sábado, 25 de fevereiro de 2017

"Eliana" cresce ao apostar em externas

Desde que ganhou a concorrência do Hora do Faro, de Rodrigo Faro na Record, a apresentadora Eliana, do SBT, viu sua vice-liderança no Ibope nas tardes de domingo passar às mãos da concorrência. A disputa entre Hora do Faro e Eliana ficou ainda mais favorável ao primeiro quando o Domingo Legal perdeu força na audiência. O programa de Rodrigo Faro recebe a audiência em alta do antecessor Domingo Show, enquanto Eliana pena para aumentar os números baixos herdados de Celso Portiolli.

No entanto, no último domingo, 19, Eliana viu sua audiência crescer. Segundo dados do Ibope, a atração registrou, das 15h15 às 19h15, 8,08 pontos de média, 15,04% de share e 11,44 pontos de pico, índice 11% superior ao alcançado na semana anterior, quando registrou 7,03 pontos de média. Apesar disso, o semanal ficou atrás do Hora do Faro, que conquistou a vice-liderança isolada novamente com média de 9 pontos, pico de 12 pontos e share de 17%. Ou seja, permaneceu atrás de Faro, mas registrou crescimento.

Curioso é notar que o Eliana do último domingo cresceu, justamente, ao fazer um programa totalmente baseado em externas. Nas quatro horas da atração, foram exibidas quatro grandes matérias externas, a maioria envolvendo entrevistas com famosos. No palco, diante de seu auditório, a apresentadora surgia apenas fazendo as “cabeças” das matérias e anunciando merchandising. No mais, o programa foi todo fora do palco. E, das quatro grandes matérias, três foram entrevistas com artistas e personalidades. Ou seja, o Eliana teve seu momento Estrelas, e a apresentadora fez bate-papos bem semelhantes aos realizados por Angélica, na Globo.

A atração começou com Eliana visitando a casa da dupla Simone & Simaria. A apresentadora mostrou como vivem as cantoras, relembrou o passado delas, vasculhou seus closets e, de quebra, saiu disfarçada com as duas pela Praia do Futuro, em Fortaleza, para relembrar os tempos que as artistas eram vendedoras ambulantes. O quadro ainda teve tempo para promover um reencontro, de uma tia que as duas não viam há tempos. Em seguida, foi a vez de Eliana dar uma carona para a cantora Ludmilla. O bate-papo começou no carro, passou por um salão de beleza onde a cantora conheceu duas fãs, e terminou num restaurante de Carlos Bertolazzi, onde provaram pratos exóticos. Logo depois, Eliana saiu de sua “porção Angélica” e encarnou um “momento Luciano Huck”, ao exibir o quadro Sueli na Sua Casa. O quadro mostrou a história de uma mulher acumuladora, cujo apartamento estava um caos, e as dicas da profissional Sueli para melhorar o ambiente. Por fim, Eliana visitou Sylvia Design, que relembrou sua trajetória de vida e, ainda, foi com a apresentadora conferir a exposição sobre Silvio Santos, em cartaz no Museu da Imagem e do Som – MIS - de São Paulo.

O bom resultado de Eliana todo de matérias externas mostra que, cada vez mais, os programas de auditório estão deixando de ser, verdadeiramente, programas de auditório. Isso já se aplica em outras atrações, como o Programa da Sabrina e o Gugu, da Record. O primeiro sempre se dá bem quando mostra Sabrina Sato entrevistando famosos e anônimos pelas ruas, aproveitando todo o traquejo adquirido pela “japa” nos tempos do Pânico. É inegável que Sabrina funciona bem melhor nestas matérias do que no palco. E o programa de Gugu Liberato é outra atração que também explora muito pouco seu palco. Grande parte do programa é dedicado às grandes entrevistas e reportagens feitas pelo apresentador e sua equipe. Na Globo, o Caldeirão do Huck é outro programa que dedica muitas edições a quadros feitos fora do estúdio.

Isso não é ruim. Quadros e matérias externas, quando bem-feitas, costumam imprimir dinamismo aos programas, deixando-os menos engessados. No entanto, o fato de tantos programas de auditório dedicarem cada vez mais seu tempo a atrações fora do estúdio sinalizam que o programa de auditório como gênero específico é uma espécie em processo de extinção. Se no passado eles eram vedetes das grades da TV, comandados por grandes animadores como Silvio Santos, Raul Gil e Chacrinha, hoje eles se reinventam com os novos apresentadores, que se colocam mais como apresentadores de quadros do que animadores, de fato. Não por acaso, Silvio e Raul, dois animadores das antigas que seguem na ativa, são praticamente os únicos a comandarem programas de auditório de fato, ao lado de Fausto Silva e seu Domingão do Faustão. Os demais, salvo exceções, estão indo por outro caminho.

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André Santana

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

News: "Deuses do Egito" estreia no Telecine

O épico de fantasia Deuses do Egito é a atração da Sessão Superestreia no dia 25 de fevereiro no Telecine Premium e no Telecine Play. Mais recente produção de Alex Proyas, diretor egípcio radicado na Austrália, o filme levou 1,2 milhão de brasileiros aos cinemas.

Bek (Brenton Thwaites) é um soldado que vive em um Egito ancestral, próspero e pacífico, onde deuses e forças ocultas convivem com mortais. Quando Set (Gerard Butler), o impiedoso deus da escuridão, tenta roubar o trono da nação, mergulha a sociedade no caos. Bek, então, se unirá a outros cidadãos e, sob a liderança do deus Horus (Nikolaj Coster-Waldau), formará a resistência.

Deuses do Egito vai ao ar no dia 25/2, sábado, às 22h, no Telecine Premium e dia 26/2, domingo, às 20h, no Telecine Pipoca.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Record já vai reprisar "Os Dez Mandamentos"

Não é só Silvio Santos que anda tendo algumas ideias malucas. A direção da Record também parece querer entrar nesta onda de mudanças absurdas na grade. Segundo o UOL, o canal pretende reprisar a novela Os Dez Mandamentos na faixa das 18h. A ideia seria botar a reprise para bater de frente com a estreia de Novo Mundo, nova novela das seis da Globo, e tentar dificultar a vida da história de Alessandro Marson e Thereza Falcão.

E por que a ideia é absurda? Ora, porque a saga de Moisés (Guilherme Winter) saiu do ar em meados do ano passado, encerrada numa “segunda temporada”. E a trama, além de duas temporadas na TV, também virou filme, musical, franquia de produtos e outros sem-número de badulaques. Ou seja, a Record usou e abusou da marca, tentando prolongar o sucesso da história o maior tempo possível. E, como se vê, a ideia é continuar surfando na onda de Moisés, mesmo que a trama ainda esteja muito recente para uma reprise. Complicado, né? Com a ideia, o canal assina atestado de incapacidade de produzir algo inédito com tanto potencial quanto a novela, que foi realmente um sucesso incontestável.

Com a volta de Os Dez Mandamentos, a Record terá, nada menos, que quatro reprises de novelas no ar. Afinal, são suas faixas na parte de tarde, e ainda A Escrava Isaura à noite, esquentando o horário para a estreia da inédita Belaventura. Além disso, a nova faixa de reprises de novelas vai diminuir o espaço do Cidade Alerta, de Marcelo Rezende, que sempre registra boa audiência. Não que seja ruim diminuir o espaço do jornal policial, já que ele é excessivamente longo mesmo, mas diminuir para dar espaço a uma reprise de novela que mal saiu do ar não parece fazer muito sentido.

Pesa conta a ideia, ainda, as tentativas anteriores da Record de reprisar novelas neste horário das 18h. A emissora já escalou dois de seus grandes sucessos para a faixa anos atrás, Prova de Amor e Caminhos do Coração, e não deu certo. Ambas acabaram picotadas para sair do ar antes do tempo previsto. Por outro lado, sempre que a Record reprisou suas minisséries bíblicas, os resultados foram bastante satisfatórios. De repente, Os Dez Mandamentos também repetirá o sucesso original e, finalmente, a emissora terá bons resultados com novelas neste horário. Mas que parece arriscado, parece.

Caso a faixa emplaque, pode animar a emissora a seguir com novelas na faixa das 18 horas. Há quem diga que a Record poderá, até, partir para as tramas inéditas neste horário. Se isso acontecer, finalmente a Record teria três novelas no ar em sua grade noturna, como a Globo, um sonho antigo do canal que acabaram abandonando. Mas, se a ideia é mesmo continuar a faixa, é preciso planejamento, coisa que já sabemos que a Record não tem. Casos como a da faixa das 19h, na qual a inédita Escrava Mãe acabou sendo substituída pela enésima reprise de A Escrava Isaura porque sua substituta, Belaventura, ainda estava atrasada, não podem continuar acontecendo.

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André Santana

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"Primeiro Impacto": um café da manhã mais indigesto

Como a imprensa comentou e repercutimos por aqui, Marcão do Povo, ex-apresentador do Balanço Geral da Record TV Brasília, e que ficou conhecido pela polêmica envolvendo a cantora Ludmilla, foi contratado pelo SBT. Como se sabe, o sonho atual de Silvio Santos é ter um Balanço Geral na hora do almoço para chamar de seu no SBT. Marcão foi contratado para a missão, mas, primeiro, sua aceitação será testada no matinal Primeiro Impacto. Desde ontem, 20, ele dá expediente ao lado de Dudu Camargo (que dupla, hein?).

No atual sistema do Primeiro Impacto, Dudu comanda a atração das 6h às 7h30; depois, Marcão assume até às 8h30. Na estreia, em números, a chegada de Marcão do Povo ao Primeiro Impacto até fez a audiência crescer um pouco, embora a atração tenha se mantido atrás da Record, que exibe no mesmo horário o Balanço Geral Manhã e o SP no Ar. No entanto, em se tratando de conteúdo, Primeiro Impacto sofreu um impacto (ops) tão grande quanto a chegada de Dudu Camargo.

Marcão segue a cartilha de José Luiz Datena e Marcelo Rezende, que comandam com mão-de-ferro o Brasil Urgente e o Cidade Alerta, respectivamente. Tem um tom de voz e um gestual que lembram muito Datena, inclusive. Assim, o Primeiro Impacto tornou-se um telejornal com muitos decibéis acima, com um apresentador bufão que cobra as autoridades na base do grito. Na pauta, histórias tristes e alguma prestação de serviço.

Ou seja, o espectador agora se depara, logo cedo, com uma nova versão do Brasil Urgente, com um apresentador “justiceiro demagogo” que gesticula, grita, ri e chora. Na prática, quem liga no SBT logo cedo, acaba tendo um café da manhã bastante indigesto, tamanha a gritaria do apresentador. Marcão do Povo soa como Jorge Bevilacqua, o “nervoso” apresentador do Jardim Urgente, quadro do humorístico Tá no Ar, da Globo. O único problema é que o Jardim Urgente é uma piada. Já o Primeiro Impacto é sério. Ou tenta, ao menos.

Engraçado é que o SBT está indo na contramão de tudo o que aprendeu na prática. Foi a emissora que descobriu uma nova audiência matinal, e fazia bonito nos tempos do Notícias da Manhã, de Cesar Filho. Cesar, aliás, era um apresentador elegante, que sabia fazer um jornal informal, popular, mas sem alterar seu tom de voz uma única vez. Agora, temos Dudu Camargo dançando e Marcão do Povo gritando (ah, e ele dança também!). E, ainda por cima, Marcão estreou no mesmo dia em que foi confirmado o desligamento de Hermano Henning dos quadros do SBT. Tempos difíceis no telejornalismo televisivo...

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André Santana

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Emissoras prometem um 2017 recheado de formatos importados

Num dos fóruns que costuma fazer regularmente para discutir conteúdo, a direção da Globo apontou para uma interessante discussão. Foi levantado que a produção audiovisual brasileira já teve seus momentos criativos, mas que vinha se tornando refém da compra de formatos importados. Foi dito que a produção nacional devia, a partir dali, ficar menos dependente de formatos enlatados e se tornar, ela sim, uma exportadora de formatos. Era preciso investir mais na criatividade nacional e torná-la, também, uma referência, levando as nossas ideias para outras partes do mundo. Tomara que Caia, mesmo mal-sucedida, já foi uma importante experiência de tentativa neste sentido. E o atual Fecha a Conta, reality gastronômico exibido atualmente no Mais Você, também é outra tentativa.

O SBT, também há tempos dependente de formatos vindos de fora para rechear a grade e seus programas de auditório, de vez em quando também arrisca uma criação própria, mesmo que ela venha com forte “inspiração” de programas estrangeiros. SOS Casamento, que o canal exibiu há um tempo, era inspirado em Supernanny, atração de formato comprado, mas trazia problemas de casais, e não de criação de filhos. Manobra válida. Máquina da Fama também foi uma reformulação de outro formato de fora, o Famoso Quem?. Deu certo. E Fábrica de Casamentos, que estreia em março, também virá com um formato criado aqui, segundo a emissora.

Mesmo com todas estas tentativas (válidas) de se tentar criar novos formatos por aqui, ainda está longe o tempo em que a televisão brasileira terá o tempo de programas vindos de fora reduzido. Num momento como o atual, de crise financeira e com pouca disponibilidade de se arriscar e apostar em novidades, produzir versões nacionais de programas vindos de fora parece uma saída a prova de erros. Deve ser por isso que a grade de 2017 dos principais canais abertos estará, a partir de março, recheada de novos e velhos formatos importados nos mais diversos horários.

A Record, por exemplo, quase passou toda a sua linha de shows das 22h30 para as mãos de Geraldo Luís. Como o apresentador não aceitou um programa diário, a solução foi rechear a faixa com realities vindos de fora. Em abril, as noites de segunda, terça e quinta-feira serão dedicadas a eles: às segundas, o Dancing Brasil será a nova aposta de Xuxa Meneghel, num programa praticamente idêntico à Dança dos Famosos do Domingão do Faustão (que também é um formato importado); e às terças e quintas serão dedicadas à nova temporada do Power Couple, com Roberto Justus. E, assim que estes programas terminarem suas temporadas, outros programas virão. A Casa, reality que pretende confinar 100 pessoas numa casa sem estrutura e apenas um banheiro, deve entrar na vaga de Power Couple. E a direção do canal já estuda um segundo formato para Xuxa, assim que Dancing Brasil sair de cena.

A Globo, mesmo canal que discursa a favor de uma maior força nacional na concepção de formatos, também não escapará de programas enlatados. Segue no ar o Big Brother Brasil, reality de maior sucesso do país. E outras novidades estão no gatilho. O Caldeirão do Huck, que já exibe quadros enlatados, como Lata Velha e Voltando ao Passado, terá sua versão de Who Wants to Be a Millionaire, game show de perguntas e respostas que “inspirou” o Show do Milhão, do SBT. Já o Domingão do Faustão, que também tem entre seus quadros vários formatos de fora, como Iluminados e o já citado Dança dos Famosos, virá com Tal e Qual, novo quadro que nada mais é que uma versão do enlatado Your Face Sounds Familiar. No novo quadro, celebridades terão de imitar outros artistas e fazer performances. Familiar, não? Sim, o SBT já teve os direitos deste formato e realizou uma temporada, chamada de Esse Artista Sou Eu, com Marcio Ballas. The Voice Brasil também volta no segundo semestre. 

Band e SBT não anunciaram, até o momento, a compra de nenhum outro formato de fora, mas seguirão investindo naqueles que já possuem. A Band, claro, segue dependendo do MasterChef, e fará mais duas temporadas do reality gastronômico. O atual Pesadelo na Cozinha também deu certo e terá novos episódios, sem dúvidas, assim como o The X Factor Brasil. Já o SBT seguirá apostando em novas temporadas do Esquadrão da Moda, Bake Off Brasil – Mão na Massa e Hell’s Kitchen – Cozinha Sob Pressão. Já a RedeTV virá com um programa italiano, L’Eredità, que será chamado de O Céu é o Limite, e apresentado por Marcelo de Carvalho. 

Nada contra a compra de formatos importados, afinal, muitos deles dão bons resultados no Brasil. O problema é quando os canais acham que apostar no que deu certo lá fora é garantia de que dará por aqui, o que não é verdade. Temos vários exemplos de programas vitoriosos lá fora  e que, por aqui, não emplacaram, como o próprio X Factor, ou o Got Talent, da Record, ou ainda SuperStar, Famoso Quem, Hipertensão, Busão do Brasil, Projeto Fashion, entre tantos outros que nem lembramos mais. Comprar de fora pode ser mais prático, mas é importante que se fomente a criação por aqui, também. Temos condições de ser, também, exportadores, e não apenas importadores.

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André Santana

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

News: "Tieta" é a próxima novela do Viva

Sucesso de Aguinaldo Silva,  Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, exibido na Globo em 1989, Tieta  estreia no Canal Viva em maio.

A trama é uma das mais pedidas pelos assinantes e substituirá A Gata Comeu. Inspirada no romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado, a história se passa na fictícia cidade de Santana do Agreste e tem como tema central a reviravolta da vida de Tieta (Betty Faria).

Vinte e cinco anos após ser escorraçada pelo pai, Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos), ela retorna à terra natal para se vingar de todos que a trataram mal.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Enquanto SBT aposta em "Show do Milhão" aos sábados, Record joga "Legendários" às sextas

Na última semana, fomos todos pegos de surpresa com o anúncio do SBT de recrutar crianças de até 12 anos para se inscreverem no site da emissora e participarem de novas versões de Show do Milhão e Roda a Roda. Dois games clássicos de Silvio Santos, as atrações terão versões kids que serão exibidas no sábado à noite. Com isso, está sanada a dúvida sobre o que entraria no lugar de Sabadão com Celso Portiolli, cujo final foi decretado recentemente.

Show do Milhão e Roda a Roda com crianças virão para fortalecer a grade de sábado da emissora, que terá “a volta do que não foi” do Programa Raul Gil à tarde, e as estreias de Operação Mesquita e Fábrica de Casamentos às 18h15 e às 21h30, respectivamente. Mas não será mais um espaço de Silvio Santos na grade, já que o dono do SBT pretende passar o bastão dos comandos dos “novos velhos” programas para sua filha número pim, Patrícia Abravanel. A jovem, assim, acumulará o Show do Milhão e o Roda a Roda aos sábados com o Máquina da Fama, que segue às segundas, e participações no Programa Silvio Santos, aos domingos.

No entanto, a volta do Show do Milhão deverá gerar algum imbróglio entre Globo e SBT. Isso porque a emissora dos Marinho adquiriu os direitos do quiz show Who Wants to Be a Millionaire, atração que inspirou o brasuca Show do Milhão. O formato importado vai virar um quadro do Caldeirão do Huck, na Globo, e deve gerar alguma disputa entre os canais na justiça. Mais ou menos o que aconteceu quando a Globo comprou o Big Brother, enquanto o SBT apostou na Casa dos Artistas. O processo levou a suspensão do reality do SBT, que ficou fora do ar um dia, e, mais adiante, a emissora de Silvio Santos foi proibida de apostar em novas temporadas da atração. Será que a Globo vai impedir a volta do Show do Milhão? Aguardemos os próximos capítulos. E vale lembrar que Record e Band já ameaçaram, anos atrás, a produzir versões locais do Who Wants to Be a Millionaire, com Roberto Justus e José Luiz Datena, respectivamente.

E voltando a falar sobre a grade de sábado dos canais brasileiros, algo curioso vem chamando a atenção. A Record já anuncia a mudança de Legendários, de Marcos Mion, das noites de sábado para a sexta-feira. Já faz um tempo que a Record ameaçava mudar ou o Legendários ou o Programa da Sabrina para a sexta-feira, no intuito de ter diversos programas de auditório na faixa das 22h30 durante a semana, que já tem Xuxa às segundas e Gugu às quartas, e terá realilies às terças e quintas (Power Couple, que estreia em abril, será o primeiro deles). Mas, com a recente aposta em reprises de material do Domingo Show no “novo” Geraldo Brasil, pensou-se que a ideia não iria adiante, e Geraldo Luís poderia acumular as noites de sexta com as tardes de domingo. Como se vê, isso não vai mais acontecer, pois a Record já anuncia a estreia de Legendários às sextas-feiras a partir do dia 10 de março.

É muito estranha esta ideia da Record. Legendários sempre foi bem aos sábados. Beliscou a liderança em alguns momentos, e garantia a vice-liderança quase sempre para o canal. Batia de frente com dois programas de auditório, o Altas Horas da Globo e o Sabadão do SBT, e não decepcionava. Agora, vai mudar para as noites de sexta e deixará o caminho livre para que o SBT emplaque seus novos Show do Milhão e Roda a Roda. No lugar do programa de Mion, aos sábados, entrarão os filmes da Super Tela, atualmente em cartaz às sextas. Será que uma sessão de filmes que sobrevive de reprises terá fôlego diante das novidades do SBT? E nada garante que o bom desempenho de Legendários aos sábados se repetirá às sextas. A última vez que a Record apostou em auditório nesta faixa foi com o Me Leva Contigo, com Rafael Cortez, de triste lembrança. A emissora está trocando o certo pelo duvidoso.

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André Santana

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Com contratação de Marcão do Povo, SBT mostra que quer jornalismo popular

Primeiro, Dudu Camargo assumiu o Primeiro Impacto. Depois, este e o Jornal do SBT foram “engolidos” pelo SBT Notícias, o que culminou com o “desaparecimento” de Hermano Henning, nome mais antigo do jornalismo do SBT e dono de uma trajetória profissional louvável. Mais adiante, Dudu deixou de ser um dos apresentadores do SBT Notícias para voltar com o Primeiro Impacto, ou seja, ganhou um programa só pra ele, ao mesmo tempo em que Joyce Ribeiro, no canal desde 2005, é dispensada. Troca na direção do jornalismo: sai Marcelo Parada, entra José Occhiuso. E, agora, a chegada de Marcão do Povo, ex-apresentador da Record Brasília, demitido após polêmico comentário sobre a cantora Ludmilla.

Com tantas “novidades” em seu setor de jornalismo, Silvio Santos dá um sinal claro ao público e aos funcionários de sua emissora: não quer mais “jornalismo quadrado”. O formato tradicional, com bancada e grandes nomes à frente (como Carlos Nascimento, sua principal grife, atualmente no SBT Brasil), parece perder espaço. Em alta, apresentadores mais “soltos”, que soltam piadinhas e dancinhas entre uma notícia e outra. O dono da emissora, assim, parece se inspirar nos noticiários populares da Record, onde jornais como Balanço Geral e Cidade Alerta ocupam horas e horas da grade e são experts no “showrnalismo”, a mistura entre jornalismo e show.

Marcão do Povo é um destes nomes criados pelo “showrnalismo”. Fez fama em noticiários regionais do próprio SBT e da Record fazendo estes jornais de hora de almoço cada vez mais comuns, que mistura informação com entretenimento e tem, quase sempre, um apresentador que faz gracinhas, ao mesmo tempo em que esbraveja contra bandidos, cobra agressivamente as autoridades e até dá uma paradinha no assunto para fazer um “merchan” básico. Acabou ganhando o noticiário nacional ao ser acusado de fazer um comentário racista sobre Ludmilla. Foi demitido da Record por isso. E contratado pelo SBT por ordens de Silvio Santos, que segue em férias nos EUA, mas não se cansa de fazer mudanças em sua emissora.

Segundo fontes diversas, Marcão do Povo terá um programa vespertino no SBT. Provavelmente, será mais uma resposta da emissora ao Balanço Geral e Cidade Alerta. Sim, porque não é de hoje que Silvio Santos sonha com um jornal policial no fim de tarde, e até tentou contratar José Luiz Datena e Marcelo Rezende anos atrás. Mesmo sem estes nomes, tentou entrar na seara com o Aqui Agora 2008, o Boletim de Ocorrências (que teve Joyce Ribeiro e César Filho à frente) e, mais recentemente, a versão anterior do SBT Notícias, apresentada por Neila Medeiros (“a única capaz de…”bom, você sabe o que). Recentemente, Silvio parecia ter desencanado de fazer um Cidade Alerta e, agora, alimentava o sonho de ter um Balanço Geral. Chegou a anunciar a transferência do Primeiro Impacto para a faixa das 13h45, mas voltou atrás. Agora, anuncia a contratação de Marcão do Povo. Resta saber se o programa de Marcão será um Balanço Geral, na hora do almoço, ou um Cidade Alerta, no fim de tarde. Nenhuma das perspectivas é boa, diga-se.

Que, com estas mudanças, o SBT joga por terra toda a luta de seu jornalismo por um lugar ao sol, que vem desde a criação do SBT Brasil, em 2005, a gente já sabe e comentou por aqui. Mas o que o setor vem enfrentando de uns tempos pra cá é realmente desanimador. E outra: sem garantias de que trará resultado. A Record consegue bons resultados com este tipo de noticiário porque construiu uma história com eles. Já o SBT não tem esta história. Com exceção do Aqui Agora original, nenhuma outra aposta neste nicho da emissora foi para a frente. Nem mesmo o intocável Dudu Camargo conseguiu levantar a audiência do Primeiro Impacto, ainda freguês de Luiz Bacci na Record. Marcão do Povo vai mudar este cenário? Tempo ao tempo.

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André Santana

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Eric Jacquin manda bem em "Pesadelo na Cozinha"

A direção da Band foi muito feliz na escolha de Henrique Fogaça, Paolla Carossela e Eric Jacquin como jurados do reality show MasterChef. Sem dúvidas, o trio tem muita responsabilidade no sucesso da versão nacional do programa, que é, atualmente, o único programa relevante da grade da emissora. Os chefs têm personalidade marcante, distintas entre si, mas que juntos têm química. Isso sem falar no carisma de cada um, que se tornaram bons personagens televisivos. Tanto que, recentemente, até viraram personagens de quadrinhos, participando da historinha “O Grande Concurso Mastercat”, publicada na revista Magali, de Mauricio de Sousa, de fevereiro de 2017. A história é divertidíssima!

E como o MasterChef é o único sucesso da Band atualmente, nada mais natural que ganhe cada vez mais espaço na grade de programação. Há dois anos, a emissora promove duas edições por ano do reality, cujos episódios ficam cada vez mais longos e numerosos, atravessando a madrugada de terça para quarta-feira do canal. E, no intuito de explorar ainda mais tal sucesso, seus jurados, agora, começam seus voos solo. Fogaça já protagoniza um reality na TV paga. Paolla também terá um novo programa, ainda em fase de formatação na Band. E Jacquin estreou a versão nacional de Nightmares Kitchen, aqui chamada de Pesadelo na Cozinha, há algumas semanas.

Se muito do sucesso do MasterChef se deve à performance do trio, o novo Pesadelo na Cozinha, exibido pela Band nas noites de quinta-feira, consegue ser um bom entretenimento em razão da presença de Eric Jacquin. O chef é uma figura peculiar, com um jeito bonachão e divertido, que ganha cores quase caricatas com seu forte sotaque francês, que até obriga a emissora a legendar suas falas. Na nova atração, Jacquin tem a missão de ajudar estabelecimentos gastronômicos à beira da falência. Sendo assim, neste contexto, Jacquin deixa um pouco a persona da figura que julga para assumir uma capa de “herói”. Mas faz isso sem perder a essência que o consagrou no MasterChef, imprimindo verdade em suas falas e atitudes. E é este o principal trunfo de Pesadelo na Cozinha.

O programa em si, embora seja um formato inédito na TV aberta brasileira, não apresenta lá grandes novidades. A ajuda de Jacquin nos restaurantes lembra muito a atuação de Cris Poli tentando resolver problemas de casais na criação dos filhos no Supernanny, ou Ana Canosa tentando salvar casamentos no extinto SOS Casamento, ambos do SBT. A tentativa de renovar o negócio dos participantes também tem um “que” dos quadros de reformas de casas, quartos e outros ambientes, que muito rechearam atrações como Cadeirão do Huck, Domingo Legal e Programa do Gugu, entre outros. Sendo assim, a grande atração é mesmo Jacquin, que analisa os problemas dos restaurantes e traz várias soluções para serem implementadas, além de ajudar a dar um “tapa” no visual do local.

E é justamente esta “mãozinha” de Jacquin que torna o Pesadelo na Cozinha divertido. O chef se coloca como alguém disposto a ajudar, mas não sem antes dar suas conhecidas “patadas” enquanto faz o seu diagnóstico. Quase sempre encontra participantes que não estão totalmente abertos às novas ideias, batendo de frente com Jacquin e fazendo o chef disparar suas “pérolas verborrágicas”. Ao mesmo tempo, Jacquin procura lidar com sensibilidade diante dos problemas pessoais dos donos dos restaurantes, pois quase sempre são eles mesmos que trazem os problemas do estabelecimento. Ou seja, Jacquin é aquele que “morde e assopra”, é duro no diagnóstico, mas sensível na solução dos problemas. E esta é a alma da versão brasileira de Pesadelo na Cozinha. Ou seja, a Band acertou em cheio ao apostar nesta aventura solo do chef.

Sendo assim, Pesadelo na Cozinha é um reality que diverte e entretém, além de trazer algumas (poucas) dicas de gerenciamento de negócios e gestão de pessoas. Pesa contra a atração seus momentos que parecem meio “forçados”. Na última quinta-feira, 09, por exemplo, Eric Jacquin queria ajudar o boteco Saia do Padre a se reerguer, e o chef constatou que a teimosia e falta de vontade do dono eram os principais problemas dali. O dono, claro, não concordou, e disparou um sem-número de conflitos com sua esposa, que ajuda na cozinha do lugar, com sua cozinheira, e até com o próprio Jacquin. O moço parecia realmente disposto a abrir mão de tudo e fechar o local, sem demonstrar qualquer intenção de colaborar e botar em prática as dicas do chef. Após um conflito mais sério, no qual ele deixa o boteco em pleno expediente, Jacquin tem uma conversa séria com ele. Mais tarde, ele volta, disposto a ajudar, e se transforma numa outra pessoa, mais compreensiva e proativa. Pareceu fácil demais convencê-lo.

Mas isso não chega a ser um problema em Pesadelo na Cozinha. O programa é muito bem-feito, com uma edição dinâmica, que faz com que o espectador nem perceba as quase duas horas de duração de cada episódio. Seu desenvolvimento se dá quase como numa dramaturgia, com a apresentação do problema, o apontamento das soluções, um clímax capaz de segurar a atenção da audiência (será que vai dar certo?), até chegar ao indefectível final feliz. E Eric Jacquin comanda tudo com muita maestria, abusando de seu jeito divertido e enérgico. Um bom programa para a Band, emissora cada vez mais carente de bons programas. Desta vez, acertaram.

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André Santana

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

News: Novo inédito de "Chicago Med" chega ao Canal Universal

O Canal Universal exibe no dia 13 de fevereiro, segunda-feira, às 23h, o décimo episódio da segunda temporada de Chicago Med.

Em "Heart Matters" os fãs verão uma Dra. Manning (Torrey DeVitto) muito mais decidida e determinada. Ela decide colocar um ponto final em seu relacionamento com Jeff (Jeff Hephner), podendo trazer à tona um antigo sentimento de Will (Nick Gehlfuss).

Sarah (Rachel DiPillo) começa a se aventurar na área de neurologia e sente na pele a diferença entre o atencioso Dr. Charles (Oliver Platt) e o rigoroso Dr. Abrams (Brennan Brown).

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"Amor e Intrigas" registra boa audiência na Record

Depois de um início cambaleante no Ibope, a faixa de reprises de novela das tardes da Record tem reagido e apresentado ótimos resultados. Amor e Intrigas, atualmente no ar às 14h45, está fazendo uma bela trajetória e garantindo a vice-liderança absoluta à Record em seu horário de exibição, encostando na Globo e deixando para trás o Fofocalizando, do SBT (este, que mesmo na terceira posição, viu seus índices subirem um pouco ao sair da batalha com o Balanço Geral). Atualmente, Amor e Intrigas tem registrado médias em torno dos 9 pontos no Ibope, ótimo número para o horário.

Amor e Intrigas foi a trama de estreia da novelista Gisele Joras, uma das principais revelações dentre os autores de novelas da Record. Estreou em 2007, na faixa das 20h30, em substituição a Luz do Sol, que derrubou os bons índices de audiência do horário registrados pela sua antecessora, Bicho do Mato. Pois Amor e Intrigas estreou tímida, quase desacreditada, com números modestos, mas foi ganhando força conforme foi avançando. Aos poucos, o romance entre Alice (Vanessa Gerbelli) e Felipe (Luciano Szafir), e as armações de Valquíria (Renata Dominguez, ótima em cena!), Petrônio (Heitor Martinez) e Doroteia (Ester Góes), foi embalando, e Amor e Intrigas cresceu. Na reta final, a Record mudou o horário de exibição da trama, encaixando-a na faixa das 22 horas, chegando aos 18 pontos no Ibope. Na média geral, Amor e Intrigas fechou com 12 pontos, contra 9 de Luz do Sol. Leia a crítica do TELE-VISÃO sobre a trama, publicada em julho de 2008, clicando aqui: http://bit.ly/2kqsYYJ

Pois a novela repete a boa trajetória agora na faixa da tarde e, na reta final, também alcança ótimos índices de audiência. Na grande São Paulo, a trama tem ainda a ajuda da alavanca de A Hora da Venenosa, quase sempre líder de audiência. E entrega em alta para a reprise de Vidas em Jogo, outra boa novela da emissora atualmente em reexibição. Vidas em Jogo não sustenta os grandes índices de Amor e Intrigas, mas vem registrando médias em torno dos 6,5 pontos no Ibope, um resultado bastante satisfatório. Basta lembrar que o finado Programa da Tarde ficava bem atrás disso. E vale registrar que as reprises da Record conseguiram esvaziar um pouco o público das Novelas da Tarde do SBT, que acabaram empurradas para mais tarde. E, mesmo mais tarde, a trinca Rubi, Querida Inimiga e O que a Vida me Roubou ficam em torno dos 6 pontos, distante de sucessos como Abismo da Paixão, Mar de Amor e Teresa.

Mesmo com o bom resultado, há quem acredite que as reprises de novelas da tarde da Record estão com os dias contados. Isso porque o canal não tem mais grandes opções de títulos para um repeteco vespertino. A Record já reprisou Prova de Amor, Dona Xepa (que não fez sucesso em nenhuma exibição) e Chamas da Vida, além das atuais Amor e Intrigas e Vidas em Jogo, além de A Escrava Isaura à noite. Outros sucessos do canal, como Vidas Opostas e Poder Paralelo, dificilmente seriam mostradas à tarde, em razão da temática pesada e violenta. Ribeirão do Tempo já está confirmada como substituta de Amor e Intrigas. Depois destas, apenas Bela, a Feia poderia ser reapresentada sem maiores problemas no horário. Depois, só restariam folhetins mais recentes, como Máscaras, Balacobaco, Pecado Mortal e Vitória, que não fizeram sucesso. Daí em diante, já chegaríamos às tramas bíblicas, ainda muito recentes para reprises.

Por isso mesmo, surgiram rumores de que a direção da Record pensa em um novo programa vespertino para substituir as novelas. No entanto, está tudo ainda no campo das ideias. Que não seja mais um reboot do Programa da Tarde, não é mesmo? Ou outro programa popularesco aos moldes do antigo Geraldo Brasil. Aliás, vale lembrar que a Record já teve em seu elenco Sonia Abrão, que apresentava o Sonia e Você nas tardes do canal entre 2004 e 2006. A atração registrava bons índices e garantia a vice-liderança para a emissora, mas acabou cancelada quando a Record adotou uma política de extinguir programas considerados mais “populares”, tentando “qualificar” a grade. Mas, agora, esta política já está morta e enterrada, enquanto Sonia Abrão faz um verdadeiro milagre na RedeTV com o seu A Tarde É Sua, programa diário de maior audiência da emissora, mesmo “ensaduichado” por dois horários de religiosos. Se mesmo nestas condições difíceis, Sonia apresenta ótimos resultados na RedeTV, imagine como seria na Record, recebendo a audiência embalada pelo Balanço Geral? Será que alguém do canal da Barra Funda não pensou em trazê-la de volta?

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André Santana

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Celso Portiolli fica somente com o "Domingo Legal" em 2017

Mais uma da série “A Fantástica Grade de Silvio Santos”. Depois de ser o escolhido para substituir Raul Gil nas tardes de sábado e, consequentemente, ver seus atuais programas Sabadão e Domingo Legal serem cancelados, Celso Portiolli agora se vê sem o novo programa das tardes de sábado e sem seu atual programa de sábado à noite. Com a permanência do Programa Raul Gil e sem o Sabadão, Celso Portiolli ficará somente com o Domingo Legal em 2017, informou o site Notícias da TV.

Uma situação um tanto desconfortável para quem esteve, no final de 2016, num contexto que indicava uma renovação de público e conteúdo. Com um novo programa ao vivo nas tardes de sábado, Celso Portiolli teria a chance de começar um novo projeto do zero, com o qual pudesse imprimir sua cara e seu estilo, sem viver o cenário de eterno substituto no SBT. Afinal, o apresentador está à frente do Domingo Legal desde 2009, mas nunca conseguiu deixar a ex-atração de Gugu Liberato do seu jeito. Para piorar, o Domingo Legal perdeu espaço na grade e investimentos, fazendo com que a equipe de Celso vivesse um desafio e tanto ao fazer um programa que tem a missão de erguer os índices baixos herdados do Mundo Disney e entregar um pouco mais alto para Eliana.

Seu segundo programa, Sabadão com Celso Portiolli, foi criado para compensar a perda das duas horas do Domingo Legal. Este, embora também herde um título que pertenceu a Gugu Liberato, conseguiu formatar-se fugindo um pouco da sombra do ex-apresentador. Se com Gugu, Sabadão era um musical, com Celso ele até teve especiais musicais, mas tornou-se um programa de variedades, no qual pôde apresentar quadros diversos, incluindo games e concursos, além dos famigerados vídeos da internet. Acabou virando uma mistura de Legendários com Encrenca. Apesar do conteúdo essencialmente ruim, Sabadão não chegava a decepcionar no Ibope, conseguindo, muitas vezes, se posicionar à frente do Legendários, programa bem mais antigo no horário.

Apesar do Ibope razoável, Sabadão acabou se tornando um programa sem muito propósito, com repercussão parca. Ou seja, pouco acrescentava. Ao mesmo tempo, o Domingo Legal também esvaziou-se e, em suas últimas edições ao vivo no ano passado, dedicava seu tempo a uma competição com famosos sem muita graça. Por isso mesmo, a extinção do Sabadão pode fazer bem ao Domingo Legal, pois sua equipe terá apenas um, e não dois programas para pensar e produzir. A expectativa, portanto, é que com a nova decisão, Domingo Legal ganhe novos investimentos, quadros mais bem elaborados e, finalmente, decole com a apresentação de Celso.

Uma expectativa que vem desde 2009, é verdade. Esperamos que desta vez a coisa aconteça, afinal Celso Portiolli merece mais atenção após todo este desgaste do “sai do domingo - vai pro sábado – fica no domingo – perde programa do sábado à noite”. Portiolli tem potencial, e prova disso é o seu canal no YouTube, um sucesso! Já que a decisão é manter o Domingo Legal (que não é uma decisão ruim, no fim das contas, já que a emissora não teria o que colocar no lugar), que os esforços sejam concentrados para que o programa cresça de verdade. Num mundo perfeito, uma volta do Curtindo Uma Viagem, provavelmente, faria mais a diferença neste horário. Mas já que a ordem é manter o Domingo Legal, que assim seja. Vamos ver o que acontece.

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André Santana

sábado, 4 de fevereiro de 2017

"Amor & Sexo" ganha relevância a cada nova temporada

É impressionante como o programa Amor & Sexo só evolui. Se a gente levar em consideração que é um programa temático e, por isso mesmo, exibido em esquema de temporadas, poderíamos supor que, passados alguns anos, a fórmula estaria completamente esgotada. Mas não é isso o que acontece com o programa de Fernanda Lima. A cada ano que passa, o programa ganha substância, agregando novos conteúdos e aprofundando discussões que pareciam inviáveis na TV aberta. Ir além da superfície já foi o mote da temporada 2016, que deveria ser a última. Mas Amor & Sexo ganhou sobrevida e mostrou que é possível ir ainda mais fundo.

O episódio de estreia da temporada, exibido no dia 26, deve ter sido o melhor da história da atração. Ao tratar do tema “Feminismo”, Amor & Sexo levantou uma bandeira importante, trouxe especialistas para falar da importância da luta pela igualdade de gêneros, desmistificou uma série de inverdades a respeito do movimento feminista (feminismo não é o contrário de machismo) e falou abertamente sobre os medos e desafios de ser uma mulher numa sociedade tomada pelo machismo. O programa ainda abordou a questão social da mulher negra e sobre a liberação sexual feminina, sempre com depoimentos contundentes. Foi um levantar de bandeira, mas que fugiu da panfletagem gratuita. Levou a questão a sério, mas manteve o humor característico da atração. E ainda, como a cereja do bolo, colocou Elza Soares e Karol Concá num dueto emocionante. Um programa histórico!

Já o segundo episódio, exibido na última quinta-feira, 02, o programa foi mais light, tratando do tema “erotismo”. Não tinha a mesma conotação social e acabou sendo mais entretenimento e humor, mas, mesmo assim, serviu para derrubar uma série de mitos, e mantendo o discurso de que a sexualidade é, acima de tudo, uma questão pessoal, na qual não cabem rótulos. Até levou ao palco um casal em busca de um “terceiro elemento” para um ménage a trois, e surpreendeu quando o rapaz escolheu um outro rapaz, que foi recusado pela sua parceira. E a moça, por sua vez, escolheu outra moça. Ousado, divertido, e que diz muito sobre a sexualidade humana, que vai muito além de “isto ou aquilo”.

Soma-se a estes dois grandes momentos toda a temporada 2016, cujos episódios abordaram a temática da liberdade de gênero, tentando desmistificar ao público em geral todos os mitos e verdades do tema, cuja discussão é necessária e está na ordem do dia (há uma série muito boa sobre isso no GNT, mostrando que o assunto está mesmo em alta, e ainda bem!). Amor & Sexo soube conduzir o tema com sensibilidade e coragem, e até mesmo inserindo toques de humor (como um “game” que mostrava três rapazes heterossexuais se transformando em drag queens), aprofundando as discussões de maneira inédita num canal aberto. É louvável que a atração não tenha pudores de levantar bandeiras, colocando-se claramente a favor da liberdade de gênero, da diversidade sexual e do feminismo. Assumir um lado num momento em que as redes sociais proliferam “discussões de surdos”, onde todos falam, mas ninguém escuta, é de suma importância.

Ou seja, Amor & Sexo evoluiu a olhos vistos nestes oito anos de existência. Se lá pelos anos de 2009, o programa não passava de um game show sobre comportamento que até divertia, mas pouco acrescentava, agora a atração tornou-se, de fato, um espaço para discussões relevantes. E isso sem perder sua essência de entretenimento, que diverte ao mesmo tempo em que informa, discute e oferece elementos de reflexão para o público. Isso sem falar na presença de Fernanda Lima, totalmente à vontade no centro do palco e comandando com toda a competência este programa dono de tantas qualidades. Amor & Sexo evoluiu, e Fernanda Lima evoluiu. Segue como uma das melhores apresentadoras da TV brasileira na atualidade. E o melhor disso tudo é que a audiência também evoluiu, e Amor & Sexo vem conseguindo elevar seus números a cada nova temporada. Que feito!

Amor & Sexo já mostrou seu poder de evolução, sua capacidade de se renovar a cada temporada e sua relevância para a televisão brasileira. Nada mal para um programa que já teve seu final anunciado tantas vezes, mas que sempre consegue sobrevida. Como já provou que sua temática é inesgotável, o melhor é a direção da Globo desistir de marcar uma data para o final da atração e seguir apostando no show de Fernanda Lima em sua programação de início de ano. Com certeza, Amor & Sexo tem fôlego para muitas temporadas mais, para a sorte do público!

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André Santana

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

News: "O Quarto de Jack" estreia no Telecine

O Quarto de Jack, filme que deu a Brie Larson o Oscar de Atriz, é a atração da sessão Superestreia no dia 4 de fevereiro no Telecine Premium e no Telecine Play. A produção, que aborda a afetuosa relação entre mãe e filho em uma dramática circunstância, recebeu ainda outras três indicações da Academia: Filme, Diretor e Roteiro Adaptado.

Joy (Brie Larson) e o filho Jack (Jacob Tremblay) são mantidos em cativeiro e vivem isolados dentro de um minúsculo cômodo. O único contato que eles mantêm com o mundo exterior se dá através do sequestrador, o velho Nick (Sean Bridgers). Apesar de fazer de tudo para que os dias dos dois sejam suportáveis, Joy não vê a hora de deixar o locar e, para isso, cria um plano de fuga em que precisará da ajuda do garoto para enganar Nick.

Não se perca: O Quarto de Jack dia 4/2, sábado, às 22h, no Telecine Premium e a qualquer momento no Telecine Play; e dia 5/2, domingo, às 20h, no Telecine Pipoca.

Fale com o TELE-VISÃO:

E-mail: andre-san@bol.com.br




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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Retorno de "Xuxa Meneghel" é adiado

Entre o final do ano passado e o início de 2017, muita coisa se falou sobre o destino de Xuxa Meneghel na Record. Falou-se que seu programa seria transferido para as tardes de sábado; depois, que ela teria um programa aos sábados e seguiria nas noites de segunda; e, por último, que a ideia da atração aos sábados havia sido suspensa e apenas o programa das segundas permaneceria, com reformulações. Também estava em aberto a possibilidade de o programa passar a ser feito nos estúdios da Record TV em São Paulo, mas acabaram decidindo sobre a permanência no Rio de Janeiro. E só depois é que vieram informações sobre o conteúdo em si, de que o programa terá um rodízio de quadros diversos ao longo do ano. Também se prometia que o programa retornasse ao ar em março.

Ou seja, a ideia era a de que o Programa Xuxa Meneghel voltasse ao ar daqui a exatamente um mês. No entanto, com tantas mudanças previstas e consideradas, não ficou parecendo pouco tempo para que tais mudanças fossem implementadas? Afinal, o principal quadro da reestreia será Dançando com as Estrelas, uma versão do Dancing With the Stars, que vem a ser uma competição de dança entre artistas aos moldes da Dança dos Famosos. Ou seja, é a produção de um reality que precisa ser montada, com escolha de cast e definição de etapas e estrutura. E, até agora, pouca coisa se sabe a respeito da nova atração. Para efeito de comparação, Power Couple também retorna em março e a produção do reality de Roberto Justus já está a todo o vapor, e a Record até já apresentou os participantes à imprensa. Mas sobre quem vai dançar no programa da Xuxa, nada se sabe.

Além disso, recentemente, o colunista Flavio Ricco informou que o estúdio onde Xuxa gravava seu programa, atualmente nas mãos da produtora Casablanca, estaria ocupado com cenários das novelas da emissora, e seria desocupado somente em março. Somando-se todas estas informações, conclui-se facilmente que não haverá tempo hábil para que a reestreia do Programa Xuxa Meneghel aconteça ainda no mês de março. A Record não se pronuncia oficialmente, mas até a própria Xuxa já teria dito em comentários em suas redes sociais que seu retorno estava previsto para abril, e não março. Este comentário de Xuxa foi repercutido por Sonia Abrão, no programa A Tarde É Sua de ontem, 1º. E faz todo o sentido. Realmente, não haverá tempo para que Xuxa retorne ao ar com um programa totalmente novo no mês de março.

Segundo o site Notícias da TV, na temporada 2017, o programa de Xuxa promoverá um rodízio de formatos ao longo do ano, mais ou menos como faz o Domingão do Faustão, que possui diversos quadros de temporadas que vão se alternando. A ideia é que o programa tenha pequenos quadros diversos e um maior, que funcionará como a âncora da atração. E este “quadro âncora” mudará a cada três meses, mais ou menos. Dançando com as Estrelas será o quadro de estreia da nova temporada. Segundo Fernando Oliveira, o Fefito, já há nomes em discussão para participar: a ex-paquita e hoje atriz Andréia Sorvetão; a assistente de palco Nicole Bahls; a modelo Fernanda Lacerda, a Mendigata, dispensada do Pânico na Band no início deste ano; e Simony, ícone infantil do Balão Mágico que ainda se aventura na música. O prêmio para o primeiro colocado deve ser de 500 mil reais.

Dito isto, agora resta saber como ficará as noites de segunda-feira da Record durante o mês de março, caso realmente se confirme o retorno de Xuxa apenas para abril. Atualmente, a Record exibe no horário o especial de férias do Programa do Porchat, mas já está confirmada a estreia da nova temporada do talk show na primeira semana de março. Ou seja, daqui um mês, o Programa do Porchat volta a ter edições inéditas em seu horário habitual, de segunda a quinta, 0h15. É bem pouco provável que as reprises de Porchat continuem em março, se os programas inéditos já estarão no ar na madrugada. A Record terá que recorrer a um novo “tampão”. Vamos ver o que acontece.

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André Santana