sábado, 22 de julho de 2017

"Mister Brau" evolui a cada temporada

Na última terça-feira, 18, foi ao ar o último episódio da terceira temporada de Mister Brau, uma das séries da Globo mais bem-sucedidas da atualidade. Divertido como sempre, o capítulo encerrou a nova safra com chave de ouro, demonstrando que a série vem evoluindo a olhos vistos e cumprindo, com louvor, sua missão de ser um entretenimento inteligente e com algo a dizer.

No último episódio, Michele Brau (Taís Araújo) tornou-se atriz de novelas, vivendo um par romântico bastante “caliente” com Filipe César (José Loreto). A “veracidade” das cenas de amor entre seus personagens dá o que falar, a ponto de a imprensa especializada especular que os dois artistas estão tendo um caso. Brau (Lázaro Ramos) não consegue lidar com as novidades, gerando um conflito que leva o casal a uma separação breve. Enquanto isso, Henrique (George Sauma) e Andréia (Fernanda de Freitas) brigam porque o advogado se torna fã da novela de Michele, enquanto sua esposa morre de ciúmes.

O texto, esperto como sempre, trouxe uma série de referências ao mundo das celebridades. Afinal, quase sempre que um casal demonstra química numa novela, começam a pipocar notinhas sobre um possível envolvimento dos atores, também, na vida real. Muitas vezes é mera fofoca, mas outras tantas acaba se revelando verdade. Levar este fato ao universo de Brau e Michele foi uma sacada e tanto, e o episódio foi eletrizante do começo ao fim. E vale ressaltar a excelência do elenco: Lázaro Ramos, Taís Araújo, Fernanda de Freitas, George Sauma, Kiko Mascarenhas (Gomes), Luís Miranda (Lima) e Cláudia Missura (Catarina) estão cada vez mais à vontade na pele de seus personagens e parecem se divertir em cena. Tal simbiose entre ator e personagem só é vista em raras ocasiões, como em A Grande Família, por exemplo.

Além da diversão, Mister Brau consegue passar importantes mensagens, sem ser didático ou panfletário. O episódio final da temporada foi praticamente uma comédia romântica sem grandes discussões, mas o número final, no qual o elenco da série aparece no cenário do programa Os Brau homenageando os grandes personagens negros do mundo foi de um encantamento raro. Emocionou, passou uma importante mensagem e fugiu de qualquer pieguismo. Aliás, o programa Os Brau foi um acerto desta temporada, já que acabava costurando boa parte dos episódios, mostrando números musicais com artistas reais, cujas canções dialogavam com as situações do roteiro. Ontem, teve Maiara e Maraísa pontuando os conflitos entre Brau e Michele, enquanto a ótima Liniker e os Caramelows, com a canção “Zero”, celebrava a reconciliação.

Outro ponto positivo da temporada foi a evolução dos personagens. Henrique e Andréia ganharam mais estofo depois que se tornaram pais, e, também, depois que a moça deixou de ser uma mera dondoca e passou a advogar ao lado do marido. Já Brau e Michele adotaram três crianças, ao melhor estilo “Brangelina”, aumentando a possibilidade de mostrá-los como uma família comum, apesar de toda a fama e a consagração. Em suma, Mister Brau consegue repetir a boa evolução de séries como Tapas & Beijos e A Grande Família, ao dialogar com um público heterogêneo de forma inteligente e bem-humorada. Felizmente, já tem nova temporada garantida.

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André Santana

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Novidades na Globo: novela de Aguinaldo Silva é adiada e Evaristo Costa pode deixar o canal

Dias movimentados nos bastidores da Globo. Nesta semana, o canal anunciou que a novela de Aguinaldo Silva, que seria a “substituta da substituta” de A Força do Querer, foi adiada. Enquanto isso, o colunista Flavio Ricco informou anteontem que o jornalista Evaristo Costa, apresentador do Jornal Hoje, avisou a emissora que não pretende renovar o seu contrato, que termina em setembro.

Falemos primeiro da novela. Até a semana passada, a fila dos autores das nove estava assim: depois de Gloria Perez viria Walcyr Carrasco, com O Outro Lado do Paraíso; depois Aguinaldo Silva e seu O Sétimo Guardião; e, em seguida, João Emanuel Carneiro, com uma trama ainda sem título. No entanto, no início da semana, a direção da Globo informou que a ordem será invertida, e a novela de João Emanuel Carneiro virá antes da trama de Aguinaldo Silva (que já tinha até elenco reservado, diga-se). A emissora informou que a mudança se deve ao diretor artístico Rogério Gomes e sua equipe, atualmente no ar em A Força do Querer, e que também estará à frente de O Sétimo Guardião. A ideia é dar mais tempo de férias à equipe.

Motivo mais do que justo, até porque Rogério Gomes e Aguinaldo Silva já foram parceiros em Império e a dupla funcionou muito bem. Só é estranho que tenham se atentado a este fato após todo este tempo que O Sétimo Guardião estava confirmada. Dá a impressão de que aquela notícia de que um dos alunos da masterclass de Aguinaldo Silva, dada pelo Na Telinha, de que ele cobrava coautoria da novela, já que a sinopse teria sido escrita num dos cursos do autor, ainda não está totalmente esclarecida. Provavelmente, a direção da Globo quer ganhar tempo para resolver isso.

O autor, inclusive, não cansava de revelar detalhes meio estranhos da nova obra, como uma possível reaparição de Nazaré, de Senhora do Destino. Além disso, o elenco já estava praticamente todo escalado, contando com nomes como Renata Sorrah, Lília Cabral, Humberto Martins, Carolina Dieckmann, Marcelo Serrado, dentre outros. Será que este pessoal estará disponível para João Emanuel Carneiro? Vai começar a temporada de disputa de atores a tapa na Globo!

Aliás, O Sétimo Guardião também traria de volta à cena a atriz Joana Fomm, que foi notícia no ano passado quando pediu emprego em redes sociais. Logo depois do apelo, Joana foi convidada para participar de um filme e, em seguida, emplacou uma personagem em Malhação – Pro Dia Nascer Feliz. Ainda no ar em Malhação, a atriz foi convidada para O Sétimo Guardião e, segundo Aguinaldo Silva, a personagem foi criada para ela como um pedido de Silvio de Abreu, diretor de teledramaturgia diária da Globo. Entretanto, logo foi anunciado que a atriz assinara com a Record para participar de O Apocalipse, substituta de O Rico e Lázaro. Só que hoje, 20, saiu uma nota afirmando que a participação de Joana Fomm na novela da Record será apenas na primeira fase. Ou seja, quando O Sétimo Guardião entrar em produção, provavelmente a atriz estará disponível novamente. Aguinaldo disse que sua personagem seria mãe de Vivianne Araújo e avó de Marina Ruy Barbosa. Vamos aguardar.

Enquanto isso, ontem, 19, todo mundo foi pego de surpresa com a informação de Flavio Ricco, que afirmou que Evaristo Costa não deve renovar seu contrato com a emissora. Segundo Ricco, Evaristo teria informado à direção da Globo a sua decisão e que se trata “de uma decisão em caráter pessoal e irrevogável”. Ainda de acordo com publicação do colunista, amigos próximos contam que Evaristo tirará um ano sabático e morará fora do Brasil com a mulher e as duas filhas. A Globo ainda não confirmou a informação, mas todos foram pegos de surpresa. Caso se confirme, será desfeita uma das mais simpáticas duplas do telejornalismo brasileiro, formada por ele e Sandra Annenberg no Jornal Hoje. Além disso, Evaristo seria o substituto natural de William Bonner no Jornal Nacional, ou seja, não há qualquer motivo aparente para sua saída. O jeito é aguardar novas informações para saber. Mas será uma pena se for confirmado seu desligamento.

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André Santana

terça-feira, 18 de julho de 2017

Novo "Os Trapalhões" acerta ao se colocar como homenagem ao quarteto original

Ao assistir à estreia do novo Os Trapalhões, ontem, 17, no Viva, apagou-se a ideia de que um remake do humorístico seria um erro. Não foi. Na verdade, a nova parceria entre Globo e Viva revelou-se uma simpática homenagem aos eternos Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Curiosamente, o Viva participa deste momento “revival” da Globo, mas nunca exibiu originais de Os Trapalhões em sua programação, praticamente toda feita à base do arquivo da Globo.

O novo Os Trapalhões acertou por não trazer novos intérpretes aos personagens originais, até porque Didi, Dedé, Mussum e Zacarias não eram bem personagens, e sim personas bem humoradas dos próprios envolvidos. Tanto que apenas Didi era creditado na abertura com um nome artístico diferente, Renato Aragão, enquanto Dedé sempre foi Dedé Santana, e Mussum e Zacarias sempre apareceram como Mussum e Zacarias, embora se chamassem Antonio Carlos Gomes e Mauro Gonçalves. Na nova atração, o quarteto é formado por Didico (Lucas Veloso), Dedeco (Bruno Gissoni), Mussa (Mumuzinho) e Zaca (Gui Santana), que são sobrinhos dos originais. Didi (Renato Aragão) e Dedé (Dedé Santana) aparecem, dando a bênção. Solução fundamental para a compreensão de que não se trata de uma tentativa de refazer o original, e sim homenageá-lo.

O novo elenco procura repetir os trejeitos dos originais e consegue resultado satisfatório. O elo mais fraco é Bruno Gissoni, que não é lá muito bom ator e não parece ser um “escada” tão esperto quanto o Dedé Santana original. Além dele, Nego do Borel revivendo Tião Macalé decepcionou. Já Lucas Veloso faz um Didico correto, com impressionante semelhança a Didi; e Gui Santana, excelente imitador, convence como Zacarias. Mas quem mais chamou a atenção nesta estreia foi Mumuzinho, surpreendentemente bem como Mussa.

Vamos combinar que o maior desafio coube à Mumuzinho. Reviver o espírito de Mussum era uma missão espinhosa, tendo em vista que o trapalhão de dialeto próprio e fã de “mé” era uma figura extremamente particular. O saudoso Mussum tinha um carisma ímpar, que sobrevive e se perpetua mesmo depois de tantos anos de sua morte. Os tantos “memes” com a cara de Mussum e seu impagável “Cacildis” falam por si. Pois Mumuzinho conseguiu reeditar este espírito malandro de Mussum, recriando maneirismos clássicos e remetendo ao original em vários momentos. Porém, o fez à sua maneira, dando uma cara própria à figura. Não soou como mera imitação, como acontece com o Zacarias de Gui Santana, e sim como uma recriação interessante. A cena em que Mussa, como Rapunzel, tem os cabelos queimados pelo cabeleireiro Didico, e grita dizendo que está a “cara da Tina Turnis!” foi impagável!

Em tempos politicamente corretos, as piadas lotadas de preconceitos ficaram de fora, felizmente. Assim, sobrou o humor mais infantil e pastelão de Os Trapalhões, que foi reeditado de maneira eficiente, ora refazendo esquetes clássicos, ora trazendo novidades. Assim, o novo Os Trapalhões diverte e preserva a memória do programa original, um clássico que sempre deve ser reverenciado.

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André Santana

sábado, 15 de julho de 2017

Com "Popstar", talent shows envolvendo famosos proliferam

Quando lançou sua Casa dos Artistas, em 2001, o primeiro reality show brasileiro no estilo do Big Brother, Silvio Santos pode não ter imaginado que estaria lançando uma tendência. Ao confinar “famosos” numa casa, o animador mostrou que, sim, celebridades (ou pseudo... ou sub... como queiram) podem ser bons participantes de reality shows. Mas a escolha do cast tem que ser boa, afinal, as outras Casa dos Artistas não renderam como a primeira. A Fazenda, da Record, já foi mais feliz e emplacou várias edições, umas com cast certeiro, e outras com elenco equivocado.

No entanto, não é qualquer famoso que dá a cara a tapa num reality show de observação neste estilo. Por isso mesmo, foi quando chegaram os primeiros “talent shows” que famosos de maior “calibre” se deixaram envolver. Os talents nada mais são que competições de calouros (ou, em alguns casos, profissionais) que utilizam recursos do reality show, revelando bastidores e mesclando depoimentos, aumentando o envolvimento do público com o concurso e, consequentemente, criando torcidas.

O mais bem-sucedido formato nesta seara foi a Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão, primeira versão brasileira de formatos baseados no sucesso internacional Dancing With The Stars. Como desta vez a ideia é colocar pessoas que não dançam para aprender a arte, o desafio se tornou mais interessante para uma celebridade se submeter. Grandes nomes já passaram pela Dança dos Famosos nestes mais de dez anos do quadro no ar, como Christiane Torloni, Nívea Maria, Stênio Garcia, Ana Maria Braga e Francisco Cuoco, entre muitos outros. O SBT, depois, lançou o seu Bailando Por um Sonho, que também envolveu famosos.

De lá para cá, a televisão brasileira foi pegando o gosto pelos talent shows com a participação de pessoas famosas. Além das competições de dança, vieram também de culinária (Superchef Celebridades), salto ornamental (Saltibum), mágica (Truque Vip), show business (Aprendiz Celebridades), e até de covers. Este último também vem fazendo barulho no Domingão do Faustão, com o Show dos Famosos, uma versão de Your Face Sounds Familiar. O novo quadro mostrou-se tão eficaz quanto a Dança para prender o público e foi um acerto do programa de Fausto Silva em 2017. E vale lembrar que, antes de chegar à Globo, o formato foi do SBT, que fez uma temporada de Este Artista Sou Eu.

Neste ano de 2017, além do Show dos Famosos, a televisão brasileira já realizou (e ainda realiza) mais uma edição do Superchef Celebridades, quadro do Mais Você que coloca famosos numa competição de culinária, e o Dancing Brasil, na Record, que, tal qual o Dança dos Famosos, traz famosos aprendendo a dançar. A segunda temporada do Dancing Brasil estreia no dia 24 de julho e, provavelmente, ainda estará no ar quando o Domingão do Faustão lançar mais uma edição da Dança dos Famosos. No meio de tanta competição de talentos, estava faltando apenas colocar famosos cantando, afinal, The Voice Brasil está no ar e fazendo sucesso há tantos anos com “anônimos”, que uma versão “celeb” se tornou inevitável. Pois ela surgiu no domingo passado, com a estreia do Popstar.

No programa apresentado por Fernanda Lima, 14 pessoas conhecidas por outros trabalhos que não a música, agora, soltam a voz numa competição valendo prêmio em dinheiro. Assim como nos programas de dança, a graça aqui é ver os famosos saindo de sua zona de conforto. Não que cantar seja novidade para vários deles, que já fazem trabalhos paralelos como cantores, como Mariana Rios, André Frateschi e Claudio Lins. Mesmo assim, não deixa de ser interessante ver figuras como o repórter Alex Escobar e o comediante Eduardo Sterblitch neste novo contexto. Na estreia, a maior surpresa foi a participação da apresentadora Sabrina Parlatore. Ela costumava cantar no encerramento do programa Vitrine, que apresentava na TV Cultura, mas era uma cantora bem mediana. Já no Popstar, foi excelente. Evoluiu muito! Também chamou a atenção a canastrice de Murilo Rosa, que abusou das caras e bocas de um jeito até constrangedor. Foi divertido.

O formato é simples e funcional. Cada famoso se apresenta, e um júri de famosos distribui notas (aqui, “estrelas”). Ainda não ficou claro se haverá eliminações no decorrer do programa ou não. Fernanda Lima surgiu bastante à vontade no comando, deixando de lado a tensão verificada no extinto SuperStar, e Tiago Abravanel mostra que é o herdeiro de Silvio Santos que mais tem condições de substituí-lo, mesmo com uma participação minúscula na estreia. Em suma, Popstar é um programa divertido, e que cumpre bem a missão de ser um bom entretenimento familiar para as tardes de domingo. Foi uma ótima estreia!

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André Santana

sexta-feira, 14 de julho de 2017

News: Norman visita Romero no inédito de "Bates Motel"

O Canal Universal estreará no dia 17 de julho, segunda-feira, às 23h, o segundo episódio da quinta temporada de Bates Motel.

No episódio “The Convergence of the Twain”, Norman (Freddie Highmore) visita Romero (Nestor Carbonell) na prisão, após descobrir que o ex-xerife tentou matá-lo. Romero diz que irá se vingar de Norman quando ele menos espera.

Mais tarde, Norman vai jantar com Madeleine (Isabelle McNally), seu marido Sam (Austin Nichols) e sua amiga. Norman imagina então um diálogo com sua mãe em que ela pergunta por que ele está jantando com uma garota que parece muito com ela.

Enquanto isso, Caleb (Kenny Johnson) volta para White Pine Bay, procurando Norma (Vera Farmiga).

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Band reprisará "Mil e Uma Noites" e "matará" sua faixa de novelas

A teledramaturgia da Band já teve várias fases. Em comum, todas faziam parte de diferentes estratégias de emplacar faixa de novelas (e até de seriados), que acabavam sendo deixadas de lado em razão de um fiasco ou outro. No entanto, desde que passou a exibir novelas da Turquia, com Mil e Uma Noites, a emissora parecia ter, finalmente, encontrado sua vocação. Trouxe novelas estrangeiras feitas fora da América Latina, tornando-se um diferencial, e conseguiu manter uma faixa contínua de exibição, sempre no mesmo horário e com títulos inéditos.

Mil e Uma Noites deu excelente audiência para os padrões da emissora, mais do que triplicando a audiência da faixa das 20h20. Com isso, animou a direção da Band a seguir apostando no filão, trazendo Fatmagul, Sila – Prisioneira do Amor e Ezel. A audiência oscilou, como acontece com qualquer faixa de novela de qualquer canal, mas nenhuma das produções registrou audiência desprezível.

Ou seja, depois de tantas tentativas, finalmente a Band conseguia consolidar um horário de novelas. De 2015 até agora, exibiu uma série de produções inéditas, mantendo o hábito do público. E novela é isso: hábito. A possibilidade de fazer a faixa continuar agregando público era grande. E importante, num momento em que o canal vive uma fase meio caída, com grade sucateada e poucas produções. No entanto, a emissora vai jogar por terra os resultados alcançados até aqui, já que programou uma reprise de Mil e Uma Noites para suceder Ezel.

Programar uma reprise, por mais que seja de uma novela de sucesso, é um erro, pois interrompe a trajetória linear do horário. O público já conquistado pela Band, com certeza, ansiava por assistir a uma nova história, e não rever algo. Se a ideia era reprisar Mil e Uma Noites, a emissora poderia ter escolhido um outro horário para isso, ao invés de “matar” seu principal (e único) horário de novelas.

Para piorar a situação, o colunista Flavio Ricco, do UOL, veio com uma “novidade” desanimadora. A reprise de Mil e Uma Noites, que começará no dia 19 de julho, durará apenas dois meses, ou seja, virá totalmente retalhada. E a trama será substituída não por uma novela, e sim por um reality show. Segundo Ricco, a nova atração é um reality gravado por uma produtora turca na República Dominicana. Ou seja, a emissora está mesmo disposta a perder todo o público conquistado nos últimos dois anos. Uma pena.

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André Santana

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sábado à tarde: Globo exibe "Sai de Baixo" em rede nacional

Minha “sugestão” deu certo! Rs... Explico! Certa vez, comentei por aqui que seria interessante a Globo reprisar outro humorístico na Sessão Comédia, depois de dois anos reexibindo Os Caras de Pau, e que Sai de Baixo poderia ser considerado. Pois alguém lá na emissora pensou como eu e tratou de trazer de volta a família do Arouche na faixa das 14 horas dos sábados. O retorno deu certo e Caco (Miguel Falabella), Magda (Marisa Orth) e cia vêm registrando ótima audiência.

Mais do que a boa audiência, o retorno do Sai de Baixo alcançou, também, excelente repercussão. Tanto que choveram pedidos dirigidos à emissora para que o canal passasse a exibir a série em rede nacional. Como se sabe, a faixa das 14 horas da Globo é destinada à produção local, e a Sessão Comédia vai ao ar apenas nas regiões onde não há programas regionais no horário. No entanto, a direção da Globo resolveu atender aos pedidos dos espectadores e, a partir deste sábado, 15, passará a exibir Sai de Baixo em rede.

Para isso, a cabeça de rede reduziu a faixa local, que, em alguns lugares, ia até às 15h15. Agora, o horário local terá apenas meia hora, das 14h às 14h30. Depois disso, entra no ar o Sai de Baixo, para todo o Brasil. Para as emissoras e afiliadas que já exibiam o Sai de Baixo, a comédia continuará entrando no ar às 14h, mais cedo que nas outras regiões.

Curioso notar que a reprise do Sai de Baixo conseguiu o que Angélica, em oito anos, tentou, sem sucesso. Desde 2006, quando estreou seu Estrelas, inicialmente exibido das 13h45 às 14h30 (ou seja, faixa local), a apresentadora pedia que a atração fosse ao ar em rede nacional. Pois foram anos e anos na tentativa, até que, em 2015, a direção da emissora decidiu pelo fim da sessão de filmes Cine Fã-Clube (que, por sua vez, substituiu o TV Xuxa), e empurrou Estrelas para a faixa das 15h, finalmente colocando Angélica para todo o Brasil. A Sessão Comédia, assim, foi criada como tapa-buracos entre 14h e 15h. Vale lembrar também que o próprio Caldeirão do Huck, hoje o carro-chefe das tardes de sábado, também era exibido em horário local em seu primeiro ano, 2000. Apenas a partir de 2001 o programa de Luciano Huck tornou-se obrigatório na rede.

Falando em Estrelas, comentei aqui que foi boa a ideia da direção do programa de mudar o formato e partir para as temporadas temáticas. Estrelas Solidárias, que mostra Angélica e seus convidados mostrando trabalhos assistenciais pelo Brasil, é bem interessante. Mas, como previsto, já está cansando. Estrelas Solidárias já deu, pois, como trata de um único tema, acaba ficando repetitivo. Quando o novo formato foi anunciado, falou-se que o programa teria várias temporadas temáticas ao longo do ano, que durariam cerca de três meses cada uma. Pois Estrelas Solidárias já está no ar há três meses, e até agora não se falou sobre qual será o próximo tema a ser explorado no programa. Será que mudaram de ideia e o programa ficará assim até o fim do ano? Já está na hora de mudar a temática.

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André Santana

sábado, 8 de julho de 2017

SBT vive péssimo momento

No final do século passado, o SBT era a segunda maior emissora do país em audiência, e ostentava um elenco de estrelas que incluía Hebe Camargo, Marília Gabriela, Gugu Liberato, Hermano Henning, Jô Soares, Serginho Groismann, entre tantos outros, e era referência em programas infantis, com o Bom Dia e Cia com a Jacky Petkovic e o inesquecível Disney Club. Hoje, a emissora perdeu (mais uma vez) a vice-liderança de audiência, e tem como “estrelas” Patrícia Abravanel, Silvia Abravanel, Renata Abravanel, Danilo Gentili, Rachel Sheherazade e Dudu Camargo. Tem alguma coisa muito errada para os lados da Anhanguera.

Buscando retomar a vice-liderança, a emissora estabeleceu, há alguns anos, uma nova grade, mais coerente e estável, e conseguiu resultados bastante satisfatórios. No ano passado, entretanto, Silvio Santos retomou sua irritante mania de mudar tudo de horário a toda hora, fazendo o canal despencar. Com as novelas mexicanas vespertinas, o canal vinha alcançando até 10 pontos no Ibope, um grande feito. Hoje, são apenas dois folhetins em cartaz, que dividem o espaço da tarde com Casos de Família e Fofocalizando. Todos estes programas juntos registram entre 5 e 6 pontos. Mudaram a grade e os resultados falam por si.

Além disso, Silvio Santos se apaixonou pelo tal do Dudu Camargo e deixa o menino fazer o que bem quer. Nas últimas semanas, o apresentador do noticiário Primeiro Impacto se envolveu em todo o tipo de polêmica e peregrinou por programas da RedeTV e da Band. Silvio preferiu colocar mais lenha na fogueira ao unir ele e Maisa Silva em encontros de extremo mau gosto, ao invés de fazer seu mais novo contratado colocar os pés no chão. A “blindagem” do patrão em torno de Dudu tem feito o menino se portar como uma estrela, coisa que ele não é e que, provavelmente, não será, se continuar a agir assim. É lamentável que Silvio Santos, por tudo o que representa, se preste a este tipo de situação. Divertir-se enquanto Dudu dança e Maisa se sente acuada é de um horror incomensurável.

Além de deixar Dudu Camargo fazer o que bem quiser e menosprezar seu departamento de jornalismo, que passa por um momento constrangedor, Silvio Santos resolveu, em 2017, abrir espaço para boa parte de suas filhas na grade de programação. Enquanto Silvia Abravanel e Patrícia Abravanel seguem dando expediente nos espaços que conquistaram já há algum tempo, no Bom Dia e Cia, e Máquina da Fama e Programa Silvio Santos, respectivamente, agora Rebeca Abravanel também conquista um espaço diário com o game Roda a Roda.

Silvia não tem lá muito carisma, mas é “esforçada”, como o próprio Silvio Santos já disse, e como a principal atração do Bom Dia e Cia segue sendo o pacote de animações, a apresentadora não compromete o produto. Já Patrícia acumula muitas funções e, este ano, também pode ser vista aos domingos cobrindo a apresentadora Eliana, afastada para se dedicar à gestação. Patrícia é a mais carismática das três herdeiras de Silvio, mas ainda lhe falta muito estofo e jogo de cintura para se tornar uma grande apresentadora de televisão. Pode aprender, mas ainda não chegou lá. Esse monte de Troféu Imprensa de melhor apresentadora que ela vem acumulando na prateleira não condiz com a realidade. Já Rebeca está completamente perdida. Comanda o Roda a Roda sem qualquer emoção, não olha para a câmera nunca e passa a impressão de que está ali unicamente por obrigação.

Silvio Santos é o dono e pode fazer o que bem quiser, incluindo aí transformar suas filhas em apresentadoras. O problema aí é que ele está fazendo isso errado. Resolveu, simplesmente, enfiar suas herdeiras goela abaixo no espectador, colocando-as em faixas importantes da grade. O ideal seria fazê-las começar aos poucos, em horários menos importantes, para que elas ganhassem experiência, maturidade e segurança. Da maneira que está, o excesso de “Abravanéis” na grade só expõe a falta de estrelas que a emissora vive.

Como se não bastasse tudo isso, o SBT vive um momento preguiçoso, e que parece regredir diante dos olhos de seu público. Afinal, há quanto tempo o canal não lança um programa verdadeiramente relevante? A única boa estreia deste ano foi o Fábrica de Casamentos, reality divertido e que trouxe, ainda, Chris Flores de volta ao vídeo, a única boa aquisição da emissora nesta história recente. Fora isso, apenas o Programa do Ratinho vive boa fase, com ótima audiência e um formato que explora todas as facetas do apresentador. E só. Celso Portiolli, excelente apresentador, comanda um programa sem vida. A linha de shows vive de filmes reprisados, e tem como único produto relevante A Praça É Nossa. Tudo no SBT anda em “banho-maria”.

Em seu blog no UOL, o crítico Mauricio Stycer noticiou que, num balanço do Painel Nacional de Audiência referente ao primeiro semestre de 2017, a Globo anunciou seu melhor resultado desde 2012, enquanto a Record festejou sua melhor média desde 2011. Já o SBT perdeu a vice-liderança e viu sua média cair em relação ao ano passado. Ou seja, a preguiça e as ideias equivocadas do SBT estão empurrando a emissora ladeira abaixo. É triste.

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André Santana