o melhor. Tatá é uma metralhadora verborrágica, da qual são disparadas altas tiradas, repletas de ironia, sarcasmo, referências pop e escatologia. Com um raciocínio rápido e uma capacidade de improviso acima da média, Tatá era a estrela e atração principal de Lady Night, Pouco importava quem era o convidado. E a Entrevista com o Especialista?

- “Conversa com Bial”

A Globo foi feliz ao ir na contramão da concorrência e escalar, para seu fim de noite, um talk show onde os assuntos tratados são mais importantes que piadas. Conversa com Bial, em seu primeiro ano, primou por bons bate-papos, promoveu debates relevantes sobre os mais variados assuntos e recebeu convidados de grande expressão. Pedro Bial, com seu estofo e repertório de repórter e seu traquejo adquirido nos anos de BBB, tornou-se um excelente apresentador.

- “Dancing Brasil”

Num ano de poucos acertos, a Record mandou bem com sua versão do Dancing With the Stars. Dancing Brasil conseguiu escapar das comparações com a Dança dos Famosos, da Globo, ao apostar numa produção caprichadíssima, um trio de jurados competente e participantes interessantes. Rendeu grandes momentos de disputa e emoção ao mostrar famosos tentando se superar e aprender a dançar. E, de quebra, deu sobrevida à Xuxa Meneghel no canal, que acertou a mão na condução do programa. Deu tudo muito certo.

- “Amor & Sexo”

O programa de Fernanda Lima vestiu de vez sua porção “engajada” e fez da temporada de Amor & Sexo uma ode à intolerância, ao preconceito, contra a hipocrisia e a ignorância. A atração promoveu debates importantes sobre assuntos realmente sérios, e que pareciam impossíveis de serem discutidos na TV aberta. Destaque para o programa de estreia de 2017, sobre feminismo, que abordou a questão social da mulher negra e sobre a liberação sexual feminina, sempre com depoimentos contundentes, além de uma bela participação de Elza Soares e Karol Conká. O programa teve seus momentos didáticos, sim, mas foram absolutamente necessários, afinal, foram temas novos na TV que estavam sendo tratados ali. Foi uma grande temporada!

- Menção honrosa: “Malhação – Viva a Diferença”

Parecia impossível que Malhação conseguisse se reinventar. Mas a chegada de Cao Hamburger à redação final deu à novelinha o sopro de vitalidade que ela tanto precisava. Viva a Diferença é a melhor temporada de Malhação em anos (se não for a melhor de todos os tempos), e mandou muito bem ao apostar em cinco garotas como protagonistas cujos principais conflitos não são arrumar namorados. O texto, impecável e sem subestimar o espectador, trouxe abordagens contundentes, mas fugiu do didatismo e conseguiu, verdadeiramente, estabelecer um diálogo com o jovem, além de ter evitado hipocrisia e a fantasia exacerbada. Merece todo o sucesso que vem fazendo. Fará falta.

E para você, internauta? Quais foram os grandes acertos da TV brasileira em 2017? Deixe sua opinião! O blog volta a ser atualizado normalmente a partir do próximo sábado, 13 de janeiro. Até lá!


André Santana

sábado, 30 de dezembro de 2017

Top 10 de 2017: destaques negativos

A televisão brasileira errou muito em 2017. Por isso, a primeira parte da retrospectiva 2017 do TELE-VISÃO lista os destaques negativos da programação do ano que termina amanhã. A lista é elaborada baseada na opinião deste que vos escreve e, portanto, é sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- “Apocalipse”

O maior deslize da Record em 2017. Ao consolidar sua faixa de novelas bíblicas, a Record deu um passo além e apostou numa história baseada no livro sagrado, mas também contemporânea. Parecia uma boa ideia e um respiro ao deserto sem fim que havia se tornado o horário das 20h30 no canal. No entanto, no ar, Apocalipse revelou-se doutrinária ao extremo. A emissora usa sua principal novela para fazer um verdadeiro culto, deixando claro que só serão salvos do fim do mundo os fiéis da igreja que controla a emissora, além de trazer referências negativas a outras crenças e religiões. A repercussão negativa foi tão grande que até a autora Vivian de Oliveira declarou não reconhecer o texto, deixando claro que a cúpula do canal interfere diretamente no andamento da obra.

- Bastidores do Carnaval 2017

Que a RedeTV tem a cobertura do carnaval mais trash da televisão brasileira, a gente já sabe há anos. Mas o canal insiste em superar suas próprias bizarrices. Este ano, em meio sambistas que dançam sem música e muitas “voltinhas para a câmera”, os apresentadores Nelson Rubens e Flávia Noronha foram surpreendidos por uma moçoila nua e pintada de verde, que resolveu agachar diante das câmeras e expor, digamos, “onde o sol não bate”. O ânus verde repercutiu tanto que o superintendente artístico da emissora, Elias Abrão, pediu demissão via Twitter. Mas voltou atrás.

- “Operação Mesquita”

Em 2017, Otávio Mesquita deixou as madrugadas, horário que ocupa há anos com seus antigos Perfil, A Noite É uma Criança, Claquete e Okay Pessoal. Lançou-se num formato novo, o Operação Mesquita, exibido no final das tardes de sábado. No entanto, o apresentador não emplacou nem no novo horário e nem no novo formato. Seu Operação Mesquita foi remanejado para as madrugadas, e seu formato voltou a ser igual ao até então extinto Okay Pessoal.

- “Gugu”, “A Casa” e o fim de “Legendários”

A Record não foi feliz em grande parte de suas decisões acerca de sua linha de shows este ano. No início do ano, a emissora passou o Legendários das noites de sábado para a sexta-feira. O programa de Marcos Mion saiu de um horário consolidado para se aventurar num novo dia e se deu mal. A atração, no ar há sete anos, acabou cancelada. Além disso, a emissora mandou mal com A Casa, um dos piores reality shows de todos os tempos, e também não foi feliz com a temporada 2017 de Gugu, que se tornou um programa chato, previsível e pouco criativo. Não por acaso, teve seu pior desempenho no Ibope e não foi renovado para 2018.

- “Pânico na Band”

Cada vez menos expressivos, os humoristas do Pânico na Band seguiram com muitas dificuldades em se reinventar. Com dificuldades em vencer no Ibope o tolo Encrenca, da RedeTV, o Pânico entrou numa crise ao ponto de deixar de ser um bom negócio para a emissora. Resultado: o canal cancelou o programa de vez e, até aqui, não se sabe se o Pânico voltará numa outra emissora.

- “Exathlon Brasil”

Não foi desta vez que a Band conseguiu aliviar a dependência do MasterChef. O canal tentou trazer novidades para sua linha de shows, mas o Exathlon Brasil revelou-se um fiasco. A ideia de um reality de aventura e esportes radicais é muita boa, mas o programa pecou na execução, sobretudo na edição arrastada e confusa que tirava qualquer emoção. Para piorar, o (ótimo) apresentador Luis Ernesto Lacombe não apresentou o episódio final, substituído pelo produtor da atração, um estrangeiro que precisou ser legendado. Coisa esquisitíssima.

- Programação da Record

Este ano, a Record fez uma série de mudanças equivocadas na grade de programação. Numa tentativa de qualificar sua grade, a emissora reduziu o Cidade Alerta, uma de suas maiores audiências, para apostar numa reprise de Os Dez Mandamentos e o lançamento de um jornal local. Mas a reprise precoce da trama bíblica sucumbiu, prejudicou o novo jornal e ajudou a derrubar a audiência do horário nobre da emissora.

- Simba

SBT, Record e RedeTV se uniram e criaram a join-venture Simba Content, com o objetivo de negociarem juntas as vendas de seus sinais digitais para as operadoras de TV paga. Os canais pediram alto para continuarem nas operadoras e, claro, não foram atendidas. E assim, como forma de pressão, fizeram uma grande campanha na tentativa de convencer o espectador a reclamar com suas operadoras. Mas, quando o sinal analógico foi cortado, as operadoras da TV paga pouco sentiram falta de SBT, Record e RedeTV. Já os canais viram suas audiências caírem. Por fim, a Simba acabou renegociando seu retorno à TV paga, mas em condições bem mais modestas. Uma grande lambança!

- “Primeiro Impacto”

Não bastasse a chegada de Dudu Camargo em 2016, o jornal Primeiro Impacto ganhou, também, o comando de Marcão do Povo em 2017, aumentando o nível de vergonha alheia do matinal. Não satisfeito com as “aventuras” da dupla de manhã, Silvio Santos inventou de colocar o jornal na hora do almoço, das 12h às 14h30, acreditando, ingenuamente, que faria frente ao Balanço Geral, da Record. Pois o Primeiro Impacto à tarde passou vergonha, viu seu tempo ser reduzido logo depois da estreia, e acabou saindo do ar uma semana depois. Pena que ainda existe de manhã…

- “Adnight Show”

Com a fraca repercussão da primeira temporada de Adnight, a Globo reformulou a atração e a rebatizou como Adnight Show. Pois o programa de Marcelo Adnet não só continuou sem-graça, como ainda ficou sem propósito e sem identidade. No ar, parecia mistura de nada com coisa nenhuma. O humorista, que é bom de serviço, continua dando murro em ponta de faca em seus voos solos na Globo, que insiste em dar a ele, um improvisador de primeira, um programa ensaiadinho.

E para você, internauta? Quais foram os destaques negativos de 2017 na televisão? Deixe sua opinião! O TELE-VISÃO volta a ser atualizado no próximo sábado, dia 6 de janeiro, com a lista dos destaques positivos. Até lá!


André Santana

Feliz Ano Novo!


Encerramos aqui o TELE-VISÃO 2017! Finalizamos mais um ano juntos, compartilhando ideias sobre nossa tão amada TV! Agradeço, de coração, todo mundo que dedica um tempinho e passa por aqui para acompanhar nossas impressões. Que tenhamos todos um 2018 muito especial, e juntos aqui novamente, compartilhando tele-visões! Feliz ano novo!

sábado, 23 de dezembro de 2017

Perspectiva 2018: o que a TV trará de bom

2018 será um ano movimentado na televisão brasileira. Afinal, será um ano de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, que devem mobilizar os setores de jornalismo e esporte de todos os canais abertos, cada um à sua maneira. Além disso, Globo, SBT, Record, Band e RedeTV devem tentar driblar a crise e apagar a impressão de falta de investimento. Mas será difícil.

Com lenha para queimar, a Globo deve ser a única a manter seu ritmo frenético de estreias. Com suas faixas de produções de temporadas e a capacidade de produzir com bastante antecedência, a emissora vem mantendo um ritmo de produção e gravando programas sem data certa para exibir. Assim, muita coisa que o canal exibirá em 2018 já está pronto há um bom tempo, apenas esperando uma vaga na grade para entrar no ar.

Enquanto isso, SBT e Record não têm grandes perspectivas. Com a crise, as duas emissoras se viram obrigadas a colocar o pé no freio, e não dão sinais de que sairão deste momento difícil no próximo ano. A ordem é economizar, e as estreias devem ser pontuais.

Quem ensaia uma recuperação é a Band. Depois de anos em estado morto, o canal parece disposto a sair da inércia e da preguiça. A emissora realizou novas contratações para trazer novidades na grade em 2018, numa tentativa de ir além do MasterChef. Já a RedeTV, apesar de manter seu discurso de “rede que mais cresce”, ainda continuará dependente da locação de horários, o que a impede de crescer de verdade. Em 2018, o canal deve continuar dependendo de igrejas e concessionários.

Confira abaixo o que as emissoras preparam para 2018:

Globo

Como já vem se tornando tradição, a Globo já lança vários produtos no começo do ano. Novas minisséries ocupam a linha de shows nas primeiras semanas de janeiro, enquanto o Big Brother Brasil retorna mais perto do final do mês. Em 2018, o canal exibirá as minisséries Entre Irmãs (dia 2), Cidade dos Homens (dia 2) e Treze Dias Longe do Sol (dia 8), além da minissérie enlatada O Gerente da Noite (dia 9) e a série Supergirl (dia 1º). Além disso, está de volta o The Voice Kids a partir do dia 7. Já o BBB volta no dia 22, e o Tá no Ar – A TV na TV estreia sua quarta temporada no dia 23. E a comédia Brasil a Bordo, de Miguel Falabella, finalmente estreia no dia 25.

A partir de abril, as séries de temporada voltam a ocupar a linha de shows da emissora. Já estão confirmadas as novas temporadas de Mister Brau e Sob Pressão. Também deve estrear em abril a nova “supersérie” da Globo, Onde Nascem os Fortes, de George Moura e Sergio Goldenberg. No segundo semestre, está confirmada mais uma edição do The Voice Brasil, mas ainda não se sabe se Adnight terá uma nova chance.

No inicio das tardes de domingo, já estão confirmadas novas temporadas de Tamanho Família e Popstar. Aos sábados, com o fim do Estrelas confirmado para o segundo semestre, há quem acredite que podem entrar novos projetos de temporada no horário. Por enquanto, o que se sabe é que um programa especial sobre a Copa, apresentado por Glenda Kozlowski substituirá o programa de Angélica. A loira, aliás, deve ganhar uma nova atração no segundo semestre, mas ainda não há qualquer sinal de alguma pré-produção. A conferir. Os demais programas de variedades seguem firmes, com as novas temporadas de Mais Você, Encontro, Vídeo Show, Conversa com Bial, É de Casa, Caldeirão do Huck, Altas Horas e Domingão do Faustão.

Nas novelas, a primeira estreia do ano será Deus Salve o Rei, de Daniel Adjafre, que substitui Pega Pega a partir do dia 9 de janeiro. Outras produções em andamento são Malhação – Vidas Brasileiras, de Patrícia Moretszohn, que substitui Viva a Diferença em março; Orgulho e Paixão, de Marcos Bernstein, no horário das seis; e Segundo Sol, de João Emanuel Carneiro, às 21 horas.

SBT

A emissora de Silvio Santos não deve trazer grandes novidades em 2018. Ainda sob impacto da crise e superando algumas demissões, o SBT deve manter a programação sem grandes sobressaltos.

Em janeiro, a única novidade confirmada até aqui é a exibição de uma versão infantil do reality show culinário Bake Off Brasil – Mão na Massa. A mais bem-sucedida competição de cozinha do SBT mostrará crianças disputando o concurso de sobremesas, que seguirá sendo apresentado por Carol Fiorentino. A faixa de realities dos sábados continuará, com a nova temporada de Fábrica de Casamentos, a partir de março, e da versão adulta do Bake Off Brasil – Mão na Massa, no segundo semestre.

Outra novidade da emissora é a nova novela, As Aventuras de Poliana. Escrita por Iris Abravanel, a trama será a primeira novela infantil do SBT que não é uma adaptação de folhetim estrangeiro; desta vez, a mulher de Silvio Santos se inspirou no romance Pollyana, de Eleanor H. Porter, para desenvolver sua nova trama. No elenco, Milena Toscano, Guilherme Boury, Miryam Rios e Clarisse Abujamra. As Aventuras de Poliana substitui Carinha de Anjo, provavelmente a partir de abril.

Outra novidade que pode pintar na grade da emissora é um novo programa para Patrícia Abravanel. A filha de Silvio Santos, que viu chegar ao fim seu Máquina da Fama em 2017, pode ganhar uma nova atração de variedades com auditório, assim que voltar de sua licença-maternidade. No mais, todos os programas atuais devem seguir sem mudanças (isso se Silvio Santos não mudar de ideia): Fofocalizando, Casos de Família, Programa do Ratinho, The Noite, A Praça É Nossa, Programa Raul Gil, Domingo Legal e Eliana permanecem. E o Programa Silvio Santos, claro!

Record

A Record surpreendeu meio-mundo ao suspender a pré-produção de Topíssima, trama de Christianne Fridman que vinha sendo preparada para a faixa das sete e substituiria Belaventura. A trama já tinha vários capítulos escritos e elenco escalado. Provavelmente, o baixo desempenho das atuais produções desanimou o canal a continuar mantendo duas faixas de novelas.

Soma-se a isso uma notícia recente de Flavio Ricco, que afirmou que a direção da emissora está insatisfeita com o atual horário do Jornal da Record, que vai ao ar após às 21h30, “quando todas as notícias já foram dadas”. Isso significaria que o jornalístico poderia retornar para a faixa das 19h30 ao fim de Belaventura? A conferir.

Por enquanto, o que se sabe mesmo é que a Record virá com uma enxurrada de reprises na programação de início de ano. A emissora programou repetecos do Repórter Record Investigação para as noites de segunda-feira, enquanto filmes reprisados devem ocupar as noites de terça e sexta, com o Cine Record Especial e Super Tela, respectivamente. Além disso, a emissora programou a reprise de alguma série bíblica para a faixa das 20h30 dos sábados, empurrando o Programa da Sabrina para às 22h30. Já as noites de quinta serão preenchidas pelo Câmera Record.

As únicas novidades deste início de ano na Record são as novas temporadas de Conselho Tutelar, que estreia no dia 1º e terá cinco capítulos diários; e o Dancing Brasil, cuja terceira temporada será exibida nas noites de quarta-feira a partir do dia 17. Ao final da competição de Xuxa, as noites de quarta passarão para a segunda temporada de Batalha dos Confeiteiros, em abril. Já as noites de terça e quinta serão de Power Couple. A Casa e A Fazenda devem ter novas temporadas no decorrer do ano. O primeiro segue nas mãos de Marcos Mion, que perdeu seu Legendários, enquanto o segundo pode ficar com Gugu Liberato, se topar renovar com a emissora. Já nas novelas, o parco desempenho de Apocalipse pode fazer o canal adiantar sua substituta, Gênesis, de Paula Richard.

Band

Depois de alguns anos apenas reprisando Os Simpsons nos mais variados horários, a Band voltará a ter uma produção própria no horário da tarde. A emissora lançará um novo programa feminino vespertino, entre 14h e 16h, que será apresentado por Cátia Fonseca. A estreia está prevista para março de 2018.

Outra novidade é a volta de Amaury Jr ao canal. O apresentador volta à emissora que o consagrou quando apresentava o Flash, desta vez no comando de um programa semanal, nas noites de sábado. A nova atração não deve fugir ao estilo de Amaury, mesclando entrevistas e matérias especiais.

Além disso, a Band segue investindo pesado no MasterChef. Em 2018, a emissora deve repetir a estratégia de 2017, com duas temporadas (uma amadora e uma profissional) praticamente coladas uma à outra, garantindo o reality show de Ana Paula Padrão o ano inteiro. Outro produto que deve ganhar uma nova temporada é o Exathlon Brasil, mesmo com o fraco desempenho da primeira leva.

A emissora deve, ainda, lançar um novo programa nas noites de domingo, ocupando o horário do Pânico na Band, que sai do ar. Entre as opções estão um novo humorístico com Márvio Lúcio, o Carioca, ou a exibição do De Férias com o Ex, da MTV. Mas nada está confirmado ainda.

RedeTV

Para 2018, a RedeTV continua com sua eterna promessa nunca cumprida: diminuir concessionários e investir mais em programação. Por enquanto, nada leva a crer que algo neste sentido vai acontecer.

Mas a emissora tem seus planos para o próximo ano. Um deles é aumentar novamente o espaço para infantis, com a volta da animação Pokémon. Outro plano é lançar uma nova temporada do Mega Senha, de Marcelo de Carvalho, que deve voltar ao ar substituindo O Céu É o Limite. E há ainda um projeto envolvendo youtubers, que deve ocupar as madrugadas, substituindo o Programa Amaury Jr.

E tem mais: o diretor de jornalismo da emissora Franz Vacek quer emplacar um novo telejornal na emissora, com a apresentação de Rosana Jatobá, que foi contratada recentemente. Enquanto o novo jornal não vem, Rosana deve ser usada em matérias especiais e, ainda, ser “o rosto” do canal na cobertura da Copa do Mundo.


André Santana

Feliz Natal pra todos, feliz Natal!


No próximo sábado, 30, começa o Top 10 de 2017, com a lista dos destaques negativos do ano. Até lá!