sábado, 5 de janeiro de 2019

Top 10 de 2018: destaques positivos


A televisão brasileira produziu muita coisa boa em 2018. O TELE-VISÃO lista agora os dez melhores momentos da telinha do último ano. Lembrando que a lista foi elaborada baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- Séries

2018 pode ser considerado o ano em que as séries brasileiras deram um passo além, rumo ao aperfeiçoamento. A Globo diminuiu o espaço das séries semanais em sua grade, mas, por outro lado, vem investindo pesado em streaming. E a tal “supersérie” finalmente se desprendeu da fórmula de novela, dando um rumo próprio a esta nomenclatura criada pela emissora. Neste contexto, Onde Nascem os Fortes, Carcereiros, Mister Brau, Assédio e Ilha de Ferro figuram entre as melhores produções de teledramaturgia do ano. A segunda temporada de Sob Pressão, sem dúvidas, foi a melhor série nacional exibida.

- “Amor & Sexo”

O programa de Fernanda Lima deu o que falar em 2018. A atração sempre levantou uma bandeira libertária, mas, neste ano, sua abordagem esteve em meio a um momento político polarizado e até agressivo. Assim, o programa ganhou uma outra dimensão e enfrentou muitos percalços. Mas foi muito bem ao manter uma necessária pauta informativa, tocando em assuntos importantes, mas que poucos têm coragem de bancar. Fernanda Lima evoluiu ainda mais como apresentadora e saiu por cima em meio às críticas que sofreu.

- Gugu Liberato

Mesmo um tanto apagadinho no Canta Comigo, Gugu sobressaiu em 2018 ao abandonar seu programa sem conteúdo para assumir o comando de bons formatos na Record. O apresentador emprestou sua experiência e credibilidade ao Power Couple, potencializando a atração. E o novo Canta Comigo se destacou pela produção caprichada e o formato cheio de emoção. Gugu perdeu seu espaço próprio, mas ganhou em conteúdo. Foi uma boa troca, apesar dos pesares.

- Regina Volpato

Uma das mais queridas apresentadoras da televisão brasileira, Regina Volpato fazia falta na telinha. Mas retornou em grande estilo ao assumir o tradicional Mulheres, da Gazeta. Regina imprimiu sua marca na atração, ao modernizar a pauta, mas sem perder de vista a essência do programa. À vontade em cena, se tornou a principal companhia da dona de casa, além de agregar mais público.

- “Lady Night”

O talk show de Tatá Wernerck no Multishow teve duas temporadas extremamente felizes, principalmente a exibida no final do ano. Tatá ganhou mais estofo como apresentadora e os convidados entraram no espírito do programa, se permitindo brincar com a comediante e, de quebra, fazer revelações realmente relevantes. Deu tão certo que Lady Night estreia na TV aberta, no horário nobre da Globo, em breve. Um feito e tanto!

- “Bake Off Brasil – Mão na Massa”

A já tradicional competição de sobremesas do SBT ganhou novidades em 2018 e se deu bem. A nova apresentadora Nadja Haddad conseguiu aproximar o público da disputa, ao trazer mais humanidade e emoção no comando da atração. Olivier Anquier estreou estranho como jurado, ao tentar fazer o papel de malvado implacável, mas foi amenizando esta postura no decorrer da temporada e se encontrou. E Beca Milano segue impecável como jurada, fazendo comentários e análises realmente relevantes. Além disso, o elenco foi um dos mais diversos e divertidos que já passaram pela atração.

- Tiago Leifert

Há quem diga que ele sofreu superexposição. Discordo. Tiago Leifert apresentou nada menos que quatro programas na Globo em 2018, mas foi cada um em um momento do ano. Apareceu na TV menos que Luciano Huck ou Fausto Silva, por exemplo. Mas, mesmo que você tenha enjoado da cara dele mesmo assim, ao menos há de reconhecer que o apresentador mostrou toda a sua versatilidade neste ano. Ele esteve impecável à frente do BBB, dominando o reality como poucos e se divertindo em cena. No The Voice, continua mandando bem também. Já o Central da Copa não foi lá essas coisas, mas a presença de Tiago era um dos poucos pontos positivos do programa. E o divertido Zero 1 é a cara dele! Ideia simples e muito interessante.

- Marcos Mion

Marcos Mion passou praticamente todo o ano de 2018 afastado da TV, após o fim de seu Legendários. Mas retornou ao ar no final do ano em grande estilo, apresentando A Fazenda, e aproveitou bem a oportunidade. Mion deu vida ao formato, que andava um tanto combalido. Já o formato também fez bem à Mion, que estava sem perspectivas e andava meio apagadinho. Ressurgiu com força total e mostrou que é um nome que a Record não pode desprezar.

- Rebeca Abravanel

Patrícia Abravanel e Silvia Abravanel saíram na frente na disputa para saber quem é a sucessora de Silvio Santos no vídeo. Mas, neste ano, foi Rebeca Abravanel quem mostrou ser a mais parecida com o pai. Enquanto Patrícia é correta, mas um tanto polida, e Silvia não tem lá muito carisma, Rebeca mostrou que tem personalidade. No comando do Roda a Roda, ela se mostra como ela mesma, com tiradas divertidas e momentos de emoção. Em suma, mostrou-se um ser humano, e não uma simples mestre-de-cerimônias. Sua evolução no vídeo foi visível. Das herdeiras de Silvio Santos, é Rebeca quem merece atenção. De olho nela!

- Taís Araújo
 
Depois de tantos bons serviços prestados como atriz, Taís Araújo se tornou apresentadora da Globo no comando do PopStar. E mostrou ter traquejo para a coisa. Taís tornou a competição de cantores com famosos mais acalorada e humana, ao se envolver com a disputa e se divertir em cena. Além disso, soube driblar com bom humor os momentos inusitados que acontecem nos programas ao vivo. PopStar cresceu com sua presença.

E para você, internauta? Quais foram os destaques positivos de 2018 na TV? Deixe sua opinião! Eu volto no próximo sábado, dia 12, com o início do TELE-VISÃO 2019! Não percam!

André Santana

8 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Concordo sobre a Rebeca Abravanel. Foi a apresentadora que mais evoluiu no vídeo neste ano. Amor e Sexo, na minha humilde opinião, é um programa já desgastado... Abs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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    1. Oi Fabio! Rebeca me surpreendeu positivamente! Ela estreou muuuuito fraca! Hoje, a vejo desenvolta em cena. Foi uma evolução muito rápida! O que eu mais gosto dela é que ela soa natural no vídeo. Patrícia é correta, mas se comporta como mestre de cerimônias, apenas. Falta alma. E Silvia é "esforçada", como disse o próprio Silvio. Não tem carisma, mas se esforça e não compromete. Rebeca não, ela é simpática, carismática e humana! Gosto dela! Abraço e feliz ano novo!

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  2. Não conheço essa Rebeca, então, não posso opinar. Acho Tiago Leifert um chato, além de pedante. Mion foi o nome do ano e sinto falta do Gugu alegre e divertido dos áureos tempos do Domingo Legal. Acorda, Record!

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    1. Oi Ed! Eu também sinto falta deste Gugu, mas entre o último programa dele e os formatos que ele comandou em 2018, prefiro ele nos formatos. Tiago não agrada a todos, noto isso, mas eu, particularmente, acho ele muito competente! Sou fã do Zero1! Feliz ano novo!

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  3. Boa análise, pq a gente percebe que não houve um grande programa em 2018. Foi um ano de se perceber os talentos nos artistas, não o que eles apresentam. Não vi nenhum programa explodir, virar o queridinho do público, uma mania nacional...achei um ano muito morno na TV! Mas creio que se as emissoras se organizarem podem considerar os talentos dos artistas e potencializá-los em formatos mais atrativos. Isso serve, principalmente, para Globo, Record e SBT.

    Um Feliz 2019 para nós!

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    1. É isso mesmo, Vinícius! Não foi um ano de programas, e sim de profissionais. Aliás, de profissionais veteranos que ressurgiram em momentos bons, numa renovação de carreira, como Regina, Gugu, Taís e Mion. Feliz ano novo!

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