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Reinventado, Troféu Imprensa acerta ao tentar recuperar a credibilidade perdida

Celso Portiolli, Ana Maria Braga e Patrícia Abravanel no Troféu Imprensa
Celso Portiolli, Ana Maria Braga e Patrícia Abravanel no Troféu Imprensa
(Gabriel Cardoso/Divulgação)

Exibido no último domingo, 26, o Troféu Imprensa 2026 provou que, quando a tradição se une ao reconhecimento do mérito real, o resultado é um espetáculo televisivo de primeira grandeza. Sob o comando Celso Portiolli e Patrícia Abravanel, a premiação deste ano não foi apenas uma entrega de estatuetas, mas uma celebração estética que há muito não se via no palco do SBT. 

A abertura foi um verdadeiro deleite para os nostálgicos e entusiastas da nossa telinha: um balé que reviveu personagens icônicos e programas clássicos, costurando a história da TV brasileira com uma modernidade vibrante. Um acerto para celebrar os 75 anos da televisão brasileira em grande estilo.

O grande diferencial desta edição, no entanto, foi o "peso" dos convidados. A presença de medalhões como Gloria Pires, William Bonner, Sandra Annenberg e Ana Maria Braga trouxe de volta aquela aura de Oscar brasileiro que o prêmio ostentava em seus anos de ouro. Ver o alto escalão da Globo circulando com naturalidade e respeito pelos corredores da Anhanguera deu um brilho especial à atração, elevando o nível da competição e validando a importância do troféu no mercado.

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Credibilidade

O SBT se viu num desafio e tanto ao reinventar o Troféu Imprensa sem a presença de Silvio Santos. Afinal, a presença dele sempre garantiu o espetáculo. Mas o canal acertou em cheio ao abrir espaço para participações. Além disso, Celso Portiolli e Patrícia Abravanel formam uma boa dupla na condução da premiação.

Mas, mais do que o formato, a edição de 2026 do Troféu Imprensa parece tentar recuperar a credibilidade que o prêmio um dia já teve. Nos últimos anos sob o comando de Silvio Santos, o Troféu penou na seleção de seus finalistas, já que, como os votos são pela internet, o prêmio acabava sendo "sequestrado" por fãs-clubes. Assim, muitos artistas e programas de gosto duvidoso entraram, enquanto outros merecedores de reconhecimento ficavam de fora.

No ano passado, os finalistas até foram bons, mas os vencedores deixaram a desejar. A presença dos concorrentes em cena parece ter intimidado os jurados, que acabaram fazendo do SBT o grande vencedor da noite, mesmo a emissora vivendo uma crise criativa e de audiência sem precedentes. SBT Brasil foi eleito o melhor telejornal, enquanto o Fofocalizando o melhor programa diário. Forçado.

Esse ano, felizmente, isso se corrigiu.  Houve uma percepção clara de que o público e a crítica caminharam juntos. A consagração de Beleza Fatal como Melhor Novela é o reconhecimento definitivo de que a teledramaturgia brasileira encontrou um novo e potente caminho no streaming. Da mesma forma, a justiça foi feita com o "clã matinal": Ana Maria Braga levou o prêmio de Melhor Apresentadora e o Mais Você garantiu o de Melhor Programa Diário, coroando a relevância de quem sabe falar com a dona de casa e com a internet ao mesmo tempo. 

Aliás, finalmente Ana Maria começou a figurar entre os concorrentes. Até Patrícia Abravanel estranhou ela não ter ganho mais prêmios. De fato, Ana era sempre deixada de lado nesta categoria, que costumava contemplar apenas comandantes de programas de auditório. Finalmente isso mudou.

Distribuindo prêmios merecidos, recebendo estrelas do primeiro time e realizando um espetáculo de bom gosto para os fãs de televisão, o Troféu Imprensa teve, em 2026, uma das melhores edições já vistas. Que bom!

André Santana

28/04/2026

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