terça-feira, 18 de julho de 2017

Novo "Os Trapalhões" acerta ao se colocar como homenagem ao quarteto original

Ao assistir à estreia do novo Os Trapalhões, ontem, 17, no Viva, apagou-se a ideia de que um remake do humorístico seria um erro. Não foi. Na verdade, a nova parceria entre Globo e Viva revelou-se uma simpática homenagem aos eternos Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Curiosamente, o Viva participa deste momento “revival” da Globo, mas nunca exibiu originais de Os Trapalhões em sua programação, praticamente toda feita à base do arquivo da Globo.

O novo Os Trapalhões acertou por não trazer novos intérpretes aos personagens originais, até porque Didi, Dedé, Mussum e Zacarias não eram bem personagens, e sim personas bem humoradas dos próprios envolvidos. Tanto que apenas Didi era creditado na abertura com um nome artístico diferente, Renato Aragão, enquanto Dedé sempre foi Dedé Santana, e Mussum e Zacarias sempre apareceram como Mussum e Zacarias, embora se chamassem Antonio Carlos Gomes e Mauro Gonçalves. Na nova atração, o quarteto é formado por Didico (Lucas Veloso), Dedeco (Bruno Gissoni), Mussa (Mumuzinho) e Zaca (Gui Santana), que são sobrinhos dos originais. Didi (Renato Aragão) e Dedé (Dedé Santana) aparecem, dando a bênção. Solução fundamental para a compreensão de que não se trata de uma tentativa de refazer o original, e sim homenageá-lo.

O novo elenco procura repetir os trejeitos dos originais e consegue resultado satisfatório. O elo mais fraco é Bruno Gissoni, que não é lá muito bom ator e não parece ser um “escada” tão esperto quanto o Dedé Santana original. Além dele, Nego do Borel revivendo Tião Macalé decepcionou. Já Lucas Veloso faz um Didico correto, com impressionante semelhança a Didi; e Gui Santana, excelente imitador, convence como Zacarias. Mas quem mais chamou a atenção nesta estreia foi Mumuzinho, surpreendentemente bem como Mussa.

Vamos combinar que o maior desafio coube à Mumuzinho. Reviver o espírito de Mussum era uma missão espinhosa, tendo em vista que o trapalhão de dialeto próprio e fã de “mé” era uma figura extremamente particular. O saudoso Mussum tinha um carisma ímpar, que sobrevive e se perpetua mesmo depois de tantos anos de sua morte. Os tantos “memes” com a cara de Mussum e seu impagável “Cacildis” falam por si. Pois Mumuzinho conseguiu reeditar este espírito malandro de Mussum, recriando maneirismos clássicos e remetendo ao original em vários momentos. Porém, o fez à sua maneira, dando uma cara própria à figura. Não soou como mera imitação, como acontece com o Zacarias de Gui Santana, e sim como uma recriação interessante. A cena em que Mussa, como Rapunzel, tem os cabelos queimados pelo cabeleireiro Didico, e grita dizendo que está a “cara da Tina Turnis!” foi impagável!

Em tempos politicamente corretos, as piadas lotadas de preconceitos ficaram de fora, felizmente. Assim, sobrou o humor mais infantil e pastelão de Os Trapalhões, que foi reeditado de maneira eficiente, ora refazendo esquetes clássicos, ora trazendo novidades. Assim, o novo Os Trapalhões diverte e preserva a memória do programa original, um clássico que sempre deve ser reverenciado.

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André Santana

8 comentários:

  1. Eae André, eu tinha me esquecido da estreia dos novos Trapalhões na segunda até que meu pai me chamou na sala e começamos a assistir juntos e vimos até o final. O melhor de tudo: rimos! Está gostoso de assistir porque a dinâmica está interessante e claro, Mumuzinho e Gui Santana estão ótimos!

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  2. Vou por o mesmo comentario que pus no OT, se soubesse aue voce ia postar aqui tambem nao comentaria la . Com todo respeito ao Nauber, sou mais o Tele-visao do que o OT.


    ' Acho que o Armando Babaioff serio melhor um Dedeco, pena que ele nao aceitou, Andre. Como os adultos que foram fa dos originais vao reagir ? E quando for ao ar aos domingos meio dia, as criancas de hoje aceitarao esse humor que as criancas dos anos 70/80/90 gostavam ? A comparacao eh inevitavel. O primeiro programa me deixou sem opiniao, ainda '

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    1. Bom, Aventuras do Didi não era uma explosão de audiência, mas tinha seu público. Creio que será este mesmo público que assistirá nos domingos da Globo. Para mim, que assisti o original, a homenagem funcionou. Quando você enxerga como uma homenagem, e não uma cópia, é mais fácil de embarcar.

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  3. Achei muito triste e fraca a atuação de Bruno gissoni como o Dedé deveriam ter escolhido outro ator não sei qual critérios ele está bem abaixo dos outros 3 atores
    Nego do borel só está pois atrai mídia
    Os outros atores 3 levam nas costas !

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  4. O programa é bom sim ,deveriam apostar mais em imitações seja de cantores ou personalidades
    Outra coisa :,na minha opinião Dr Renato ( não chamem ele de Didi ) e Dedé não deveriam estar presentes ou pelo menos em todos os episódios ,qdo Didi e Dedé (os originais ) estão em cena fica um ar de turma de Didi e o programa era ruim demais e não deixa saudades
    Os novos zaca ,Mussum e Didi são demais !

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    1. Eu gosto da presença do Didi e Dedé originais! É a presença deles que torna a homenagem válida.

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