quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Globoplay surpreende com relançamento de "Kubanacan"

Entre as próximas “novelas clássicas” a serem relançadas pelo Globoplay está Kubanacan. A novela de Carlos Lombardi, exibida em 2003, é uma surpresa nesta estratégia do streaming da Globo, já que não figurava entre as várias obras mostradas nas propagandas que a emissora veiculava quando começou a lançar suas novelas na plataforma a cada duas semanas (aquele vídeo com “O Portão” de Roberto Carlos repetido inúmeras vezes, lembra?).

Aliás, vale lembrar que, naqueles vídeos, o “pacotão” de novelas anunciadas eram, em sua maioria, tramas já exibidas no Viva. Provavelmente, deve ser mais “fácil” disponibilizar produções que foram reapresentadas recentemente, já que significa que vários obstáculos operacionais já foram removidos, como o resgate dos capítulos nos arquivos e os direitos autorais de trilhas sonoras. Havia sim uma ou outra que ainda não figurou no canal pago, mas as que foram lançadas no Globoplay até aqui, com exceção de A Favorita, já passaram pelo Viva.

Além de não ter passado no Viva e nem figurar nas propagandas, Kubanacan ainda é uma novela de Carlos Lombardi, que deixou a Globo há alguns anos. O autor, “rei das sete” entre as décadas de 1990 e 2000, teve uma passagem pela Record, onde assinou a ótima Pecado Mortal, mas atualmente se encontra fora da TV. Desde então, sempre era perguntado por internautas se havia algum tipo de boicote por parte da Globo o fato de não ter nenhuma de suas obras no Globoplay. Kubanacan, aliás, era um pedido antigo dos fãs de Lombardi. E, talvez percebendo a força da trama na internet, o Globoplay tenha se ligado que havia ali um bom potencial.

No entanto, muita gente torce o nariz para Kubanacan. Ela foi muito bem de audiência em 2003, vale lembrar, mas teve sua trama considerada confusa e rocambolesca demais. Realmente, Kubanacan teve alguns problemas de narrativa. O principal deles foi ter focado demais no protagonista, Esteban Maroto (Marcos Pasquim), em detrimento das tramas paralelas. O país fictício onde se passava a história, uma ilha tropical da América Central, rendia excelentes críticas políticas. Mas esta pegada foi se perdendo quando as tramas paralelas começaram a sumir.

Esteban era um desmemoriado que caía do céu numa praia de Kubanacan. Aos poucos, ele começa a ser perseguido por bandidos que estão em busca da Fênix. Logo se descobre que a tal da Fênix era uma bomba capaz de inflamar qualquer pessoa que estivesse próxima dela. Esta busca de Esteban pela própria identidade faz com que, aos poucos, a novela se torne um seriado diário. Os personagens coadjuvantes vão sumindo, enquanto a novela vai recebendo várias participações especiais, representando pessoas que revelam parte do passado de Esteban. Ah, e a explicação sobre a verdadeira origem do rapaz é ficção científica pura!

Mas, no geral, Kubanacan não era uma novela ruim. O texto ácido, rápido e esperto de Carlos Lombardi está ali, tinindo, com seus diálogos cortantes e certeiros. A trama também reúne ótimos atores em excelentes desempenhos, destacando-se a Lola de Adriana Esteves, a impagável Rubi de Carolina Ferraz, e o malandro Enrico de Vladimir Brichta. Poderia ter sido uma trama mais uniforme e valorizado mais os coadjuvantes, que foram sendo esquecidos ao longo da obra. Mas, sem dúvidas, é uma novela divertida. E justamente por ter ganho ares de “cult”, seu retorno ao Globoplay é um acerto! É hora de revisitar a fantasia tresloucada e descamisada de Lombardi!

André Santana

4 comentários:

  1. Essa novela era engraçada porém durou tempo demais a história sw perdeu na loucura do Esteban dark Esteban.
    .mas esse auto e faz falta com suas tiradas acidas

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  2. Quero Carlos Lombardi de a globo em uma novela no estilo de Pecado Mortal

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