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| Logo do Cinema em Casa (reprodução) |
Depois de acabar (pela segunda vez) com sua programação infantil diária, o SBT vai eliminar outra tradição histórica de sua grade: a exibição de filmes. Em 2026, a emissora vai tirar do ar todas as faixas dedicadas às películas na grade.
A redução de filmes começou há algum tempo, mas ficou mais drástica no ano passado, quando o canal extinguiu o clássico Cine Espetacular, nas noites de terça, que foi substituído pelo SBT Repórter. Além disso, a emissora cancelou a sessão dupla do Cinema em Casa nas tardes de sábado para encaixar o Eita Lucas, passando a exibir apenas um filme no horário.
Em 2026, as duas únicas faixas de filmes restantes também chegarão ao fim. Nas noites de sexta, a Tela de Sucessos deve dar espaço para a nova versão do Viva a Noite, com Luis Ricardo. Já aos sábados, o Cinema em Casa deixa a grade a partir do dia 21 de fevereiro para a exibição do Casos de Família, que passa a ser semanal.
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Fim de uma era
A exibição de filmes sempre foi um dos pilares do SBT. Nos primórdios, a emissora alardeava a exibição de grandes clássicos hollywoodianos em sessões como Cinema em Casa, faixa inicialmente noturna, mas, que, a partir dos anos 1990, tornou-se vespertina, exibida nas tardes de segunda a sexta. O canal também teve outras sessões marcantes, como a Sessão das Dez, a Sessão Premiada, o Festival de Filmes e o Fim de Noite, nas madrugadas.
Em 1997, ao firmar parceria com a Disney, o SBT lançou a Tela de Sucessos nas noites de sexta, com a exibição de grandes produções. Já em 2000, o canal fechou acordos mais robustos com a Warner, MGM e Paramount, culminando com o lançamento do Cine Espetacular, às terças-feiras. Na mesma época surgiu o Cine Belas-Artes, nas noites de sábado.
Nesta fase, o canal exibia verdadeiros arrasa-quarteirões e assustava a Globo, que chegou a cancelar programas como Muvuca, Você Decide e Garotas do Programa por conta da forte concorrência dos filmes.
Porém, o cenário mudou depois que esses acordos milionários com grandes distribuidores se tornaram inviáveis. Além disso, os filmes na TV aberta perderam fôlego na audiência, o que tornou a aquisição das obras pouco interessante. É o fim de uma era.
André Santana
11/02/2026

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