sábado, 18 de agosto de 2018

Troféu Santa Clara 2018: menções honrosas


Num ano em que duas novelas eram fortes candidatas ao posto de pior, nenhuma das produções saiu de mãos abanando: O Outro Lado do Paraíso ganhou o prêmio de Pior Novela, enquanto Apocalipse ficou com o troféu de Fiasco do Ano. Uma maneira justa de apontar as duas mais toscas produções de teledramaturgia desta temporada.

Curiosamente, O Outro Lado do Paraíso não rendeu nenhum troféu para atores. Mas não que tenham sido completamente esquecidos: Augusto Renosto indicou Bruno Montaleone, o Johnny, como pior ator, enquanto Endrigo Annyston apontou Eriberto Leão, o Samuel. “O ator é fraco e, com o texto bizarro de Walcyr Carrasco, não conseguiu convencer como Samuel. O sentimento em relação ao seu personagem e núcleo em O Outro Lado do Paraíso era o de vergonha alheia”, justificou. Já as atrizes Erika Januza, a Raquel, e Telma Souza, a manicure Ivanilda, foram votadas por Augusto Vale e Fábio Costa, respectivamente. “Pode ser devido à antipática personagem para a qual a escalaram em O Outro Lado do Paraíso...”, avaliou Fábio.

Pela primeira vez, o Troféu Santa Clara teve um empate “quádruplo” em Pior Apresentador. Seria uma categoria em que não faltam candidatos? Em compensação, “apenas” duas apresentadoras levaram o Troféu, e duas novatas por aqui: Mara Maravilha, votada por Augusto Renosto, Endrigo Annyston, Fábio Costa e eu; e Sophia Abrahão, escolha de Duh Secco, Isaac Santos, Jurandir Dalcin e Rodrigo Albuquerque. Enquanto isso, outras “favoritas” da categoria perderam força, como Daniela Albuquerque, votada apenas por João Paulo Reis. “O Sensacional saiu do palco, virou um programa de entrevistas, mas Daniela Albuquerque continua ruim, sem sal, sem carisma, sem nenhum apelo além da beleza”, disse ele sobre a primeira-dama da RedeTV.

Pela primeira vez desde que o TELE-VISÃO retomou o Troféu Santa Clara, a categoria Pior Infantil não aparece. Em razão da falta de opções do segmento, ela foi substituída por Pior Programa Esportivo. E o equivocado Show do Esporte levou logo na estreia. Mas também apareceram entre os votados Central da Copa (votos de Augusto Renosto e João Paulo Reis), Os Donos da Bola (escolha de Fábio Costa) e até o Zero1 (apontado por Rodrigo Albuquerque). Já Kleber Nunes escolheu o inexpressivo Esporte Fantástico, da Record. “Outro exemplo de cópia mal feita, pois a Record não tem equipe esportiva forte e só mostra o quê? Histórias de superação, coisa que já passa em outros programas como o Esporte Espetacular. Também acho exagerado quatro apresentadores pois deveria ter só dois e é triste ver a Mylena Ciribelli ter sua carreira enterrada nesse programa”, disse.

Vídeo Show foi eleito o Pior Programa de Variedades, mas por pouco não perdeu o prêmio para o “novato” Melhor da Tarde, da Band. O programa de Cátia Fonseca foi lembrado por Endrigo, Fábio Costa e Fabio Maksymczuk. Em “terceiro lugar”, claro, o Fofocalizando, do SBT, voto de João Paulo e Jurandir. “Não tenho muito o que falar, mas acho o programa de um mau gosto...”, resumiu Jurandir ao justificar seu voto.

Em Pior Série, Brasil a Bordo levou fácil o prêmio, deixando o segundo lugar lá atrás. Mas Cidade Proibida também fez por merecer os dois votos, de Jurandir Dalcin e Rodrigo Albuquerque. “Era linda visualmente em todos os sentidos técnicos da coisa televisa, só faltava fisgar o telespectador. Um grande erro que a Globo cometeu durante bom tempo em suas novelas, foi tentar juntar texto bom e qualidade técnica, hoje podemos dizer que aprenderam a sinergia da coisa, Cidade Proibida  infelizmente foi a vitima da vez, feita talvez as pressas para o GloboPlay e depois exibida na TV, não alinhavou com carisma suas qualidades, uma lástima”, disse Rodrigo sobre a série de detetive da Globo.

Já Fiasco do Ano sempre rende votos diversos. Apocalipse ganhou fácil, mas a lambança do Viva com a reprise de Bebê a Bordo não passou em branco pelos jurados do Troféu Santa Clara. “A medida escancarou a crise de audiência que teria de ser tratada internamente - isso é uma opinião pessoal, não vejo outro motivo para os cortes. O canal demorou a dar uma resposta sobre e quando o fez foi evasivo, ‘arrogante’. Ainda cortaram Bebê a Bordo para estrear Vale Tudo em meio à cobertura da Copa do Mundo. Para ajudar, suspenderam tramas já prometidas - Roda de Fogo e Brega e Chique - acirrando ainda mais os ânimos. Entendo a aposta em uma trinca óbvia como a de agora e espero realmente que a audiência se estabeleça. Mas temo que o canal não saiba ‘dosar’ a próxima trinca, metendo os pés pelas mãos de novo...”, analisou Duh Secco. “A decisão inédita do Viva em editar e encurtar a exibição da novela de Carlos Lombardi foi uma polêmica que deu pano pra manga. E as explicações do canal jamais convenceram o público, que desde então colocou as barbas de molho”, completou Augusto Vale.

A má fase do Vídeo Show foi lembrada por Augusto Renosto ao votar em Pior Programa da TV Brasileira. “O Vídeo Show merece essa categoria justamente pela insistência da Globo em investir em um formato que não dará mais certo. A premissa da atração não atrai mais o público. O Viva e o GShow poderiam desempenhar muito melhor a função de mostrar o acervo e os bastidores da emissora. Colocar influenciadores digitais na apresentação pode fazer o programa entrar para os Trending Topics todos os dias, mas não vai convencer o público do sofá a assistir”, justificou. Já Isaac Santos preferiu escolher não um programa, mas um “conceito”. “Vou insistir numa característica mais do que num título apenas: o sensacionalismo, usado como artifício por tantos programas da linha de show e até mesmo de jornalismo. Uma vergonha”, concluiu.

André Santana

2 comentários:

  1. Vídeo show da sorriso..eu não entendo porque nunca pensaram na angelica para ele...acho que deviam deixa io so pras memórias e bastidores sem apresentadoras entao e mais curto.....

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    1. Já defendi a Angélica algumas vezes no Vídeo Show, mas acho que estou mudando de ideia. Ela não merece ter que assumir esse barco furado. Por mim, o programa acabaria.

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