sábado, 14 de abril de 2018

Ótimo programa, "Dancing Brasil" perde fôlego

"Boa noite amiguinhos, já estou aqui!"

Na última quarta-feira, 11, a Record exibiu o último episódio da terceira temporada do Dancing Brasil. A competição de dança apresentada por Xuxa Meneghel consagrou Geovanna Tominaga a grande vencedora da disputa. A ex-angelicat, que apresentou o Vídeo Show e a TV Globinho, entre outros trabalhos relevantes, venceu Raíssa Santana e Bárbara Borges numa final bem disputada.

Geovanna teve uma trajetória interessante dentro do Dancing Brasil. Desde o início, a artista mostrou ter jeito para a coisa, abusando do traquejo adquirido quando era assistente de palco de Angélica nos infantis que a loira apresentou na Manchete, no SBT e na Globo. No entanto, num determinado momento, Geovanna parecia ter ligado o “piloto automático” e estacionou sua evolução, situação que foi constatada pelos jurados Paulo Goulart Filho, Fernanda Chamma e Jaime Arôxa. Por muito pouco, não experimentou uma “zona de risco”, sendo salva por um “tira-teima” numa das fases da competição. Mas Geovanna usou as análises dos jurados ao seu favor e voltou a surpreender. Na final, mostrou o quanto cresceu. Acabou sendo agraciada com a vitória, numa disputa acirrada com Raíssa e Bárbara, que também foram muito bem.

Por conta desta disputa intensa, Dancing Brasil conseguiu oferecer ao público mais uma interessante e divertida edição. A atração é, de longe, a melhor e mais bem-feita da Record, ostentando estrutura suntuosa, com uma boa direção de câmeras que valoriza o espetáculo na pista de dança. Nesta temporada, o programa fez um uso maior de projeções, proporcionando ainda mais beleza ao espectador. Além disso, contou com uma Xuxa à vontade em cena, que funcionou muito bem com seu novo partner Leandro Lima, uma grata surpresa. E o trio de jurados é ótimo. Enfim, são muitas as qualidades do Dancing Brasil.

E, justamente, por conta de tantas qualidades, esperava-se que Dancing Brasil rendesse mais exibido nas noites de quarta-feira. No novo dia, o programa tem um público potencial maior, já que concorre com o futebol na Globo e, portanto, pode atrair a audiência que foge do esporte. A aposta pareceu certeira, já que Dancing Brasil estreou muito bem no novo dia. Mas foi perdendo força semana a semana. Na média final, a terceira temporada se tornou a mais vista do programa, mas com uma diferença bem pequena na comparação com as duas primeiras.

A queda de audiência do Dancing Brasil pode estar relacionada, entre outros fatores, ao desgaste da fórmula. A Record arriscou ao engatar temporadas seguidas da atração. Talvez empolgada pela boa repercussão e pelos bons resultados comerciais, a emissora praticamente enfileirou as três temporadas do programa. Apenas um mês separou a primeira da segunda edição. Três meses separaram a segunda temporada da terceira. Num formato que tende a se repetir, trata-se de uma pausa curta. Não dá tempo de o espectador sentir saudades.

Mesmo assim, a emissora não planeja pausa longa para o talent show. Agora, Dancing Brasil dá espaçao ao Batalha dos Confeiteiros, com Buddy Valastro. Provavelmente, terminado o reality de culinária, já começa a quarta temporada do Dancing, por volta do mês de julho (a Record não confirma, mas, até aqui, a emissora não divulgou nenhum outro programa que possa ocupar a quarta à noite após o programa de Buddy, então se deduz que Xuxa retorna em seguida). Com isso, é bem possível que o programa perca mais público. O que seria uma pena, já que o programa é muito bom.

O desgaste precoce da fórmula, portanto, obrigará a Record a planejar, desde já, o futuro de Xuxa Meneghel. A direção da emissora terá que buscar um novo formato para que sua estrela comande. É hora de estudar o mercado e considerar as possibilidades, até para aproveitar o bom momento de Xuxa, que conseguiu melhorar sua imagem com o Dancing Brasil depois do naufrágio do Programa Xuxa Meneghel. Seria interessante buscar um novo formato para revezar com o Dancing e fazer apenas uma temporada da competição por ano, para preservar a fórmula.

André Santana

7 comentários:

  1. Olá, tudo bem? A troca do dia de exibição não surtiu o efeito desejado pela Record. Eu, pessoalmente, esperava que o Dancing Brasil pudesse atingir 10 pontos. É um excelente programa. Uma pena. Comentei no meu blog. Abs, Fabio www.tvfabio.zip.net

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    1. Tá batidovrsse formato pois ja anos ja existe o danca dos famosos além de versoes do sbt dancando por um sonho eyc

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    2. Oi Fabio, tudo bem? Eu concordo com você. Gosto muito do Dancing e pensei que o programa tinha condições de arrebentar às quartas-feiras. Mas o Miguel tem razão, o formato está saturado. Abraço!

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  2. O público do Brasil se cansa com muita facilidade, nos EUA a versão é exibida duas vezes ao ano e não dá sinais de desgaste.

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    1. Não é que o brasileiro cansa com mais facilidade. É que o formato é explorado por aqui em outros canais. O Dança dos Famosos se tornou a principal referência no Brasil, está no ar há mais de 10 anos e continua sendo um sucesso. Aí outras emissoras vieram na esteira. E o Dancing Brasil acabou chegando atrasado.

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  3. Da mesma forma podemos dizer do Masterchef que está há cinco temporadas e a Band não dá descanso ao formato e isso vai cansar o telespectador. Sobre o Dancing Brasil a Xuxa não teve culpa nisso, a Record apostou e se deu mal, pois tem de dar descanso se não cairá na mesmice.

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    1. Culpa nenhuma, aliás, Xuxa comandou o programa com muita competência. É a emissora que não tem sabido usar o formato adequadamente.

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