sábado, 6 de janeiro de 2018

Top 10 de 2017: destaques positivos

A televisão brasileira produziu muita coisa boa em 2017. O TELE-VISÃO lista agora os dez melhores momentos da telinha do último ano. Lembrando que a lista foi elaborada baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, portanto, está sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- “A Força do Querer”

Definitivamente, a Globo fez as pazes com o público das novelas. E seu maior êxito neste ano responde por A Força do Querer. Gloria Perez trouxe seu bom e velho folhetim despudorado, mas trouxe novidades à sua narrativa, ao apostar em várias protagonistas, poucos personagens e uma trama envolvente e cheia de emoção. Destaque para a bela e corajosa abordagem da transexualidade por meio de Ivan (Carol Duarte). Bibi Perigosa (Juliana Paes), Ritinha (Isis Valverde) e Jeiza (Paolla Oliveira) deixaram saudades.

- “Dois Irmãos”

O ano começou muito bem na Globo com a minissérie Dois Irmãos. Mais uma obra-prima assinada por Luiz Fernando Carvalho, a série impactou com um texto impecável, grandes atuações e uma história intensa e muito envolvente. Sem dúvidas, um divisor de águas na carreira do ator Cauã Reymond.

- “Sob Pressão”

Num ano de séries sem muita expressão, a Globo acertou em cheio ao apostar na versão televisiva do longa-metragem Sob Pressão. A série faz um drama humano tendo como mote a precariedade de um hospital público brasileiro, cenário que rende grandes histórias. Além disso, conta com um elenco da melhor qualidade, encabeçado pelo excelente Júlio Andrade, e a não menos inspirada Marjorie Estiano.

- “Rock Story”

Depois de anos apostando em comédias bobinhas e pseudo-infantojuvenis no horário das sete, a Globo brindou o público do horário com uma trama mais madura e de contornos mais dramáticos. Rock Story trouxe um anti-herói, uma vilã humana, personagens carismáticos e uma história cheia de cartas na manga, que não permitiram que se criassem “barrigas”. Maria Helena Nascimento, estreando como autora titular de novelas, mostrou-se pronta para o ofício. Entende, e bem, do riscado.

- “Pesadelo na Cozinha”

A Band foi feliz ao entregar a versão nacional do Kitchen Nightmares ao carismático Erick Jacquin, do MasterChef. Em novo reality show, o francês aprontava poucas e boas ao orquestrar verdadeiras operações de guerra na tentativa de salvar restaurantes à beira da falência. A presença de Jacquin fez toda a diferença e tornou o programa um entretenimento da melhor qualidade.

- “Fábrica de Casamentos”

Depois de uma overdose de realities de culinária, o SBT resolveu desenvolver um formato próprio em suas noites de sábado e lançou Fábrica de Casamentos. Com a ideia de fazer toda uma festa de casamento em apenas sete dias, Chris Flores e Carlos Bertolazzi se dispõem a resolverem diversas pendengas que surgem na organização destes eventos. Mesmo com algumas situações claramente forçadas para gerar tensão, Fábrica de Casamentos, no geral, funciona muito bem. Diverte e traz boas e emocionantes histórias.

- “Lady Night”

Dentre tantos talk shows engraçadões, o Lady Night, de Tatá Werneck é, de longe, o melhor. Tatá é uma metralhadora verborrágica, da qual são disparadas altas tiradas, repletas de ironia, sarcasmo, referências pop e escatologia. Com um raciocínio rápido e uma capacidade de improviso acima da média, Tatá era a estrela e atração principal de Lady Night, Pouco importava quem era o convidado. E a Entrevista com o Especialista?

- “Conversa com Bial”

A Globo foi feliz ao ir na contramão da concorrência e escalar, para seu fim de noite, um talk show onde os assuntos tratados são mais importantes que piadas. Conversa com Bial, em seu primeiro ano, primou por bons bate-papos, promoveu debates relevantes sobre os mais variados assuntos e recebeu convidados de grande expressão. Pedro Bial, com seu estofo e repertório de repórter e seu traquejo adquirido nos anos de BBB, tornou-se um excelente apresentador.

- “Dancing Brasil”

Num ano de poucos acertos, a Record mandou bem com sua versão do Dancing With the Stars. Dancing Brasil conseguiu escapar das comparações com a Dança dos Famosos, da Globo, ao apostar numa produção caprichadíssima, um trio de jurados competente e participantes interessantes. Rendeu grandes momentos de disputa e emoção ao mostrar famosos tentando se superar e aprender a dançar. E, de quebra, deu sobrevida à Xuxa Meneghel no canal, que acertou a mão na condução do programa. Deu tudo muito certo.

- “Amor & Sexo”

O programa de Fernanda Lima vestiu de vez sua porção “engajada” e fez da temporada de Amor & Sexo uma ode à intolerância, ao preconceito, contra a hipocrisia e a ignorância. A atração promoveu debates importantes sobre assuntos realmente sérios, e que pareciam impossíveis de serem discutidos na TV aberta. Destaque para o programa de estreia de 2017, sobre feminismo, que abordou a questão social da mulher negra e sobre a liberação sexual feminina, sempre com depoimentos contundentes, além de uma bela participação de Elza Soares e Karol Conká. O programa teve seus momentos didáticos, sim, mas foram absolutamente necessários, afinal, foram temas novos na TV que estavam sendo tratados ali. Foi uma grande temporada!

- Menção honrosa: “Malhação – Viva a Diferença”

Parecia impossível que Malhação conseguisse se reinventar. Mas a chegada de Cao Hamburger à redação final deu à novelinha o sopro de vitalidade que ela tanto precisava. Viva a Diferença é a melhor temporada de Malhação em anos (se não for a melhor de todos os tempos), e mandou muito bem ao apostar em cinco garotas como protagonistas cujos principais conflitos não são arrumar namorados. O texto, impecável e sem subestimar o espectador, trouxe abordagens contundentes, mas fugiu do didatismo e conseguiu, verdadeiramente, estabelecer um diálogo com o jovem, além de ter evitado hipocrisia e a fantasia exacerbada. Merece todo o sucesso que vem fazendo. Fará falta.

E para você, internauta? Quais foram os grandes acertos da TV brasileira em 2017? Deixe sua opinião! O blog volta a ser atualizado normalmente a partir do próximo sábado, 13 de janeiro. Até lá!


André Santana

4 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Rock Story achei tããããããão sem graça......Passo reto....Preferi acompanhar Sem Volta a Dois Irmãos... Série leeeeeeeeeeeeeeeeeeeenta demais.........O ano foi de A Força do Querer e Sob Pressão. Isso é fato. Abs, Fabio www.tvfabio.zip.net

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    1. Oi Fabio, tudo bem? Sim, A Força do Querer e Sob Pressão foram incríveis! Mas eu amei também Rock Story e Dois Irmãos. Abraço!

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  2. Cozinha sob pressão foi legal pois foi um realty diferente não so a repetição do masterchef

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    1. Mas não teve Cozinha Sob Pressão em 2017. Você não se refere a Pesadelo na Cozinha?

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