sábado, 30 de dezembro de 2017

Top 10 de 2017: destaques negativos

A televisão brasileira errou muito em 2017. Por isso, a primeira parte da retrospectiva 2017 do TELE-VISÃO lista os destaques negativos da programação do ano que termina amanhã. A lista é elaborada baseada na opinião deste que vos escreve e, portanto, é sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- “Apocalipse”

O maior deslize da Record em 2017. Ao consolidar sua faixa de novelas bíblicas, a Record deu um passo além e apostou numa história baseada no livro sagrado, mas também contemporânea. Parecia uma boa ideia e um respiro ao deserto sem fim que havia se tornado o horário das 20h30 no canal. No entanto, no ar, Apocalipse revelou-se doutrinária ao extremo. A emissora usa sua principal novela para fazer um verdadeiro culto, deixando claro que só serão salvos do fim do mundo os fiéis da igreja que controla a emissora, além de trazer referências negativas a outras crenças e religiões. A repercussão negativa foi tão grande que até a autora Vivian de Oliveira declarou não reconhecer o texto, deixando claro que a cúpula do canal interfere diretamente no andamento da obra.

- Bastidores do Carnaval 2017

Que a RedeTV tem a cobertura do carnaval mais trash da televisão brasileira, a gente já sabe há anos. Mas o canal insiste em superar suas próprias bizarrices. Este ano, em meio sambistas que dançam sem música e muitas “voltinhas para a câmera”, os apresentadores Nelson Rubens e Flávia Noronha foram surpreendidos por uma moçoila nua e pintada de verde, que resolveu agachar diante das câmeras e expor, digamos, “onde o sol não bate”. O ânus verde repercutiu tanto que o superintendente artístico da emissora, Elias Abrão, pediu demissão via Twitter. Mas voltou atrás.

- “Operação Mesquita”

Em 2017, Otávio Mesquita deixou as madrugadas, horário que ocupa há anos com seus antigos Perfil, A Noite É uma Criança, Claquete e Okay Pessoal. Lançou-se num formato novo, o Operação Mesquita, exibido no final das tardes de sábado. No entanto, o apresentador não emplacou nem no novo horário e nem no novo formato. Seu Operação Mesquita foi remanejado para as madrugadas, e seu formato voltou a ser igual ao até então extinto Okay Pessoal.

- “Gugu”, “A Casa” e o fim de “Legendários”

A Record não foi feliz em grande parte de suas decisões acerca de sua linha de shows este ano. No início do ano, a emissora passou o Legendários das noites de sábado para a sexta-feira. O programa de Marcos Mion saiu de um horário consolidado para se aventurar num novo dia e se deu mal. A atração, no ar há sete anos, acabou cancelada. Além disso, a emissora mandou mal com A Casa, um dos piores reality shows de todos os tempos, e também não foi feliz com a temporada 2017 de Gugu, que se tornou um programa chato, previsível e pouco criativo. Não por acaso, teve seu pior desempenho no Ibope e não foi renovado para 2018.

- “Pânico na Band”

Cada vez menos expressivos, os humoristas do Pânico na Band seguiram com muitas dificuldades em se reinventar. Com dificuldades em vencer no Ibope o tolo Encrenca, da RedeTV, o Pânico entrou numa crise ao ponto de deixar de ser um bom negócio para a emissora. Resultado: o canal cancelou o programa de vez e, até aqui, não se sabe se o Pânico voltará numa outra emissora.

- “Exathlon Brasil”

Não foi desta vez que a Band conseguiu aliviar a dependência do MasterChef. O canal tentou trazer novidades para sua linha de shows, mas o Exathlon Brasil revelou-se um fiasco. A ideia de um reality de aventura e esportes radicais é muita boa, mas o programa pecou na execução, sobretudo na edição arrastada e confusa que tirava qualquer emoção. Para piorar, o (ótimo) apresentador Luis Ernesto Lacombe não apresentou o episódio final, substituído pelo produtor da atração, um estrangeiro que precisou ser legendado. Coisa esquisitíssima.

- Programação da Record

Este ano, a Record fez uma série de mudanças equivocadas na grade de programação. Numa tentativa de qualificar sua grade, a emissora reduziu o Cidade Alerta, uma de suas maiores audiências, para apostar numa reprise de Os Dez Mandamentos e o lançamento de um jornal local. Mas a reprise precoce da trama bíblica sucumbiu, prejudicou o novo jornal e ajudou a derrubar a audiência do horário nobre da emissora.

- Simba

SBT, Record e RedeTV se uniram e criaram a join-venture Simba Content, com o objetivo de negociarem juntas as vendas de seus sinais digitais para as operadoras de TV paga. Os canais pediram alto para continuarem nas operadoras e, claro, não foram atendidas. E assim, como forma de pressão, fizeram uma grande campanha na tentativa de convencer o espectador a reclamar com suas operadoras. Mas, quando o sinal analógico foi cortado, as operadoras da TV paga pouco sentiram falta de SBT, Record e RedeTV. Já os canais viram suas audiências caírem. Por fim, a Simba acabou renegociando seu retorno à TV paga, mas em condições bem mais modestas. Uma grande lambança!

- “Primeiro Impacto”

Não bastasse a chegada de Dudu Camargo em 2016, o jornal Primeiro Impacto ganhou, também, o comando de Marcão do Povo em 2017, aumentando o nível de vergonha alheia do matinal. Não satisfeito com as “aventuras” da dupla de manhã, Silvio Santos inventou de colocar o jornal na hora do almoço, das 12h às 14h30, acreditando, ingenuamente, que faria frente ao Balanço Geral, da Record. Pois o Primeiro Impacto à tarde passou vergonha, viu seu tempo ser reduzido logo depois da estreia, e acabou saindo do ar uma semana depois. Pena que ainda existe de manhã…

- “Adnight Show”

Com a fraca repercussão da primeira temporada de Adnight, a Globo reformulou a atração e a rebatizou como Adnight Show. Pois o programa de Marcelo Adnet não só continuou sem-graça, como ainda ficou sem propósito e sem identidade. No ar, parecia mistura de nada com coisa nenhuma. O humorista, que é bom de serviço, continua dando murro em ponta de faca em seus voos solos na Globo, que insiste em dar a ele, um improvisador de primeira, um programa ensaiadinho.

E para você, internauta? Quais foram os destaques negativos de 2017 na televisão? Deixe sua opinião! O TELE-VISÃO volta a ser atualizado no próximo sábado, dia 6 de janeiro, com a lista dos destaques positivos. Até lá!


André Santana

Feliz Ano Novo!


Encerramos aqui o TELE-VISÃO 2017! Finalizamos mais um ano juntos, compartilhando ideias sobre nossa tão amada TV! Agradeço, de coração, todo mundo que dedica um tempinho e passa por aqui para acompanhar nossas impressões. Que tenhamos todos um 2018 muito especial, e juntos aqui novamente, compartilhando tele-visões! Feliz ano novo!

sábado, 23 de dezembro de 2017

Perspectiva 2018: o que a TV trará de bom

2018 será um ano movimentado na televisão brasileira. Afinal, será um ano de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, que devem mobilizar os setores de jornalismo e esporte de todos os canais abertos, cada um à sua maneira. Além disso, Globo, SBT, Record, Band e RedeTV devem tentar driblar a crise e apagar a impressão de falta de investimento. Mas será difícil.

Com lenha para queimar, a Globo deve ser a única a manter seu ritmo frenético de estreias. Com suas faixas de produções de temporadas e a capacidade de produzir com bastante antecedência, a emissora vem mantendo um ritmo de produção e gravando programas sem data certa para exibir. Assim, muita coisa que o canal exibirá em 2018 já está pronto há um bom tempo, apenas esperando uma vaga na grade para entrar no ar.

Enquanto isso, SBT e Record não têm grandes perspectivas. Com a crise, as duas emissoras se viram obrigadas a colocar o pé no freio, e não dão sinais de que sairão deste momento difícil no próximo ano. A ordem é economizar, e as estreias devem ser pontuais.

Quem ensaia uma recuperação é a Band. Depois de anos em estado morto, o canal parece disposto a sair da inércia e da preguiça. A emissora realizou novas contratações para trazer novidades na grade em 2018, numa tentativa de ir além do MasterChef. Já a RedeTV, apesar de manter seu discurso de “rede que mais cresce”, ainda continuará dependente da locação de horários, o que a impede de crescer de verdade. Em 2018, o canal deve continuar dependendo de igrejas e concessionários.

Confira abaixo o que as emissoras preparam para 2018:

Globo

Como já vem se tornando tradição, a Globo já lança vários produtos no começo do ano. Novas minisséries ocupam a linha de shows nas primeiras semanas de janeiro, enquanto o Big Brother Brasil retorna mais perto do final do mês. Em 2018, o canal exibirá as minisséries Entre Irmãs (dia 2), Cidade dos Homens (dia 2) e Treze Dias Longe do Sol (dia 8), além da minissérie enlatada O Gerente da Noite (dia 9) e a série Supergirl (dia 1º). Além disso, está de volta o The Voice Kids a partir do dia 7. Já o BBB volta no dia 22, e o Tá no Ar – A TV na TV estreia sua quarta temporada no dia 23. E a comédia Brasil a Bordo, de Miguel Falabella, finalmente estreia no dia 25.

A partir de abril, as séries de temporada voltam a ocupar a linha de shows da emissora. Já estão confirmadas as novas temporadas de Mister Brau e Sob Pressão. Também deve estrear em abril a nova “supersérie” da Globo, Onde Nascem os Fortes, de George Moura e Sergio Goldenberg. No segundo semestre, está confirmada mais uma edição do The Voice Brasil, mas ainda não se sabe se Adnight terá uma nova chance.

No inicio das tardes de domingo, já estão confirmadas novas temporadas de Tamanho Família e Popstar. Aos sábados, com o fim do Estrelas confirmado para o segundo semestre, há quem acredite que podem entrar novos projetos de temporada no horário. Por enquanto, o que se sabe é que um programa especial sobre a Copa, apresentado por Glenda Kozlowski substituirá o programa de Angélica. A loira, aliás, deve ganhar uma nova atração no segundo semestre, mas ainda não há qualquer sinal de alguma pré-produção. A conferir. Os demais programas de variedades seguem firmes, com as novas temporadas de Mais Você, Encontro, Vídeo Show, Conversa com Bial, É de Casa, Caldeirão do Huck, Altas Horas e Domingão do Faustão.

Nas novelas, a primeira estreia do ano será Deus Salve o Rei, de Daniel Adjafre, que substitui Pega Pega a partir do dia 9 de janeiro. Outras produções em andamento são Malhação – Vidas Brasileiras, de Patrícia Moretszohn, que substitui Viva a Diferença em março; Orgulho e Paixão, de Marcos Bernstein, no horário das seis; e Segundo Sol, de João Emanuel Carneiro, às 21 horas.

SBT

A emissora de Silvio Santos não deve trazer grandes novidades em 2018. Ainda sob impacto da crise e superando algumas demissões, o SBT deve manter a programação sem grandes sobressaltos.

Em janeiro, a única novidade confirmada até aqui é a exibição de uma versão infantil do reality show culinário Bake Off Brasil – Mão na Massa. A mais bem-sucedida competição de cozinha do SBT mostrará crianças disputando o concurso de sobremesas, que seguirá sendo apresentado por Carol Fiorentino. A faixa de realities dos sábados continuará, com a nova temporada de Fábrica de Casamentos, a partir de março, e da versão adulta do Bake Off Brasil – Mão na Massa, no segundo semestre.

Outra novidade da emissora é a nova novela, As Aventuras de Poliana. Escrita por Iris Abravanel, a trama será a primeira novela infantil do SBT que não é uma adaptação de folhetim estrangeiro; desta vez, a mulher de Silvio Santos se inspirou no romance Pollyana, de Eleanor H. Porter, para desenvolver sua nova trama. No elenco, Milena Toscano, Guilherme Boury, Miryam Rios e Clarisse Abujamra. As Aventuras de Poliana substitui Carinha de Anjo, provavelmente a partir de abril.

Outra novidade que pode pintar na grade da emissora é um novo programa para Patrícia Abravanel. A filha de Silvio Santos, que viu chegar ao fim seu Máquina da Fama em 2017, pode ganhar uma nova atração de variedades com auditório, assim que voltar de sua licença-maternidade. No mais, todos os programas atuais devem seguir sem mudanças (isso se Silvio Santos não mudar de ideia): Fofocalizando, Casos de Família, Programa do Ratinho, The Noite, A Praça É Nossa, Programa Raul Gil, Domingo Legal e Eliana permanecem. E o Programa Silvio Santos, claro!

Record

A Record surpreendeu meio-mundo ao suspender a pré-produção de Topíssima, trama de Christianne Fridman que vinha sendo preparada para a faixa das sete e substituiria Belaventura. A trama já tinha vários capítulos escritos e elenco escalado. Provavelmente, o baixo desempenho das atuais produções desanimou o canal a continuar mantendo duas faixas de novelas.

Soma-se a isso uma notícia recente de Flavio Ricco, que afirmou que a direção da emissora está insatisfeita com o atual horário do Jornal da Record, que vai ao ar após às 21h30, “quando todas as notícias já foram dadas”. Isso significaria que o jornalístico poderia retornar para a faixa das 19h30 ao fim de Belaventura? A conferir.

Por enquanto, o que se sabe mesmo é que a Record virá com uma enxurrada de reprises na programação de início de ano. A emissora programou repetecos do Repórter Record Investigação para as noites de segunda-feira, enquanto filmes reprisados devem ocupar as noites de terça e sexta, com o Cine Record Especial e Super Tela, respectivamente. Além disso, a emissora programou a reprise de alguma série bíblica para a faixa das 20h30 dos sábados, empurrando o Programa da Sabrina para às 22h30. Já as noites de quinta serão preenchidas pelo Câmera Record.

As únicas novidades deste início de ano na Record são as novas temporadas de Conselho Tutelar, que estreia no dia 1º e terá cinco capítulos diários; e o Dancing Brasil, cuja terceira temporada será exibida nas noites de quarta-feira a partir do dia 17. Ao final da competição de Xuxa, as noites de quarta passarão para a segunda temporada de Batalha dos Confeiteiros, em abril. Já as noites de terça e quinta serão de Power Couple. A Casa e A Fazenda devem ter novas temporadas no decorrer do ano. O primeiro segue nas mãos de Marcos Mion, que perdeu seu Legendários, enquanto o segundo pode ficar com Gugu Liberato, se topar renovar com a emissora. Já nas novelas, o parco desempenho de Apocalipse pode fazer o canal adiantar sua substituta, Gênesis, de Paula Richard.

Band

Depois de alguns anos apenas reprisando Os Simpsons nos mais variados horários, a Band voltará a ter uma produção própria no horário da tarde. A emissora lançará um novo programa feminino vespertino, entre 14h e 16h, que será apresentado por Cátia Fonseca. A estreia está prevista para março de 2018.

Outra novidade é a volta de Amaury Jr ao canal. O apresentador volta à emissora que o consagrou quando apresentava o Flash, desta vez no comando de um programa semanal, nas noites de sábado. A nova atração não deve fugir ao estilo de Amaury, mesclando entrevistas e matérias especiais.

Além disso, a Band segue investindo pesado no MasterChef. Em 2018, a emissora deve repetir a estratégia de 2017, com duas temporadas (uma amadora e uma profissional) praticamente coladas uma à outra, garantindo o reality show de Ana Paula Padrão o ano inteiro. Outro produto que deve ganhar uma nova temporada é o Exathlon Brasil, mesmo com o fraco desempenho da primeira leva.

A emissora deve, ainda, lançar um novo programa nas noites de domingo, ocupando o horário do Pânico na Band, que sai do ar. Entre as opções estão um novo humorístico com Márvio Lúcio, o Carioca, ou a exibição do De Férias com o Ex, da MTV. Mas nada está confirmado ainda.

RedeTV

Para 2018, a RedeTV continua com sua eterna promessa nunca cumprida: diminuir concessionários e investir mais em programação. Por enquanto, nada leva a crer que algo neste sentido vai acontecer.

Mas a emissora tem seus planos para o próximo ano. Um deles é aumentar novamente o espaço para infantis, com a volta da animação Pokémon. Outro plano é lançar uma nova temporada do Mega Senha, de Marcelo de Carvalho, que deve voltar ao ar substituindo O Céu É o Limite. E há ainda um projeto envolvendo youtubers, que deve ocupar as madrugadas, substituindo o Programa Amaury Jr.

E tem mais: o diretor de jornalismo da emissora Franz Vacek quer emplacar um novo telejornal na emissora, com a apresentação de Rosana Jatobá, que foi contratada recentemente. Enquanto o novo jornal não vem, Rosana deve ser usada em matérias especiais e, ainda, ser “o rosto” do canal na cobertura da Copa do Mundo.


André Santana

Feliz Natal pra todos, feliz Natal!


No próximo sábado, 30, começa o Top 10 de 2017, com a lista dos destaques negativos do ano. Até lá!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Fim de ano no TELE-VISÃO!

O Natal está aí, e é momento de começarmos nossa “programação especial” de fim de ano no TELE-VISÃO. A partir de amanhã, 23, até o dia 06 de janeiro de 2018, o blog passará a ser atualizado apenas aos sábados, e trazendo posts especiais para finalizarmos 2017 e entrarmos em 2018 com nossos assuntos passados a limpo.

Amanhã, 23, o TELE-VISÃO publica sua tradicional Perspectiva 2018, que trará uma série de posts especiais que buscam adiantar o que os principais canais abertos brasileiros preparam para o ano que se aproxima. Teremos um apanhado do que virá na programação da Globo, SBT, Record, Band e RedeTV.

No sábado seguinte, dia 30, começa o Top 10 de 2017, com a lista dos dez destaques negativos do ano. Vamos relembrar junto o que de pior passou na telinha neste ano. Já no dia 6 de janeiro, o Top 10 de 2017 trará a lista dos dez destaques positivos do ano. O melhor da TV em 2017 será relembrado por aqui. A partir do dia 13 de janeiro o TELE-VISÃO volta ao normal, com atualizações constantes ao longo da semana.

Fique por aqui neste final de ano e vamos juntos relembrar 2017 e especular 2018. Conto com vocês!


André Santana

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Viva terá "Os Trapalhões" e "Encontro com Fátima Bernardes" em 2018

Nesta semana, o canal Viva anunciou duas novidades em sua grade de programação para o ano que vem. O canal do Grupo Globo que reapresenta programas clássicos da emissora carioca trará dois novos produtos para sua grade: o clássico Os Trapalhões e o matinal Encontro com Fátima Bernardes.

O Viva reapresentará Os Trapalhões a partir do dia 1º de janeiro, às 20h15. O canal irá reprisar 40 episódios da temporada de 1988 do humorístico protagonizado por Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias. A temporada teve direção geral de Wilton Franco e priorizava o público infanto-juvenil, voltada para o espetáculo no Teatro Fênix, contando com ampla participação do auditório. Mas os quadros em estúdio foram mantidos.

Uma boa notícia aos espectadores, que nunca se conformaram que o canal pago já ressuscitou A Turma do Didi e Aventuras do Didi, mas ignorava a atração que reunia o querido quarteto. O mais curioso é que a emissora já promoveu até um revival, o novo Os Trapalhões lançado este ano em parceria com a Globo, mas nunca tinha exibido o programa original. Nos revivals Globo/Viva anteriores, foram “refeitos” os programas cujos originais já passaram pelo Viva, como Sai de Baixo, Escolinha do Professor Raimundo e Cassino do Chacrinha.

O Viva também abrirá espaço em sua programação para o Encontro com Fátima Bernardes. Será reapresentada a primeira temporada da atração de Fátima, exibida em 2012. O horário não foi divulgado, mas provavelmente será na faixa da tarde. Será a chance de rever a criticada estreia do programa, que era, inicialmente, mais voltado a debates com anônimos. Amargando baixos índices de audiência, o Encontro foi ajustando sua fórmula até chegar ao formato atual, que é líder em sua faixa de exibição.

Decisão estranha do canal. Seria mais interessante se o Encontro ganhasse no Viva um horário alternativo, como acontece com o Vídeo Show, Mais Você, Estrelas e Caldeirão do Huck, e não uma reprise de cinco anos atrás (que também acontece com o Bem Estar, diga-se). Os programas de Otaviano Costa e Ana Maria Braga tem os episódios do dia reprisados no mesmo dia no Viva, às 17h15 e às 18h45, respectivamente. Já os programas de Angélica e Luciano Huck são exibidos uma semana depois de terem sido apresentados na Globo, aos domingos. Seria interessante se Fátima entrasse neste esquema, e a edição do programa exibido pela manhã na Globo fosse reprisada no mesmo dia, à tarde, no Viva.

Atualização (22/12/2017, às 8h03): O Viva divulgou a grade de programação com as alterações. E, infelizmente, a notícia não é das melhores, já que Vídeo Show e Mais Você não terão mais horários alternativos. O Vídeo Show sai da grade do canal, enquanto o Mais Você passará a ter a temporada 1999 reapresentada (isso vai ser interessante, mas espectadores como a minha mãe, acostumada a ver a Ana Maria Braga na faixa das 19 horas, ficarão decepcionados). Encontro com Fátima Bernardes 2012 será reprisado às 17h, no lugar do Vídeo Show. A "novidade" é que o Estrelas terá sua temporada 2006 reprisada diariamente, na faixa das 16h.

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André Santana

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Mesmo reduzido, "TV Kids" mostra sua força na RedeTV

O bloco TV Kids, faixa de animações que a RedeTV manteve em sua grade de programação por algum tempo e que teve várias fases e atrações, está de volta. Desde ontem, 18, a emissora vem exibindo novamente o infantil, mas, desta vez, numa versão reduzida. O novo TV Kids vai ao ar de manhã, das 9h às 9h20, e exibe o Momento Kids, produção própria da emissora com a tia Dani, da qual só se ouve a voz e se vê as mãos, e que conta histórias manipulando bonecos (algo bem chato, diga-se); e a animação coreana Pororo: O Pequeno Pinguim.

Ou seja, desta vez o TV Kids ressurge com uma proposta voltada para crianças em idade pré-escolar, ao contrário de suas fases anteriores, que era mais infanto-juvenil e contava com animações japonesas e americanas. Pois mesmo diferente e com pouco tempo no ar, o TV Kids registrou uma audiência que oscilou entre 1 e 1,5 ponto no Ibope, um resultado bem satisfatório, se levarmos em consideração que o canal costumava registrar traço neste horário.

Sendo assim, fica mais uma vez evidente que programação infantil dá retorno de audiência, sim. Os canais abertos reduziram o espaço para crianças em razão das limitações comerciais, que realmente existem e são um problema para as emissoras. No entanto, um canal como a RedeTV, que carece de boas alavancas na grade, abrir um bloco de desenhos sempre pareceu uma boa ideia. Pode ser um bloco que não fature tanto, mas levanta a bola para que os programas que entram na sequência aumentem seu potencial e, consequentemente, obtenham retorno comercial.

TV Kids estreou na RedeTV em 2006, ocupando os finais de tarde da emissora com as animações japonesas Fullmetal Alchemist e Os Super Campeões. Mais adiante, o bloco ganhou novas atrações, como Hunter X Hunter e Viewtiful Joe, sempre com ótimos resultados de audiência. Animada com o bom retorno, a RedeTV lançou uma nova faixa de animações, desta vez de manhã e para crianças mais jovens, a TV Clubinho, que exibia Dora, A Aventureira e Backyardigans. Mas os dois blocos foram cancelados em 2007. No entanto, TV Kids retornou em 2008 com desenhos bem populares, como Pokémon, Chaotic, Ryukendo, Dinossauro Rei, Digimon, Super Onze, Ilha dos Desafios, Yu-Gi-Oh! GX, entre outros. Entre idas e vindas, TV Kids saiu do ar em definitivo em 2013.

Pelo bom histórico, e pelos bons resultados alcançados pela manhã nesta nova versão do TV Kids lançada nesta semana, está bem claro que a RedeTV deve, sim, abrir mais espaço para o bloco infantil em sua programação. Em suas redes sociais, o diretor artístico da emissora, Elias Abrão, deu a entender que Pokémon retornará à grade em janeiro de 2018. Seria bem interessante se o canal resgatasse a ideia de 2007 e mantivesse um bloco no início da manhã, para crianças pequenas, e retomasse o bloco de animações japonesas no final da tarde, para a molecada mais velha. Está cada vez mais claro que há um bom público potencial para isso.

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André Santana

domingo, 17 de dezembro de 2017

"Lazinho com Você" é aposta simpática da Globo

Na última semana, a Globo lançou Lazinho com Você, sua mais nova atração que servirá para cobrir a grade dominical da ausência de futebol neste fim de ano. A nova aposta do canal traz o ator Lázaro Ramos numa inédita condição de apresentador. Trazendo uma proposta colaborativa, com muito espaço para colaboradores que interagem por meio do site do programa na internet, a nova atração é, na verdade, o bom e velho programa de domingo com uma embalagem modernosa.

Lázaro Ramos usa todos os recursos de interatividade possíveis para fazer o espectador participar do Lazinho com Você. Seja pelas histórias que o internauta manda, ou ainda por meio de textos, vinhetas, músicas e outro tipo de colaboração, todos podem mandar material que é aproveitado na atração. Além disso, o programa conta com uma edição ágil e moderna, contando com uma embalagem diferente dos demais programas de domingo.

O conteúdo, no entanto, faz com que Lazinho com Você se torne bem parecido com os demais dominicais. Nesta época em que estão em alta as histórias de emoção envolvendo populares, Lazinho com Você traz pessoas comuns compartilhando suas vidas com Lázaro Ramos. Nesta estreia, Lázaro ajudou um casal a melhorar seu relacionamento, além de homenagear personagens que se destacaram por algum motivo.

Apesar de também beber da fonte da emoção, Lazinho com Você conseguiu escapar do assistencialismo apelativo que impera nos demais dominicais. Isso porque a atração valoriza histórias positivas, colocando-as sob um prisma de otimismo e diversão, e não tentando arrancar lágrimas do público a qualquer custo.

Além disso, Lázaro Ramos se mostra um anfitrião e tanto. Carismático, divertido e muito comunicativo, o ator se revela um belo comunicador, ao conseguir impor sua presença, ao mesmo tempo em que dá espaço para que os personagens do programa brilhem. Por conta disso, Lazinho com Você se mostrou bastante eficaz na proposta de ser uma atração colaborativa e humana. É uma boa aposta da Globo, que veio para trazer alguma novidade no domingo da TV brasileira.

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André Santana

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ao sondar elenco da Gazeta, Band repete estratégia de 2001

Após fatos, boatos e desmentidas, confirmou-se a mudança de Cátia Fonseca, que deixa o programa Mulheres, da Gazeta, para comandar um novo vespertino na Band em 2018. A transferência deu margem a uma série de comentários e notícias de bastidores, e uma destas notícias dá conta de que a Band tem interesse em outro nome da TV paulistana: nada menos que Ronnie Von, que apresenta o noturno Todo Seu.

Segundo matéria assinada por João Amaro para o site RD1, existe mesmo interesse da Band no passe de Ronnie. E mais: que se trata de um interesse antigo, alimentado sempre que existem rumores de que o apresentador estaria deixando a Gazeta. Ainda segundo a matéria, Ronnie e Band até começaram a conversar, mas o apresentador teme deixar sua atual emissora. Ele é grato à Gazeta, além de estar sempre muito satisfeito com a liberdade que tem na casa, o que permite manter a qualidade do Todo Seu. Ou seja, provavelmente Ronnie só deixaria a emissora caso a Gazeta realmente não tivesse interesse em continuar com o Todo Seu.

A matéria afirma ainda que a Band tem duas ideias para Ronnie Von: ou entregá-lo o comando de um novo matinal, ou ainda aproveitar o apresentador num programa noturno, na linha de shows. Neste segundo caso, Ronnie Von faria algo nos moldes do Todo Seu, com a possibilidade de ganhar um auditório e se tornar uma espécie de “Hebe Camargo de calças”. Por fim, diz o RD1, “como não houve definição sobre o que ele faria ao certo, as negociações entre as partes esfriaram (mas não cessaram)”.

É bem interessante e animador perceber que a Band parece disposta a sair da inércia e realmente investir numa grade de programação diária mais interessante e com maior capacidade de faturamento. E não deixa de ser curioso notar que o canal pretende fazer isso atacando justamente o cast da Gazeta. Se levasse Ronnie logo após ter assinado com Cátia, o canal da Paulista se veria com muitas mudanças para administrar.

Não é a primeira vez que a Band ataca o elenco da Gazeta. Em 2001, quando iniciou um processo de “popularização” de sua grade de programação, numa estratégia de lançar programas ao vivo capitaneada pelo então diretor artístico Rogério Gallo, a Band trouxe justamente a dupla que comandava o Mulheres. Na época, Márcia Goldschimidt apresentava o vespertino, contando com a parceria de Leão Lobo, que fazia suas fofocas. Pois a Band contratou os dois de uma vez, colocando Leão Lobo ao lado de Astrid Fontenelle e Aparecida Liberato no Melhor da Tarde, enquanto Márcia voltou ao campo dos telebarracos com o Hora da Verdade. E a Gazeta, às pressas, trouxe Christina Rocha e Clodovil para o Mulheres.

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André Santana

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Cátia Fonseca com um pé na Band?

Um dos assuntos mais comentados do dia no universo televisivo é a possível transferência da apresentadora Cátia Fonseca para a Band. A apresentadora do Mulheres, da Gazeta, estaria com um pé no canal dos Saad para assumir o comando de um novo vespertino, a estrear em 2018. Com isso, deixaria o programa que comanda desde 2002 nas tardes da TV. Será?

Em sua coluna no UOL, o jornalista Flavio Ricco foi categórico: disse que as partes já estão acertadas e que o anúncio sairá em breve. No entanto, Gazeta e Band negam a informação. E até a própria Cátia Fonseca disse, no ar em seu programa, que não sairá do Mulheres. A apresentadora avisou que está saindo de férias, mas que voltará à atração logo depois do seu período de descanso. Regina Volpato assumirá durante este período.

Embora haja muitas negativas nesta história toda, chama a atenção a informação categórica de Flavio Ricco, que não costuma errar neste tipo de situação. Além disso, não é de hoje que rola a informação de que a Band planeja um novo vespertino, com o qual pudesse melhorar o faturamento da rede. Sendo assim, não seria estranho se o canal assediasse Cátia, vendedora de mão cheia e uma das apresentadoras que está há mais tempo nas tardes da TV brasileira, tendo uma plateia cativa.

Caso a coisa acontecesse, seria uma mudança e tanto na carreira de Cátia Fonseca, que está há 15 anos no Mulheres. Até chegar ali, a apresentadora passou por vários canais e até fez parte de uma “dança das cadeiras” envolvendo apresentadoras de programas femininos que aconteceu no final dos anos 1990. Cátia estava comandando o Pra Você, na Gazeta, quando, em 1999, foi chamada para substituir Ana Maria Braga no Note e Anote. E a Gazeta, por sua vez, trouxe Claudete Troiano, então na Manchete, de volta ao Pra Você, programa que ela já havia comandado antes de Cátia. Mais adiante, Claudete assume o Mulheres, programa que apresentou anos antes, até que é chamada pela Record, justamente para o Note e Anote. Assim, Cátia deixou a atração e passou um tempo fora da TV, até retornar em 2002 no Mulheres, onde está até hoje. Ufa!

História mais cheia de altos e baixos que essa, só a história da grade vespertina da Band, que teve de um tudo nos últimos anos. Já passaram por ali nomes como Astrid Fontenelle, Leonor Correia, Claudete Troiano, Leão Lobo, Silvia Poppovic, Patrícia Maldonado, Otávio Mesquita, Márcia Goldschimidt, Adriane Galisteu… Enfim, não foram poucas as apostas em programas vespertinos na emissora. Sendo assim, se Cátia trocasse a Gazeta pela Band, estaria trocando sua estabilidade por uma aventura, sem nenhuma garantia de nada. Será que vale a pena? Bom, mas como está todo mundo negando, o jeito é dar tempo ao tempo. Mas que seria bom ver a Band voltar a investir em programação, sem dúvidas seria.

Atualização (13/12/2017, às 09h33): a Band confirmou ontem a contratação de Cátia Fonseca. A apresentadora terá um programa vespertino de duas horas de duração, a partir de março do ano que vem. Regina Volpato deve substituir Cátia na Gazeta.

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André Santana

sábado, 9 de dezembro de 2017

"Eliana" se entrega ao assistencialismo e o domingo fica cada vez mais triste

Deu no site Notícias da TV: “De volta às tardes de domingo depois de sua licença-maternidade, Eliana fechou o mês de novembro com seu melhor desempenho em mais de um ano: a apresentadora do SBT teve média mensal de 8,4 pontos, resultado que ela não alcançava desde setembro de 2016 _na ocasião, teve média de 9,0 pontos. Além disso, Eliana superou Rodrigo Faro e ficou com a vice-liderança durante sua exibição em três dos quatro confrontos diretos com o concorrente. Na mesma faixa de exibição, a Record fechou novembro com média de 8,3 pontos. Segundo dados do Kantar Ibope, o programa Eliana impactou em novembro 6,5 milhões de espectadores de São Paulo _no Brasil, a atração cresce e totaliza 60 milhões de espectadores”.

O bom período não coincide apenas com a volta da apresentadora titular ao comando do seu dominical. Junto ao retorno de Eliana, o programa estreou o quadro Com o Passar dos Anos, que traz famosos e acompanhantes para passarem por um processo de “envelhecimento” e levá-los a um possível futuro. O roteiro, claro, conta em tom choroso momentos tristes da vida futura do participante, com direito a maquiagem de envelhecimento e uma música triste ao fundo. Ou seja, a ideia é levar o participante às lágrimas. Quando passou por ali, a apresentadora Silvia Abravanel se viu obrigada a encarar a morte de seu pai, Silvio Santos, num momento que foi considerado de mau gosto por muitos espectadores.

Além do novo quadro, Eliana vem apostando fundo em “histórias de vida cheias de emoção”. Na última edição, por exemplo, o programa dedicou bastante tempo à história do menino Kauã. Vendedor de balas, o esperto menino tem o sonho de cantar, e um vídeo seu soltando a voz viralizou na internet. O programa de Eliana, então, tratou de levar o menino ao palco, além de mostrar sua família e a precária casa onde vivem. Não faltou, claro, lágrimas e mais música triste ao fundo, como manda o figurino. A família acabou agraciada com alguns prêmios durante o programa.

Mais tarde, para aliviar, Eliana apostou numa história de amor. A apresentadora promoveu uma espécie de “pegadinha” para mostrar o casamento do humorista Matheus Ceará, destaque de A Praça É Nossa. Mais uma vez, a tela encheu-se de lágrimas. Desta vez de alegria, claro, mas lágrimas.

Sem dúvidas, é uma mudança de rumo e tanto no dominical. A apresentadora sempre declarou que gostava de levar alegria ao seu público, algo que tem feito muito pouco neste momento. Sua atração sempre apostou muito em humor, em quadros como Famosos da Internet e Rola ou Enrola, ou ainda a participação constante de Narcisa, personagem de Tiago Barnabé. Estes momentos de riso foram sumariamente reduzidos para que a pauta triste dominasse a atração.

Eliana, na verdade, está seguindo a cartilha da concorrente Record, que começa a fazer o espectador chorar logo cedo com o Domingo Show, de Geraldo Luís. A atração é dominada por histórias tristes e assistencialismo. Mais tarde, Rodrigo Faro em seu Hora do Faro também adora levar o espectador às lágrimas com mais participação de populares às voltas com reencontros, mudanças de vida e afins. A dobradinha deu certo e ultrapassou o SBT, que tenta, agora, dar a volta por cima. O Domingo Legal já tentou do expediente para tentar combater o Domingo Show, sem sucesso. Já com Eliana, a estratégia tem dado certo. O Ibope subiu.

Para o espectador que não aguenta mais as histórias tristes de domingo, o ideal é passar bem longe da TV aberta no primeiro dia da semana. O “assistencialismo” e a “emoção” nunca estiveram tão em alta quanto agora nos programas de auditório, de uma maneira tal que a coisa está over ao ponto do insuportável. Mas o Ibope está alto e, no fundo, é isso o que importa para as emissoras. Uma pena.

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André Santana

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pelo segundo ano consecutivo, Celso Portiolli cai na "pegadinha do tio Silvio"

No final de 2016, o SBT surpreendeu meio mundo ao anunciar que não renovaria com Raul Gil, e que Celso Portiolli assumiria as tardes de sábado em 2017. A ideia era dar a Celso um programa totalmente novo, quente e ao vivo, e até avisaram que a equipe já buscava ideias de quadros para a nova atração. Enquanto isso, falou-se que Raul Gil poderia retornar à Band ou assumir a programação dominical da RedeTV!. E mais: que o Domingo Legal chegaria ao fim e uma nova versão do Fantasia poderia ocupar as tardes de domingo.

No entanto, logo no início de 2017, em suas confortáveis férias nos EUA, Silvio Santos mandou renovar com Raul Gil e interromper a pré-produção do novo programa de Celso Portiolli. Segundo consta, o dono do SBT considerou arriscado abrir mão do Programa Raul Gil, que é um produto barato, e apostar num programa novo, que custaria muito mais e, provavelmente, daria o mesmo retorno de audiência. Assim, tudo ficou como antes: Celso seguiu no Domingo Legal e o Programa Raul Gil continuou nas tardes de sábado do SBT.

Aí, no final de 2017, mais uma vez surge a mesma história: Celso Portiolli, mais uma vez, perderia o Domingo Legal e iria para o sábado. Desta vez, a ideia era substituir o tradicional dominical por um novo programa, a ser comandado por Patrícia Abravanel. Sem programa desde o fim do Máquina da Fama, a filha de Silvio Santos deve ganhar uma nova atração em 2018, e como foi bem avaliada à frente do Eliana, a ideia era que ela ficasse, também, nas tardes de domingo.

Mas, segundo diversas fontes, novamente a coisa não vai mudar. Celso Portiolli seguirá no Domingo Legal em 2018, enquanto o Programa Raul Gil, até segunda ordem, fica aos sábados. A única dúvida que fica é quanto à Patrícia: em que horário será encaixado o novo programa da herdeira de Silvio Santos? Boatos recentes davam conta de que o próprio Programa Silvio Santos teria seu tempo encurtado para encaixar Patrícia aos domingos. Mas não há nada confirmado neste sentido. Vamos ver o que acontece.

Só lamentamos por Celso que, mais uma vez, foi cercado de expectativas acerca de um necessário chacoalhão em seu caminho, mas, novamente, a coisa não vai acontecer. O fim do Domingo Legal e a criação de um novo programa para o apresentador seria a melhor maneira de ele sair do buraco em que se encontra, já que o dominical segue de gosto bem duvidoso. Celso merece um programa melhor.

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André Santana

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Sophia Abrahão no "Vídeo Show" é bola fora da Globo

Na tarde de ontem, 04, foi notícia de que a atriz Sophia Abrahão, que faz matérias e é apresentadora eventual do Vídeo Show, ficará fixa na apresentação do programa a partir de janeiro 2018. Joaquim Lopes, atual titular da atração ao lado de Otaviano Costa, deixará a bancada para se dedicar à Orgulho e Paixão, próxima novela das seis.

Definitivamente, foi uma escolha equivocada da direção da emissora. Sophia está no Vídeo Show cobrindo férias e folgas há tempos, sem nunca dizer a que veio. Pouco espontânea, a atriz não convence lendo o teleprompter, além de demonstrar sérias dificuldades em sair do roteiro do programa. Há quem diga que a presença da artista ali se dá pelo seu excelente apelo nas redes sociais, que geram comentários sobre o programa na internet. Realmente, Sophia é uma digital influencer incontestável. Mas isso não significa que é uma apresentadora.

É uma pena que uma emissora como a Globo, que tem tantos ótimos artistas à disposição, ainda quebre a cabeça para definir um comandante para o Vídeo Show. Se a ideia era dar uma solução caseira ao caso, Rafa Brittes se mostra bem mais interessante que Sophia. E se houvesse a ideia de trazer um novo nome, artistas que poderiam assumir as rédeas da atração não faltam no cast do canal.

Fernanda Lima, por exemplo, é uma apresentadora de verdade, e que teria muito a contribuir com o Vídeo Show. Ou ainda Angélica, que verá seu Estrelas chegar ao fim no ano que vem e, até aqui, não se sabe que novo projeto a loira tocará no canal (se é que haverá um). Márcio Garcia é outro excelente apresentador, que fica no ar apenas poucas semanas por ano com seu Tamanho Família. O canal também poderia trazer gente de fora: Adriane Galisteu, que acaba de sair de uma ótima participação na Dança dos Famosos, está no mercado e louca para voltar ao ar. Adriane, é bom lembrar, já dividiu com Otaviano Costa o comando do especial de verão Bahia 50 Graus, na Record, e a dupla funcionou bem. Até Fernanda Souza, que está mandando bem no Multishow, poderia ser considerada.

Com a volta dos canais da Simba à TV paga, o Vídeo Show voltou a ser freguês do Balanço Geral – SP e seu quadro A Hora da Venenosa. Por isso mesmo, mais do que nunca, a Globo precisa mexer de verdade no Vídeo Show, e não ficar fazendo mudanças cosméticas e sem sentido. Ou, por que não, considerar um novo formato capaz de substituir a revista sobre a Globo?

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André Santana

sábado, 2 de dezembro de 2017

Fim de "Gugu" e "Legendários" é indício de nova era na Record

Como dito por aqui em post publicado ontem, 01, Marcos Mion perdeu seu programa próprio e Legendários não estará na programação da Record em 2018. Mion segue na emissora e se mantém como comandante de A Casa no ano que vem. Assim, o apresentador segue os passos de Xuxa Meneghel, que também perdeu seu próprio programa para comandar o Dancing Brasil, cuja terceira temporada estreia em janeiro.

Agora, segundo o colunista do UOL Ricardo Feltrin, Gugu Liberato não deve renovar seu acordo com a emissora. O motivo: ele não quer seguir a trilha de Xuxa e Mion e se tornar um mestre de cerimônias de formatos prontos. Segundo Feltrin, Gugu gostaria de seguir apresentando sua atração no ano que vem, mas a direção da Record ofereceu a ele o Power Couple ou algum outro formato. Gugu, ainda segundo o colunista, disse não e, até segunda ordem, está fora da emissora.

Com isso, Gugu encerra mais um ciclo na emissora. Quando deixou o SBT, em 2009, assinou com a Record a peso de ouro para comandar um programa aos domingos, o Programa do Gugu. Grande aposta da emissora, a atração não decolou e os altos custos da produção fizeram com que apresentador e canal desistissem do programa antes do final do contrato. Assim, Gugu deixou a televisão em 2013 e passou um tempo fora da TV, até retornar propondo ser seu próprio produtor, revitalizando sua produtora GGP. A ideia de Gugu era produzir seu próprio programa, além de outros produtos, para algum canal de TV. A Record se interessou e deu-se início à segunda passagem de Gugu pela emissora.

O novo programa Gugu passou a ir ao ar de terça a quinta, e a ideia era fazer uma temporada de três meses, enquanto a GGP poderia assumir outros programas do canal. Como foi bem de audiência, a temporada foi estendida e Gugu ficou no ar até o fim de 2015. Em 2016, a atração retornou, mas apenas às quartas-feiras, dia em que ia melhor de Ibope. Com a mudança, Gugu passou a faturar menos e viu seus planos de produzir outros programas para a Record não acontecerem. Com isso, seguir sendo seu próprio produtor passou a ser um mau negócio, e o apresentador solicitou ser recontratado como artista e ter seu programa produzido nos estúdios da própria Record. Foi atendido e, em 2017, Gugu seguiu nas noites de quarta-feira.

No entanto, o programa de Gugu Liberato enfrentou maus momentos nesta nova fase. Aos poucos, o programa perdeu fôlego, sobretudo pela insistência em produzir pautas pouco interessantes. Era um programa de auditório, mas acabou se tornando um programa de entrevistas especializado em sabatinar artistas que estavam fora da mídia. Sem apelo, foi ultrapassado pelo Programa do Ratinho.

Provavelmente, foi a baixa audiência de Gugu que pesou na decisão da Record de não mais investir na atração em 2018. Paralelamente, a experiência feita com Xuxa de colocá-la num novo formato, e não mais num programa próprio, parece ter encorajado a Record a fazer isso com outros apresentadores que não andam rendendo tanto. Ou seja, esta oferta feita pela Record e recusada por Gugu de passar a ele o Power Couple deixa ainda mais claro que a emissora não quer mais apostar em programas comandados por grifes, e sim em formatos.

Trata-se de uma política que o SBT tentou implantar anos atrás. Silvio Santos teria dito que os apresentadores estavam ganhando muito bem, e que não mais faria contratações de peso, e sim investiria em formatos e os entregaria a novos nomes. Foi com essa política que surgiram programas como Esquadrão da Moda, Ídolos, Dez Anos Mais Jovem, Qual É o seu Talento?, Famoso Quem? e Esse Artista Sou Eu, formatos comandados por nomes até então desconhecidos, como Isabela Fiorentino, Lígia Mendes, Beto Marden, André Vasco e Marcio Ballas, entre outros. Mas o próprio Silvio desistiu disso quando, depois, contratou Eliana e Danilo Gentili, além de ter transformado Patrícia Abravanel em estrela do canal.

Trata-se de uma manobra de risco, já que formato pronto não é sinal de sucesso garantido. A própria Record penou este ano com A Casa e A Fazenda. Nomes conhecidos que comandam programas com suas caras ajudam a dar identidade à emissora. Agora, o canal poderá ter uma grade mais variada, mas com programas que poderiam ser apresentados por qualquer pessoa, e não mais apresentadores-grifes. Se vai dar certo, só o tempo dirá.

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André Santana

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Oficial: "Legendários" chega ao fim

A Record confirmou na última quarta-feira, 29, o fim do Legendários, programa que Marcos Mion comanda no canal desde 2010. Na corda bamba há algum tempo, a atração não sobreviveu à mudança em seu dia de exibição, que passou dos sábados para as sextas-feiras em 2017. Marcos Mion seguirá na emissora, no comando de A Casa e capitaneando projetos para outras plataformas.

É uma pena. Legendários, após estrear de um jeito estranho, com uma proposta que misturava Pânico com CQC, entrou nos trilhos quando deixou de lado o engajamento no “humor do bem” (seja lá o que isso significava) e se tornou um programa de auditório descompromissado. Mion revelou-se um belo animador, apostando em besteirol e games no palco. Legendários, assim, tornou-se uma espécie de versão moderna do Viva a Noite e se deu muito bem. Não há dúvidas de que o sucesso da atração encorajou a Globo a antecipar o Altas Horas e o SBT a investir nas noites de sábado.

Mas, segundo fontes diversas, o programa não ia bem de faturamento. Com a estreia do Programa da Sabrina, que o antecedia nas noites de sábado, os dois programas passaram a disputar os mesmos anunciantes, e o programa da “japa” saía ganhando na disputa. Com isso, a Record optou por mudar o Legendários para as noites de sexta, na intenção de melhorar os ganhos. Mas a mudança não fez bem para a audiência da atração, que caiu. Por isso, a emissora acabou optando pelo cancelamento.

Agora, caberá a Marcos Mion o mesmo destino de Xuxa Meneghel. A apresentadora perdeu o programa que levava o seu nome e passou a comandar um formato pronto, o Dancing Brasil, que foi mais bem avaliado e garantiu a sobrevivência da loira na grade da emissora. Agora, Mion será visto em A Casa, um reality pavoroso, mas que ele apresentou muito bem. Aliás, se a Record fosse mais esperta, investiria em Mion para A Fazenda, já que Roberto Justus, definitivamente, não deu certo ali.

Assim, como o TELE-VISÃO repercutiu tempos atrás, a Record está mesmo transformando seus animadores em apresentadores de formato. Xuxa e Mion já se enquadraram, e Gugu e Sabrina Sato podem ser os próximos. Foi noticiado recentemente que a Gugu foi oferecido o Power Couple, mas o apresentador teria recusado. Ou seja, a Record está mesmo buscando um formato pronto para o apresentador, que pode ser o próximo a perder o programa que leva seu nome. Quanto à Sabrina Sato, seu Programa da Sabrina deve sobreviver, mas também busca novos formatos. Pelo jeito, apenas Geraldo Luís e Rodrigo Faro terão programas próprios no canal em 2018.

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André Santana