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Em crise, SBT busca nova "arma secreta"

Jared Padalecki e Jensen Ackles em Sobrenatural
Jared Padalecki e Jensen Ackles em Sobrenatural (divulgação)

Que o SBT vive a pior crise de audiência de sua história, todo mundo já está cansado de saber. No entanto, em seus anos de vida, o canal criado por Silvio Santos já passou por outras crises neste sentido. Claro, não tão grave quanto a atual, mas a emissora já teve fases de baixas em que conseguiu dar a volta por cima.

Normalmente, para resolver problemas de audiência, Silvio Santos sacava de sua manga alguns trunfos, muitos deles chamados de “arma secreta” em chamadas antológicas. Em 2005, por exemplo, a emissora via a a Record crescer ao mesmo tempo em que percebeu a perda de fôlego do Programa do Ratinho em seu horário nobre.

Diante disso, Silvio Santos não pensou duas vezes. Tratou de tirar Ratinho da faixa das 21h, reformulando totalmente a atração do roedor - que passou a ocupar novos horários - e reservou a faixa nobre para dramaturgia. Inicialmente, o SBT tentou concorrer com a novela das nove da Globo com séries internacionais, mas não deu muito certo. Com isso, tratou de resgatar do baú da extinta Manchete a novela Xica da Silva (1996), que deu um up importante no horário nobre do SBT.

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Outras apostas

Em 2008, o SBT tentava de tudo para conter a Record, que havia assumido a vice-liderança. Com isso, anunciou uma “arma secreta” e fez mistério sobre o que seria. Na data anunciada, veio a surpresa: a emissora passou a reprisar Pantanal, sucesso da Manchete. Os números foram satisfatórios e a novela impulsionou toda a grade da emissora, que se recuperou em vários horários na época.

Já em 2009, o SBT voltou a reservar a faixa das 21h às séries internacionais. A estreia da faixa se deu com a minissérie Harper’s Island, que elevou a audiência do horário. Logo em seguida, entrou a série Sobrenatural, que passou a ser exibida diariamente e se tornou um fenômeno, garantindo o segundo lugar de audiência para o canal.

No entanto, o sucesso não durou muito. Ao exibir as temporadas disponíveis, o SBT substituiu Sobrenatural por Gossip Girl, que derrubou a audiência do horário. Ao mesmo tempo, a Record contra-atacou com CSI, um sucesso do canal, que atraiu a atenção dos órfãos de Sobrenatural. Assim, a emissora de Edir Macedo recuperou a vice-liderança.

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O fator Carrossel

Em 2012, o SBT vivia outra crise, desta vez com suas novelas. Apostas como Revelação (2008), Vende-se um Véu de Noiva (2009), Uma Rosa com Amor (2010) e Corações Feridos (2012) não emplacaram, fazendo a emissora repensar sua teledramaturgia. Inicialmente, o canal cogitou parar de produzir novelas. Mas resolveu dar uma nova chance ao setor e apostou suas fichas na versão brasileira de Carrossel.

Foi um sucesso. Carrossel elevou consideravelmente a audiência do horário nobre do SBT e impulsionou a grade, recuperando parte do prestígio da emissora. Com isso, as novelas infantis dominaram a teledramaturgia do canal e vieram outros sucessos, como Chiquititas (2013), Cúmplices de um Resgate (2015) e Carinha de Anjo (2016). Mas a fórmula desgastou e A Caverna Encantada (2024) marcou o final desta fase áurea.

Ou seja, a história mostra que, em momentos de baixa, o SBT consegue encontrar um bom produto e, com ele, impulsionar toda a grade. Será que isso pode acontecer novamente? Ou a atual crise do canal é irreversível? Aguardemos.

André Santana

11/04/2026

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