quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Sem "Mundo Disney", SBT terá um buraco e tanto para tapar

#Partiu
Na tarde de hoje, 30, o SBT confirmou que não renovou a parceria com a Disney para a exibição do bloco Mundo Disney. A faixa exibia vários desenhos e séries da Disney, ocupando duas horas diárias do canal de Silvio Santos num sistema de parceria que funcionou como uma espécie de arrendamento. No acordo, a Disney montava a programação e vendia espaços publicitários, enquanto ao SBT cabia apenas a exibição. Na prática, Silvio Santos vendeu duas horas diárias da programação de seu canal para a gigante do entretenimento.

Sem Mundo Disney, o SBT readequou sua programação. A partir deste sábado, 01, o Sábado Animado virá mais “vitaminado” e será exibido das 8h às 12h30. No domingo, 02, o Domingo Legal finalmente retoma suas duas horas perdidas e será exibido das 11h às 15h. E na segunda-feira, 03, o Primeiro Impacto ganha mais meia hora, ficando no ar até 9h. Na sequência, entra o Bom Dia e Cia, que ganha uma hora e meia a mais.

Dos males o menor. Havia a tenebrosa perspectiva de que o Primeiro Impacto seria exibido até 10 horas da manhã de segunda a sexta-feira. Já imaginou aguentar as patacoadas de Dudu Camargo até metade da manhã? Seria um erro. O SBT acerta ao manter parte do horário para sua programação infantil, afinal, a sua audiência já está acostumada com desenhos animados neste horário desde sempre. No entanto, fica a torcida para que a emissora adquira novas animações, afinal, com o Bom Dia e Cia e o Sábado Animado estendidos, haja desenhos! Retomar reprises de séries que ninguém aguenta mais seria uma pena.

Mas o pior dos buracos para tapar, creio, será os domingos. Celso Portiolli choramingou ao perder duas horas de seu Domingo Legal, mas, verdade seja dita, a redução fez muito bem ao programa. Com quatro horas, o dominical se arrastava com quadros chatos e sem nenhum apelo. Atualmente, há um bom espaço para o Passa ou Repassa, que vem funcionando muito bem, e outros quadros interessantes que se revezam, como Ganhar É Bom, Levar É Melhor, De Quem É Esta Mansão e Construindo um Sonho. Com duas horas a mais para preencher, o que vão “enfiar” ali? Prevejo muita enrolação.

Nestes três anos no ar, Mundo Disney foi alvo de muitas críticas. Sobretudo aos domingos, quando a faixa foi “acusada” de derrubar os já parcos índices do Domingo Legal. No entanto, o bloco exibiu muita coisa boa e ajudou o SBT a dar uma sacudida importante em sua programação infantil. Afinal, o Bom Dia e Cia vinha sendo refém de velhos desenhos ultrareprisados. Em 2018, a faixa conseguiu até se destacar aos domingos, graças à exibição de ótimos desenhos, como DuckTales, Operação Big Hero e Muppets Babies. Esta variedade fará falta. Mas dizem que a Disney pode fechar com outro canal aberto, e que a Band estaria bem interessada. Seria uma solução e tanto para as manhãs da Band, que teria um conteúdo de qualidade e, de quebra, veria entrar um necessário “dim-dim”. Vamos ver o que acontece.

Atualização em 01/09/2018, às 10h55: o SBT alterou novamente a grade de domingo. Amanhã, dia 02, o espaço do Mundo Disney será ocupado pela Sessão Desenho. Melhor assim: se querem dobrar o tempo do Domingo Legal, isso tem que ser feito de modo planejado, e não às pressas.

André Santana

terça-feira, 28 de agosto de 2018

RedeTV vai mexer de novo na faixa das 18 horas

"A partir da semana que vem,
só no zap mesmo!"
A “busca pela alavanca perfeita” da RedeTV ao jornal RedeTV News ainda não acabou. Desde que passou da faixa das 21h30 para a das 19h30, o noticioso vem enfrentando dificuldades em elevar seus índices de audiência. Para auxiliá-lo, a emissora já programou um sem-número de programas para antecedê-lo, mas nada funcionou até aqui. E quando surgiu algum programa com potencial, vinha o comercial e tratava de vender a faixa para televendas e jogos de cavalinho sem pata.

De lá para cá, a RedeTV já programou, por duas vezes, reprises de Operação de Risco. Também já apostou numa segunda edição do A Tarde É Sua, nos jornalísticos Olha a Hora e Sem Rodeios, e até no desenho Pokémon. Nada aconteceu. Recentemente, o canal vinha apostando na dobradinha Bola na Rede, com Silvio Luiz, e Denúncia Urgente, com Edie Polo. A novidade começou bem, mas perdeu fôlego com o tempo. Segundo o colunista Flavio Ricco, os dois programas sairão do ar a partir da semana que vem.

Para tapar o buraco, a próxima aposta da RedeTV no horário será um novo programa de fofocas. A ideia da emissora é ser reconhecida como uma espécie de E! da TV aberta, com vários programas sobre celebridades. Dois dos carros-chefe do canal, A Tarde É Sua e TV Fama, bebem desta fonte. Além disso, o “jornalismo de celebridades” também está presente nas pautas do Superpop e Sensacional, por exemplo. Sendo assim, a ideia agora é ampliar a oferta deste tipo de conteúdo.

Segundo o site Notícias da TV, Antonia Fontenelle e Olga Bongiovanni são nomes cotados para o comando da nova atração. Recentemente, o colunista Leo Dias, do Fofocalizando do SBT, revelou que recebeu uma proposta para participar de um novo programa da RedeTV. Era deste projeto que ele estava falando. Mas, ao que tudo indica, o jornalista não deve trocar a emissora de Silvio Santos pela RedeTV, onde, aliás, já trabalhou. Leo Dias foi colunista do TV Fama há alguns anos. O novo programa de fofocas da RedeTV deve estrear já na próxima segunda-feira, 03.

Apesar de ser uma ideia interessante, fato é que a RedeTV parece andar em círculos com a novidade. Afinal, o TV Fama, por muitos anos, ocupou o mesmíssimo horário, e com sucesso. Durante um bom tempo, o programa de Nelson Rubens era exibido entre 18h30 e 20 horas. Mais adiante, quando transformou o matinal Morning Show no vespertino Muito Show, o canal também apostava nas notícias dos famosos na faixa. Mas aí inventaram de jogar o TV Fama para a faixa das 21h30 e acabaram por criar um buraco na programação, que até hoje não foi tapado adequadamente. Vamos ver se agora vai. 

André Santana

sábado, 25 de agosto de 2018

História da TV: os 24 anos de "Confissões de Adolescente"

Doce juventude

No dia 22 de agosto de 1994, estreava a série Confissões de Adolescente. Exibida inicialmente pela TV Cultura, a série de Daniel Filho e Euclydes Marinho, baseada na obra de Maria Mariana, se tornou um grande sucesso entre os jovens da época, além de revelar nomes como Deborah Secco e Danielle Valente.

Confissões de Adolescente girava em torno de quatro irmãs adolescentes: Diana (Maria Mariana), Bárbara (Georgiana Góes), Natália (Danielle Valente) e Carol (Deborah Secco). Elas viviam com o pai, o viúvo Paulo (Luís Gustavo): Diana e Bárbara eram filhas do primeiro casamento dele, enquanto Carol era fruto de sua segunda união; já Natália era filha de sua segunda mulher, e foi criada por ele como filha também. Cada uma delas vive de acordo com os dramas comuns de suas respectivas idades.

A mais velha, Diana, tem 19 anos e estuda Comunicação. A jovem lida com os problemas típicos do início da vida adulta, sempre preocupada com a carreira e seu futuro. Ela sonha em ser escritora, e acredita que estudar Comunicação é um passo para sua realização. Já Bárbara, de 17 anos, faz o tipo mais liberto. Embora não seja uma “rebelde sem causa”, ela procura levar a sua vida sem grandes preocupações. É a mais bem-humorada das irmãs e costuma, sempre, trazer soluções a todas com sua sinceridade.

Enquanto Bárbara vive sem grandes preocupações, Natália já é a preocupação em pessoa. Aos 16 anos, a jovem é bastante insegura sobre si. Por não ser filha biológica de Paulo, às vezes se sente inadequada, o que não é verdade, já que ela conta com o apoio de todas as suas irmãs. No primeiro episódio, Natália acredita ser uma grande perdedora, já que, aos 16 anos, nunca beijou um garoto.

E ela se sente pior ainda quando descobre que sua irmã mais nova, Carol, de 13 anos, já beijou. A mais nova das irmãs é a mais agitada de todas. Vivendo as delícias e confusões do início da adolescência, Carol é a mais moleca das irmãs, sempre às voltas com aventuras no colégio e em busca do primeiro amor.

Assim, sempre bastante calcada na realidade juvenil, Confissões de Adolescente conquistou a audiência infantil e juvenil da TV Cultura. Com um formato moderno, a série contava uma história a cada episódio, sempre costurada com depoimentos dos personagens, que dividiam com o público suas dúvidas, angústias e surpresas. A trama tratava de temas diversos, como sexo, drogas, comportamento, moda, carreira e várias outras questões juvenis.

A série contou com diversos atores conhecidos em participações recorrentes ou especiais. A menina Leandra Leal, por exemplo, aparece em vários episódios vivendo a melhor amiga de Carol no colégio. Maria Padilha, Pedro Cardoso, Claudia Jimenez, Danton Mello, Jonas Bloch, Drica Moraes, Maitê Proença e Lucélia Santos, entre tantos outros, deram as caras na série.

Confissões de Adolescente teve sua primeira temporada exibida, inicialmente, pela TV Cultura. Mais adiante, a Band adquiriu a série e exibiu, também, uma segunda temporada. Nesta nova leva, houve algumas alterações: Bárbara estava estudando nos Estados Unidos e aparecia apenas pontualmente, enquanto Carol foi vivida por uma nova atriz, Camila Capucci, já que Deborah Secco havia sido contratada pela Globo. Além disso, parte da temporada foi realizada na França, quando Diana e Natália fazem um intercâmbio e passam a viver na casa de uma família francesa. Nesta fase, os personagens franceses também ganham bastante destaque.

Confissões de Adolescente foi reprisada algumas vezes pela TV Cultura e pelo canal Nickelodeon. A obra também inspirou um longa-metragem, Confissões de Adolescente – O Filme, de 2014, também dirigido por Daniel Filho. O filme é protagonizado por Sophia Abrahão, Isabella Camero, Malu Rodrigues e Clara Tiezzi, e conta com as participações das “adolescentes originais” Deborah Secco, Maria Mariana, Georgiana Góes e Danielle Valente.

André Santana

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

"Verdades Secretas" não devia ter continuação

"Só espero que você não
reapareça vivo, né, Alex?"

Nos últimos dias, fãs de Verdades Secretas, novela das 23h da Globo exibida em 2015, ficaram em polvorosa. Isso porque seu autor, Walcyr Carrasco, declarou que está pensando em escrever uma sequência para a produção. Segundo o autor, o sucesso internacional da obra fez com que ele considerasse uma sequência. Carrasco só disse que o plano ainda não tem data, já que depende da disponibilidade do elenco.

É sempre complicado mexer num clássico. E Verdades Secretas, pelo barulho que causou quando foi exibida, já pode ser considerada um clássico recente. A história da modelo Angel (Camila Queiroz), que se torna garota de programa e mantém um caso com o próprio padrasto, mexeu com o público. Polêmica, a novela falou sobre o submundo do universo da moda, mostrando modelos e aspirantes a modelos em meio à prostituição de luxo e o vício em drogas.

O final de Verdades Secretas deixa uma “vontade” de continuação. No último capítulo, Carolina (Drica Moraes), mãe de Angel, se mata quando descobre o caso dela e de Alex (Rodrigo Lombardi). Mais adiante, Angel envolve Alex numa armadilha e o mata. Por fim, ela se casa com Gui (Gabriel Leone), e ninguém descobre que Alex foi assassinado. Ou seja, uma possível continuação poderia focar no casamento de Angel e as consequências de a modelo ter matado o padrasto e amante.

No entanto, o episódio final de Verdades Secretas sempre pareceu definitivo. A cena do casamento de Angel foca no rosto da modelo. Ali, fica claro que ela perdeu a ingenuidade e foi transformada pelos trágicos acontecimentos de sua vida. No início da obra, Angel é uma garota ingênua do interior. No fim, ela é uma mulher calejada, mostrando segurança e alguma maldade.

Sendo assim, por mais que possa ser interessante fazer com que o assassinato de Alex venha à tona, tal sequência pode “matar” o final da “parte 1”. Isso porque o final de Verdades Secretas é muito bom dentro da proposta da história. É um final que permite ao espectador tirar suas próprias conclusões. Ou seja, mexer numa obra tão vitoriosa pode não fazer jus à trama original e, ainda, decepcionar o público.

Mas Walcyr Carrasco, sempre bom de Ibope, tem carta branca para fazer o que quiser. Ou seja, se ele quiser mesmo uma sequência de Verdades Secretas, ela virá de qualquer maneira. Mas seria melhor se não viesse. Vamos aguardar.

André Santana

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Saída de Mara Maravilha deve ajudar "Fofocalizando"

"Não tá mais tudo maravilha..."
Na última sexta-feira, 17, o SBT enviou um comunicado oficial avisando que Mara Maravilha não faz mais parte do programa Fofocalizando. A nota diz que a decisão se deu “em comum acordo” e que a apresentadora segue contratada do canal, aguardando novos projetos. Com sua saída, o vespertino segue com Decio Piccinini, Leão Lobo, Mamma Bruschetta, Lívia Andrade e Leo Dias.

Segundo o site Notícias da TV, a opção pelo desligamento de Mara do Fofocalizando foi da direção do SBT. A apresentadora vinha protagonizando uma série de barracos com vários de seus companheiros de sofá. A gota d'água se deu quando Mara criticou Leo Dias, quando o jornalista passou uma informação equivocada. Leo se corrigiu a tempo, mas Mara não perdeu a chance de cutucar o “colega”. Foi o ultimato de uma decisão que estava prestes a ser executada, tendo em vista que a direção do canal descobriu que a audiência do Fofocalizando caía quando os barracos começavam.

Trata-se de uma mudança positiva para o Fofocalizando. Mara Maravilha parecia divertir Silvio Santos com suas opiniões polêmicas e sem qualquer embasamento, mas o público sempre chiou de sua participação no vespertino. Fofocalizando se tornou uma espécie de “ringue” e ganhou espaço nos sites especializados com os constantes barracos e alfinetadas de seus apresentadores no ar. E Mara sempre estava envolvida em todos. A apresentadora nunca se entendeu com Lívia Andrade e costumava bater de frente com Leo Dias, mas também chegou a “cortar” Leão Lobo e Décio Piccinini. Além disso, pegou muito mal ela criticar um colega no ar. Ela jogou contra a credibilidade do próprio programa que participava. Isso não se faz.

Com a saída de Mara, o Fofocalizando poderá, finalmente, ser um programa sobre fofocas, e não um programa que gera fofoca, que era o que vinha acontecendo. Silvio Santos reuniu ali diferentes tipos e personalidades, a grande maioria ligada ao jornalismo de entretenimento e celebridades. Leão Lobo, Décio Piccinini e Mamma Bruschetta são a “velha guarda”, enquanto Leo Dias é o novo, com suas notas exclusivas. Lívia não é do meio, mas mostrou bom entrosamento com o time desde que entrou no ar.

Fofocalizando é um programa de fofocas vespertino. Ele deve ser leve e divertido, já que seu público principal é o da dona de casa. Sabe-se que Silvio Santos, quando o criou com o nome Fofocando, se “inspirou” em A Hora da Venenosa, quadro do Balanço Geral, da Record, que fala da vida alheia com humor e descontração. Mas o Fofocalizando tomou um rumo estranho quando deixou de dar a notícia para ser a notícia. A saída de Mara, portanto, pode ser o início de uma importante mudança de rota para a atração.

André Santana

sábado, 18 de agosto de 2018

11º Troféu Santa Clara Tele-Visão: escolhendo o pior da TV


O Troféu Santa Clara, promovido pelo TELE-VISÃO desde 2008, chega à sua 11ª edição apontando o que há de pior na televisão brasileira. Em alusão ao dia de Santa Clara (11 de agosto), Padroeira da TV, o blog reúne jornalistas e blogueiros especializados em TV para votar nos piores em 15 categorias. Nesta edição, o júri é formado por Augusto Renosto (TVPédia Brasil), Augusto Vale (O Novelão), Duh Secco (RD1), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fábio Costa (Observatório da Televisão e autor de Novela: A Obra Aberta e Seus Problemas), Fabio Maksymczuk (FabioTV), Isaac Santos (Posso Contar Contigo?), João Paulo Reis (Observatório da Televisão), Jurandir Dalcin (Portal Comenta TV), Kleber Nunes (Blog de Knunes), Rodrigo Albuquerque (Errei na TV e Teletonta) e André Santana (TELE-VISÃO). Abaixo, os “vencedores”:

Pior novela: “O Outro Lado do Paraíso”

Sucesso de público, O Outro Lado do Paraíso foi um fracasso de crítica. História mal ajambrada, lotada de furos e muitos factoides lançados apenas para “causar” fizeram da história de Walcyr Carrasco a pior novela da temporada. Seis votos.

Duh Secco - Os fãs de Walcyr Carrasco insistem em enaltecer a audiência. Mas acredito que até o mais devotado ao autor sabe que esta foi uma das novelas mais tenebrosas dos últimos tempos. A trama era frágil, os personagens irregulares e as tão alardeadas campanhas sociais - alcoolismo, combate ao racismo, violência familiar - só serviram para Walcyr voltar às frases feitas (e paupérrimas).

Endrigo Annyston - Walcyr Carrasco tem um enorme talento para escrever tramas divertidas, mas, quando precisa desenvolver um enredo sério para às 21h, é a direção de Mauro Mendonça que o salva de um desastre maior. Ainda assim, atrai o público e merece reconhecimento por isso.

Foram lembradas: Apocalipse (5 votos); Malhação – Vidas Brasileiras (1 voto).

Pior ator: Sergio Marone (O Anticristo de “Apocalipse”)

Mais uma vez, a Record apostou em Sergio Marone como vilão de novela bíblica. Porém, o sucesso do Ramsés de Os Dez Mandamentos não se repetiu, e Marone deixou evidente toda a sua canastrice dando vida ao próprio diabo em Apocalipse. O ator abusou das caras e bocas, fazendo de Ricardo um tipo limitado e sem qualquer emoção. Oito votos.

Fabio Maksymczuk - Sergio Marone não viveu seus melhores momentos na teledramaturgia. A entonação da voz de Ricardo Montana ficou idêntica ao faraó Ramsés. E a comparação ficou ainda mais perceptível com a nova exibição da novela de Moisés e companhia.

Fábio Costa - Com sua atuação aquém do necessário para um personagem que concentrava em si todo o impulsionamento da trama do principal produto da casa, Apocalipse, no qual se depositavam as maiores expectativas, sua criação de Ricardo Montana foi frustrante, para que se diga o mínimo.

Isaac Santos - O canastrão de sempre!

Foram lembrados: Bruno Montaleone (1); Eriberto Leão (1); Carmo Dalla Vecchia (1).

Pior atriz: Bruna Marquezine (Catarina em “Deus Salve o Rei”)

Bruna Marquezine teve o primeiro grande desafio de sua já longa carreira ao encarnar a pérfida vilã Catarina, de Deus Salve o Rei. No entanto, seguiu o equivocado caminho da inexpressão, fazendo uma malvada que não convenceu. Até conseguiu deixá-la menos robótica no decorrer da trama, mas mesmo assim ficou devendo. Oito votos.

Jurandir Dalcin - Pode até ter sido culpa da direção, mas já não é de hoje que não consigo simpatizar com uma personagem de Bruna. Ouvir Catarina falando pausadamente me dava nos nervos, quase desligava a televisão. A atriz, que poucas vezes saiu de sua zona de conforto, não convenceu como a vilã que a história pedia.

Rodrigo Albuquerque – Bruna Marquezine, que fez como Neymar e deixou a peteca cair. Sua atuação não melhorou ao longo da soturna Deus Salve o Rei. Por pior que possa parecer, tenho saudades da Bruna pequena, tinha talento e carisma, hoje tem apenas marketing.

Foram lembradas: Marina Ruy Barbosa (1); Erika Januza (1); Larissa Manoela (1); Telma Souza (1).

Pior apresentador: Dudu Camargo, Rodrigo Faro, João Kleber e Geraldo Luís

Quatro apresentadores de “estilos” bem diferentes entre si dividem a estatueta de 2018. Dudu Camargo e Rodrigo Faro vão comemorar dançando, enquanto João Kleber e Geraldo Luís contarão histórias (falsas ou não). Dois votos cada um.

Endrigo Annyston - Voto em Dudu Camargo. Canastrão demais e queima o filme do telejornalismo brasileiro.

Isaac Santos - Rodrigo Faro, por insistir na atuação canastrona de apresentador mais fofo, mais carismático, mais importante da telinha. Faltam-lhe a espontaneidade e traquejo do Márcio Garcia.
João Paulo Reis - João Kleber é uma grande personalidade, mas ficou sempre preso ao passado. O problema não está apenas em seus formatos popularescos, mas na marca que ele consegue imprimir, a da falta de qualidade. 

Rodrigo Albuquerque – Geraldo Luís. Já deu migos, já passou da hora dele deixar a TV, não dá mais pra aguentar o modelo geralluis de apresentação, chega!

Foram lembrados: Tiago Leifert (1); Luiz Bacci (1); Rinaldi Faria (1); Fausto Silva (1).



Pior apresentadora: Mara Maravilha e Sophia Abrahão

Que Mara Maravilha entrou no Fofocalizando para causar, todo mundo já sabe. Mas a ex-apresentadora infantil abusou do seu papel, com comentários esdrúxulos e desrespeito gratuito com seus colegas de elenco. Como resultado destas intempéries, foi dispensada da atração ontem, 17, para nossa alegria! E, por conta disso, divide o troféu com Sophia Abrahão, da Globo, que ainda não justificou sua presença à frente do Vídeo Show. Inexpressiva, a ex-Rebelde não funciona sem um teleprompter à frente. Quatro votos para cada uma.

Augusto Renosto - É incrível como nem os próprios colegas de trabalho suportam essa mulher. E com razão. Mara só está lá com a única intenção de fazer o Fofocalizando subir na audiência sendo polêmico. Ela é mal educada, quer ser a dona da verdade... Só falta querer pendurar uma melancia no pescoço. Ainda me espanta ter fãs que concordam com tudo que ela fala.
 
Duh Secco - Sophia Abrahão merece menção honrosa, pela total incapacidade de transmitir o mínimo de simpatia. Nada espontânea, aprisionada pelo TP e, nas poucas vezes em que é um tantinho exigida, demonstra total desconhecimento sobre TV.

Rodrigo Albuquerque – Sophia Abrahão. Pessoa sem sal e sem carisma na tela da TV e no meio desse povo, não sei como conseguiu chegar na bancada (hoje nem existe a tal bancada), Globo precisa rever essa métrica de talento por likes.

Foram lembradas: Fernanda Keulla (2); Daniela Albuquerque (2); Cátia Fonseca (1); Vivian Amorim (1).

Pior programa humorístico: “Encrenca”

O programa que desbancou o Pânico é um fenômeno inexplicável. Afinal, um parco apanhado de vídeos da internet comentado por quatro marmanjos tem feito a RedeTV rir à toa. Enquanto isso, o espectador ri amarelo. Cinco votos.

Augusto Vale - Humor com selo RedeTV de qualidade. É o cérebro derretido do Pânico, que finalmente repousa no limbo fétido da televisão, também conhecido como o lugar onde o Encrenca deveria estar.

Fábio Costa - Ao poder-se considerá-lo como programa humorístico, o Encrenca, da Rede TV. Apelativo, sem graça, sobrevive de vídeos da internet e esquetes rasos, de piadas prontas e que se esgotam logo. A equipe aparenta união e amizade e pode fazer coisa melhor, acredito.

João Paulo Reis - Dentre várias opções ruins na TV, o Encrenca consegue ser sem graça e ainda por cima apoiado em rótulos como gordofobia, piadas com gays, negros, etc, com o pretexto de que levam informação ao público com os vídeos exibidos. 

Foram lembrados: Pânico na Band (2); Dra. Darci (1); Treme Treme (1); Zorra (1); A Praça É Nossa (1).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

Garantindo mais uma estatueta para sua coleção, Galvão Bueno segue o favorito do Troféu Santa Clara. Desta vez, pela performance na Copa do Mundo, seu “oba-oba” ufanista exacerbado e seu amor eterno amor pelo menino Neymar, que, ao que parece, não é correspondido. Sete votos.

Kleber Nunes - Pra mim já é hors concours. Pois na Rússia ficou claro que dá sinais de aposentadoria e narrou poucos jogos, por isso acho que já tá na hora de passar o bastão. Foi a Copa do Luis Roberto que brilhou muito com bordões e aparentemente desbancou o Cléber Machado no status de segundo locutor da emissora e pro futuro vejo como grande aposta Gustavo Villani.

Fabio Maksymczuk - O oba-oba ufanista marcou a cobertura da TV Globo na Copa da Rússia. A emissora continua a idealizar uma seleção forte. Favorita ao título. Galvão Bueno personifica tal postura. Logo no primeiro jogo do selecionado canarinho, o locutor jogou a responsabilidade do empate contra a Suíça (desde 1978, o Brasil vencia o primeiro jogo nos Mundiais) nas costas do árbitro e do árbitro de vídeo. Não apontou, em nenhum momento, as limitações da equipe de Tite.

Foi lembrado: Cleber Machado (2).

Pior programa jornalístico: “Primeiro Impacto” e “Cidade Alerta”

Em tempos de jornais cada vez mais popularescos, dois títulos se destacam negativamente. O “veterano” Cidade Alerta, da Record, segue mostrando a barbárie do noticiário policial na base do grito, dentro de sua interminável duração. E o Primeiro Impacto, do SBT, segue da cartilha, e logo cedo, pra fazer do café da manhã do espectador algo bem indigesto. Quatro votos cada.

João Paulo Reis - Primeiro Impacto. Sangue televisionado, com dancinhas vexatórias, e dois apresentadores extremamente desrespeitosos tanto com o público, tanto com a produção.

Augusto Vale - Cidade Alerta ou todo o jornalismo da Record. A capacidade do programa em explorar o mundo cão a qualquer custo impressiona. Recentemente, por exemplo, o policialesco surfou por semanas no caso de uma menina assassinada, numa cobertura pouco ética e altamente especulatória. Picos de audiência e sensacionalismo.

Isaac Santos - Cidade Alerta, Brasil Urgente... os sensacionalistas, exploradores da desgraça alheia espalhados pelas emissoras e suas afiliadas.

Foram lembrados: Domingo Espetacular (2); Brasil Urgente (2); Jornal da Record (1); RedeTV News (1).

Pior programa esportivo: “Show do Esporte”

Neste ano, a Band teve a “brilhante” ideia de entregar a Milton Neves um programa de auditório. Assim, acabou com o bem-sucedido Terceiro Tempo e lançou o Show do Esporte, que se mostrou um estranho híbrido entre show de auditório e esportivo, que não agradou plateia nenhuma. Bola fora! Três votos.

Fabio Maksymczuk - A Band resgatou o título para a nova aposta de Milton Neves e Juju Salimeni. O apresentador sempre alardeava que a ex-panicat tem 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Tal performance pode ter sido um dos motivos para sua contratação. Porém, o fraco desempenho da modelo no novo Show do Esporte chamou negativamente a atenção. Além disso, a primeira fase do esportivo ocupava três horas na programação. Milton enchia linguiça para ocupar tanto espaço, o que tornava o programa sonolento.

Endrigo Annyston - A Band descartou o Terceiro Tempo, para investir em entretenimento, já que não possui mais os grandes campeonatos. Lógico que não deu certo.

Foram lembrados: Central da Copa (2); Esporte Fantástico (2); Zero1 (1); Os Donos da Bola (1).

Pior programa de variedades: “Vídeo Show”

A Globo tanto mexeu que conseguiu: transformar o clássico Vídeo Show no pior programa de variedades da TV brasileira. Pautas fracas e apresentadoras perdidas fizeram com que o vespertino desabasse de vez e se mostrasse cada vez mais obsoleto. Agora é aguardar a próxima mudança estapafúrdia. Quatro votos.

Duh Secco - Me pergunto se o Vídeo Show ainda tem razão de existir. Se não é o caso de deixá-lo na web, no GloboPlay ou na TV paga - talvez no Viva, apostando fortemente na memória televisiva. Os bastidores da emissora já são amplamente divulgados no GShow; fofocas de famosos encontramos, todas, em 5 minutos de Instagram; e as ex-BBBs, embora simpáticas, não sobrevivem fora dos domínios do reality ou longe dos seguidores do Twitter.

Kleber Nunes - Já foi o tempo que o programa tinha conteúdo, mas atualmente aposta em ex- BBBs para levantar a audiência, SQN. O programa vive perdendo pra Hora da Venenosa e do jeito que tá nem BBBs dão jeito pra coisa.

Foram lembrados: Melhor da Tarde (3); Fofocalizando (2); A Tarde É Sua (1); É de Casa (1).

Pior programa de auditório: “Hora do Faro”

Rodrigo Faro segue seguindo da trilha do chororô dominical, cansando o espectador com suas atrações cheias de “emoção”. Alguém ainda tem paciência pra isso? Quatro votos.

Augusto Renosto - Mais um ano em que o programa lança mão do choro, assistencialismo e coitadismo para ganhar audiência. E no final consegue. Fico me perguntando o motivo para que esse tipo de programa faça tanto sucesso. Por que o público gosta tanto de ver choro e tristeza no fim de semana? Não sei se tenho a resposta, mas sinto falta dos divertidos domingos televisivos dos anos 1990 e 2000. Parece que otimismo, irreverência e bom humor viraram uma coisa obsoleta nesse dia da semana.

Foram lembrados: Agora é com Datena (2); Domingo Legal (2); Caldeirão do Huck (1); Sensacional (1); Melhor da Tarde (1); Domingo Show (1).

Pior reality/talent show: “Big Brother Brasil” e “Batalha dos Confeiteiros”

Enquanto o reality show da Globo já não tem mais o que inventar para manter o interesse da audiência, o jogo de Buddy Valastro na Record irrita com seu apresentador dublado e suas grosserias. Dois votos cada.

Fábio Costa - Buddy Valastro é desagradável e contamina com essa sensação todo o programa.

Kleber Nunes - Batalha dos Confeiteiros. O reality peca pela dublagem horrorosa do Buddy Valastro e do nível de qualidade dos participantes, nada mais.

Foram lembrados: A Fazenda (1); Power Couple (1); Os Gretchens (1); MasterChef (1); The Voice (1); Fofocalizando (1).

Pior série: “Brasil a Bordo”

Miguel Falabella, grande autor de comédias bizarras, desta vez errou a mão em Brasil a Bordo. A série não fez rir com piadas fracas e batidas. Estava mais para Zorra Total (o antigo) do que Pé na Cova. Seis votos.

Augusto Vale - Fiquei surpreso com a falta de inspiração do Falabella dessa vez. Um humor do século passado, piadas de mau gosto, uma narrativa que saía do nada para lugar nenhum... Não entendi o conceito.

Fabio Maksymczuk - O humorístico, que trouxe a Piorá Linhas Aéreas, não arrancou sequer um riso amarelo no telespectador. A produção da TV Globo apostou em diálogos curtos e cenas rápidas que formaram um conjunto desconexo. Sem uma linha mestra. O roteiro ficou prejudicado. Ficou sem uma história a ser acompanhada com início, meio e fim. 

Foram lembrados: Cidade Proibida (2); Mister Brau (1); Z4 (1); séries do Multishow (1).

Fiasco do ano: “Apocalipse”
 
A pretensiosa novela bíblica da Record revelou-se uma grande decepção. A trama se colocou como doutrinária, esquecendo-se de contar uma história, preferindo passar mensagens da igreja que controla a emissora. Resultado: a pior audiência dentre as novelas bíblicas do canal. Cinco votos.

Jurandir Dalcin - A Record até tentou repetir o sucesso de Os Dez Mandamentos, mas o que conseguiu foi uma novela cheia de equívocos e totalmente esquecível.

Augusto Renosto - A Record tinha a faca e o queijo na mão com essa novela propositalmente pretensiosa. Mas foram tantos erros e equívocos que fizeram a novela se tornar uma das mais imemoráveis dos últimos anos. Serviu apenas para agradar o público evangélico e os fanáticos malucos da Record que aplaudem tudo que a emissora faz. As intervenções (lamentáveis) de Cristiane Cardoso serviram para enterrar a obra mais ainda. Contudo a novela também mostrou as limitações de Vivian de Oliveira como autora, que até tentou trazer algo complexo, mas não conseguiu sair do maniqueísmo rasteiro presente em trabalhos anteriores.

Foram lembrados: Reprise de Bebê a Bordo no Viva (3); Vídeo Show (2); Fala Zuca (1); Agora é com Datena (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Você na TV” e “Casos de Família”

João Kléber e Christina Rocha dividem o prêmio de pior programa merecidamente. Afinal, os dois dedicam seus espaços a contar histórias bizarras da vida alheia. Enquanto João assumiu de vez a bandalha de suas histórias inventadas, Christina se esforça pra ser levada a sério. Em vão. Dois votos cada.

Augusto Vale – Você na TV. Definitivamente, não há nada pior. Santa Clara, a senhora me prometeu!

Jurandir Dalcin - Casos de Família. Não sei como um programa desse nível ainda continua no ar mesmo depois de tantos anos.

Fábio Costa - Ignorados os programas de cunho religioso, que só interessam aos praticantes dos credos em questão e é até injusto citar tamanha sua ruindade em termos de TV em si, o Casos de Família é sério candidato, dentre os produzidos e exibidos por emissoras muito assistidas, como é o caso do SBT. Os temas são apelativos, as discussões entre os participantes idem, Christina Rocha por vezes mais atiça do que aparta... Tudo soa falso.

Foram lembrados: Vídeo Show (1); Cidade Alerta (1); Fofocalizando (1); Top Game (1); programas sensacionalistas (1); Superpoderosas (1); Te Peguei (1); Só Toca Top (1).

Troféu Santa Clara 2018: menções honrosas


Num ano em que duas novelas eram fortes candidatas ao posto de pior, nenhuma das produções saiu de mãos abanando: O Outro Lado do Paraíso ganhou o prêmio de Pior Novela, enquanto Apocalipse ficou com o troféu de Fiasco do Ano. Uma maneira justa de apontar as duas mais toscas produções de teledramaturgia desta temporada.

Curiosamente, O Outro Lado do Paraíso não rendeu nenhum troféu para atores. Mas não que tenham sido completamente esquecidos: Augusto Renosto indicou Bruno Montaleone, o Johnny, como pior ator, enquanto Endrigo Annyston apontou Eriberto Leão, o Samuel. “O ator é fraco e, com o texto bizarro de Walcyr Carrasco, não conseguiu convencer como Samuel. O sentimento em relação ao seu personagem e núcleo em O Outro Lado do Paraíso era o de vergonha alheia”, justificou. Já as atrizes Erika Januza, a Raquel, e Telma Souza, a manicure Ivanilda, foram votadas por Augusto Vale e Fábio Costa, respectivamente. “Pode ser devido à antipática personagem para a qual a escalaram em O Outro Lado do Paraíso...”, avaliou Fábio.

Pela primeira vez, o Troféu Santa Clara teve um empate “quádruplo” em Pior Apresentador. Seria uma categoria em que não faltam candidatos? Em compensação, “apenas” duas apresentadoras levaram o Troféu, e duas novatas por aqui: Mara Maravilha, votada por Augusto Renosto, Endrigo Annyston, Fábio Costa e eu; e Sophia Abrahão, escolha de Duh Secco, Isaac Santos, Jurandir Dalcin e Rodrigo Albuquerque. Enquanto isso, outras “favoritas” da categoria perderam força, como Daniela Albuquerque, votada apenas por João Paulo Reis. “O Sensacional saiu do palco, virou um programa de entrevistas, mas Daniela Albuquerque continua ruim, sem sal, sem carisma, sem nenhum apelo além da beleza”, disse ele sobre a primeira-dama da RedeTV.

Pela primeira vez desde que o TELE-VISÃO retomou o Troféu Santa Clara, a categoria Pior Infantil não aparece. Em razão da falta de opções do segmento, ela foi substituída por Pior Programa Esportivo. E o equivocado Show do Esporte levou logo na estreia. Mas também apareceram entre os votados Central da Copa (votos de Augusto Renosto e João Paulo Reis), Os Donos da Bola (escolha de Fábio Costa) e até o Zero1 (apontado por Rodrigo Albuquerque). Já Kleber Nunes escolheu o inexpressivo Esporte Fantástico, da Record. “Outro exemplo de cópia mal feita, pois a Record não tem equipe esportiva forte e só mostra o quê? Histórias de superação, coisa que já passa em outros programas como o Esporte Espetacular. Também acho exagerado quatro apresentadores pois deveria ter só dois e é triste ver a Mylena Ciribelli ter sua carreira enterrada nesse programa”, disse.

Vídeo Show foi eleito o Pior Programa de Variedades, mas por pouco não perdeu o prêmio para o “novato” Melhor da Tarde, da Band. O programa de Cátia Fonseca foi lembrado por Endrigo, Fábio Costa e Fabio Maksymczuk. Em “terceiro lugar”, claro, o Fofocalizando, do SBT, voto de João Paulo e Jurandir. “Não tenho muito o que falar, mas acho o programa de um mau gosto...”, resumiu Jurandir ao justificar seu voto.

Em Pior Série, Brasil a Bordo levou fácil o prêmio, deixando o segundo lugar lá atrás. Mas Cidade Proibida também fez por merecer os dois votos, de Jurandir Dalcin e Rodrigo Albuquerque. “Era linda visualmente em todos os sentidos técnicos da coisa televisa, só faltava fisgar o telespectador. Um grande erro que a Globo cometeu durante bom tempo em suas novelas, foi tentar juntar texto bom e qualidade técnica, hoje podemos dizer que aprenderam a sinergia da coisa, Cidade Proibida  infelizmente foi a vitima da vez, feita talvez as pressas para o GloboPlay e depois exibida na TV, não alinhavou com carisma suas qualidades, uma lástima”, disse Rodrigo sobre a série de detetive da Globo.

Já Fiasco do Ano sempre rende votos diversos. Apocalipse ganhou fácil, mas a lambança do Viva com a reprise de Bebê a Bordo não passou em branco pelos jurados do Troféu Santa Clara. “A medida escancarou a crise de audiência que teria de ser tratada internamente - isso é uma opinião pessoal, não vejo outro motivo para os cortes. O canal demorou a dar uma resposta sobre e quando o fez foi evasivo, ‘arrogante’. Ainda cortaram Bebê a Bordo para estrear Vale Tudo em meio à cobertura da Copa do Mundo. Para ajudar, suspenderam tramas já prometidas - Roda de Fogo e Brega e Chique - acirrando ainda mais os ânimos. Entendo a aposta em uma trinca óbvia como a de agora e espero realmente que a audiência se estabeleça. Mas temo que o canal não saiba ‘dosar’ a próxima trinca, metendo os pés pelas mãos de novo...”, analisou Duh Secco. “A decisão inédita do Viva em editar e encurtar a exibição da novela de Carlos Lombardi foi uma polêmica que deu pano pra manga. E as explicações do canal jamais convenceram o público, que desde então colocou as barbas de molho”, completou Augusto Vale.

A má fase do Vídeo Show foi lembrada por Augusto Renosto ao votar em Pior Programa da TV Brasileira. “O Vídeo Show merece essa categoria justamente pela insistência da Globo em investir em um formato que não dará mais certo. A premissa da atração não atrai mais o público. O Viva e o GShow poderiam desempenhar muito melhor a função de mostrar o acervo e os bastidores da emissora. Colocar influenciadores digitais na apresentação pode fazer o programa entrar para os Trending Topics todos os dias, mas não vai convencer o público do sofá a assistir”, justificou. Já Isaac Santos preferiu escolher não um programa, mas um “conceito”. “Vou insistir numa característica mais do que num título apenas: o sensacionalismo, usado como artifício por tantos programas da linha de show e até mesmo de jornalismo. Uma vergonha”, concluiu.

André Santana

Sobre o Troféu Santa Clara


O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online (atual Folha.com), sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de jornalistas e blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV”, pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2017:


2016:


2015:


2014:


2013:


2012:


2011:


2010:


2009:


2008:


sábado, 11 de agosto de 2018

Aviso: Troféu Santa Clara 2018 adiado para o dia 18 de agosto

Queridos leitores e jornalistas do júri do Troféu Santa Clara 2018,

Venho avisá-los que o resultado do Troféu Santa Clara 2018 foi adiado para o dia 18 de agosto, em razão do falecimento de minha mãe na manhã de ontem, dia 10. Desde já, agradeço a compreensão de todos. Abraços fraternos.

Atenciosamente,

André Santana

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

"Vídeo Show" vai de mal a pior

"Me tirem daqui, pfv!"

Quem ligou a TV no Vídeo Show hoje, 09, levou um susto. Ao lado de Sophia Abrahão, não estava nem Fernanda Keulla, e nem Vivian Amorim, e sim o ator Bruno Cabrerizo. O ator de Tempo de Amar substituiu as titulares sem maiores explicações, o que gerou a especulação de que a Globo já está mexendo no Vídeo Show de novo.

Motivos para isso não faltam. Com novas apresentadoras desde o fim da Copa do Mundo, o Vídeo Show ainda pena na audiência. E um dos motivos para a má fase pode estar justamente no atual time da atração. Sophia Abrahão, Fernanda Keulla e Vivian Amorim são simpáticas e até falam bem diante da câmera, mas falta a elas conhecimento sobre televisão, o que é uma falha grave. Afinal, o Vídeo Show é exibido ao vivo e fala justamente sobre televisão.

Na edição de terça, 07, por exemplo, o Vídeo Show recebeu o ator Cauã Reymond. O ator passou todo o programa ao lado de Sophia Abrahão e Vivian Amorim, brincando e comentando as matérias exibidas. Muito simpático, Cauã se divertiu ao lado das apresentadoras. E, em meio a estas brincadeiras, acabou “corrigindo” algumas informações das apresentadoras, mostrando-se muito mais instruído do que elas no que se refere à história da TV. Com isso, o programa repercutiu bastante na internet e expôs a falta de preparo das atuais apresentadoras.

Trata-se, na verdade, de uma constante no “novo” Vídeo Show. Quando o programa recebe artistas para participar de quadros como o Meu Vídeo É um Show, quase sempre a entrevista rende muito pouco. Quando o convidado fala sobre um trabalho antigo dele, as apresentadoras não conseguem engatar perguntas e fazer a conversa render, já que elas não têm informações sobre aquilo. Ou seja, elas estão sempre presas ao roteiro e têm sérias dificuldades em sair dele.

Na verdade, o Vídeo Show tem se mostrado bastante ineficiente em seu constante processo de reforma. Afinal, é evidente que um programa exibido ao vivo e que fala sobre TV precisa de um apresentador preparado para isso. Otaviano Costa conseguia cumprir este papel. O apresentador tinha traquejo no “ao vivo” e conseguia fazer as entrevistas acontecerem. Tanto que, nos últimos tempos, o Meu Vídeo É um Show se tornou um dos únicos quadros do programa que realmente valiam a pena ver. Hoje, já não vale mais.

André Santana