terça-feira, 28 de abril de 2020

Vitória de Thelma consagra um grande "BBB"!

Quando pensei num título para este texto, considerei classificar este “o melhor BBB de todos os tempos”. Mas preferi “um grande BBB”, e explico o motivo. Quem está aqui desde os tempos do Zip.net, deve se lembrar que eu nunca fui grande fã do reality show da Globo. Por isso, não acompanhei todos como deveria. E, por isso, seria leviano eleger um melhor que o outro, sendo que, para mim, várias edições passaram em brancas nuvens.

Também aviso que este texto será todo assim, em tom mais pessoal. Porque acho que, hoje, quem está aqui é o André público, o André espectador, e o ser humano, com suas vivências e visões de mundo. E é neste tom pessoal que eu explico: quando digo que nunca fui fã de BBB, não quero me colocar acima de ninguém, e muito menos engrossar o coro (graças a Deus, já vencido) de que é melhor ler um livro do que ver BBB, yadda yadda yadda… Por Zeus, não! Não sou desses!

O motivo de eu nunca ter me envolvido com BBB está no fato de eu não conseguir enxergá-lo como um jogo. Muitos defendem o participante tal porque ele agita a casa e gera entretenimento. Eu não consigo. Se o jogador tal é chato, mal educado, falastrão e até mau caráter, eu não vou defendê-lo em nome do entretenimento. Sendo assim, eu sempre simpatizei com participantes mais tranquilos, que não necessariamente acrescentam ao jogo, mas que trazem posturas com as quais me identifico. Por isso, dos BBB's que acompanhei, sempre vi meus preferidos saindo logo, enquanto a grande maioria dos vencedores eu não era lá muito simpático. Por isso não costumava acompanhar… porque me dava raiva ver meus preferidos saindo e ver outros que não simpatizava vencendo!

Este BBB eu comecei a acompanhar por razões profissionais. Não sei se todos sabem, mas sou redator de um site especializado, o Observatório da TV, no qual escrevo críticas diárias. E escrever sobre BBB é sempre uma obrigação neste nicho. Pois muito que bem. Comecei a ver e, de cara, simpatizei com Thelma Assis. Mulher linda, médica bem-sucedida, com uma história de vida fascinante. E que falava muito bem, sabia se colocar sem perder a ternura, mas, ao mesmo tempo, com sangue nas veias. Que briga sim, quando necessário, mas que tem a sabedoria de escolher qual briga comprar. E que se mostrou extremamente ética, leal e consciente de seu papel social. Levantou várias bandeiras, sem precisar se diminuir. Pelo contrário. Foi grande. E se manteve nesta linearidade ao longo de todo o jogo. 

Assim, com este meu histórico de ver meus preferidos saindo, fiquei só esperando o dia em que Thelma seria eliminada. Mas ela foi ficando. Foi ficando. E crescendo no jogo. Inicialmente mais “escondida”, quando era coadjuvante no time de Marcela e Gizelly, ela cresce muito quando se aliou a Rafa e Manu, outras personagens com as quais simpatizei demais. Em seu último paredão, quando Babu foi eliminado, eu esperava que fosse Thelma quem saísse, dada a força que o ator demonstrou ao longo do jogo (aliás, outro jogador fascinante). Me preparei psicologicamente para vê-la deixar a casa e… ela ficou! Surpresa! E foi só ali que fiquei convencido de que ela poderia sair vencedora. Não tinha certeza, claro, afinal Manu e Rafa têm seguidores aos baldes. Mas uma esperança nasceu.

E ela ganhou! E me vi feliz! Nunca fui de torcer em reality show, nem comemorar vitórias. Mas me vi comemorando quando Tiago Leifert anunciou que Thelma era a vencedora! Vibrei no sofá! Porque eu vi, diante dos meus olhos, uma vencedora que defendeu, em cena, tudo aquilo que eu acredito. E pode parecer bobagem, mas isso me deixou esperançoso. Quando um grande público como o do BBB elege um perfil como Thelma uma vencedora em meio a tantos personagens interessantes, há um recado muito claro sendo passado aí. E isso não é pouca coisa. Parabéns, Thelma! Vitória não apenas merecida. Mas necessária.

André Santana

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