terça-feira, 13 de junho de 2017

Band já tentou ser uma alternativa às novelas com sitcoms nacionais

Não se pode acusar a Band de nunca ter tentado um lugar ao sol no segmento da teledramaturgia. A emissora teve várias novelas em sua história, algumas marcantes como Os Imigrantes e a primeira versão de Meu Pé de Laranja Lima, e outras lembradas por uns e outros, como Serras Azuis, Perdidos de Amor e Paixões Proibidas. Também já investiu em novelas infantis e infanto-juvenis, como Floribella e Dance Dance Dance. Mas o canal já teve uma fase em que tentou ser uma alternativa aos folhetins, buscando um “jeitinho brasileiro” de fazer comédias de situação, as famosas sitcoms, sucesso na TV americana.

Para isso, uniu-se à Columbia TriStar International Television (Sony), que vinha produzindo versões de comédias estadunidenses em vários lugares do mundo. Band e Sony, assim, se uniram para investir em duas comédias baseadas nas séries Married… with Children e Who's the Boss?, com elenco e produção nacional. As duas séries eram rodadas nos estúdios do Polo de Cinema e Vídeo, no Rio de Janeiro, e foram lançadas no ano de 1999, com os nomes de A Guerra dos Pintos e Santo de Casa, respectivamente.

A Guerra dos Pintos era a mais fraca. A começar pelo título de gosto duvidoso, passando pelo texto recheado de piadas sem graça, a comédia não tinha o mesmo charme da versão dos EUA, que foi um estrondoso sucesso. Os nomes mais conhecidos do elenco era o de Henrique Stroeter (do Castelo Rá-Tim-Bum e da versão nacional de Carrossel), que vivia Zé Pinto, o protagonista, e Felipe Rocha (das novelas Torre de Babel e Laços de Família), que encarnava Aderbal, colega de Zé.

Santo de Casa foi mais feliz, tanto em roteiro quanto elenco. As piadas não eram nenhuma maravilha, mas arrancavam risadas pelo inusitado da situação: Kiko, um ex-jogador de futebol, fica viúvo e sem ter onde morar com a filha adolescente. Assim, ele vai trabalhar como “empregado doméstico” na casa de Laura, uma executiva sempre ocupada. O elenco era de qualidade e bastante entrosado: Kiko era vivido por Daniel Boaventura, enquanto Laura era Regina Remencius, ótimos e com muita química. Mas o grande destaque do elenco era Ana Lúcia Torre, que vivia Gigi, a mãe de Laura.

A ideia da Band era investir cada vez mais em sitcoms. A Guerra dos Pintos e Santo de Casa eram apenas o começo de uma grande leva de adaptações, cujos planos previam até mesmo uma versão nacional de Friends. Com novas produções na agulha, o canal pretendia exibir duas sitcoms por dia, no horário da novela da Globo, como uma teledramaturgia alternativa. Na prática, era mesmo lançar um novo formato, com cenários fixos e risadas de claque, tal qual as comédias dos EUA. Mas o formato não funcionou, as duas séries não corresponderam às expectativas de audiência, e os dois programas saíram do ar no final daquele ano, fazendo os planos da Band caírem por terra.

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André Santana

13 comentários:

  1. Muito triste hoje em dia a Band não produz praticamente nada
    Uma rede tradicional com um grupo de rádio e emissoras fechadas
    Uma programação preguiçosa de qualquer jeito da tenho impressão que o próprio canal não quer se erguer

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    1. Eles estão sem dinheiro para investir. E, quando tinham, fizeram investimentos atrapalhados, como aquela contratação a peso de ouro do Luiz Bacci. O canal é antigo, mas toma algumas atitudes amadoras.

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  2. A Band é uma emissora sem carisma e sem público fiel e olha que por lá já passaram grandes apresentadoras como Astrid ,Márcia ,Claudete Troiano,Olga , Silva Popovick,Patrícia Maldonado ,vivi Romanelli e Galisteu
    Porém com uma grade de programação muito instável ,a rede acabou por não conquistar o público
    A maioria desses artistas até fizeram sucesso em outras emissoras ,mais na Band não vingou
    Programas principalmente os vespertinos ,eram cancelados de uma hora para outra

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    1. Aqueles programas dessas que citou tinha tanto merchAn que se tornava tedioso assistir....marcia era tipo cristina rocha chique e astrid fofocas. E as outras era matutinos demirados e chatos tbem

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    2. Aqueles programas dessas que citou tinha tanto merchAn que se tornava tedioso assistir....marcia era tipo cristina rocha chique e astrid fofocas. E as outras era matutinos demirados e chatos tbem

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    3. Verdade, foram lançados um sem-número de vespertinos nos últimos anos, e nada emplacou. Eu sempre gostei da Silvia Poppovic e, depois, via muito o Melhor da Tarde, já que acho Astrid Fontenelle uma de nossas melhores apresentadoras. A direção da Band toma umas atitudes que parecem não ser bem pensadas. Por exemplo: o De Olho nas Estrelas de Leão Lobo ia bem à tarde, mas passou para as manhãs porque o canal contratou Claudete Troiano. Aí afundou o Leão e não teve resultados com a Claudete. Trocaram o certo pelo duvidoso e deu no que deu.

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  3. Eu lembro desse seriado com o Boaventura, era exibido aos domingos. Realmente, a Band tenta investir em dramaturgia, a última coisa que deu certo foi Floribela!

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    1. Floribella era bem legal! Eu assistia sempre o Santo de Casa, mas era um formato que não era nosso. Não funcionou.

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  4. Eu assisti algumas novelas dessa dase da Band, a partir do momento que o Talma foi pra Band, e antes dele, acho eu, o Daniel Filho com A Idade da Loba, que adorei. Vi e gostei Perdidos de Amor, Paixoes Proibidas, Meu Pe de Laranja Lima versao 2 da Band, mas principalmente adorei o Dance Dance Dance! E curiosidade: um dos atores eh um reporter apresentador do Video Show, o Rafael Cortez rs.
    Vi alguns episodios do seriado com o Boaventura, sem graca. Fazer seriados de fora totalmente igual ao original nao da certo, assim como nao deu o Esposas Desesperadas da Rede Tv!.
    Mas o principal erro da Band eh planejar a curto prazo, se de baixa audiencia tiram na hora. Apesar da kmpaciemcia dos jovens de hoje devido a internet, tv aberta AINDA eh habito, leva um tempo ate o publico se acostumar, alem de logico, da competencia dos profissionais.
    Mas o fato eh que a Band tinha dramaturgia, tinha esportes, tinha bons programas como CQC, A Liga, e hoje so tem Masterchef, Datena, Boechat, e os programas de comentarios esportivos na tarde. O que essa administracao fez e faz pra afundar tanto no dinheiro ?

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    1. Acho que eles injetaram dinheiro onde não devia, tipo a desastrada contratação do Luiz Bacci. Ao que tudo indica, a Band tem um sério problema de gestão, pois está entrando dinheiro de igreja e games caça-níquel, mas não se vê isso sendo revertido para a programação, que está caindo aos pedaços.

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  5. Ah, corrigindo... o nome correto do seriado eh Donas de Casa Desesperadas, nao seinde onde tirei Esposas rs

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  6. De todas as jornalistas / apresentadoras .....dos vespertinos da Band a Claudete Troiano é a única que continua em uma rede de tv aberta ,as outras sumiram e olha temos até Adriane Galisteu na lista
    Parece que a Band enterra grandes talentos

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    1. A Band é gozada. Ela é um celeiro de talentos, pois basta ver que vários dos nomes lançados por ela hoje estão na Globo, por exemplo. Ao mesmo tempo, afundou outros tantos nomes. Uma pena.

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