sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Prestes a estrear "Simples Assim", Angélica também estreava novo programa há 20 anos

Neste sábado, 10, Angélica estreia Simples Assim, seu novo programa na Globo. Trata-se do 14º programa comandado pela loira, que estreou como apresentadora no infantil Nave da Fantasia, na extinta Manchete, em 1987. Curiosamente, o último programa infantil de Angélica está completando 20 anos justamente nesta semana. Bambuluá, que ocupou as manhãs da Globo entre 2000 e 2001, estreou no dia 09 de outubro de 2000.

Bambuluá era um projeto ambicioso da Globo, que queria reformular completamente a sua programação infantil. O projeto, capitaneado por Roberto Talma, teve diversas ideias, formas e formatos, até chegar à atração que estreava naquela semana. O TELE-VISÃO chegou a revelar como a ideia inicial da Globo, que era fazer uma faixa infantil chamada Globinho, se transformou em Bambuluá. Clique AQUI para descobrir.

Já que já falamos sobre como Bambuluá nasceu, agora falaremos sobre como ele estreou e se desenvolveu. O formato da atração era algo bem diferente, já que Bambuluá era composto por vários segmentos. O título do programa dava nome a uma novelinha, que contava a história da cidade dos sonhos, um lugar constantemente ameaçado pelo vilão Senhor Dumal, líder de Magush, a “cidade das sombras”, vizinha à Bambuluá.

Na trama, Angélica vive ela mesma. Ela chega à cidade de Bambuluá para fazer um show na inauguração da Lona Cultural Passarinho, mas descobre que seu destino estava ligado ao lugar. Isso porque ela carregava um medalhão que continha uma lasca do Cristal de Bambuluá, uma pedra mágica que protegia a cidade. Ela estava destinada a ajudar os Cavaleiros do Futuro, um grupo de crianças que ganharam poderes do cristal, e que o protegem do mal. Porém, ela acaba se apaixonando por Bruck (Pedro Vasconcellos), um replicante que é o braço direito do Senhor Dumal.

No decorrer da trama, os mistérios que envolvem Bambuluá vão se desvendando. Descobre-se que Dumal foi uma criação do Mago Tchilin, que também criou Dubem, um ser virtual que ajuda as crianças. Também se descobre que, no passado, Bambuluá e Magush eram um lugar só, o Vale da Luz. Bruck descobre que era um ser de luz, que foi dominado por Dumal, e Angélica passa a trama tentando trazê-lo de volta para o lado do bem. No elenco, a trama tinha nomes como Antonio Pedro (Vovô), Anderson Muller (Serapião), Dill Costa (Augusta), Iris Bustamante (Stela), Cosme dos Santos (Teobaldo) e Juliana Knust (Amanda). 

Em Bambuluá, também ficava a TV Globinho, uma emissora de TV comandada por crianças. Era a TV Globinho que ocupava a maior parte do programa, mostrando quadros que faziam parte da programação da emissora, além de desenhos animados. Havia o Jornal Globinho, no qual os apresentadores Matraca, Xereta, Prego, Jujuba, Minhoca, Escova e Pipoca traziam informações às crianças. A TV Globinho também exibia sátiras de programas da Globo e quadros com bonecos, animações e atores, como Iscavoka-Iscavoka, Irmãos em Ação, Garrafinha, As Aventuras de Zeca e Juca e Turma da Mônica na TV.

Angélica também participava da programação da TV Globinho, em quadros como Caverna Moderna, na qual vivia uma mulher da idade da pedra que comandava um programa feminino; Superstar, um talk show apresentado por uma heroína superpoderosa; e Conexão Bambuluá, no qual lia mensagens que os espectadores mandavam por carta ou e-mail. 

Ou seja, era uma superprodução, que atirava para todos os lados. E que, talvez justamente por conta disso, não garantiu a liderança absoluta para a Globo, embora tenha tido bons resultados ao exibir desenhos como Digimon e Dragon Ball Z. A falta de foco e de unidade era um problema para o programa. Mas, verdade seja dita, apesar de algumas tosqueiras, a trama da novelinha principal era bem escrita e cheia de reviravoltas interessantes. Era um infantil ousado, que tinha grifes no seu time de autores, como as atuais e festejadas novelistas Claudia Souto e Manuela Dias. 

Outro problema era a própria Angélica, que estava claramente insatisfeita ali. A apresentadora tinha pouco espaço no programa, e já não combinava com aquele clima infantil. Ela havia amadurecido, e parecia destoar do público-alvo. Tanto que, na mesma época, ela solicitava à direção da Globo o comando de um programa para jovens. Ela já não se identificava mais com programas infantis. Acabou ganhando o Vídeo Game, quadro do Vídeo Show, que estreou em dezembro de 2001, há poucas semanas do fim de Bambuluá.

Em janeiro de 2002, a TV Globinho deixou de ser um quadro e se tornou um programa independente. Ficou no ar até 2015, quando era exibido apenas aos sábados, e deu espaço ao É de Casa. A TV Globinho foi o último infantil da Globo.

André Santana

4 comentários:

  1. Eu lembro que a TV colosso participou de alguma epsodios eram cachorros alienígenas ...Na verdade Angelica sempre teve uma pegada mais adolescente desde o Angel mix..a parte infabtil ficava na fada bela..aliás fizeram outra novelinha pra ela com bonecos a flora encantada mais não emplacou muito. .a Globo sempre perdeu nos infantis pro bom dia e cia do sbt com investimentos bem menores

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, a TV Colosso fez uma participação. Eles eram do mesmo planeta de onde veio aquele cachorro que conversava com o Neném. Angélica foi ficando "mulherão" conforme crescia, e parecia deslocada em seus últimos infantis. A fada Bela foi seu último grande trabalho para este público mesmo. Flora Encantada tinha um conceito até bacana, mas faltou uma dose de humor e ação.

      Excluir
  2. Nessa época a Eliana bombava porém como fã da Angelica achei que seria uma traição e não assistia kkk , tb pelo fato de achar a concorrente da Globo não tão natural

    Aqui é o Caio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hahaha! Caio, nessa época eu via a Eliana só na hora do Pokémon. Apesar de ser um programa problemático, eu gostava do Bambuluá.

      Excluir