terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Tiago Leifert ou Rodrigo Faro podem substituir Huck na Globo, diz revista

"Quem quer ser presidente? E quem
quer um programa no sábado à tarde?"
Enquanto Luciano Huck não resolve se vai pra política ou não, seguem as especulações sobre o que acontecerá com seu programa na Globo. Afinal, o apresentador já foi avisado que, se resolver sair candidato, terá que deixar o comando do Caldeirão do Huck. Segundo consta, Huck tem interesse em concorrer à Presidência da República em 2022. Sendo assim, a direção da Globo tem alguns poucos anos para resolver como tapar o buraco que pode vir a ser deixado por Luciano, que comemora 20 anos à frente do Caldeirão do Huck em abril deste ano.

Ainda há algum tempo e, sendo assim, muita água pode rolar por debaixo desta ponte. No entanto, segundo o site da revista Veja, dois nomes despontam como favoritos ao posto: Tiago Leifert e Rodrigo Faro. O primeiro sinalizaria uma solução caseira, tendo em vista que Leifert é, hoje, um dos principais apresentadores da Globo. Já Faro significaria que a emissora pode buscar um nome do mercado, e consideraria o sucesso comercial do apresentador da Record.

Se optasse por Tiago Leifert, a emissora criaria mais problemas para ela. Apesar de ser uma escolha natural, tendo em vista o status que o jovem tem hoje na casa, a chegada de Tiago Leifert às tardes de sábado significaria que o jornalista teria que deixar suas demais atrações. Ou seja, a Globo teria nada menos que três programas sem apresentador se Tiago fosse o escolhido. Claro, o Zero1 é um espaço autoral, que poderia ser extinto, ou até absorvido pelo novo programa. Mas Big Brother Brasil e The Voice Brasil não devem deixar a programação da Globo tão cedo, e a emissora teria que buscar novos apresentadores para eles.

Já Rodrigo Faro parece ser o nome mais cotado no que se refere à questão comercial. O apresentador é (ou, ao menos, era) muito bem quisto no mercado, o que agregaria prestígio ao possível novo programa de sábado da Globo. No entanto, Faro não vive seu melhor momento junto ao público e ao Ibope. Seu Hora do Faro vem se posicionando atrás do Eliana, do SBT, e atitudes do apresentador, como perguntar sobre o Ibope enquanto homenageava Gugu, ajudou a desgastar sua imagem junto ao público. Ou seja, a não ser que este cenário mude, neste momento o nome de Faro me parece pouco provável.

O caso é que a Globo terá um problema grande em mãos se Luciano Huck realmente deixar a emissora. Caldeirão do Huck é o programa de sábado mais bem-sucedido da Globo desde o Cassino do Chacrinha, nos anos 1980. Ou seja, não é pouca coisa. E, verdade seja dita, solução caseira não caberia aqui. A emissora conta com apresentadores que parecem não combinar com o espaço, como André Marques ou Marcio Garcia (que até poderia ser um nome, mas parecia meio desanimado em seus últimos programas). E fora dali, há poucos nomes de destaque nos auditórios, que parece um formato próximo da extinção. Duh Secco, colunista do RD1, sugeriu em sua coluna o nome de Celso Portiolli, que realmente vive uma ótima fase no SBT. Além dele, apenas Eliana parece adequada para a vaga, já que costuma apostar em atrações semelhantes às do Caldeirão em seu programa. No entanto, ambos têm a imagem muito associada ao SBT. Será? 

André Santana

sábado, 18 de janeiro de 2020

"Chacrinha" foi boa produção, mas formato começa a cansar

"Alô Terezinha!"

No começo do ano da Globo nunca faltam um novo BBB e, ao menos, uma minissérie oriunda de um filme. 2020 não começou diferente. Na última semana, enquanto o canal não inicia a 20ª edição do reality, a atração foi Chacrinha – A Minissérie, produção em quatro capítulos que é, na verdade, uma versão “vitaminada” e fatiada do filme Chacrinha – O Velho Guerreiro, lançado em 2018 nos cinemas, com direção de Andrucha Waddington.

Boa produção, a minissérie contou uma história envolvente. Mostrou Chacrinha de uma maneira interessante, ressaltando sua genialidade diante das câmeras, mas seu temperamento muito difícil nos bastidores. A série começa num momento tenso da carreira do apresentador. Logo em suas primeiras cenas, Chacrinha (Stepan Nercessian), aparece irritado com Boni (Thelmo Fernandes), então o “todo-poderoso” da Globo. Após uma discussão calorosa, o apresentador pede demissão da emissora e anuncia sua transferência para a Tupi. A partir daí, a série volta no tempo e conta a história do jovem Abelardo (Eduardo Sterblitch), sua chegada ao Rio de Janeiro e seu início no rádio.

A partir daí, a minissérie conta a trajetória do comunicador em ordem cronológica, mostrando sua estreia na televisão, sua troca de canais e as polêmicas nas quais se envolveu nos bastidores. A série até narrou, mesmo que de maneira superficial, algumas polêmicas aos quais Chacrinha se envolveu, como as acusações de cobrar “jabá” aos artistas que participavam de seus projetos, ou um possível romance com a cantora Clara Nunes (Laila Garin). Chacrinha também retratou a difícil relação do animador com sua família.

Chacrinha, então, foi uma série eficiente sobre um personagem importante da história da TV brasileira. Mais do que isso, trouxe um recorte do início da televisão brasileira, uma história que sempre encanta. Além disso, contou com um elenco interessante. Stepan Nercessian parece ter nascido para viver Chacrinha, tamanha sua semelhança. Enquanto isso, Eduardo Sterblitch surpreendeu como o jovem Abelardo. O ator e humorista parece se apagar por completo, dando espaço ao personagem com absoluto vigor.

O único problema de Chacrinha – A Minissérie é que ela repete o formato de séries/filmes anteriores mostrados pela Globo. Mais uma vez, para fazer render o material do filme, a solução foi inserir material documental, com imagens verdadeiras dos programas de Chacrinha e depoimentos de figuras importantes que passaram pela história do artista, como o próprio Boni. Em meio a tudo isso, uma entrevista ficcional do próprio Chacrinha, vivido por Eduardo Sterblitch. Ou seja, trata-se da mesmíssima solução que a emissora utilizou em Elis – Viver É Melhor que Sonhar, do ano passado, que trouxe a narrativa do filme costurada por uma entrevista fake com Andreia Horta, intérprete da protagonista.

Neste sentido, Hebe, por enquanto relegada ao GloboPlay, é um case de sucesso. A minissérie não só utiliza material do longa dos cinemas, como vai além, com muito conteúdo inédito, o que a torna bem melhor que o filme. Hebe poderia servir de referência às próximas séries oriundas de filmes, para que a fórmula não fique cada vez mais batida e previsível.

André Santana

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Record cria novo reality, adia Sabrina e joga “The Four” no lixo

"Quarta não, sexta!"
A Record finalizou 2019 avisando da renovação de seus principais reality shows. A emissora confirmou novas temporadas de Troca de Esposas, The Four, Power Couple, Top Chef, Dancing Brasil, A Fazenda e Canta Comigo. Por isso, a expectativa era a de que não haveria mudanças na linha de shows da emissora. Porém, as informações que correm neste início de 2020 é que o canal vai, sim, trazer novidades. Umas interessantes, outras nem tanto.

Hoje, 16, o Notícias da TV informou que a Record apostará num reality show novo, de formato criado por ela própria. Com o nome provisório de A Ilha do Tesouro, a atração confinará famosos numa ilha, onde passarão por diversas provas. Segundo a matéria, trata-se de uma ideia concebida por Marcelo Silva, vice-presidente artístico e de programação da Record, e que será implantada por Rodrigo Carelli, diretor do núcleo de realities da emissora. O NTV informou também que não se trata de um reality de sobrevivência, e sim uma competição com provas (ou seja, um "Big Brother na ilha"). A Ilha do Tesouro deverá ser diária, exibida no intervalo entre o final de Power Couple e o início de A Fazenda, ou seja, entre julho e setembro.

Além de um novo reality diário, a emissora também parece disposta a mudar a exibição dos realities semanais. Troca de Esposas, atualmente em reprise, terá uma nova temporada lançada em 05 de fevereiro. E ocupará as noites de quarta-feira, considerado a “faixa nobre” dos realities da Record. No ano passado, Troca de Esposas era exibida às quintas-feiras, enquanto a noite de quarta pertencia ao The Four, de Xuxa Meneghel. No entanto, neste ano, o The Four passará para as noites de sexta-feira. A estreia está marcada para 14 de fevereiro.

A mudança favorece o Troca de Esposas, um bom reality que tem bastante potencial para atrair mais público. Na quarta, ele estará mais visível, concorrerá com o futebol (algo que sempre favorece os programas de variedades) e fugirá do confronto com A Praça É Nossa, nome forte da linha de shows do SBT. Mas, ao mesmo tempo em que a mudança ajuda o programa de Ticiane Pinheiro, vai afundar o The Four. Afinal, sexta é dia de share baixo. Nada do que a Record tenta emplacar ali dá certo. A última tentativa foi o Legendários, que teve um fim melancólico ao trocar a noite de sábado pela sexta. Se o The Four não foi um estouro de audiência nem às quartas, imagine às sextas, dia de share baixo?

E como reality show pouco é bobagem, a Record vai abusar do formato até no novo programa de Sabrina Sato. O novo Domingo Show será um programa de variedades com diversos quadros, que apostarão basicamente no arroz-com-feijão dos auditórios: games, entrevistas e musicais. O carro-chefe será Made in Japan, uma mistura de game e reality no qual participantes famosos se enfrentarão em provas malucas que fazem menção à cultura japonesa. Ou seja, será mais um formato que a emissora usará para reciclar seus participantes de realities. Em tempo: previsto para fevereiro, o novo Domingo Show vai estrear em 8 de março. Ao menos apostará no entretenimento e na diversão, e não nos chororôs habituais.

André Santana

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Aguinaldo Silva e os novos rumos da dramaturgia da Globo

"Fui!"

Um dos assuntos que mais rendeu neste início de 2020 na TV foi a saída de Aguinaldo Silva da Globo, depois de 40 anos de bons serviços prestados. O novelista terá seu contrato encerrado no final de fevereiro e o acordo não será renovado. Com isso, o autor de sucessos antológicos, como Roque Santeiro, Vale Tudo, Tieta, A Indomada e Senhora do Destino, encerra um ciclo de muitos sucessos e alguns fiascos.

Muito já se falou sobre isso. Os principais críticos de TV analisaram a situação, que é pouco comum dentro da trajetória da Globo. Houve autores que deixaram a casa, ou se aposentaram. Há uns poucos casos de não-renovação por falta de perspectiva, como Antonio Calmon. Porém, dos veteranos do prime-time, até aqui, só aconteceram “afastamentos”, como Manoel Carlos, Gilberto Braga e Benedito Ruy Barbosa. Nunca uma dispensa, como aconteceu agora. Por isso, muitos apontaram o fato como consequência do fracasso de O Sétimo Guardião, última novela de Silva da Globo, que amargou baixa audiência, críticas pesadas e bastidores conturbados.

Entre tantas análises, uma das que me chamou a atenção foi a de Mauricio Stycer. O crítico do UOL lembrou que a Globo, de maneira geral, vive uma fase de transformações e corte de custos. E Aguinaldo Silva, veterano que é, tinha um alto salário. E, como se diz, a “era dos altos salários” na emissora já está acabando. Ou seja, a dispensa de Silva passa, também, por uma questão econômica. A emissora vem lançando novos autores, que são mais baratos, e começa a dispensar os veteranos, que já estão caros.

Porém, como explicar que Manoel Carlos (por exemplo) está “encostado”, enquanto Silva foi demitido? Afinal, ambos são do prime-time, com um histórico de sucessos incontestáveis, e que não foram felizes em suas últimas produções. Das duas, uma: ou Maneco e seus companheiros “das antigas” também devem ser dispensados ao final de seus contratos, ou o fracasso de O Sétimo Guardião pode ter pesado, sim, na decisão da emissora. Não o fracasso em si, já que todo autor tem seus erros. Mas a maneira como Silva lidou com ele, reclamando publicamente da direção e se recusando a mudar os rumos de sua história. Há quem diga que a relação entre autor e direção de dramaturgia (leia-se Silvio de Abreu) tenha se desgastado.

No entanto, ainda concordo com Stycer. Não é de hoje que a Globo tem dispensado figuras consideradas intocadas. Nos últimos anos, a emissora não renovou com vários atores, jornalistas, diretores e apresentadores. O corte, então, chega às novelas. Assim, acredito que mais novelistas veteranos sejam dispensados em breve. Uma pena, afinal, são profissionais extremamente bem-sucedidos, que em muito contribuíram na consolidação das novelas brasileiras. Mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma renovação natural do mercado. Há novos profissionais chegando, e alguns mais velhos não escondem o cansaço e a vontade de parar.

André Santana

sábado, 11 de janeiro de 2020

TV aberta não consegue se livrar das reprises de início de ano

"Só sei que foi assim"

Não tem jeito: entra ano e sai ano e as TV’s abertas brasileiras mostram que não sabem lidar com o período de férias. Basta janeiro entrar em cena para os canais usarem e abusarem dos tais “melhores momentos”, enfiando goela abaixo do espectador uma enxurrada de reprises de seus programas. Houve, num passado não muito distante, o cuidado de se deixar programas gravados para o período de férias, ou a substituição de programas de grade por atrações de temporada. Mas isso não existe mais. Em maior ou menor grau, todos os canais recorrem aos repetecos para suprirem suas grades de programação.

A Globo é a que mais investe em estreias no início do ano. Para janeiro, estão previstas as estreias da nova temporada do Big Brother Brasil, do humorístico Fora de Hora e da novela Salve-se Quem Puder. No entanto, até mesmo a “poderosa” não consegue resistir a uma repetição. Há tentativas de “disfarce” como o Lady Night, que é inédito na TV aberta, mas se trata de uma temporada já exibida no Multishow. Ao menos, é inédita para parte da audiência da Globo. Há também a minissérie Chacrinha, que é inédita na TV, mas se trata do filme sobre o apresentador, fatiado em quatro capítulos.

Mas, curiosamente, a emissora não resistiu a uma reprise logo na primeira semana de 2020. A Globo preteriu Hebe, minissérie cotada para abrir o ano, e optou por exibir O Auto da Compadecida, clássica microssérie exibida em 1999, e que foi editada para se tornar um longa-metragem em 2000, resultando numa das maiores bilheterias do cinema nacional. A Globo tratou o evento como uma comemoração aos 20 anos da série. Porém, em 2020, a minissérie completou não 20, mas 21 anos.

O repeteco de O Auto da Compadecida não chega a incomodar, afinal foi exibida há mais de 20 anos. Há uma geração que conhece apenas o filme, e nem sequer sabia que a produção era, na verdade, uma série de TV reeditada. Em razão da importância da obra, sua reprise anos depois foi oportuna, afinal, a qualidade da produção fala por si. E o público reagiu bem, e O Auto da Compadecida praticamente repetiu o sucesso de sua primeira exibição. Mas não deixa de mostrar que até a Globo não está imune às reprises de início de ano.

Na Record, a coisa também não é das melhores. A emissora reservou estreias em sua linha de shows para fevereiro e, assim, vai levando janeiro com reprises e tapas-buracos. Neste contexto, tratou de embalar conteúdo do Domingo Espetacular e criou o especial Mitos e Verdades, que vem sendo exibido às quintas-feiras. Às quartas, enquanto a nova temporada do Troca de Esposas não começa, o canal vem exibindo episódios da temporada de 2019, como um “esquenta”. Vale lembrar que a Record já havia reprisado o Troca de Esposas aos sábados no ano passado. Ou seja, é a reprise da reprise.

Mas, mudando de canal, a tendência é piorar. A RedeTV, que tem uma grade de programas de fofoca ao vivo, vira um “óasis” de reciclagem de conteúdo. É bem ruim assistir às fofocas repetidas de programas como A Tarde É Sua, Tricotando e TV Fama. A emissora costuma dar férias coletivas às suas produções entre o final de dezembro e início de janeiro, e o resultado é uma grade sucateada. Complicado.

E o SBT não fica atrás. TODOS os seus programas de entretenimento, com exceção do Fofocalizando, estão em fase de reprises. Dá-lhe repetecos de Programa do Ratinho, The Noite, A Praça É Nossa, Programa da Maisa, Programa Raul Gil, Domingo Legal, Eliana e Programa Silvio Santos. Há reprises também do Esquadrão da Moda e do Fábrica de Casamentos nas noites de sábado. E até o Topa ou Não Topa, que retornou há poucos meses, já faz uso do expediente de “melhores momentos”. Triste!

Ou seja, o espectador que está de férias e quer aproveitar a folga para assistir mais televisão, melhor desistir da ideia. Melhor recorrer ao cinema, ao streaming, ou ler um bom livro na praia mesmo. Porque assistir televisão é um teste de paciência.

André Santana

Começa hoje o TELE-VISÃO 2020


Depois de um breve período de descanso, enquanto revisitamos o ano de 2019 com os dois Top 10, o TELE-VISÃO inicia hoje a temporada 2020. Com a expectativa de fazermos mais um ano juntos, assistindo, comentando, analisando e criticando tudo o que nossa querida TV brasileira nos apresentar ao longo do ano.

A partir deste sábado, 11, o blog volta a ser atualizado ao longo da semana, normalmente às terças, quintas e sábados. Nestas atualizações, seguimos comentando os acontecimentos da telinha e, ainda, repercutindo o noticiário televisivo, analisando as notícias dos veículos especializados em TV. De quebra, seguiremos celebrando a história da TV, com posts especiais que relembram programas, emissoras e momentos da televisão brasileira.

Sábado segue sendo o “dia nobre” do TELE-VISÃO. É neste dia que o blog apresenta uma crítica mais longa e elaborada sobre as novidades da nossa TV. E, claro, todo dia é dia para que você leia, comente e se divirta com a gente aqui no TELE-VISÃO. Aqui, a ideia é que tudo se torne uma grande conversa sobre TV. Uma conversa cordial, agradável, com troca de ideias e informações.

Desde já, agradeço sua presença e participação neste humilde espaço. Que tenhamos um ano cheio de novas tele-visões! Bem-vindos ao TELE-VISÃO 2020!

André Santana

sábado, 4 de janeiro de 2020

Top 10 de 2019: destaques positivos


2019 não foi um ano de grandes destaques na TV brasileira. A crise econômica obrigou os canais a investirem menos, e o que se viu foi um festival de “mais do mesmo”. Assim, a lista de destaques do ano acabou trazendo muitas atrações que não são bem deste ano, mas que tiveram um ano feliz. Lembrando que a lista foi elaborada baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- “Bom Sucesso”

A melhor novela de 2019. A trama de Paulo Halm e Rosane Svartmann foi muito feliz ao contar uma história simpática sobre o valor da vida. Protagonizada por dois personagens adoráveis e imperfeitos, Paloma (Grazi Massafera, em seu melhor momento) e Alberto (Antonio Fagundes em estado de graça), Bom Sucesso chama a atenção pelos personagens bem construídos, boas sacadas, diálogos inteligentes e, de quebra, a abordagem acessível e nem um pouco pedante do mundo da literatura. Mesmo com os excessos da reta final, Bom Sucesso termina em alta.

- “Segunda Chamada”
 
Segunda Chamada foi a grande surpresa no universo das séries nacionais na TV aberta. O drama da professora Lucia (Débora Bloch) e seus alunos do ensino para adultos da Escola Maria Carolina de Jesus traça um importante painel sobre as condições paupérrimas do ensino público nacional. A trama toca em pontos fundamentais da questão, e os personagens trazem dramas envolventes. Uma grande produção.

- “Sob Pressão”

Sob Pressão conseguiu manter o alto nível em sua terceira temporada. A saga dos médicos Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) aumentou a carga dos dramas pessoais dos protagonistas, levando-os para novos lugares. Ao mesmo tempo, seguiu mostrando as dificuldades enfrentadas pelos profissionais e pacientes dependentes da saúde pública. Foi tão bem que o anunciado fim não aconteceu. A aclamação do público e da crítica levou Sob Pressão a emplacar uma quarta temporada. Felizmente.

- “Mais Você”

Em 2019, Mais Você completou 20 anos na programação da Globo. Uma marca respeitável para um programa que estreou cercado de incertezas. Entre erros e acertos, o matinal de Ana Maria Braga soube se reinventar sempre, mantendo o pique sem perder sua essência. Deste modo, tornou-se uma das atrações de variedades mais bem-sucedida da grade da Globo. E fez de Ana Maria Braga uma estrela indispensável da televisão brasileira.

- “Topíssima”

Topíssima esteve longe de repetir o sucesso de novelas como Chamas da Vida ou Vidas Opostas, produzidas nos áureos tempos das novelas da Record. Porém, mostrou que ainda existe vida fora da Bíblia dentro da dramaturgia da emissora. A autora Cristianne Fridmann, mais uma vez, mostrou habilidade na condução de um folhetim, além de ter criado um casal protagonista que funcionou muito bem. Sophia (Camila Rodrigues) e Antonio (Felipe Cunha) tinham a tal da “química”. E a boa receptividade empolgou a emissora a continuar investindo em novelas contemporâneas.

- “Programa da Maisa”

O fenômeno adolescente Maisa Silva finalmente conquistou um espaço para chamar de seu na programação do SBT. O Programa da Maisa estreou chamando a atenção ao colocá-la como uma jovem apresentadora de talk show, recebendo convidados diversos para bate-papos divertidos. Ao longo do ano, o programa acabou cansando por não conseguir se desprender de uma fórmula pronta, mas nada que não possa ser corrigido na próxima temporada. O mérito de trazer alguma novidade nas cansadas tardes de sábado já coloca o Programa da Maisa como uma das principais atrações do ano.

- “Troca de Esposas”

Surpreendentemente, a Record reservou alguma novidade em sua linha de realities em 2019. Neste contexto, se destaca o Troca de Esposas, que resgatou um dos melhores formatos já apresentados pela emissora no passado, o saudoso Troca de Família. Apesar de o formato não ser exatamente o mesmo, a proposta é semelhante: duas mães trocam de família ao longo de uma semana. Observar as diferenças entre os cotidianos das famílias participantes e as dificuldades de adequação fazem do Troca de Esposas um programa irresistível.

- “Tá no Ar – A TV na TV”

Um dos melhores humorísticos da atualidade chegou ao fim em 2019. O Tá no Ar encerrou sua trajetória na sexta temporada mostrando cada vez mais afinidade e inventividade no formato que brinca com os mais diversos programas da TV. Críticas ácidas, besteirol e muito humor marcaram a trajetória da atração, que, sem dúvidas, foi responsável por levar o humor da Globo a um outro lugar. Pelo conjunto da obra, merece figurar entre os destaques.

- “Que História É Essa, Porchat?”

No final de 2018, Fabio Porchat surpreendeu ao não renovar seu contrato com a Record e encerrou o divertido Programa do Porchat. Porém, seus projetos de 2019 mostraram que ele fez uma boa escolha. Agora na TV paga, no GNT, ele conseguiu emplacar um novo talk show, bem diferente do anterior. Que História É Essa, Porchat? surpreendeu por trazer um formato simples, mas que funciona. É muito divertido ver Porchat e seus convidados trocando histórias num bate-papo descontraído. Além de seu mostrar mais relevante que seu programa anterior, Que História É Essa, Porchat? também agregou conteúdo ao GNT, mostrando que o canal do Grupo Globo pode ir além da culinária e da decoração. Grande acerto.

- Olga Bongiovanni e Silvia Poppovic

2019 marcou o retorno de duas excelentes profissionais da TV à telinha em rede nacional: Olga Bongiovanni e Silvia Poppovic. Esta última foi uma das principais figuras da TV brasileira entre as décadas de 1980 e 1990, no comando do talk show que levava seu nome e que fez história na TV, e que estava há anos sem espaço. Já a primeira sempre se destacou à frente de programas femininos que apostavam em conteúdo que iam além do óbvio. Infelizmente, as duas voltaram em produtos que estão aquém de suas capacidades. O programa Olga, da RedeTV, segue apostando em mais do mesmo, e ainda não disse a que veio. Já Aqui na Band é uma cópia fora de hora do Hoje Em Dia. Ambas mereciam mais, mas vê-las de volta à TV já é alguma coisa.

E para você, internauta? Quais foram os destaques positivos de 2019 na TV? Deixe sua opinião! Eu volto no próximo sábado, dia 11, com o início do TELE-VISÃO 2020! Não percam!

André Santana

sábado, 28 de dezembro de 2019

Top 10 de 2019: destaques negativos


A televisão brasileira errou muito em 2019. Por isso, a primeira parte da retrospectiva 2019 do TELE-VISÃO lista os destaques negativos da programação do ano que termina. A lista é elaborada baseada na opinião deste que vos escreve e, portanto, é sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- “Se Joga”

Neste ano, a Globo demonstrou ousadia ao acabar com programas clássicos, mas que não rendiam mais os resultados de antes. Nesta leva, o Vídeo Show teve um fim melancólico, apressado e sem direito a homenagens. E a promessa era de que a atração seria substituída por um programa mais abrangente e moderno. Este programa estreou cerca de nove meses depois do fim do Vídeo Show e não disse a que veio. Se Joga é um emaranhado de quadros de gosto duvidoso, sem foco e nem propósito. Além disso, não trouxe qualquer novidade. Resultado: apanha ainda mais de A Hora da Venenosa que seu antecessor. Algo errado não está certo.

- “MasterChef”

A Band tanto fez que conseguiu o que queria em 2019: desgastar o seu principal produto de entretenimento. Ao apostar em mais duas longas temporadas de MasterChef, a emissora contribuiu para o cansaço da fórmula, que registrou suas piores audiências em 2019. Além disso, o canal errou ao transferir a atração para os domingos, sendo que estava mais do que consolidado às terças-feiras. Tentou corrigir o erro na segunda temporada do ano, voltando para as terças, mas já era tarde. MasterChef já não é mais mania e nem gera discussão. Passou quase despercebido. Uma pena.

- “O Sétimo Guardião”

A aguardada volta de Aguinaldo Silva ao realismo fantástico foi uma grande decepção. O autor, desta vez, fugiu da comédia e tentou apostar num suspense mal ajambrado. Porém, com personagens sem força e uma trama que não fazia sentido (afinal, pra que proteger a fonte de água mágica, se ela nunca era utilizada para nada?), O Sétimo Guardião serviu apenas para deixar espectadores aborrecidos e atores insatisfeitos. As reprises de A Indomada e Porto dos Milagres no Viva reforçaram que O Sétimo Guardião estava muito aquém da capacidade de seu autor.

- Novelas bíblicas

A Record tomou um tombo com suas novelas bíblicas. Tentando repetir o sucesso de Os Dez Mandamentos, a emissora fez uma aposta a prova de erros na vida do maior profeta do cristianismo em Jesus. Mas o resultado fraco mostrou que a fórmula caminhava para a exaustão. Houve uma tentativa de mudança com Jezabel, que apostou numa protagonista mulher e vilã. Apesar da “ousadia”, a macrossérie também não aconteceu. Resultado: a emissora promoveu nova interrupção na linha das novelas bíblicas e se viu obrigada a reprisar O Rico e Lázaro. Gênesis está prevista para substituí-la, mas a produção está cercada de informações desencontradas. Complicado.

- “A Dona do Pedaço”

Walcyr Carrasco precisa, definitivamente, de férias. Ao emendar uma novela na outra, o autor não mais exerce sua criatividade, e sim propõe um emaranhando de ideias a prova de erros e vai jogando-as ao sabor da resposta da audiência, sem qualquer compromisso com uma história bem contada. A Dona do Pedaço é o auge desta fórmula de pasteurização do autor, com uma novela toda errada, personagens sem motivação e que mudavam de personalidade a toda hora, além do sempre humor de gosto duvidoso e grosseiro que o autor insiste em imprimir em suas obras. Foi um sucesso, é verdade, mas a que preço?

- Reality shows

Os três principais reality shows de confinamento da TV aberta não tiveram grandes temporadas em 2019. O ano já começou errado com o Big Brother Brasil 19, que tentou surfar na polarização política, mas acabou por confinar pessoas nem um pouco interessadas em jogar. Virou uma colônia de férias, e um tédio só para quem assistia. O mesmo aconteceu com o Power Couple, da Record, que teve um elenco apagado e poucos momentos marcantes. No fim do ano, A Fazenda também teve rumo semelhante, com o agravante de que as poucas pessoas que poderiam fazer o jogo render foram sendo eliminadas pelo público. Assim fica difícil.

- Silvio Santos

2019 foi mais um ano em que Silvio Santos se destacou negativamente. O apresentador se recusa a perceber que muitas de suas brincadeiras já não fazem sentido nos dias de hoje, promovendo um festival de ofensas e constrangimentos. Um concurso de beleza infantil, uma saudação sem sentido a Hitler e até uma polêmica no qual o apresentador preferiu premiar uma cantora branca, enquanto o auditório havia escolhido uma cantora negra. Isso sem falar na aproximação muito exagerada ao governo, com a presença constante de políticos em seu auditório. Silvio Santos sempre esteve ao lado do governo seja ele qual for, é verdade, mas nunca o fez de maneira tão escancarada como agora.

- “Padre Alessandro Campos”

A RedeTV chegou aos 20 anos com pouco a comemorar. Dentre tantos erros, destaque para o programa Padre Alessandro Campos, uma aposta da direção do canal para reavivar suas manhãs. O programa estreou já com polêmicas, quando internautas compartilharam vídeos do padre ofendendo senhoras que frequentavam suas plateias. Depois, um site revelou que o padre cobrava para que suas fãs participassem de seu auditório. Por fim, o programa se mostrou um tédio, no qual o padre apenas cantava suas músicas e fazia orações. Por uma hora. Toda manhã. Não tinha como dar certo e o programa saiu do ar cerca de dois meses depois da estreia.

- “As Aventuras de Poliana”

Depois de um início arrebatador, a novela infantil do SBT começou a perder fôlego. A audiência da trama de Iris Abravanel se viu em queda livre ao longo de 2019, mostrando que foi um erro prolongá-la por tanto tempo. Para piorar, o SBT decidiu economizar e não fará uma nova novela em 2020, preferindo apostar numa nova temporada de As Aventuras de Poliana. O desgaste parece inevitável.

- “Domingo Show” e “Hora do Faro”

Demorou, mas a Record finalmente está pagando o preço por ter reduzido seus programas de auditório a chororôs gratuitos. O Domingo Show voltou a ganhar investimentos em 2019, mas não foi o suficiente para que o programa de Geraldo Luís recuperasse sua audiência perdida, que migrou para o alegre Domingo Legal, do SBT. O parco desempenho fez com que Geraldo perdesse sua vaga nos domingos. Além disso, a entrega em baixa prejudicou o Hora do Faro, outro programa que abusa das histórias tristes. Neste ano, Rodrigo Faro ainda encarou a ira de espectadores ao ser flagrado perguntando como estava a audiência, ao vivo, durante uma homenagem a Gugu Liberato. Pela primeira vez, Hora do Faro fechará o ano atrás de Eliana, do SBT (outra que anda abusando da tristeza).

E para você, internauta? Quais os destaques negativos de 2019? Deixe sua opinião! Nos vemos no sábado que vem, 4 de janeiro, com os destaques positivos! Até lá!

André Santana

Feliz Ano Novo!



Chega ao fim o TELE-VISÃO 2019! Quero agradecer a todos que passaram mais um ano discutindo, comentando, analisando e dando palpites sobre nossa tão amada televisão brasileira. No ano que vem, seguiremos por aqui! E espero que você siga por aí, sempre colaborando com as boas discussões deste espaço!

Um 2020  muito especial a todos nós! Forte abraço!

André Santana

sábado, 21 de dezembro de 2019

Perspectiva 2020: o que vem por aí


2019 frustrou os mais otimistas. Quando se pensava que a crise daria uma trégua, a coisa tomou um outro rumo. Assim, a TV aberta, que já estava apertando o cinto, se viu obrigada a apertar ainda mais. Todos os canais foram mais prudentes com estreias e investimentos, preferindo ficar numa zona de conforto. Cortes aconteceram, mudanças e enxugamentos foram acompanhados.

Sendo assim, esta cautela deve continuar em 2020. Até aqui, Globo, SBT, Record, Band e RedeTV não anunciaram grandes mudanças, contratações ou investimentos. Pelo contrário. Cada vez mais, há a necessidade de não fazer grandes apostas, e os canais seguirão suas vidinhas investindo em projetos de retorno garantido. Se os cortes cessarem, já será uma vitória e tanto.

É possível que a movimentação mais impactante do ano seja a mudança estrutural da Globo, que passa por uma fase de unificação de várias das empresas que formam o Grupo Globo. Uma das consequências desta reestruturação deve ser percebida pelo público por meio do maior intercâmbio de produções entre as diferentes janelas de exibição. Ou seja, produtos Globosat e GloboPlay ganhando exibição na TV aberta, e vice-versa.

Enquanto isso, os demais canais tentarão driblar a crise aumentando a oferta de programas rentáveis. Ou seja, muitos reality shows, programas de variedades e todo tipo de formato que permita vender muito. SBT, Record, Band e RedeTV anunciaram poucas novidades até aqui, o que indica a cautela de todas estas emissoras.

Veja o que os canais abertos andam preparando para o próximo ano:

Globo

Mesmo em fase de economia, a Globo mantém sua prática de promover estreias ao longo de todo o ano. Em janeiro, a emissora já dá o start com sua linha de shows, com diferentes produtos. Nas primeiras semanas do ano, a Globo aposta nas minisséries. Uma reprise comemorativa de O Auto da Compadecida, a microssérie Chacrinha e o enlatado Madiba estão entre as atrações. O BBB 20 estreia no dia 21 de janeiro. No mesmo dia, estreia também o novo humorístico Fora de Hora. Já no dia 23, Lady Night retorna à TV aberta. Outras estreias de janeiro da Globo são a nova temporada do The Voice Kids, no dia 05, e o SóTocaTop Verão, no dia 04.

O BBB 20 deve ser longo. A previsão é que a final aconteça apenas no dia 23 de abril. Assim, até lá, a linha de shows da Globo deve se manter sem maiores alterações. Depois disso, devem vir novas séries, mas a emissora ainda não confirma os títulos. A expectativa é que Segunda Chamada estreie sua segunda temporada ainda em abril. Outra que segue em compasso de estreia é Angélica, com seu prometido novo programa que tem sérias dificuldades em sair da gaveta.

Outros programas de temporada já foram confirmados pela Globo em 2020, como Zero1, The Voice Brasil, Tamanho Família e Escolinha do Professor Raimundo. Além disso, haverá uma reformulação nas manhãs de sábado, com o fim do Como Será?. A expectativa é que a emissora aposte em jornalismo ao vivo na faixa, com boas possibilidades de o Bom Dia Brasil ganhar uma exibição aos sábados.

Além disso, a emissora lançará várias novas novelas ao longo do ano. Malhação – Transformação será a próxima temporada da trama teen, assinada por Priscila Steinman. Na faixa das seis, Nos Tempos do Imperador, de Alessandro Marson e Thereza Falcão, substitui Éramos Seis. Às sete, a novidade é Salve-se Quem Puder, de Daniel Ortiz, que estreia ainda em janeiro. Enquanto isso, a faixa das nove receberá mais uma autora estreante: Lícia Manzo emplaca Em Seu Lugar, sucessora de Amor de Mãe.

SBT

O SBT, para variar, nunca anuncia nada com muita antecedência. O que se sabe até aqui é que uma enxurrada de reprises tomará conta da programação entre os meses de janeiro e fevereiro. Shows de variedades, como o Programa do Ratinho, Domingo Legal e Eliana, entre outros, devem retornar inéditos apenas em março, depois do Carnaval.

Uma das poucas novidades já acertadas é a estreia do reality show de futebol Uma Vida, Um Sonho. Com apresentação de Glenda Koslowski, a atração será uma espécie de peneira que deve revelar um novo talento nos campos. O programa tem estreia prevista para maio e deverá ser exibida aos domingos, antes do Domingo Legal.

Além de Glenda, outro ex-global está na mira do SBT. Trata-se de Dony DeNuccio, que negocia um novo programa de variedades com o canal de Silvio Santos. O projeto é de uma espécie de game show que pode envolver assuntos empresariais. Mas o programa é cercado de mistérios e ainda não há uma definição se irá adiante. Provavelmente, se rolar, o anúncio só ocorrerá no ano que vem.

E como o SBT adora ressuscitar programas velhos, agora o canal cismou novamente com a Porta da Esperança. O programa quase retornou há uns dois anos, como quadro do Programa do Ratinho, mas Silvio Santos vetou a ideia. Ao que tudo indica, o dono do Baú agora resolveu apostar na atração que busca realizar os sonhos dos participantes. Mas não se sabe nada a respeito: nem quando estreia, nem que dia será exibido, muito menos quem irá apresentar. O que se sabe é que já há uma chamada no ar pedindo que os espectadores mandem cartas (sim, cartas!) para participar.

No mais, nada de novo. Programa do Ratinho, The Noite, Operação Mesquita, A Praça É Nossa, Programa da Maisa, Programa Raul Gil, Domingo Legal, Eliana, Topa ou Não Topa, Esquadrão da Moda e Programa Silvio Santos (claro!) permanecem na programação. Fábrica de Casamentos, Junior Bake Off, Bake Off Brasil e Famílias Frente a Frente ganharão novas temporadas.

Record

Aos poucos, a Record vai adotando estratégia semelhante à da Globo, com lançamentos já no começo do ano. Em janeiro, a novidade deverá ser a estreia de Sabrina Sato aos domingos, num novo programa que substituirá o Domingo Show. Pouco se sabe sobre o formato. Até aqui, foi divulgado que haverá muitas externas e um novo reality, comprado fora.

Já entre o final de janeiro e o início de fevereiro, a emissora lança as novas temporadas de Troca de Esposas e The Four Brasil. No primeiro, Ticiane Pinheiro continua a acompanhar a rotina de duas famílias que terão suas matriarcas trocadas durante uma semana. Já no segundo, Xuxa Meneghel volta a comandar uma disputa entre cantores para se chegar a um quarteto de finalistas, que se enfrentarão no último episódio.

A partir de março, a linha de shows da Record deve repetir o ano que passou, com a exibição das novas temporadas de Power Couple Brasil e A Fazenda, diariamente, e com o Top Chef, Dancing Brasil e Canta Comigo se revezando nas noites de quarta-feira. A emissora ainda não anunciou quem substituirá Gugu Liberato em seus programas. Marcos Mion corre por fora para o comando do Power Couple, enquanto um novo apresentador está sendo pensado para o Canta Comigo. Além disso, há um projeto de um novo jornalístico, com Luiz Bacci, também para a linha de shows.

Na dramaturgia, a única novela enfileirada é Gênesis, de Emílio Boechat, que deve substituir a reprise de O Rico e Lázaro. Ainda não se sabe o que substituirá Amor Sem Igual. Até porque a emissora está com um banco de autores de novelas reduzidíssimo. Não estranhem se o canal voltar a apostar numa reprise na faixa das 20h30…

Band

A Band segue com sua política de fazer apostas mais seguras. Assim, em 2020, a expectativa é que o canal siga fazendo estreias. Ao menos, a emissora já anunciou algumas das novidades que pretende implantar. Uma delas é Lado C, programa com Paolla Carossella, um talk show que promete mostrar outros lados do entrevistado. Henrique Fogaça também deve ter um voo solo, com Mistérios do Pantanal, uma série sobre a cultura e a culinária da famosa região do país.

Enquanto isso, Erick Jacquin deve emplacar mais uma temporada de Pesadelo na Cozinha. E os três, mais Ana Paula Padrão, se reunirão novamente para mais duas (e enormes) temporadas do MasterChef. A fórmula anda bem esgotada, é verdade, mas ainda rende um dinheiro do qual a Band não pode abrir mão. Pelo mesmo motivo, O Aprendiz de Roberto Justus, também deve ter nova temporada.

A emissora também almeja turbinar seu jornalismo. Depois das estreias do Bora SP e Band Notícias, o canal deve apostar numa reformulação do Jornal da Noite e lançar mais um noticioso, nas madrugadas. A ideia é fazer frente aos jornais para insones, como o Hora 1, da Globo. Além disso, o esporte volta a ocupar mais espaço, com basquete e os campeonatos internacionais de futebol.

Enquanto isso, nos bastidores, rumores dão conta de que Ronnie Von pode ser anunciado como o novo contratado da emissora. A direção da Band nunca escondeu a admiração pelo apresentador, desde os tempos do Todo Seu. Agora fora da Gazeta, Ronnie pode voltar ao ar pelo canal dos Saad. Há quem diga que ele está bastante cotado para um programa semanal na linha de shows.

RedeTV

A RedeTV deve vir com algumas mudanças importantes no horário nobre. A primeira delas é a estreia de um novo noticiário popular, comandado por Sikêra Junior. O apresentador faz bastante sucesso em Manaus, onde comanda um programa nos mesmos moldes na TV A Crítica, que chega a incomodar a Globo. O programa será produzido pela TV A Crítica, em Manaus, mas terá abrangência nacional. Será exibido diariamente, na faixa entre 18h e 19h30.

Com a chegada de Sikêra Junior, o Tricotando mudará de horário. A RedeTV confirma que o programa não sairá do ar, mas não avisou em qual horário passará a ser exibido. Será que o programa de Lígia Mendes e Franklin David ocupará um dos trocentos horários vendidos para a igreja? Se for isso, Tricotando pode ser exibido tanto pelas manhãs quanto na hora do almoço, depois de Olga. Tempo ao tempo.

As mudanças na faixa noturna da RedeTV seguirão com o TV Fama. Segundo Leo Dias, que assume como editor executivo do programa de fofocas, os donos da emissora concordaram em tirar a atração da concorrência direta com a novela das nove da Globo. Assim, TV Fama deve voltar ao horário das 19h30, sucedendo Sikêra Jr na grade. O programa será reformulado pelo novo editor, que também deve aparecer no vídeo. A única certeza é que Nelson Rubens segue na apresentação.

Caso o TV Fama realmente volte para a faixa das 19h30, o RedeTV News deve voltar ao seu horário original, às 21h30. Um horário, aliás, do qual nunca deveria ter saído.

André Santana