terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Angélica pode ganhar vespertino diário, diz colunista

Deu no blog da colunista Keila Jimenez, do R7: Angélica pode ganhar um programa vespertino diário na Globo. A loira, que encerrará seu Estrelas no final do primeiro semestre de 2018, está cotada para comandar um projeto que seria uma espécie de Encontro com Fátima Bernardes vespertino. Segundo Keila, a ideia está em discussão na Globo e, se vingar, pode estrear no final do ano ou no início de 2019.

Caso a coisa se confirme, seria o retorno de Angélica à programação diária da Globo, onde já comandou os infantis Angel Mix, Caça Talentos e Bambuluá, nas manhãs, além de ter permanecido à frente do Vídeo Game, do Vídeo Show, por dez anos. Também seria uma atração diferente na faixa da tarde da Globo, refém dos mesmos Vídeo Show, Sessão da Tarde e Vale a Pena Ver de Novo desde os tempos da TV a lenha. A última aposta diferente do canal no horário foi o Mais Você, que não resistiu à concorrência e migrou para as manhãs menos de um ano depois de sua estreia.

Trata-se de uma notícia que dá margem a muitas análises. A melhor delas é a de que realmente existe um projeto de um novo programa para Angélica. Afinal, quando anunciou o fim do Estrelas, a emissora avisou que a apresentadora e sua equipe já trabalhavam para desenvolver um novo programa. Mas nada foi dito sobre o projeto desde estão, o que deu margem a especulações de que tal projeto não existiria. Soma-se a isto a temporada especial do Vídeo Game, sinalizando que o destino de Angélica seria seu retorno ao Vídeo Show, e as notícias de uma possível candidatura de Luciano Huck, que faria com que ele e sua esposa deixassem a programação da Globo.

No entanto, o fato de o projeto ser tratado como uma espécie de Encontro com Fátima Bernardes vespertino é um tanto temeroso. Seria até interessante ver Angélica comandando um formato assim, sem dúvidas. Mas é fato que a Globo tem apostado em programas de variedades muito parecidos. Mais Você e Encontro até tentam destoar, e conseguem muitas vezes, mas a repetição de pautas é sempre um risco que se corre. Além disso, vira e mexe, os programas de Ana Maria Braga e Fátima Bernardes repetem convidados e repercutem os programas da Globo. Já pensou mais um programa fazendo o mesmo, e exibido depois do Vídeo Show, que também faz isso? Para ficar diferente, o canal devia pensar em algo tipo “Altas Horas diário”, ao invés de “Encontro vespertino”. Fica a dica.

Keila Jimenez disse ainda que o horário do Estrelas deverá ser ocupado por um programa musical, de música sertaneja, que seria comandado por Simone e Simaria e outros nomes. Nada contra música sertaneja, e muito menos Simone e Simaria (que são bem divertidas), mas apostar num musical segmentado me parece um erro. O sertanejo universitário e feminino está na moda, mas nada garante que a moda permaneça. O sertanejo estava em alta no início dos anos 1990, levando o SBT a lançar o Sabadão Sertanejo. Mas o estilo perdeu força e obrigou o programa a se tornar apenas Sabadão. No final da mesma década, o pagode estava em alta, e a Globo lançou, no mesmíssimo horário do Estrelas, o Samba, Pagode e Cia. E o programa simplesmente não vingou, saindo do ar pouco tempo depois. Ou seja, o canal vai correr um risco com a ideia, que poderia ser um projeto de temporada, e não fixo na grade.


André Santana

3 comentários:

  1. Essa história de programa segmentado de música realmente é complicada. Existem público para ele, claro, mas desgastar algo que já é tão insistentemente tocado durante todo ano causa repulsa e o exemplo do programa de pagode no fim dos anos 90 é perfeito.

    Sinceramente não sou tão fã da Angélica como o André é. É simpática, soube fazer um bom programa no Estrelas, mas é um pouco...sem sal. Não é ruim, mas também não é ótima. Acho que a Globo poderia colocar um programa como o Estúdio I na TV aberta, com mais informação de forma aprofundada; fazer um outro programa como o Encontro (lembrando que já existe o Mais Você) poderia dar uma sensação de mais do mesmo. Seria mais lógico para a Angélica fazer uma atração semanal.

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    1. A lembrança de um Altas Horas diário poderia ser trocada para um Programa Livre diário. O Altas Horas hoje é um programa que vive de levar quem está "na moda", tanto na música quanto na Globo. O Programa Livre era muito mais diversificado. Realmente seria interessante pensar em um programa com música nas tardes da TV, mas que não fosse apenas um repetidor do que já vemos por aí.

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    2. Sim, quando eu digo "Altas Horas diário", também me referia ao Programa Livre, porque, apesar das mudanças em razão de horário, o Altas Horas manteve a "alma" do Programa Livre, na minha opinião. E um programa com música e entrevistas (sem a obrigação de discutir "temas", como o Encontro) seria uma boa para as tardes. Apesar de gostar mais da Angélica do que você (rs), também preferia vê-la num semanal de variedades. Dizem que Fernanda Lima e Ana Furtado também estão cotadas para este projeto da tarde. Fernanda é um nome que me agrada; Ana, não. Esta pode ficar no É de Casa.

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