sábado, 2 de setembro de 2017

"Estrelas do Brasil": Globo transforma Angélica em Regina Casé

Regina Casé é uma atriz cômica da melhor qualidade, e mostrou seu talento para fazer rir em programas históricos, como TV Pirata, e participação em novelas, como Cambalacho, quando fez de Tina Pepper uma grande mania. Mas a atriz também começou a mostrar sua faceta de apresentadora, principalmente quando passou a comandar o mensal Programa Legal, ao lado de Luiz Fernando Guimarães. Depois, sozinha, ancorou o clássico Brasil Legal, sem dúvidas um dos programas mais importantes de sua carreira.

No Brasil Legal, Regina Casé passou a viajar pelo Brasil colhendo boas histórias, bons personagens e dando voz a populares, num formato diferente e irreverente que fez história na TV. Regina, assim, tornou-se uma das apresentadoras mais populares da Globo, pois abria espaço para pessoas comuns, fazendo o espectador se reconhecer na telinha. E fazia isso com maestria, pois conseguia extrair, sempre, o melhor de seu entrevistado e da história que contou.

Regina Casé continuou aparecendo como apresentadora na TV, e ainda trabalhando como atriz de vez em quando. Depois do Brasil Legal vieram Muvuca, Um Pé de Que? (no Futura e na extinta faixa Globo Educação, nas manhãs de sábado da Globo), o ótimo e esquecido Cena Aberta, o interessante Central da Periferia e, mais recentemente, o Esquenta!. No dominical, que fez muito sucesso em seus primeiros anos, Regina levou o clima do Brasil Legal para um auditório, uma novidade em sua carreira. Como um novo Chacrinha, Regina passou a animar uma plateia com diversas atrações que desfilavam em seu palco. Desgastado, Esquenta! saiu do ar no ano passado, e houve a promessa de que Regina Casé ganharia uma nova atração, que muitos apostavam que seria um programa no qual ela voltasse a encontrar populares e contar histórias. Por enquanto, nem sinal do tal programa, mas é bem possível que ela volte em breve com novo projeto.

Enquanto isso, a loirinha Angélica fez história na televisão desde menina. Desde participação no programa do Chacrinha, a menina fez comerciais, participou de grupos musicais, até se tornar apresentadora, ainda pré-adolescente, na extinta Rede Manchete. Ali, começou sua bem-sucedida carreira de apresentadora infantil no comando do Nave da Fantasia e, depois, no lendário Clube da Criança. Além disso, mostrou-se exímia animadora de auditório ainda adolescente, quando fazia sucesso comandando o musical Milk Shake, nas tardes de sábado. Ali, Angélica começava a falar com outros públicos que não o infantil.

Angélica passou pelo SBT, onde animava um imenso auditório em nada menos que três programas diários: o infantil Casa da Angélica, o familiar TV Animal e o juvenil Passa ou Repassa. O sucesso deste último a levou à Globo, onde também tinha um auditório para chamar de seu na maioria das fases do matinal Angel Mix. De lá, passou a dar expediente no Vídeo Show, onde comandava o Vídeo Game, também diante de um auditório. Passou dez anos ali, mostrando sua competência no comando de game shows. Não é qualquer apresentador que sabe apresentar um game. Angélica sabe. Tem ritmo, presença de palco, comando, carisma.

Desde o final de 2011, quando o Vídeo Game saiu do ar, Angélica não tem mais um auditório. No comando do programa de entrevistas Estrelas desde 2006, a apresentadora se especializou em visitar artistas, ou levá-los para um passeio. Em meio às reformulações que o Estrelas enfrentou neste ano, que passou a apostar em temporadas temáticas, surgiu a série Estrelas do Brasil, que estreou no último sábado, 26. Na nova fase, Angélica continua a receber celebridades, agora viajando pelo país e abrindo espaço, também, para personagens anônimos do Brasil, mas que são “estrelas” em suas respectivas áreas de atuação.

Estrelas do Brasil começou a sua viagem pelo país em Belém do Pará. Angélica levou os atores Bruno Gissoni e Maria Flor por lugares característicos do local, como o Mercado Ver-o-Peso, e se encontrou com figuras da região, que mostraram o seu trabalho. Não faltou carimbó, e Angélica dançou e conheceu o trabalho do grupo local Trilhas da Amazônia. A apresentadora e seus convidados conheceram, também, as motoristas da cooperativa Diva’s Taxi; o fotógrafo Luiz Braga; e a cantora Dona Onete, paraense que sempre teve o sonho de cantar, mas que só gravou seu primeiro álbum aos 72 anos. Enquanto Bruno Gissoni acompanhou Angélica, Maria Flor conversou com a erveira Dona Carmelita e a feirante Tia Coló, que ensinou uma receita. Estrelas do Brasil, então, explora personagens do país, com boas histórias pra contar e muito a dizer sobre o local onde vivem.

Ou seja, a proposta do Estrelas do Brasil é bem parecida com a do Brasil Legal, que ficou quatro anos no ar em edições mensais redescobrindo o país. Angélica, assim, tem uma missão parecida com a de Regina Casé. E Regina Casé, por sua vez, comandou um auditório no extinto Esquenta!, um ambiente no qual Angélica tem tanta familiaridade. O que isso tudo quer dizer? Simples: dá a impressão de que a direção da Globo não sabe aproveitar os talentos dos quais dispõem. Entrega à Angélica, excelente animadora de auditório, um programa de viagens, enquanto transforma Regina Casé, excepcional “turista” do Brasil, numa animadora.

E isso não acontece apenas neste caso. O canal também entrega à Márcio Garcia e Fernanda Lima, grandes apresentadores, programas de temporada, enquanto nomes menos expressivos, como Joaquim Lopes e Sophia Abrahão, batem ponto quase diariamente no Vídeo Show

Não que Regina Casé não tenha se saído bem em seus anos de Esquenta!. E muito menos que Angélica não mande bem ao contar histórias do Brasil. Aliás, o Estrelas do Brasil estreou muito bem, com um programa bonito, colorido, bem editado, divertido e cheio de boas informações. Depois de uma temporada cansativa do Estrelas Solidárias, a nova fase é uma injeção de ânimo. Mesmo assim, fica a impressão de que os papéis estão trocados.

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André Santana

8 comentários:

  1. Olá, tudo bem? O Estrelas deveria voltar a ser o Estrelas. E ponto final. O telespectador quer acompanhar o outro lado do artista. Abs, Fabio www.tvfabio.zip.net

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    1. Eu não acho ruim o Estrelas buscar outros formatos. O que sempre me incomodou foi o fato de que Angélica é melhor fazendo outras coisas. Me parece um desperdício, sei lá...

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  2. Excelente analise..fez falta os gsmes da angelica porem acho w
    que ela ja esta madura e nao quer games...e a case que tem que viajar

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    1. Sim, Angélica é boa nos games, mas pode fazer outras coisas também! Ela precisa de um auditório, é nisso que eu acredito.

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  3. Eu como fa da apresentadora Angélica claro que gostaria de ver ela com auditório , acredito que um dia daremos essa notícia aqui e vibrariamos bastante hehehe
    Enquanto que isso não acontece
    ....acho que depois de descansar um pouco o formato tradicional deveria voltar com o ele ( culinária com famosos ,casas dos artistas , homenagem a grandes estrelas menos entrevistar pessoas dentro de carro ,acho chato e vários apresentadores faziam isso tinha virado moda kk porém não curto !
    Angélica poderia desenvolver algum projeto novo para a rede globo com auditório seja para o Estrelas ou temporadas de game

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    1. Eu acho que a Angélica se acomodou no espaço que conquistou. O Estrelas sempre me pareceu um programa a prova de erros, quase como uma aposta certa e barata. Falta ousadia.

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    2. A globo nao eh muito de arriscar com auditório. .tanto que debandou a xuxa...o quw esra funcionando ela nao mexe..acho que angelica deveria voltar ao video show...daria vida nova ao programa que anda cambelante...tem a vee com ela e poderia continuar com estrelas

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    3. A globo nao eh muito de arriscar com auditório. .tanto que debandou a xuxa...o quw esra funcionando ela nao mexe..acho que angelica deveria voltar ao video show...daria vida nova ao programa que anda cambelante...tem a vee com ela e poderia continuar com estrelas

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