quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Com "Choque de Cultura", Globo reforça seu alcance na web

"Sou culto"
Na semana passada, a Globo surpreendeu ao estrear o humorístico Choque de Cultura, um programete exibido após a Temperatura Máxima. A surpresa se deu em razão da quase falta de divulgação: apenas chamadas enigmáticas espalhadas na grade davam a entender que haveria uma novidade antes do futebol. Além disso, também surpreendeu a liberdade editorial da atração. Nos dois primeiros episódios, ficou claro que o programa está livre para fazer graça do que bem entende.

O Choque de Cultura já tem uma presença marcante na web. O canal despontou ao trazer os motoristas Renan, Rogerinho do Ingá, Julinho da Van e Maurílio fazendo comentários sobre cinema. Os personagens de Daniel Furlan, Caito Mainier, Leandro Ramos e Raul Chequer são figuras reconhecíveis. Eles satirizam os comentários confusos e cheios de lugares-comuns que dominam as redes sociais. O sucesso chamou a atenção da Globo, que já vinha trazendo o elenco do Choque para participações especiais. Mas este interesse levantou também o temor de que a emissora poderia contratá-los e, depois, tolher a liberdade dos humoristas numa possível versão televisiva.

Felizmente, não foi isso que aconteceu. Choque de Cultura estreou na Globo com a mesma graça da versão para a web. Isso porque o canal foi bastante feliz ao não cair na tentação de fazer uma versão televisiva da atração. Ao manter o formato sem maiores alterações, a emissora garantiu que a fórmula não desandasse. Além disso, o roteiro também parece bastante livre. Tanto que, no episódio de ontem, Renan chegou a citar Rodrigo Faro e as histórias chorosas que o animador apresenta na Record no mesmíssimo horário. Foi divertido.

Choque de Cultura é mais um passo da Globo na busca de ampliar seu alcance junto à web. Aproveitar talentos vindos da internet em sua programação é uma tentativa de atrair um público que já não assiste TV. Por outro lado, investir em conteúdo como o do Choque, que cabe em qualquer tela, também é um investimento nos seus canais da web. Um investimento, diga-se, praticamente garantido, já que a emissora traz um conteúdo já consagrado para seus canais e, assim, atrai novos internautas para eles. Não deixa de ser uma estratégia interessante. 

PS: desculpem o sumiço dos últimos dias. Demanda elevada de trabalho. Ainda bem, os "boletos" agradecem! rs

André Santana

4 comentários:

  1. Acho o Choque de Cultura bom, mas não essa maravilha toda; eles fazem algumas tiradas engraçadas, mas o esquete às vezes é meio longo e forçam algumas situações. Eu vi que ia passar o primeiro episódio na Globo, mas não assisti por lá ainda para avaliar. Talvez porque eu sou meio ressabiado com tudo que está "na moda", fico com o pé atrás e não sou de aclamar 100%.

    Mas no geral é uma boa iniciativa a integração com atrações da internet; muito melhor do que só ficar passando vídeos do whatsapp ou memes. Se tem algum conteúdo, é relevante buscar novidades de lá para que a TV saia da mesmice.

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    1. Gosto do Choque de Cultura porque é simples, inteligente e divertido. Não apela, nem ofende, e ainda traz algo de novo. E é interessante notar a nova postura da Globo, que trouxe uma ideia da internet e manteve o mesmo espírito na TV. Afinal, fazer um programete de cinco minutos na TV aberta parecia algo bem distante da realidade até esses dias, né?

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  2. Acho que quem não gostou muito desse programa foi o Rodrigo Faro ,que infelizmente exagera mesmo ,não eh aquele cara alegre de qdo era aos sábados
    A Rede globo tem trazido boas novidades ,enquanto as concorrentes ficam no chororó e se acomodam

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    1. Confesso que fiquei chocado com a reação do Rodrigo Faro. Ele sempre me pareceu um cara bem humorado, pensei que ele levaria na brincadeira. Mas não, ele ficou bravo mesmo. Coisa mais estranha...

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