No último final de semana, o SBT exibiu a 20ª edição do Teleton, uma maratona televisiva que tem o objetivo de arrecadar fundos para a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Para comemorar a passagem destes 20 anos, nos quais a entidade ampliou de maneira significativa seu atendimento, o Teleton relembrou momentos importantes deste tempo todo.

Foi muito emocionante rever o primeiro discurso de Silvio Santos, ao abrir o primeiro Teleton, em 1998. Também é sempre oportuno relembrar a marcante presença de Hebe Camargo, madrinha do evento desde seu início até quando nos deixou, em 2012. Hebe era entusiasta da ideia, uma de suas idealizadoras, e era a mais presente dentre os apresentadores maratonas, sendo vista na abertura e no encerramento, e também em outros momentos.

Além da causa nobre, o Teleton é sempre interessante em se acompanhar em razão da presença de profissionais da televisão de todas as emissoras. Para quem gosta de TV, é muito divertido ver o encontro entre artistas de canais “rivais”, que surgem unidos em razão da boa causa. Neste ano, sem dúvidas, um dos encontros que mais causou burburinho foi entre Eliana e Rodrigo Faro, rivais na programação dominical do SBT e Record, respectivamente. Juntos, eles mencionaram a “rivalidade profissional”, ao mesmo tempo em que relembraram até a canção que emplacaram juntos. Foi um belo encontro.

Um dos momentos mais aguardados do Teleton sempre foi seu encerramento, marcado pelo encontro entre Silvio Santos e Hebe Camargo. Juntos no palco, os dois arrancavam risos da plateia e pareciam se divertir em cena até mais do que o espectador. Desde que Hebe Camargo morreu, Silvio vem encerrando a maratona ao lado de sua família, principalmente Patrícia Abravanel. Em anos anteriores, ele chegou a unir no mesmo palco Patrícia, Silvia Abravanel e seu neto Tiago Abravanel. Este ano, no entanto, Silvio optou por comandar o desfecho sozinho, “pulverizando” os “abravanéis” ao longo da maratona.

Silvia Abravanel comandou o segmento infantil, na manhã do sábado, enquanto Tiago Abravanel foi visto na faixa da tarde, comandando um divertido “revival” de Chiquititas ao lado de Fernanda Souza, a eterna Mili da primeira versão. Rebeca Abravanel surgiu no palco no final da tarde, enquanto Patrícia Abravanel se apresentou à noite, antes do pai. Patrícia, aliás, também fez parte de outro encontro interessante, já que dividiu o palco com Gugu Liberato, Celso Portiolli e Ratinho.

Por essas e outras, o SBT, mais uma vez, promoveu um bom Teleton, e ainda conseguiu alcançar a meta de doações, com mais um resultado positivo. O único “porém” é sobre seu formato limitado, que é praticamente o mesmo desde a estreia, em 1998, com um rodízio de artistas costurando “histórias emocionantes” de pacientes da AACD. Entre seu terceiro e quinto ano, o Teleton chegou a apostar em formatos diferentes, com edições especiais de Show do Milhão e Curtindo uma Viagem com celebridades, além de formatos feitos especialmente para a maratona, como a Batalha dos Artistas e o Show de Talentos. Neste ano, a única “novidade” foi um especial do Roda a Roda, com as presenças de Ratinho, Luciana Gimenez e Rodrigo Faro.


É importante manter o Teleton sempre ao vivo, para que a temperatura permaneça alta. Mas seria bem interessante se o programa conseguisse ir além do óbvio, para garantir o entretenimento e, consequentemente, a colaboração do espectador.

PS: Nos últimos dias, estive na organização de um Festival de MPB, daí o meu sumiço por aqui. Agora, com mais tempo livre, estou me atualizando a respeito de O Outro Lado do Paraíso para publicar da análise dos primeiros capítulos no próximo sábado, 04. Agradeço a compreensão.

André Santana