sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

"Betty em NY": SBT só não está morto porque tem "Novelas da Tarde"

"Eu sou assim!"
Enquanto praticamente todos os programas de entretenimento do SBT estão tocando suas vidinhas com reprises intermináveis, o “setor de novas aquisições” da emissora a “salvou” de ser o único canal aberto a não lançar nada em janeiro. Na última segunda-feira, 27, a emissora lançou Betty, a Feia em NY, uma nova versão da clássica novela de Fernando Gaitán. Sim, é uma “nova velha novidade”, mas a trama tem suas qualidades e veio num ótimo momento.

Betty em NY traz de volta os personagens já conhecidos de quem viu a versão original, novela colombiana que foi exibida por aqui em 2002 na RedeTV. Agora, Betty (a ótima Elyfer Torres) é filha de imigrantes latinos em Nova York, onde estudou e tem um currículo invejável. Porém, sua aparência fora dos padrões faz com que ela não consiga se colocar no mercado de trabalho. Por isso, acaba aceitando um cargo abaixo de sua qualificação, se tornando secretária de Armando (Erick Elías), presidente de uma grande empresa do mundo da moda. Assim, Betty se verá num contraste entre o mundo de aparências e de seus reais valores. Além disso, se torna parceira de Armando, numa relação que se tornará amor.

Betty em NY é uma produção da estadunidense Telemundo, emissora voltada ao público latino que vive nos EUA. Trata-se de um remake de Betty, a Feia, mas é um remake muito bem-feito e atualizado. A nova versão não apenas transporta a ação para NY, como o título sugere, mas também traz a abordagem da temática com um olhar mais antenado com a contemporaneidade. Aqui, Armando aparece mais humanizado e menos “canalha”. Enquanto isso, Betty aparece mais natural, sem aquela forçada na barra em seu visual e, consequentemente, em sua transformação no decorrer da obra. No mais, a história ainda abusa do humor, numa comédia romântica bastante divertida e com sacadas inteligentes.

Interessante notar que, apesar de Betty, a Feia já ter sido vista e revista por aqui, sua história é sempre magnética e atrai a audiência. Por aqui já vimos a original colombiana, além das versões mexicana (A Feia Mais Bela), estadunidense (a série Ugly Betty) e a brasileira (Bela, a Feia, coprodução Record e Televisa, que foi reprisada recentemente, e com sucesso). Todas registraram bons índices de audiência. Betty em NY parece ir no mesmo caminho, elevando o público da faixa Novelas da Tarde e se tornando uma interessante alavanca para a programação noturna da emissora.

Além disso, Betty em NY imprime um ar de novidade às Novelas da Tarde do SBT. A faixa vinha sendo tomada por reprises e tramas pouco expressivas da Televisa. Agora, vem com uma produção mais moderna (o capricho visual de Betty em NY chama a atenção) e divertida. Pode ser a chance de o SBT perceber que há outros parceiros possíveis para a compra de novelas, já que a Televisa não emplaca um fenômeno por aqui há tempos. A Telemundo tem um pacote de novelas que vem se destacando mundo afora. Quem sabe as relações entre ela e o SBT se estreitam a partir de um possível sucesso de Betty em NY?

André Santana

6 comentários:

  1. Quem sabe o SBT não se toca e passe a produzir novelas sem temática infantil? E dado o sucesso da reprise de "Bela, a feia" na Record, não é possível que ninguém na emissora tenha sugerido investir em comédias para turbinar o horário nobre. Tirando a Globo, parece que as outras TVs dormem no ponto.

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    1. Mister Ed, eu acho que essa novela arrebentaria no horário nobre! Eles deviam apostar nelas na faixa onde atualmente está a reprise de Cúmplices de um Resgate.

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  2. O sbt podia mesmo comprar novelas de outros países além do México Argentina ,Venezuela todas produzem novelas

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  3. Amigo eu vi que voce tem um site bem acessado pode divulgar meu blog ai https://chiquititas-news.blogspot.com ajuda ai amigo

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