terça-feira, 22 de janeiro de 2019

SBT reduz ainda mais espaço para novelas da tarde


Como já era de se esperar, a enésima reprise de Carrossel na faixa das 18h30 do SBT não disse a que veio. A trama não conseguiu reverter a tendência de queda das Novelas da Tarde da emissora. Por isso, Carrossel já está sendo devidamente editada para sair do ar o mais rápido possível. Até aí, nenhuma novidade no reino de Silvio Santos.

Porém, enquanto muitos fãs aguardavam o lançamento de uma novela mexicana inédita, Silvio Santos atacará com mais uma de suas “armas secretas” (que, normalmente, têm cheiro de fiasco). Não, ainda não será mais um retorno do Aqui Agora (ou similar) e nem a volta triunfal de Chaves. Desta vez, o dono do SBT apostará em Rosa dos Milagres, uma série mexicana.

Rosa dos Milagres (ou La Rosa de Guadalupe, no original) é uma série que traz um episódio diferente a cada dia. A trama de cada episódio sempre gira em torno da fé diante de Nossa Senhora de Guadalupe. Ou seja, trata-se de uma série sobre fé, bastante calcada na religião católica.

Rosa dos Milagres é uma série de sucesso na TV mexicana, tanto que está no ar há mais de dez anos. Entretanto, ela é alvo de muitas críticas, por conta do exagero na abordagem da fé, bem como pelas atuações pobres de atores em início de carreira que estrelam os episódios. Assim, mal comparando, Rosa dos Milagres seria uma espécie de “versão católica” de Casos da Vida Real, outro programa importado do México que Silvio Santos tentou emplacar em 2004. Obviamente, não deu certo. Hoje, a série é lembrada mesmo por ter marcado a estreia de Silvia Abravanel como apresentadora do SBT. Em performance sofrível, diga-se.

Apesar de ter tradição na exibição de novelas mexicanas, o SBT raramente consegue emplacar um outro formato importado do México que não seja folhetim. Não só do México, mas também de qualquer outro país da América Latina. Ou alguém aí já se esqueceu do inacreditável Caso Encerrado? É uma pena que Silvio Santos prefira continuar brincando de tentativa e erro, em vez de voltar a oferecer uma novela mexicana original, algo muito almejado pelo espectador da emissora.

André Santana

sábado, 19 de janeiro de 2019

Com renovação de humorísticos, Globo busca novo público

"Fecha a conta e passa a régua!"

Nos últimos anos, foi intensa a movimentação da Globo no intuito de repaginar sua programação humorística. Após experiências pontuais, a emissora foi apostando cada vez mais fundo em jovens comediantes, tentando se aproximar de uma geração de espectadores acostumada a consumir vídeos na internet. Assim, depois de alguns murros em ponta de faca, a emissora foi acertando a mão. E a atual grade, com Tá no Ar às terças e Lady Night às quintas, mostra que o canal achou o caminho.

O empenho em renovar o humor ficou evidente quando a emissora tratou de substituir o cansado Zorra Total pelo atual Zorra. Saíram os esquetes enormes, cheios de bordões e piadas batidas, e entraram esquetes rápidos sobre o cotidiano. Muitos chiaram, mas a boa audiência do Zorra mostrou que a direção da Globo foi feliz na mudança. A inspiração, sem dúvidas, foi a boa repercussão do Tá no Ar – A TV na TV, um grande acerto do canal, que chega agora à sua última temporada.

Os seis anos do Tá no Ar foram fundamentais para que este “novo” humor da Globo se estabelecesse. A atração agradou o público e a crítica ao brincar com o efeito “zapping”, trazendo esquetes que emulavam os mais variados canais de televisão. O formato permitiu brincar com todos os canais de TV, bem como satirizar o cotidiano, abusar do besteirol e, principalmente, promover ácidas críticas políticas e sociais. A boa aceitação do humorístico abriu espaço para a grade atual, que aposta num humor mais contemporâneo, crítico e em sintonia com os assuntos da atualidade. Assim, a Globo, outrora sempre tão engessada, hoje tem o humor mais livre e crítico da televisão aberta brasileira.

Um exemplo disso é o mesmo Tá no Ar, que estreou sua última temporada na terça-feira, 15. Em meio a muitas cenas divertidas e inspiradas, o esquete da Vila Militar do Chaves viralizou e se tornou um dos assuntos da semana. Na cena, Marcelo Adnet encarna o militar Jair e, imitando o presidente Jair Bolsonaro, se colocou como o novo dono da vila do Chaves. Ali, chamou Chaves, Seu Madruga e Professor Girafales de “va-ga-bun-do” e tratou de prender todo mundo. Ou seja, o programa brincou com Chaves, um clássico da concorrência e, ainda, lançou um olhar crítico ao novo governo, algo raro nas TV’s abertas atualmente, quase todas alinhadas à atual gestão.

Além do Tá no Ar, a atual grade da Globo apresenta o talk show Lady Night às quintas-feiras. A emissora surpreende ao escalar, para sua linha de shows, um programa que não é original seu, e sim do Multishow, da Globosat. E a aposta se mostrou acertada, tendo em vista que o programa de Tatá Werneck é um dos melhores achados da televisão brasileira dos últimos anos. Ali, o besteirol rola solto no bate-papo entre Tatá e seu convidado. O humor da apresentadora acaba levando o convidado a se soltar e se desconstruir. Soou familiar? Sim, esta era a proposta do extinto Adnight, de Marcelo Adnet, que ocupou o mesmíssimo horário anos atrás. Lady Night, de estrutura bem mais simples, é infinitamente mais eficiente na proposta. E a audiência não decepcionou.

Depois de apostas equivocadas, como os malfadados Divertics, Tomara que Caia e o próprio Adnight, a Globo vai azeitando a fórmula de seus novos programas de humor. Além de Zorra, Tá no Ar e Lady Night, o canal ainda exibe Choque de Cultura, com uma linguagem bem diferente das atrações do gênero na TV aberta, e que também diverte bastante. E a promessa é que um novo formato, ao vivo, substitua o Tá no Ar na grade a partir do ano que vem. Seria uma versão Globo do Saturday Night Live? Aguardemos.

André Santana

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

"Mais Você"? "Encontro"? Tardes da Globo podem ter solução caseira

"Acorda, menina!"
A diversão da imprensa televisiva neste momento, além do início do BBB, é especular sobre o que será das tardes da Globo agora que o Vídeo Show finalmente foi rifado sem dó nem piedade. Muito já foi dito. Enquanto uns apostam numa revista eletrônica pilotada por Fernanda Gentil e Fabio Porchat, outros acreditam que um dos programas matinais da Globo, como o Mais Você ou o Encontro, poderiam migrar para as tardes. Será?

Sobre o projeto de Fernanda Gentil, ainda há poucas informações a respeito. Mas, até aqui, acredita-se que deve ser um programa solo mesmo, sem Porchat como parceiro. Segundo Ricardo Feltrin, Dani Gleiser já está escalada para a direção da atração, que deve ser um programa diário com auditório. Há quem diga que pode ser uma espécie de versão jovem do Encontro, o que torcemos para que não seja verdade. O ideal seria fazer algo aos moldes do Programa Livre, do SBT (lá vou eu de novo com minha fixação no Programa Livre… rs!).

Independentemente do formato do programa de Fernanda Gentil, o que parece é que a Globo ainda não sabe se será um programa matinal ou vespertino. Como há vaga nas tardes da emissora, o mais óbvio é que seja vespertino. No entanto, muitos especulam que a direção da Globo cogita transferir o Mais Você, ou o Encontro, ou até os dois, para as tardes, abrindo vaga nas manhãs. Mas essa parece a pior das ideias.

Encontro com Fátima Bernardes não é nenhuma unanimidade nas manhãs. Apesar de Fátima bombar na internet com seus memes e dancinhas, a audiência da atração não é lá essas coisas. Encontro chega a perder a liderança da Globo em algumas capitais. Sendo assim, nada garante que sua audiência melhoraria se fosse exibido à tarde. Pelo contrário. São grandes as chances do programa de Fátima Bernardes naufragar de vez. O ideal seria promover mudanças na atração, mas mantê-lo nas manhãs. Afinal, ele foi concebido para aquele horário, e seu formato permite mudanças que não iriam descaracterizá-lo. 

Já o Mais Você é um programa mais tradicional e mais redondo e, portanto, poderia levar sua credibilidade às tardes da Globo. Mas vale lembrar que o programa de Ana Maria Braga estreou nas tardes do canal, lááááá em 1999. E não deu certo. Ana costumava apanhar de Chaves e resistiu apenas 10 meses em seu horário inicial, migrando para as manhãs logo em seguida. Ali, também demorou para se encontrar. Mas se encontrou. Hoje, é um programa consolidado e o matinal mais estável da Globo. Trocá-lo de horário seria mexer em time que está ganhando. Ou seja, o ideal mesmo seria a emissora lançar um novo programa vespertino, e não promover troca-trocas na grade. A chance de não dar certo é grande.

André Santana

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Comentários sobre o início do ano na TV

"Upa neguinho!"
2019 já começou um tanto movimentado na televisão brasileira, com o fim do Vídeo Show acontecendo de supetão. Porém, mais coisas aconteceram nestas primeiras semanas do ano na telinha. A Globo já atacou com duas microsséries oriundas de filmes, além de novidades aos finais de semana. Enquanto isso, a Record foi de Terrores Urbanos. Já os demais canais fizeram vários nada.

Pela primeira vez em anos, a Globo não abriu o ano com uma minissérie “exclusiva”. Se Eu Fechar os Olhos Agora, prevista para abrir o ano, foi adiada para abril, já que não haverá “supersérie” este ano. Por isso, a emissora preferiu exibir dois filmes em formato de minissérie numa tacada só, em dobradinha, ao longo da semana. Elis merece destaque, já que a emissora incrementou o longa com cenas inéditas e inseriu imagens e depoimentos documentais. Isso deu um “plus” no filme. Deu muito certo.

Já nos finais de semana, a emissora trouxe novidades em seus espaços de programas de temporada. Tá Brincando, com Otaviano Costa, estreou com uma boa e divertida proposta. O game show no qual jovens disputam provas com uma equipe de “sêniors” funcionou muito bem no horário. O ponto negativo é a gritaria de Otaviano, que precisa maneirar no tom de voz. Nada que comprometa. 

Aos domingos, a novidade é a nova temporada de The Voice Kids. Em seu quarto ano, a competição musical infantil começa a evidenciar os mesmos vícios que anda cansando na edição adulta: os técnicos ultra afetados! Cheios de caras e bocas e emoções duvidosas, Carlinhos Brown, Claudia Leitte e Simone e Simaria andam exagerando nas reações e começam a virar caricaturas de si mesmos. A direção do programa já deveria considerar substituições no time.

Fora da Globo, o único canal aberto que trouxe alguma novidade foi a Record, com a série Terrores Urbanos, que já estava em exibição no PlayPlus. A atração foi uma bem-vinda experiência no campo do terror da emissora. Mas os resultados ainda não foram lá essas coisas. Foi uma produção caprichada, sem dúvidas, mas o texto raso e as atuações duvidosas enfraqueceram a série. Mas valeu como experiência. 

André Santana

sábado, 12 de janeiro de 2019

Fim do "Vídeo Show" não fez jus à sua história e importância

"Um beijo muito carinhoso,
fique com Deus... e adeus!"

Na tarde de ontem, 11, a Globo exibiu o último Vídeo Show de sua história. O clássico programa que mostrava os bastidores e as novidades da emissora se despediu sem grandes celebrações. Foi ao ar uma edição “normal”, que deixou bem claro os motivos que levaram o Vídeo Show ao fim. Pautas fracas e desinteressantes já envolviam o programa há tempos, e foram vistas também na edição derradeira. Uma despedida frustrante para um programa que deixou seu nome cravado na história da TV.

Afinal, o Vídeo Show cambaleou mais nos últimos cinco anos. Assim, teve outros 30 anos de sucesso absoluto. Trata-se de uma trajetória vitoriosa, que sempre mereceu todas as celebrações, apesar do pesares. Ainda mais se levarmos em consideração que o Vídeo Show estreou despretensioso, como um apanhado de vídeos diversos da Globo exibidos em uma hora das tardes de domingo. Quando aquele novo programa comandado por Tássia Camargo estreou, a ideia era que tivesse vida curta. Ninguém apostaria que a atração ganharia substância e atravessaria décadas.

Alternando entre o sábado e o domingo, e ganhando outros apresentadores, o Vídeo Show foi ampliando sua pauta, ganhando conteúdo exclusivo e saindo da simples fórmula de requentar vídeos antigos. Quando Miguel Falabella assumiu a atração, no fim da década de 1980, e o Vídeo Show era uma das atrações dos sábados da Globo, o programa chegou à uma fórmula original e irresistível, que celebrava o ontem, o hoje e o amanhã da programação da emissora. E a direção da Globo foi esperta ao notar que havia ali um material e tanto para a grade diária. E o Vídeo Show se tornou sinônimo de programa da hora do almoço nos anos 1990.

Com excelente audiência e repercussão, Vídeo Show atravessou a década de 1990 e 2000 com muito sucesso nas tardes da Globo. Após a saída de Falabella, a atração seguiu em alta com a dobradinha André Marques e Angélica. No final da década de 2000, ganhou mais musculatura com exibições ao vivo e outros quatro (!) apresentadores. Mais adiante, André e Ana Furtado assumiram, numa fase marcada pelo início da crise de identidade da atração. Que ficou ainda pior na fase Zeca Camargo, e que ensaiou uma retomada com Otaviano Costa e Monica Iozzi. Mas que não resistiu à saída desta, sucumbindo de vez. A fase pouco criativa do Vídeo Show deu espaço ao avanço do Balanço Geral, da Record, e até do Chaves e do Fofocalizando, do SBT.

Com isso, o Vídeo Show sofreu inúmeras modificações ao longo do tempo, mas nenhuma capaz de recuperar a liderança absoluta na audiência. E já falamos aqui os motivos: Vídeo Show trocou apresentadores, repórteres e cenários, mas não renovou o seu conteúdo. Em tempos de internet e redes sociais, os bastidores e a história da TV já não eram pautas tão interessantes assim junto ao público. Nos tempos em que o Vídeo Show era líder absoluto, a atração era o único canal onde o espectador podia rever cenas antigas e entender como a cena tal da novela tal foi gravada. Hoje, há Google, há YouTube, e os próprios artistas desvendam seus segredos nos histories da vida.

Ou seja, o Vídeo Show envelheceu mal. O programa não conseguiu se adaptar aos novos tempos, ficando com cara de prato requentado. Além disso, as parcas tentativas de modernização foram feitas porcamente, com a falsa ideia de que digital influencers e fofocas “chapa branca” fariam alguma diferença no programa. Não fizeram. Ao apostar em redes sociais na tela e apresentadores que acumulam seguidores nas redes sociais, o Vídeo Show afastou seu público tradicional e não se tornou atrativo o suficiente para que os tais “seguidores” olhassem para a tela da TV.

Por conta disso, o fim do Vídeo Show se tornou inevitável. As últimas mudanças desgastaram ainda mais a imagem da atração. Assim, qualquer tentativa de nova mudança seria vista com desconfiança pelo público, e eram grandes as chances de novamente não funcionar. A solução mais óbvia, portanto, seria sua extinção e substituição por um novo programa, mais elaborado, condizente com os dias de hoje, e que fosse capaz de atrair a atenção da audiência.

Justamente por isso, o fim do Vídeo Show como foi feito foi uma bola fora da emissora. A direção da Globo anunciou a descontinuação da atração faltando apenas três dias para o seu fim. E num momento em que nada foi planejado para substituí-lo. O canal apelou para uma grade “tampão”: na primeira semana, as novelas Belíssima e Cordel Encantado serão exibidas num duplo Vale a Pena Ver de Novo; depois, A Grande Família ganha um repeteco. Ou seja, foi um cancelamento mal planejado, para não dizer improvisado.

Se não havia o que por no lugar, por que a Globo não deixou o Vídeo Show no ar mais algum tempo, para uma despedida à altura de sua importância? Há um BBB chegando, e o vespertino poderia ter uma sobrevida repercutindo os acontecimentos da casa. Além disso, teria tempo para uma grande retrospectiva, celebrando a vitoriosa trajetória da atração. Vídeo Show merecia uma despedida tão ou mais elaborada que a despedida do Programa do Jô, por exemplo, que passou um ano inteiro anunciando seu fim e realizando entrevistas especiais.

Claramente, a decisão sobre o fim do Vídeo Show foi tomada no “susto”, sem dar tempo à equipe de produzir uma despedida decente. Assim, um dos mais importantes programas da história da televisão brasileira saiu de cena com um dos piores episódios de sua extensa ficha. Não merecia. Não merecia mesmo. O programa que mais valorizou a memória da televisão brasileira terminou sem respeitar sua própria memória.

Aliás, é uma pena que a Globo tenha resolvido se livrar do Vídeo Show sem nem ao menos testar uma volta à grade semanal. O programa não tinha mais fôlego para a grade diária, é fato, mas ainda poderia render muito no ar uma vez por semana. Ao invés disso, a promessa é que Vídeo Show se torne uma marca, exibida em programas como Mais Você e Encontro sempre que houver uma matéria de bastidores e TV. Que morte horrível!

André Santana

Começa hoje o TELE-VISÃO 2019


Depois de um breve período de descanso, enquanto revisitamos o ano de 2018 com os dois Top 10, o TELE-VISÃO inicia hoje a temporada 2019. Com a expectativa de fazermos mais um ano juntos, assistindo, comentando, analisando e criticando tudo o que nossa querida TV brasileira nos apresentar ao longo do ano.

A partir deste sábado, 12, o blog volta a ser atualizado ao longo da semana, normalmente às terças, quintas e sábados. Nestas atualizações, seguimos comentando os acontecimentos da telinha e, ainda, repercutindo o noticiário televisivo, analisando as notícias dos veículos especializados em TV. De quebra, seguiremos celebrando a história da TV, com posts especiais que relembram programas, emissoras e momentos da televisão brasileira.

Sábado segue sendo o “dia nobre” do TELE-VISÃO. É neste dia que o blog apresenta uma crítica mais longa e elaborada sobre as novidades da nossa TV. E, claro, todo dia é dia para que você leia, comente e se divirta com a gente aqui no TELE-VISÃO. Aqui, a ideia é que tudo se torne uma grande conversa sobre TV. Uma conversa cordial, agradável, com troca de ideias e informações.

Desde já, agradeço sua presença e participação neste humilde espaço. Que tenhamos um ano cheio de novas tele-visões! Bem-vindos ao TELE-VISÃO 2019!

André Santana

sábado, 5 de janeiro de 2019

Top 10 de 2018: destaques positivos


A televisão brasileira produziu muita coisa boa em 2018. O TELE-VISÃO lista agora os dez melhores momentos da telinha do último ano. Lembrando que a lista foi elaborada baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- Séries

2018 pode ser considerado o ano em que as séries brasileiras deram um passo além, rumo ao aperfeiçoamento. A Globo diminuiu o espaço das séries semanais em sua grade, mas, por outro lado, vem investindo pesado em streaming. E a tal “supersérie” finalmente se desprendeu da fórmula de novela, dando um rumo próprio a esta nomenclatura criada pela emissora. Neste contexto, Onde Nascem os Fortes, Carcereiros, Mister Brau, Assédio e Ilha de Ferro figuram entre as melhores produções de teledramaturgia do ano. A segunda temporada de Sob Pressão, sem dúvidas, foi a melhor série nacional exibida.

- “Amor & Sexo”

O programa de Fernanda Lima deu o que falar em 2018. A atração sempre levantou uma bandeira libertária, mas, neste ano, sua abordagem esteve em meio a um momento político polarizado e até agressivo. Assim, o programa ganhou uma outra dimensão e enfrentou muitos percalços. Mas foi muito bem ao manter uma necessária pauta informativa, tocando em assuntos importantes, mas que poucos têm coragem de bancar. Fernanda Lima evoluiu ainda mais como apresentadora e saiu por cima em meio às críticas que sofreu.

- Gugu Liberato

Mesmo um tanto apagadinho no Canta Comigo, Gugu sobressaiu em 2018 ao abandonar seu programa sem conteúdo para assumir o comando de bons formatos na Record. O apresentador emprestou sua experiência e credibilidade ao Power Couple, potencializando a atração. E o novo Canta Comigo se destacou pela produção caprichada e o formato cheio de emoção. Gugu perdeu seu espaço próprio, mas ganhou em conteúdo. Foi uma boa troca, apesar dos pesares.

- Regina Volpato

Uma das mais queridas apresentadoras da televisão brasileira, Regina Volpato fazia falta na telinha. Mas retornou em grande estilo ao assumir o tradicional Mulheres, da Gazeta. Regina imprimiu sua marca na atração, ao modernizar a pauta, mas sem perder de vista a essência do programa. À vontade em cena, se tornou a principal companhia da dona de casa, além de agregar mais público.

- “Lady Night”

O talk show de Tatá Wernerck no Multishow teve duas temporadas extremamente felizes, principalmente a exibida no final do ano. Tatá ganhou mais estofo como apresentadora e os convidados entraram no espírito do programa, se permitindo brincar com a comediante e, de quebra, fazer revelações realmente relevantes. Deu tão certo que Lady Night estreia na TV aberta, no horário nobre da Globo, em breve. Um feito e tanto!

- “Bake Off Brasil – Mão na Massa”

A já tradicional competição de sobremesas do SBT ganhou novidades em 2018 e se deu bem. A nova apresentadora Nadja Haddad conseguiu aproximar o público da disputa, ao trazer mais humanidade e emoção no comando da atração. Olivier Anquier estreou estranho como jurado, ao tentar fazer o papel de malvado implacável, mas foi amenizando esta postura no decorrer da temporada e se encontrou. E Beca Milano segue impecável como jurada, fazendo comentários e análises realmente relevantes. Além disso, o elenco foi um dos mais diversos e divertidos que já passaram pela atração.

- Tiago Leifert

Há quem diga que ele sofreu superexposição. Discordo. Tiago Leifert apresentou nada menos que quatro programas na Globo em 2018, mas foi cada um em um momento do ano. Apareceu na TV menos que Luciano Huck ou Fausto Silva, por exemplo. Mas, mesmo que você tenha enjoado da cara dele mesmo assim, ao menos há de reconhecer que o apresentador mostrou toda a sua versatilidade neste ano. Ele esteve impecável à frente do BBB, dominando o reality como poucos e se divertindo em cena. No The Voice, continua mandando bem também. Já o Central da Copa não foi lá essas coisas, mas a presença de Tiago era um dos poucos pontos positivos do programa. E o divertido Zero 1 é a cara dele! Ideia simples e muito interessante.

- Marcos Mion

Marcos Mion passou praticamente todo o ano de 2018 afastado da TV, após o fim de seu Legendários. Mas retornou ao ar no final do ano em grande estilo, apresentando A Fazenda, e aproveitou bem a oportunidade. Mion deu vida ao formato, que andava um tanto combalido. Já o formato também fez bem à Mion, que estava sem perspectivas e andava meio apagadinho. Ressurgiu com força total e mostrou que é um nome que a Record não pode desprezar.

- Rebeca Abravanel

Patrícia Abravanel e Silvia Abravanel saíram na frente na disputa para saber quem é a sucessora de Silvio Santos no vídeo. Mas, neste ano, foi Rebeca Abravanel quem mostrou ser a mais parecida com o pai. Enquanto Patrícia é correta, mas um tanto polida, e Silvia não tem lá muito carisma, Rebeca mostrou que tem personalidade. No comando do Roda a Roda, ela se mostra como ela mesma, com tiradas divertidas e momentos de emoção. Em suma, mostrou-se um ser humano, e não uma simples mestre-de-cerimônias. Sua evolução no vídeo foi visível. Das herdeiras de Silvio Santos, é Rebeca quem merece atenção. De olho nela!

- Taís Araújo
 
Depois de tantos bons serviços prestados como atriz, Taís Araújo se tornou apresentadora da Globo no comando do PopStar. E mostrou ter traquejo para a coisa. Taís tornou a competição de cantores com famosos mais acalorada e humana, ao se envolver com a disputa e se divertir em cena. Além disso, soube driblar com bom humor os momentos inusitados que acontecem nos programas ao vivo. PopStar cresceu com sua presença.

E para você, internauta? Quais foram os destaques positivos de 2018 na TV? Deixe sua opinião! Eu volto no próximo sábado, dia 12, com o início do TELE-VISÃO 2019! Não percam!

André Santana

sábado, 29 de dezembro de 2018

Top 10 de 2018: destaques negativos


A televisão brasileira errou muito em 2018. Por isso, a primeira parte da retrospectiva 2018 do TELE-VISÃO lista os destaques negativos da programação do ano que termina. A lista é elaborada baseada na opinião deste que vos escreve e, portanto, é sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- Novelas

Não dá para destacar uma. No geral, 2018 foi marcado por novelas fracas. Boa parte delas até começou bem, mas logo perdeu fôlego, como Segundo Sol, O Tempo Não Para e Espelho da Vida, da Globo, e As Aventuras de Poliana, do SBT. Ainda na Globo, Malhação – Vidas Brasileiras, foi outra grande decepção. Na Record, o ano começou com o fiasco Apocalipse e termina com Jesus, que ficou aquém do esperado. Apenas Orgulho e Paixão, a trama das seis da Globo, pode ser considerada uma exceção, já que foi uma novela simpática e divertida.

- “Vídeo Show”

Mais uma vez, o vespertino da Globo surge como destaque negativo do ano em razão da série de mudanças infundadas da qual a atração é vítima. Neste ano, o que já estava ruim ficou pior. Otaviano Costa deixou o programa, e Sophia Abrahão ganhou a companhia de Fernanda Keulla e Vivian Amorim, além de Ana Clara. Mas as ex-BBB's, apesar de simpáticas e boas de TP, não deram conta do programa ao vivo. Além disso, as pautas do programa seguiram preguiçosas. Deu tudo tão errado que Fernanda e Vivian já deixaram o vespertino, que ganhou Joaquim Lopes de volta. Mas continua tudo muito ruim.

- “Superpoderosas”

Num ano atípico, a Band tratou de reformular sua programação e apostar numa série de estreias. Uma delas foi o matinal Superpoderosas, um programa feminino com a boa proposta de ser voltado à mulher contemporânea. Natália Leite mandou muito bem na apresentação, mas o assunto extremamente segmentado afugentou o público, afinal, a audiência da TV aberta é diversa. Saiu do ar depois de pouco tempo.

- “Agora É com Datena”

Ou Agora É Domingo, ou Brasil da Gente. O programa que mais teve títulos num único ano foi marcado por vários tropeços. Primeiro, a Band errou ao fazer do dominical de José Luiz Datena um programa com seis horas de duração e pouquíssimo conteúdo para preencher tanto tempo. O programa já estreou cansativo. Depois, se perdeu na indecisão de Datena, que saiu para concorrer ao Senado, mas voltou pouco tempo depois. Nesta saída, o programa se tornou dois: Brasil da Gente, com Netinho de Paula, e Agora É Domingo, com Joel Datena. Mas Datenão voltou, o programa ficou só Agora É Domingo, foi reduzido para “apenas” quatro horas, mas ainda não se encontrou.

- “Tricotando”

Mais uma vez, a RedeTV lançou um novo programa na faixa das 18 horas na tentativa de alavancar o RedeTV News. E apostou no que sabe fazer de melhor (ou não): fofocas. Mas o Tricotando se mostrou um prato requentado, com notícias velhas e pouco convidativas. Uma pena, já que a dupla de apresentadores funciona bem. Lígia Mendes e Franklin David são simpáticos. Mas falta conteúdo.

- “Fala Zuca”

No início do ano, a RedeTV desmembrou o Melhor pra Você e lançou dois novos matinais: Edu Guedes e Você e Fala Zuca. E “desmembrou”, neste caso, não é força de expressão, já que a emissora tratou de instalar um muro dividindo o cenário do extinto matinal para realizar seus dois “novos” programas. Nesta divisão, Fala Zuca levou a pior: Celso Zucatelli tinha a proposta de falar sobre tudo, mas em apenas meia hora e fazendo muito merchandising. Resultado: o programa não tinha conteúdo nenhum e teve vida curtíssima.

- Mara Maravilha

A ex-apresentadora infantil do SBT conseguiu a proeza de ser convidada a se retirar de dois programas em 2018. Titular do Fofocalizando desde que o programa ainda era Fofocando, em 2016, a artista se viu em meio a brigas e discussões com vários de seus companheiros de programa, principalmente Léo Dias e Lívia Andrade. Constatando a rejeição do público, a direção da emissora preferiu afastar Mara da produção. Ela, então, se tornou jurada do quadro Dez ou Mil, do Programa do Ratinho. Mas consideraram que ela “desarmonizou” o quadro e ela foi afastada também. O problema de Mara é que ela vestiu esta persona de “polêmica” e “dona da verdade” e não consegue mais se dissociar disso. E suas falas equivocadas travestidas de “opinião” jogam contra ela mesma. Assim, ela prejudicou a si mesmo, perdendo a oportunidade de estar na TV, oportunidade que ela buscava há tempos. Mara precisava rever suas posições para voltar a ter espaço na telinha.

- Reprises da Record

Neste ano, a Record pesou a mão ao programar um sem-número de reprises para tapar buracos em sua grade de programação. Além da faixa dupla de reprises de novelas à tarde, a emissora recorreu ao repeteco de A Terra Prometida para ocupar a faixa das 19h30, já que Topíssima, prevista para a vaga, foi adiada. O canal também promoveu a reapresentação de minisséries bíblicas nas noites de sábado, já que empurrou o Programa da Sabrina para mais tarde e não tinha o que colocar no lugar. Como se não bastasse, ainda tirou a poeira de antigas esquetes de humor e pegadinhas de gosto duvidoso para preencher a faixa Show de Humor, nas manhãs de domingo, já que encurtou o Domingo Show e criou mais uma brecha na grade. Haja material pra tanta reprise!

- Programas de auditório

Antes sinônimo de alegria, os programas de auditório agora ganharam um viés assistencialista insuportável. O pior deles foi Eliana, que trocou a pauta divertida para contar, toda semana, a história de alguma criança pobre que quer ser cantora. Hora do Faro, da Record, já nasceu nesta vibe de lágrimas, e se empenha cada vez mais em contar histórias depressivas. Já na Globo, o Caldeirão do Huck coloca um verniz de game, mas também tem abusado, cada vez mais, nas histórias de vida “emocionantes”. Outro que perdeu a mão foi o Programa da Sabrina, que se transformou num reality show sobre a gravidez da apresentadora. Nada contra, mas ficou maçante demais.

- Silvio Santos

O dono do SBT foi alvo de severas críticas em 2018. O apresentador anda perdendo a mão em suas “brincadeiras”, disparando uma série de comentários e atitudes que pegaram muito mal. Ele sempre foi assim, é verdade, mas estamos num importante momento de se discutir questões sociais e culturais que são fundamentais. O que era aceitável antes, agora não é mais. Episódios lamentáveis, como o que envolveu Claudia Leitte no Teleton, enfraquecem o animador que, pela trajetória que tem, devia ser mais cuidadoso.

E para você, internauta? Quais os destaques negativos de 2018? Deixe sua opinião! O TELE-VISÃO volta a ser atualizado no próximo sábado, dia 06, com os destaques positivos de 2018. Até lá!

André Santana

Feliz Ano Novo!



Chega ao fim o TELE-VISÃO 2018! Quero agradecer a todos que passaram mais um ano discutindo, comentando, analisando e dando palpites sobre nossa tão amada televisão brasileira. No ano que vem, seguiremos por aqui! E espero que você siga por aí, sempre colaborando com as boas discussões deste espaço!

Um 2019 muito especial a todos nós! Forte abraço!

André Santana

sábado, 22 de dezembro de 2018

Perspectiva 2019: o próximo ano promete!


O ano de 2019 promete muitas novidades na televisão brasileira. Nos últimos anos, a crise econômica do país refletiu nos investimentos dos canais, que não trouxeram grandes novidades ao seu público. Entretanto, surpreendentemente, o ano que vem vindo deve ser diferente. Não que a crise tenha passado, mas as emissoras se mostram mais dispostas a arriscar mais.

Esta mudança de postura tem a ver, principalmente, com a reconfiguração da batalha pela audiência a TV aberta. O final de 2018 mostrou um importante avanço de Record e SBT diante da liderança da Globo. Pra variar, tal avanço aconteceu não porque estes canais trouxeram grandes coisas, mas porque a Globo errou. A rede dos Marinho se mostrou enfraquecida, com novelas mornas, linha de shows que não empolgou e tardes sem fôlego. Com isso, as vice-líderes aproveitaram.

A Record viu sua linha de shows crescer com A Fazenda e promete continuar mantendo a boa fase. Para isso, finalmente trará novos formatos para revezar com os já amplamente utilizados Power Couple, Dancing Brasil e cia. Enquanto isso, o SBT vai continuar contando com a sorte, já que não estão previstas grandes mudanças na grade. Produtos tradicionais, como o Programa do Ratinho e A Praça É Nossa, seguem consolidados e, portanto, a emissora seguirá com a política de que “em time que está ganhando não se mexe”.

Já RedeTV e Band seguem tentando ampliar suas participações neste bolo. Para isso, a primeira já vem programando estreias para o início do ano, com a intenção de mexer nas manhãs e investir mais em jornalismo. Já a segunda deve voltar a investir em esporte, para tentar reverter a má fase atual.

Abaixo, um apanhado do que já se sabe que virá em 2019 na TV aberta:

Globo

A Globo segue com suas estreias de verão. No mês de janeiro, várias minisséries e uma nova edição do Big Brother Brasil vão estrear. Chacrinha: O Velho Guerreiro, Elis e Dez Segundos Para Vencer, três microsséries oriundas de filmes, abrirão o ano na emissora. Outras novidades do horário nobre são a estreia de Lady Night na TV aberta, às quintas-feiras, e a última temporada de Tá no Ar – A TV na TV, às terças. Tá Brincando, com Otaviano Costa, estreia nas tardes de sábado, enquanto uma nova temporada do The Voice Kids, com André Marques, estreia aos domingos.

A partir de abril, a Globo deve lançar novas séries na linha de shows, nas noites de terça e quinta, mas não se sabe ainda exatamente o que virá. O que se sabe é que, no segundo horário, a emissora substituirá a já tradicional “supersérie” pela exibição de duas minisséries: Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Ricardo Linhares, e Assédio, de Maria Camargo. No decorrer de 2019, outros formatos devem ocupar os horários, mas o único produto confirmado até aqui é o The Voice Brasil.

Aliás, todo este silêncio incomum acerca da programação da Globo tem a ver com a reconfiguração da direção de entretenimento. Boninho agora divide os programas de variedades com Mariano Boni, que veio do jornalismo para tocar os programas de entretenimento “com entrevistas”. Tal mudança tem a ver justamente com a queda de audiência da Globo em vários destes programas, como o Vídeo Show e o Conversa com Bial. Assim, especula-se que várias mudanças na grade diária devem ocorrer, e isso deve incluir a estreia de Fernanda Gentil. Também há a expectativa acerca do retorno de Angélica, mas pouco se sabe sobre isso também. Por outro lado, SóTocaTop, Tamanho Família e PopStar devem ter novas temporadas.

Nas novelas, muitas estreias estão sendo preparadas. Já em janeiro, Cordel Encantado substitui Belíssima no Vale a Pena Ver de Novo; e Verão 90, de Izabel de Oliveira e Paula Amaral, entra na vaga de O Tempo Não Para, às sete. Às seis, a novidade será Órfãos da Terra, de Duca Rachid e Thelma Guedes. Já às nove, o próximo cartaz será Dias Felizes, de Walcyr Carrasco. E Malhação – Toda Forma de Amar, de Emanuel Jacobina, substituirá Vidas Brasileiras a partir de março.

SBT

O SBT é o canal que menos tem novidades engatilhadas para o próximo ano. O canal seguirá com sua programação praticamente intocável. Fofocalizando, Casos de Família, Programa do Ratinho, The Noite, Programa Raul Gil, Domingo Legal e Eliana seguem firmes e fortes. Além, claro, do Programa Silvio Santos. A única mudança prevista até aqui é o Operação Mesquita, que passará a ser exibido diariamente, nas madrugadas.

Em janeiro, o canal tem como única novidade a estreia da nova temporada do Bake Off Junior. Nadja Haddad segue na apresentação do reality, que terá crianças fazendo suas sobremesas. A faixa de realities dos sábados também deve ficar intocada em 2019, com as novas temporadas de Fábrica de Casamentos, em março, e Bake Off Brasil – Mão na Massa, em agosto.

Outra estreia confirmada para janeiro não é bem uma estreia. Trata-se da reprise de Cúmplices de um Resgate, que substituirá Chiquititas na faixa das 21h30. A emissora promete, também, reapresentar a primeira temporada da série A Garota da Moto no horário. Em seguida, lançará a segunda temporada da atração, inédita.

Ainda não há a informação sobre o próximo texto que o canal produzirá no campo das novelas infantis. E não há pressa para tal definição, tendo em vista que As Aventuras de Poliana deverá atravessar o ano. Além disso, há sempre as “lendas urbanas” de projetos que nunca acontecem no SBT. Um deles é a volta do Topa ou Não Topa, da qual nunca mais se ouviu falar. O outro é o lançamento de um novo jornal policial no horário das 18 horas. Pouco provável que aconteça, mas, se acontecer, não vai durar muito.

Record

Surpreendentemente, a Record promete novos formatos em sua linha de shows, após dois anos exibindo praticamente os mesmos programas de sempre. A primeira novidade será The Four, uma nova competição musical que será apresentada por Xuxa Meneghel. Outra será Troca de Esposas, um reality semelhante ao Troca de Família, mas com algumas diferenças. Ticiane Pinheiro será a apresentadora. A emissora também voltará a apostar num reality culinário, o Top Chef, que será apresentado pelo chef Felipe Bronze.

Os novos formatos vão se revezar na faixa das 22h30 com as atrações já consagradas da emissora. Gugu Liberato deve voltar a comandar o Power Couple Brasil e o Canta Comigo, que terão novas temporadas. Dancing Brasil, com Xuxa, também retorna. Já Marcos Mion deve retornar para mais uma edição de A Fazenda, no segundo semestre. A incógnita fica por conta do destino de Sabrina Sato, já que o Programa da Sabrina, da maneira como está hoje, não deve mais existir. Sabrina, ao retornar de sua licença-maternidade, deve comandar um novo formato.

A Record também surpreendeu no campo das novelas, já que promete voltar a exibir novelas não-bíblicas. Topíssima, texto de Christiane Fridman previsto para este ano, foi retomado e deve estrear em 2019. O folhetim deve substituir a reprise de A Terra Prometida. Já na “faixa bíblica”, as novidades serão a macrossérie Jezabel e a novela Gênesis. Enquanto as estreias não acontecem, a emissora abrirá 2019 com a exibição da série Terrores Urbanos.

No mais, tudo deve ficar como está. O jornalismo popular seguirá ocupando grandes espaços, como o Balanço Geral e o Cidade Alerta, e o entretenimento seguirá apostando nos carros-chefes Hoje Em Dia, Domingo Show e Hora do Faro. Só fica a dúvida sobre o horário antes destinado ao Programa do Porchat. O mais provável é que séries passem a ser exibidas na faixa.

RedeTV

Entra ano e sai ano, e a promessa da RedeTV é sempre a mesma: diminuir o número de concessionários na programação. Em 2019, a conversa é que a faixa entre meio-dia e 15 horas, ocupada pela Igreja Universal, será diminuída para das 13h às 15h. Assim, o horário do almoço terá espaço para uma nova produção.

Entre os candidatos para a vaga estão um novo jornal, que já vem sendo desenvolvido. A ideia é um noticiário apresentado de maneira diferente de todos os outros. Edgard Piccoli é quem está à frente dos pilotos. No entanto, a vaga pode ficar também com Edu Guedes, com seu Edu Guedes e Você. Isso porque há a possibilidade de a atração de culinária ser “empurrada” em razão de um novo programa, a ser apresentado pelo padre Alessandro Campos.

O padre, aliás, é a nova aquisição da emissora. A princípio, Alessandro Campos comandaria um musical semanal, mas, segundo os sites especializados, o padre teria pedido para fazer uma atração diária. Sendo assim, ele é o mais cotado para assumir as manhãs da emissora em 2019, embora não se saiba fazendo exatamente o que. Quanto à Edu, ele poderia tanto ir para a hora do almoço, quanto deixar a emissora rumo à Band (leia mais abaixo).

Outra novidade da RedeTV para 2019 é o reality show Entubados. Anteriormente previsto para 2018, a atração foi adiada porque ainda não fechou sua cota de patrocínio. Entubados é uma espécie de “Big Brother de youtubers”, e já teve duas temporadas exibidas no canal Sony. Agora, a atração será exibida na TV aberta, com apresentação de Gustavo Mendes.

Band

A Band saiu da inércia em 2018, estreando vários novos programas. No entanto, as novidades não disseram a que vieram e, agora, o canal deve correr atrás do prejuízo. A emissora ainda não conseguiu emplacar um sucessor do MasterChef como carro-chefe da programação, e se trata de uma missão mais do que urgente, afinal, o formato já está perdendo o interesse.

O principal candidato à vaga é O Aprendiz, que deve ter nova temporada comandada por Roberto Justus este ano. Além disso, a Band também prepara um novo talk show semanal, que deve ser apresentado por Cátia Fonseca no horário nobre. E há ainda a promessa de que Amaury Jr leve seu programa de volta à programação diária. Também se especula que a Band pretende tirar Edu Guedes da RedeTV. Seria ele o substituto natural de Daniel Bork?

A Band também vive a expectativa de fechar um acordo com a Disney, aos moldes do Mundo Disney, que era exibido no SBT. Havia a intenção de vender parte da programação matinal, vespertina e até uma faixa noturna para a gigante do entretenimento. No entanto, dizem que as negociações entre Band e Disney esfriaram, então é pouco provável que o acordo seja sacramentado. Mas, sem dúvidas, seria uma boa oportunidade para a Band, que teria conteúdo e dinheiro entrando no caixa.

Sem Disney, os esforços do canal devem mirar no esporte. Segundo vários sites, a emissora pretende voltar a investir em transmissões esportivas, ensaiando a compra de campeonatos internacionais e até voltando a conversar com a Globo para voltar a exibir o futebol do Brasil. Neste contexto, a Band pretende voltar a valorizar Milton Neves. Especula-se que o Terceiro Tempo, ou até mesmo o Super Técnico, podem voltar.


André Santana