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"O Cravo e a Rosa" não decepciona e devolve liderança à Globo

Catarina (Adriana Esteves) e Petruchio (Eduardo Moscovis), em O Cravo e a Rosa
Catarina (Adriana Esteves) e Petruchio (Eduardo Moscovis) em O Cravo e a Rosa (divulgação/TV Globo)

Depois de tantas reformulações do Vídeo Show e do esquecível Se Joga, parece que a Globo finalmente acertou com um programa vespertino. A “edição especial” de O Cravo e a Rosa se saiu bem na missão de manter o canal à frente de A Hora da Venenosa, do Balanço Geral, quadro de sucesso da Record, e mostrou que novelas, ainda mais as de memória afetiva evidente, ainda têm força.

Recorrer à O Cravo e a Rosa foi uma estratégia da Globo semelhante ao que o SBT sempre fazia com Chaves. A série mexicana era recrutada, de tempos em tempos, para solucionar problemas de audiência de terminados horários do canal de Silvio Santos, e quase sempre era bem-sucedido na missão. Pois a Globo fez o mesmo com a trama de Walcyr Carrasco e Mário Teixeira, que tem fãs ardorosos até os dias de hoje.

E O Cravo e a Rosa tem muito de Chaves mesmo (mal comparando, evidentemente). O apelo da novela das seis da Globo, exibida originalmente em 2000, está em pilares que também se encontra em Chaves: trama atemporal, piadas que agradam todas as idades, personagens carismáticos e ótimos atores em cena. 

Uma reprise de O Cravo e a Rosa tende a funcionar porque, ao assisti-la, não está evidente a época de sua produção. Com isso, são poucos os anacronismos que podem vir a causar algum ruído. A novela é de época, se passa nos anos 1920, o que faz com que sua ambientação nunca envelheça. Ao mesmo tempo, o contexto histórico não influi diretamente na narrativa, o que faz o tempo de O Cravo e a Rosa ser, na verdade, “um tempo qualquer”. 

Além disso, foi com O Cravo e a Rosa que Walcyr Carrasco deu início à sua imbatível fórmula de novelas das seis. Personagens de tipos bem definidos, com estereótipos reforçados, comédia romântica, um tom meio infantilizado, humor pastelão e uma trama elástica, capaz de se segurar em personagens mesmo quando o enredo estaciona. 

Deu tão certo que a fórmula foi repetida, com igual sucesso, em Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea e Eta Mundo Bom!, três das maiores audiências do horário das seis. Com A Padroeira, o autor tentou um tom mais dramático que não deu muito certo, e a trama só decolou quando foi reformulada e, justamente, ganhou elementos que lembravam O Cravo e a Rosa (mais humor, pastelão e tom infantilizado).

Ou seja, é um tipo de trama que agrada a um público muito variado, fazendo de O Cravo e a Rosa quase uma unanimidade entre os noveleiros. A saga de Petruchio (Eduardo Moscovis) e Catarina (Adriana Esteves) agradou até mesmo quem não tinha o hábito de ver novelas, um feito a ser considerado.

Justamente esta capacidade de falar a todos os públicos que torna O Cravo e a Rosa uma novela muito indicada para ser exibida no novo horário de reprises da Globo. A primeira semana mostrou potencial e, provavelmente, a tendência é de crescimento. E, se der mesmo certo, a nova faixa será uma importante alavanca à grade da Globo, que viu a audiência de suas tardes e noites cair drasticamente nos últimos meses. Ou seja, a missão de O Cravo e a Rosa é, praticamente, “salvar” a Globo. Será que agora vai?

André Santana

11/12/2021

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4 Comentários

  1. O Cravo e a Rosa eh a estreia da dupla Walcyr e Avancini(nesse caso, a volta) na Globo. Adorei a novela. Toda vez que eh reprisada me divirto bastante. Mas tambem foi a unica depois Walcyr passou a se repetir e eu desgostei dele, ate bque veio Eta Mundo Bom que igualmente amei. As nove as vezes acho que gostei dd Amor a Vida, outras vezes nao. Nao assisti a Dona do Pedaco e definitivamente pra mim a pior novela de todos os tempos eh O Outro Lado do Paraiso, alem de ser uma repeticao da formula da vinganca e as Ninas da vida. Walcyr, sejamos justos escreve bem, sabe criar ganchos e acelerar a novela. Mas nao curto ele, os defeitos o proprio Andre ja enumerou com razao. E detalhe, eh a primeira reprise a tarde que voltou a corresponder a expectativa da Globo ja que O Clone e Tititi fracassaram. Alias as novelas todas da Globo sao fracassos de audiencia, mesmo com a trinca de qualidaxde das novelas ineditas no ar. O Cravo e a Rosa merece ser assistida e reassistida, seja na Globo, no Viva ou no globoplay.

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  2. Olá, tudo bem? Na realidade, está mais apertado do que imaginava... Balanço Geral com o quadro A Hora da Venenosa continua na cola da TV Globo... Abs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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    1. Bater fofoca e difícil o povo gostaria de saber de segredos dos artistas da Globo que de novelas atualmente..virou tudo um realty show

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  3. Na minha humilde, singela e modesta opinião, O Cravo e a Rosa (2000/2001) é a melhor novela do Walcyr Carrasco! Pena que só tenha duas partes e O Clone (2001/2002) em sua re-reprise no VPVDN tem quatro partes mas gosto e assisto as duas novelas com ou sem audiência e quero que as outras emissoras se f...(censurado).

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