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Relembre Tempo de Alegria, primeiro grande programa de Celso Portiolli no SBT

Celso Portiolli no Tempo de Alegria
Celso Portiolli no Tempo de Alegria (reprodução)

Atualmente o principal animador do SBT, Celso Portiolli goza de muito prestígio dentro da emissora. O apresentador comanda o Domingo Legal, programa de sucesso que, não raro, belisca a liderança na audiência. Diante de tamanho êxito, já começam a circular boatos sobre um suposto interesse da Globo em seu passe.

Caso se concretize no futuro, a movimentação representaria uma mudança histórica na guerra pela audiência dominical. No entanto, o sucesso que o credencia hoje começou a ser construído há quase três décadas, quando o animador assumiu seu primeiro grande projeto dominical no SBT: o Tempo de Alegria.

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Programa grandioso

Após estrear na apresentação substituindo Angélica no Passa ou Repassa em 1996, Portiolli ganhou a confiança de Silvio Santos e assumiu o Tempo de Alegria em 18 de maio de 1997. Exibido no tradicional Programa Silvio Santos, o programa de auditório tinha a missão estratégica de preencher a grade entre o Domingo Legal de Gugu Liberato e o  Topa Tudo por Dinheiro.

Em seus primeiros episódios, o programa era exibido ao vivo na faixa das 18 horas dos domingos,  trazendo uma dinâmica variada com inspirações no Hot Hot Hot e no formato latino Sábado Gigante, além de quadros icônicos como uma brincadeira que premiava integrantes do auditório usando cintos de segurança nas poltronas, gincanas e atrações musicais. A crítica da época destacava a precisão técnica e a postura de Celso ao microfone, antecipando que o carisma e a identidade própria viriam com o tempo e a maturidade na tela.


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Durou pouco

Entretanto, a primeira versão do Tempo de Alegria ficou poucas semanas no ar. A atração não correspondeu à expectativa do SBT quanto à audiência e acabou passando por uma reformulação completa, ganhando novo cenário, nova identidade visual e novo horário, passando a abrir o Programa Silvio Santos na faixa das 13 horas dos domingos.

Nesta fase, o Tempo de Alegria apresentou novos quadros, como games e concursos. No entanto, o quadro mais lembrado deste período era o “Chacal”, que era uma espécie de “show de calouros”. No segmento, o calouro que cantava mal recebia uma “cornetada” do Chacal e era convidado a se retirar do palco com a plateia gritando “Ih! Fora! Ih, Fora! Ih, Fora!”.

Ainda em 1998, o Tempo de Alegria ganhou outra novidade: a presença de Otávio Mesquita. O apresentador havia deixado o SBT para se aventurar na extinta Manchete, onde comandou o Otávio Mesquita Invade dentro do Domingo Total. Com o fracasso da empreitada, o artista foi recontratado por Silvio Santos, que decidiu utilizá-lo no Tempo de Alegria. Nesta fase, cada apresentador comandava um bloco diferente do programa de auditório. No final, eles se despediam juntos do público.

Muitos anos depois, Celso Portiolli contou numa entrevista que a chegada de Otávio Mesquita foi uma ideia de Silvio Santos para “abaixar a bola” do animador. Ele contou que, na época, foi sondado pela Globo e comunicou a Silvio Santos, que acabou por segurá-lo. Celso revelou que entendeu que ao entregar seu programa a outro apresentador, Silvio lhe dava uma lição de que ele não era insubstituível.

O Tempo de Alegria permaneceu no ar até 10 de janeiro de 1999. Na época em que saiu do ar, a imprensa divulgou que o plano do SBT era ocupar o horário com a volta do Passa ou Repassa, sob o comando de Celso Portiolli, e do Xaveco, que teria Otávio Mesquita à frente. De fato, o Passa ou Repassa realmente voltou a ser exibido aos domingos em 1999, mas Otávio Mesquita jamais comandou o Xaveco. Ele, na verdade, foi deslocado para o Domingo Legal, onde fazia suas matérias inusitadas.

André Santana

20/08/2026

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