sábado, 28 de setembro de 2019

Apesar de irregular, "Órfãos da Terra" acertou na temática e no tom otimista

"Não faço tanto sucesso assim
desde minha participação
na Família Dinossauros"

Órfãos da Terra, novela das seis da Globo finalizada ontem, 27, teve uma estreia arrebatadora. Com jeitão de saga épica, a novela tinha um tom documental no qual abordava um assunto atual e urgente: o drama dos refugiados de guerra. Ao mostrar uma mocinha refugiada da Síria, que passa por maus bocados com sua família para chegar ao Brasil, a história de Duca Rachid e Thelma Guedes trazia uma temática envolvente em meio ao folhetim tradicional. E Laila (Julia Dalávia) não era “só” refugiada”. Ela também fugia da obsessão do terrível sheik Aziz (Herson Capri), ao mesmo tempo em que se apaixonava pelo seu funcionário, Jamil (Renato Góes).

Assim, com reviravoltas folhetinescas pra ninguém botar defeito, Órfãos da Terra teve uma primeira fase acima da média. A novela era tão eficiente em sua função de entretenimento somada à denúncia social, que muitos apontaram que a trama devia estar no horário mais nobre. Órfãos da Terra tem cara de novela das nove, disseram vários. Realmente. A primeira fase era tão grandiosa que parecia maior que o horário que ocupava.

Um dos acertos da primeira fase era justamente o grande vilão. O sheik Aziz era uma figura odiosa, que despertava medo. Ao mesmo tempo em que era obcecado por Laila e fazia de tudo para tê-la em seu harém, o sheik também mimava a igualmente do mal Dalila (Alice Wegmann), sua filha, e maltratava Soraia (Letícia Sabatella), uma de suas esposas. O drama ficou mais intenso quando Soraia se apaixonou por Hussein (Bruno Cabrerizo), enfrentando a fúria do vilão. O final desta história de amor foi trágico.

Mas Aziz é misteriosamente assassinado no final da primeira fase de Órfãos da Terra. Com isso, dá-se início à ascensão de Dalila como principal vilã, que iniciou um amalucado plano para se vingar da morte do pai. Deste modo, Órfãos da Terra perdeu o tom épico para se tornar uma novela das seis mais tradicional. Sua trama principal passou a ser, apenas, a vilã tentando separar Laila e Jamil, ao mesmo tempo em que criava as armações mais sem sentido para prejudicar toda a família da mocinha.

Apesar de não ter o mesmo brilho da fase inicial, Órfãos da Terra não ficou necessariamente ruim. Sim, a trama principal ficou um tanto frouxa e desinteressante. Porém, a novela tinha tramas paralelas bastante envolventes, que, cada uma do seu jeito, tratava de aceitação, tolerância e respeito às diferenças. Personagens como Missade (Ana Cecília Costa), Camila (Anaju Dorigon), Almeida (Danton Mello), Zuleika (Emanuelle Araújo), Rania (Eliane Giardini), Norberto (Guilherme Fontes), Teresa (Leona Cavalli), Sara (Verônica Debom), Ali (Mouhamed Harfouch), Abner (Marcelo Médici), Latifa (Luana Martau), Boris (Osmar Prado) e Mamede (Flavio Migliaccio), entre outros, ofereceram bons momentos.

Ao se segurar nas tramas paralelas, Órfãos da Terra conseguiu consolidar um público. Mesmo que as críticas passaram a ser mais constantes, a audiência não sofreu grandes alterações e a novela encerrou seu ciclo ostentando uma boa média. Até porque, apesar dos pesares, o saldo geral de Órfãos da Terra não é negativo. A trama, no geral, ofereceu bons momentos, ótimas atuações e uma direção segura e criativa. Além disso, acertou em cheio ao passar uma mensagem de otimismo e esperança em meio ao caos mundial em que vivemos. De uma maneira singela e driblando a panfletagem, Órfãos da Terra deixou o seu recado.

Assim, o maior problema de Órfãos da Terra foi mesmo o abismo que separou suas duas fases. Enquanto a primeira fase foi épica e muito bem realizada, com cara de horário nobre, a segunda fase foi “apenas” um arroz com feijão bem temperado. A comparação entre suas duas fases é que pesa contra a novela. A trama concorreu com ela mesma. E perdeu.

André Santana

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

História da TV: Quando o "Programa Livre" ganhou cinco apresentadores

"Em terra de Serginho Groisman, quem aumentar a audiência é rei"


Não é de hoje que Serginho Groisman dá voz aos adolescentes na TV. O apresentador do Altas Horas iniciou sua receita de sucesso de falar ao jovem a partir do Matéria Prima, da TV Cultura, e ganhou enorme popularidade ao migrar para o SBT e lançar o Programa Livre. Deu tão certo que Serginho sempre foi um nome na mira da Globo. Depois de muito tempo de namoro, o assédio da emissora carioca virou casamento, gerando um problema para o canal de Silvio Santos: quem poderia substituir Serginho à frente do Programa Livre?

O ano era 1999 e o Programa Livre ocupava as tardes de segunda a sexta do SBT. Na época, a emissora contava com vários apresentadores sem-programa, curtindo uma boa e velha geladeira. Eis que Silvio Santos, em mais uma de suas ideias “geniais”, resolveu então escalar cinco deles para se revezarem no comando do Programa Livre. A intenção era ver qual deles conseguia se comunicar melhor com o público-alvo e, de quebra, aumentar a audiência da atração.

Assim, no dia 13 de setembro de 1999, Ney Gonçalves Dias estreava à frente do Programa Livre. Ney, que estava na geladeira do SBT desde o fim do jornal Noticidade, era o mais “estranho no ninho” do revezamento, já que sempre pertencera aos quadros do jornalismo do canal. Às terças, era a vez de Márcia Goldschimidt assumir o microfone do Programa Livre. Era a volta ao ar da apresentadora, que estava sem função desde o fim do telebarraco que levava seu nome, um ano antes. Já as quartas-feiras eram da adolescente Lu Barsotti. Lu havia aparecido no SBT uns anos antes, no Em Nome do Amor. Silvio Santos gostou dela e a contratou, e, desde então, vinha treinando a jovem para se tornar apresentadora. A oportunidade havia chegado. Já quinta era dia de Christina Rocha, prata de casa que se encontrava fora do ar depois da extinção do lendário Alô Christina. E na sexta, Otávio Mesquita assumia o comando. Mesquita não estava bem na geladeira, já que participava do Domingo Legal naquela época, mas estava sem programa solo.

Com este quinteto inusitado, Programa Livre seguiu sua vida nas tardes do SBT, sob direção de Vildomar Batista. Porém, aos poucos, a atração foi mudando, o que chamou a atenção da reportagem da Folha de S. Paulo. Matéria do caderno TV Folha, publicada em 31 de outubro de 1999, afirmava que o Programa Livre vinha popularizando suas atrações, tornando-se uma espécie de “Ratinho da tarde”. “O Programa Livre, do SBT, manteve - e por vezes chega a superar- os índices de audiência que a atração conseguia anteriormente. No entanto, para atingir tal feito, o SBT alterou radicalmente o perfil do programa: saíram os políticos, os especialistas em questões ligadas aos jovens, a MPB e o rock, que deram vez ao pagode, ao axé, à Tiazinha. É a era do Tchan no Programa Livre”, dizia a matéria.

O diretor Vildomar Batista conversou com a reportagem da Folha, explicando que, com as mudanças, o Programa Livre deixava de ser unicamente adolescente, falando também à dona de casa. "Com o Serginho, sempre perdíamos para o Note & Anote, da Record. Agora, não. Agregamos um novo público: as donas-de-casa estão gostando de ver o Programa Livre. Recebemos cartas dizendo que antes o programa era chato e atualmente está mais interessante”, explicou. Mas os frequentadores do programa não gostaram das novidades. “Esse programa sempre foi uma ferramenta para o jovem dizer o que pensa. Agora, mudou. Não valorizam a gente”, disse Cintia, uma adolescente da plateia, ao jornal.

Apesar do “sucesso”, esta versão do Programa Livre teve vida curta. Havia a expectativa que um dos cinco apresentadores ficasse com a vaga. Porém, neste meio-tempo, Silvio Santos viu Babi Xavier à frente do Erótica MTV e se encantou com a jovem. Tratou de contratá-la, ainda sem saber direito o que fazer com ela. Mas logo resolveu: Babi seria a nova apresentadora do Programa Livre. Com ela, veio ainda outra missão: substituir Jô Soares Onze e Meia, pois o apresentador também havia migrado para a Globo. Assim, em janeiro de 2000, Babi assumia o Programa Livre, que passou a ir ao ar à meia-noite e meia, horário de Jô.

E o que aconteceu com os apresentadores do Programa Livre? Bom, Ney Gonçalves Dias voltou para o jornalismo, comandando um quadro de entrevistas numa antiga versão do SBT Notícias. Já Márcia, Lu, Chrstina e Otávio assumiram, junto com Celso Portiolli, uma nova versão do Fantasia, aos sábados, que estreou em janeiro de 2000. Mas a empreitada também não durou muito: saiu do ar uns cinco meses depois da estreia.

Já o Programa Livre ficou nas madrugadas do SBT até setembro de 2001, quando passou a ser exibido nas tardes de sábado. Durou apenas três meses no novo horário, saindo do ar definitivamente em dezembro daquele ano. Desde então, sempre surgem conversas de que o Programa Livre poderia voltar. Mas, até agora, nada aconteceu.

André Santana

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Saída de Gottino criou dois problemas e uma solução na Record

"Balaaaançaaa!"

Muita coisa aconteceu desde que o TELE-VISÃO comentou sobre a saída de Reinaldo Gottino da Record e a dificuldade da emissora em apontar um substituto. Como dito anteriormente, o canal mandou muito mal ao “deixar solto” um dos seus mais importantes profissionais de vídeo, justamente o apresentador do Balanço Geral, programa que costuma liderar a audiência quando exibe o quadro A Hora da Venenosa. E o que se sucedeu deixou isso bem claro. Ao promover o retorno de Geraldo Luís ao noticioso, o canal mostrou que, realmente, não estava preparado para tamanho desfalque.

Afinal, ao apostar novamente em Geraldo Luís no Balanço Geral, a emissora se viu obrigada a encerrar o Domingo Show, programa que ocupava a grade dos domingos já há algum tempo. O Domingo Show foi um programa importante na emissora, pois, em seu tempo áureo, batia o SBT e dava trabalho à Globo. Basta lembrar que a emissora carioca extinguiu o Esquenta! justamente pela dificuldade em conter as histórias chorosas de Geraldo.

No entanto, a volta de Geraldo Luís ao Balanço Geral, neste momento, forçou a Record a buscar uma solução definitiva para o Domingo Show no atual formato. Isso porque, depois da fase áurea, o programa enfrentou uma série de mudanças que o fizeram enfraquecer. Primeiro, reduziram a estrutura da atração, que perdeu auditório e se tornou um programa de reportagens. Além disso, reduziram também o tempo de arte, com cerca de metade de sua duração original. O enxugamento se deu em razão do baixo faturamento do programa, que era bom de Ibope, mas ruim de vendas. Provavelmente, a direção da Record se sentiu à vontade para reduzir o Domingo Show em razão da perda da concorrência direta com o SBT, que também havia reduzido o Domingo Legal.

Mas, em 2019, o SBT tratou de esticar novamente o Domingo Legal. Que, sem o Domingo Show à frente, rapidamente se consolidou na vice-liderança. Aí a Record tentou voltar atrás e resgatou o tempo e o cenário perdidos de Geraldo. Mas já era tarde. Assim, Domingo Show voltou a encarecer, mas sua audiência baixa já não justificava tamanho investimento. Deste modo, a volta de Geraldo ao Balanço Geral resolve, ao menos por enquanto, o problema dos domingos da emissora.

Porém, o fim do Domingo Show criou um novo problema: o que colocar no lugar? Nos últimos dias, falou-se que a emissora queria um novo programa, com um novo apresentador. Nomes como Celso Portiolli, Márcia Goldschimidt, Gilberto Barros e até Otaviano Costa foram cogitados, segundo o Notícias da TV. Porém, hoje, 25, a Record confirmou o nome de Sabrina Sato no horário. A princípio, o programa seguirá com o nome Domingo Show, mas é bem provável que a atração ganhe um novo formato, mais a cara de Sabrina. A “japa”, então, sai da geladeira onde esteve desde março deste ano. A estreia de Sabrina à frente do Domingo Show está prevista para novembro.

André Santana

sábado, 21 de setembro de 2019

"A Fazenda" estreia nova temporada em ritmo de "Nova Chance"

"Tem uma cobra na minha bota!"

Em 2017, depois de mais de um ano fora do ar, a Record voltou a apostar em A Fazenda. Na época, para dar um ar de novidade a este retorno, a emissora lançou A Fazenda – Nova Chance. Era uma nova chance para o próprio reality, que andava cambaleante na audiência. E, também, uma nova chance aos participantes, todos figuras já vistas em outros reality shows, da Record e de outras emissoras.

Pois a nova temporada de A Fazenda, que estreou na última terça-feira, 17, não se chama Nova Chance, mas bem que poderia. Afinal, a nova edição trouxe nomes como Andréa Nóbrega, Túlio Maravilha, Tati Dias, Diego Grossi, Jhenyfer Dulz (a Bifão), Lucas Viana, Drika Marinho e Hariane Almeida. Em comum? Todos já estiveram em realities, da Record ou não.

Túlio, Diego e Drika são figurinhas do Power Couple, enquanto Tati e Bifão vieram diretamente do De Férias com o Ex, da MTV. Da MTV também veio Lucas Viana, que participou do Are You The One?. Já Hari é cria do BBB, enquanto Andréa Nóbrega marcou presença no saudoso Mulheres Ricas, da Band. Guilherme Leão, Arícia Silva, Rodrigo Phavanello, Sabrina de Paiva, Thayse Teixeira, Netto Rodrigues, Phellipe Haagensen e Viny Vieira completam o time.

No entanto (e felizmente), A Fazenda não é dependente de personagens famosos. É a mistura das diferentes personalidades em busca de um lugar ao sol que garante o sucesso do programa. Neste início, o grupo mostrou ter potencial, distribuindo alfinetadas em meio às inevitáveis promessas de amizade eterna. Em suma, é um elenco que deve render. Nos primeiros episódios, Andréa Nóbrega já despontou como protagonista, rendendo momentos de humor involuntário com seu jeito, digamos, “peculiar”, e que vem sendo fortalecida com a rejeição que outros participantes demonstraram para com ela.

O que se nota é que, depois de muito bater cabeça, a Record conseguiu reinventar A Fazenda. O novo apresentador Marcos Mion trouxe o primeiro grande frescor, ao ser, de longe, o melhor âncora que já passou por ali. Mion comprova que já pegou o programa para si. O apresentador esteve excelente em seus momentos em cena, sobretudo na estreia, na interação ao vivo com os demais participantes. Em alguns momentos, participantes o chamaram de Gugu ou de Bial. E Mion, sem perder a piada, se apresentou como Tiago Leifert. É justamente esta capacidade de levantar a bola e improvisar quando surge a oportunidade que caracteriza um bom apresentador. Deste modo, Marcos Mion já fincou sua marca por ali. A Fazenda já é dele.

Além disso, a direção do programa parece ter adquirido um know-how interessante no momento de escalar o elenco. Há um nítido esforço para juntar um elenco o mais variado possível. Não basta apenas ter grau de fama: a mistura de personalidades é que garante o conflito e, consequentemente, o show.

Por isso, A Fazenda ganhou uma sobrevida interessante nestes dois últimos anos. O formato, que parecia caminhar rumo ao desgaste total, mostra que ainda pode render um bom caldo. Para quem gosta de um reality de confinamento movimentado, com muitas intrigas e participantes fazendo de tudo para aparecer, A Fazenda parece cumprir esta missão com muito mais louvor que o BBB, por exemplo. Nada mal.

André Santana

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Chris Flores é a nova aquisição do "Fofocalizando"

"Voltando pra vida alheia"

Pelo visto, as mudanças no Fofocalizando não vão acabar tão cedo. Ontem, 18, o vespertino trouxe outra novidade para seu público: a presença de Chris Flores no sofá dos comentaristas. Chris faz companhia à Leão Lobo e Decio Piccinini, substituindo Mamma Bruschetta. Segundo a informação oficial, Mamma se afastou da produção para tratar da saúde.

Com isso, o vespertino do SBT vai pra sua enésima mudança em semanas. O programa sempre sofreu com modificações constantes, mas as últimas parecem ter batido o recorde no quesito velocidade. A volta de Mara Maravilha, que durou pouco no sofá, somado à mudança na dinâmica do programa, que transformou Lívia Andrade em âncora principal, foram as mudanças mais recentes. A chegada de Chris, agora, se junta ao pacote de “novidades”.

Não é uma novidade ruim. Afinal, Chris Flores é uma baita profissional, bastante querida e respeitada por todos. Além disso, ela foi, durante anos, jornalista especializada em celebridades. Foi este ofício, à frente de publicações como Minha Novela e Contigo!, que a levou à TV, inicialmente como convidada de Sonia Abrão no extinto A Casa É Sua e, depois, como colunista de celebridades no Tudo a Ver e no Hoje Em Dia, no qual foi efetivada como apresentadora tempos depois.

Porém, desde que deixou o Hoje Em Dia, Chris tem demonstrado vontade de fugir do segmento que a consagrou. Por isso não aceitou o convite da RedeTV para o finado Melhor pra Você, preferindo esperar por novos desafios. E eles vieram, com convites para que a jornalista se tornasse apresentadora de reality shows. Chris Flores estreou na nova função no Troca de Família, ainda na Record e, depois, migrou para o SBT, onde comanda o Fábrica de Casamentos. Ela passou também pelo BBQ Brasil, além de fazer reportagens para o Eliana.

Mas a apresentadora já declarou que é pau pra toda obra. E se ela foi recrutada para fortalecer o Fofocalizando, ela o fará. No entanto, verdade seja dita, ser mais um comentarista em meio a tantos colaboradores parece bem pouco para Chris. Ela poderia, no mínimo, assumir a apresentação no lugar de Lívia Andrade (que não é ruim, mas parece peixe fora d’água ali). Entretanto, já corre a informação que a próxima ideia de Silvio Santos é “rejuvenescer” o time de comentaristas do Fofocalizando. Será então que Leão Lobo e Décio Piccinini correm perigo? Aguardemos os próximos capítulos.

André Santana

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Record perde Reinaldo Gottino e não tem substituto à vista

"E o salário, ó!"
A notícia que tomou conta do noticiário televisivo ontem, 17, foi a saída de Reinaldo Gottino da Record. O apresentador do Balanço Geral SP (programa que é líder de audiência quase diariamente com o quadro A Hora da Venenosa) foi mais uma grife a assinar com a CNN Brasil. A saída repentina criou um problema para a emissora. Afinal, o canal perdeu o comandante de um dos seus maiores trunfos de audiência.

O Balanço Geral SP surgiu em 2008, sob o comando de Geraldo Luís. A audiência de Geraldo foi tão boa, que a Record lhe deu um programa, o Geraldo Brasil, extinguindo o jornal popular da hora do almoço. Mas a atração não deu certo, e o Balanço Geral acabou retornando tempos depois. Geraldo saiu novamente, abrindo uma vaga para Luiz Bacci. Mas o “menino de ouro” assinou com a Band, dando a oportunidade para Reinaldo Gottino. Com ele, veio o sucesso de A Hora da Venenosa. Inicialmente curto, o quadro de fofocas com Fabíola Reipert acabou se tornando o grande sucesso do noticiário, tornando-se praticamente um programa à parte. Muito se credita o sucesso do quadro à boa química entre Fabíola, Renato Lombardi e Gottino.

Assim, a saída de Gottino representa uma grande perda para a Record. Não necessariamente afetará a boa audiência do Balanço Geral, já que a história mostra que o programa fez sucesso com outros apresentadores. Porém, sem dúvidas, foi a presença de Gottino que fez o Balanço Geral, sobretudo A Hora da Venenosa, a ser o sucesso que é. Não é tão difícil arrumar um apresentador capaz de manter a boa audiência do BG. Mas é bem difícil achar alguém capaz de reeditar a boa química entre os apresentadores do A Hora da Venenosa.

Hoje, no cast da Record, Luiz Bacci parece o nome mais adequado, já que ele obteve sucesso quando esteve por ali. Porém, Bacci já está à frente do Cidade Alerta, que vive uma excelente fase de audiência. Não faria sentido tirá-lo dali. Seria um “tapa aqui, descobre ali”. Já nomes como Matheus Furlan ou Bruno Peruka parecem bom substitutos, mas não têm a força de um Gottino. De repente, é hora de o canal buscar alguém de fora. Mas não é fácil. Afinal, segurar no ao vivo um programa que mescla notícias policiais e fofoca é um desafio e tanto.

Além disso, chama a atenção o descaso por parte da Record com o apresentador. Segundo várias fontes, faltavam 15 dias para que o contrato de Gottino chegasse ao fim, e a direção da emissora ainda nem tinha se mexido para tratar da renovação. De acordo com Ricardo Feltrin, do UOL, o canal costuma deixar para renovar contratos “aos 45 do segundo tempo” justamente para se reafirmar junto ao artista, ao mesmo tempo em que trabalha com a urgência para evitar um leilão e inflacionar suas contas. Porém, neste caso, esta postura arrogante custou um de seus mais valiosos profissionais. Fica, agora, um grande buraco para o canal tapar.

André Santana

sábado, 14 de setembro de 2019

Band e Record ampliam espaço do jornalismo na programação

"Não vá pra cama sem mim!"

Nesta semana, a TV aberta viu crescer consideravelmente as horas dedicadas ao jornalismo em duas das principais redes do Brasil. Band e Record incrementaram suas respectivas programações jornalísticas com os lançamentos de Band Notícias e JR 24 Horas. Em comum, os dois canais vivem uma fase caracterizada pela dificuldade em emplacar novos programas de entretenimento. Sendo assim, preferem apostar em informação.

Band Notícias é o novo noticiário da Band, que estreou na última segunda-feira, 09, às 22h, com a ingrata missão de suceder o Show da Fé e elevar os índices de audiência para a linha de shows. Apresentado por Rafael Colombo e Cynthia Martins, a novidade é um jornal tradicional, com um apanhado dos fatos do dia. Seu diferencial é a participação de comentaristas, que ajudam a interpretar a notícia. No entanto, trata-se de uma participação restrita. O resumo dos acontecimentos do dia é a tônica do jornal.

Com a estreia do Band Notícias, a emissora sinaliza que vem modificando os rumos de sua estratégia de programação. A Band promoveu uma série de estreias fracassadas no campo do entretenimento no ano passado. Agora, o canal foca seus esforços em sua vocação natural: o jornalismo. Deste modo, há um visível investimento em notícias, visto na reformulação da grade matinal e, agora, na faixa das 22 horas. A emissora acerta ao investir no segmento que sempre teve tradição. Brasil Urgente e Jornal da Band não são as maiores audiências da emissora por acaso.

E não é de hoje que o canal tateia em busca de alguma solução para o problema chamado Show da Fé. O horário da igreja é fundamental para equilibrar as finanças da estação, mas prejudica consideravelmente os programas exibidos na linha de shows da Band. Nos últimos anos, a emissora tentou de tudo para tentar uma transição mais suave entre a igreja e seus programas, como as diferentes versões do VídeoNews, Zoo (lembra?), Os Simpsons... Há pouco tempo, a Band chegou até a tentar “colar” o Show da Fé nos shows, mas o resultado foi desastroso. Assim, um jornal parece uma aposta mais interessante. Se vai dar certo, só o tempo dirá. Mas trata-se de uma aposta válida.

Enquanto isso, a Record, que já tem muitas horas de jornalismo diário ao vivo, ampliou ainda mais o espaço para informação. Trata-se do primeiro grande projeto de Antonio Guerreiro, atual vice-presidente de jornalismo do canal, que resolveu levar a grife do Jornal da Record para diferentes horários da programação. Assim, reformulou o tradicional Jornal da Record das 21h30, e lançou quatro boletins diários, o JR 24h, exibido às 11h40, 16h45, 17h45 e 0h30, com apresentação de Janine Borba e Sergio Aguiar.

Os novos boletins chamam a atenção pela boa iniciativa de apostar em jornalismo ao vivo. De curta duração, os noticiosos contam com poucas matérias gravadas e muitas entradas ao vivo de repórteres, que trazem informação em tempo real. O maior acerto é a edição da 0h30, no qual Sergio Aguiar, excelente âncora, conversa também com comentaristas. Mesmo curto, o jornal consegue ser minimamente analítico. Assim, o boletim da madrugada do JR 24h cumpre o papel de encerrar a programação da emissora com informação, incrementando o fim de noite do canal, dedicado aos enlatados desde o fim do Programa do Porchat. Uma boa novidade, que até merecia um tempo maior no ar.

André Santana

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Angélica grava piloto de novo programa, diz colunista

"O que faz você feliz?"
Que os bastidores da Globo vivem um momento movimentado e de grandes mudanças, já percebemos. Porém, este movimento intenso vem gerando uma série de informações desencontradas, sobretudo envolvendo novidades esperadas. Por exemplo: o novo programa de Fernanda Gentil era aguardado desde o começo do ano, foi alvo de uma série de especulações, se falava que não havia nada definido, e até foi noticiado que a atração só vingaria em 2020. Porém, de repente, o programa ganhou forma, novos apresentadores, chamadas e tem data de estreia confirmada para 30 de setembro.

O mesmo acontece com o destino de Angélica. Desde o fim do Estrelas, a loira já foi alvo de um sem-número de especulações. Dentre os boatos que cercaram a apresentadora do ano passado para cá inclui-se a apresentação de um game show, que viraria atriz de novelas, que assumiria o PopStar e o The Voice Kids, e até que deixaria a Globo. No início de 2019, porém, começaram a surgir informações mais concretas. O colunista Ricardo Feltrin noticiou que Angélica faria um semanal noturno com entrevistas que trataria de histórias de superação; já Flavio Ricco disse que o projeto era tratado como um “Amor & Sexo sobre felicidade”. 

Porém, com a demora no desenvolvimento do projeto, a bolsa de apostas voltou a ferver. Falou-se que o projeto estava engavetado, que ficaria para 2020 e até que poderia ser cancelado de vez. A coisa ficou um pouco mais clara quando a própria Angélica declarou para o Notícias da TV de que seu novo programa era um projeto autoral e que já havia tido sinal verde para o desenvolvimento, e que havia a promessa de que estrearia em 2020. No entanto, alguns colunistas chegaram a contestar a fala da apresentadora. E, mesmo assim, tudo ainda parecia estar no campo das ideias.

A coisa ganhou uma nova dimensão nesta semana, quando a colunista Fabia Oliveira revelou que Angélica gravou o primeiro piloto da atração esta semana. Segundo a jornalista, o teste foi gravado com pessoas com mais de 60 anos, além de contar com um quadro chamado Artistas por um Dia. Outra informação revelada é que o programa tem como nome provisório Curva da Felicidade, e que tem como mote responder a questão: “pra você, o que é felicidade?”. Por fim, Fabia disse ainda que Curva da Felicidade deve ser exibido aos sábados, no horário do SóTocaTop.

Ou seja, se tem piloto, significa que o projeto andou. Claro, o piloto ainda deve ser avaliado e ajustado até se chegar ao formato ideal. Mas ficou claro de que especulações dando a entender que Angélica poderia não voltar a ter um programa na Globo não procedem. E o que procede mesmo é o que disse a própria: trata-se de um projeto autoral que está em desenvolvimento e deve estrear no ano que vem. Se vai ser coisa boa ou não, não dá pra saber ainda. Mas parece que se trata de algo bem diferente de tudo o que Angélica já fez em sua carreira. E uma estrela com tantos anos de estrada tendo uma oportunidade de reinvenção como esta é, por si só, bem interessante.

Outro sinal de que a Globo não desistiu da apresentadora são suas participações na programação da casa. Recentemente, ela esteve no Caldeirão do Huck e no Criança Esperança. Em breve, ela fará uma apresentadora de reality show culinário em A Dona do Pedaço, programa de maior audiência da emissora. São provas de que a direção da Globo ainda aposta e prestigia a veterana. Aguardemos as próximas informações. 

André Santana

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Fabio Porchat e Leandro Hassum reinventam talk show na TV paga

"Senta que lá vem história!"
Fabio Porchat, um dos mais festejados comediantes da nova geração, surpreendeu o público ao encerrar seu talk show na Record no ano passado. Seu Programa do Porchat não era um campeão de audiência, mas tinha qualidades que o colocavam entre os melhores programas de fim de noite. Porém, o artista decidiu trocar a TV aberta pelo GNT, onde estreou recentemente seu novo programa, Que História É Essa, Porchat?. E mostrou que, às vezes, é mais saudável estar num canal com uma plateia menor, mas com maior liberdade.

E, neste caso, liberdade significa fazer um programa que fuja das pretensões da TV aberta, muito calcada na audiência e na repercussão a qualquer preço. Deste modo, Que História É Essa, Porchat? vai na contramão dos demais talk shows. Na nova atração, o apresentador reúne famosos e anônimos para ouvir e contar histórias. E só. Não há perguntas mirabolantes, não há humor ensaiado. Mas, mesmo assim, o programa é engraçado. Isso porque a graça do programa está nas histórias contadas.

Ou seja, Que História É Essa, Porchat? diverte justamente pela simplicidade da fórmula. Que encontrou abrigo no GNT, um canal pago e segmentado, com uma plateia bastante específica. E que, de quebra, é um território neutro, o que permite Porchat receber artistas de todas as emissoras, o que aumenta consideravelmente sua cartela de opções.

Ao trocar a visibilidade da TV aberta pela liberdade da TV paga, Porchat, parece, fez escola. Isso porque Leandro Hassum, após anos de Globo, resolveu fazer mesmo. O humorista estreou recentemente o Tá Pago, talk show também exibido nas noites de terça, no canal TNT. E, assim como Porchat, Hassum comanda um programa que foge do estilo late night, tendência na TV aberta de uns anos atrás. 

Para isso, Tá Pago tem um cenário que remete a um restaurante. Ali, Leandro Hassum recebe quatro convidados e comanda um verdadeiro papo de boteco. Enquanto comem e bebem, os convidados de Hassum compartilham suas histórias e experiências. Deste modo, a conversa flui e diverte, sem forçar a barra. Assim, a graça não está na piada, e sim no inusitado das histórias apresentadas. Não deixa de ter suas semelhanças com a atração de Porchat. Mas a diferença de estilos dos apresentadores tornam os programas distintos. Que tem como ponto em comum apenas a aposta em histórias. O que culmina com duas atrações bem divertidas.

André Santana

sábado, 7 de setembro de 2019

"É de Casa" reduz dicas inúteis e ganha mais ritmo

"Praticamente um Irmãos à Obra!"

Desde que estreou, o É de Casa sempre rendeu mais críticas negativas que elogios. A atração dos sábados de manhã da Globo se caracterizou pelo excesso de apresentadores e pelas pautas batidas, muitas delas inúteis ou impossíveis de serem reproduzidas pelo espectador comum. No entanto, verdade seja dita, o programa melhorou consideravelmente nos últimos meses. Ao que tudo indica, a troca de comando, quando É de Casa passou das mãos de Boninho para as de Mariano Boni, fez bem ao programa.

O maior acerto da atual temporada é a aposta em quadros no estilo reality show. Inicialmente, É de Casa estreou Reforma Certa, que mostra Zeca Camargo às voltas com a recauchutagem de um apartamento. Durante três meses, o público acompanhou o passo a passo da reforma, do projeto inicial, passando pelas dificuldades de execução, até chegar à obra pronta. Um time de arquitetos, engenheiros e pedreiros expunham a condução dos trabalhos, o que se mostrou uma maneira um tanto mais divertida de passar dicas de casa ao espectador. Claro, o programa não escapou de momentos “fakes”, com dificuldades que pareciam fabricadas. Mas isso não tira o mérito do quadro de fugir do “mais do mesmo”.

E não foi apenas Zeca Camargo que ganhou um reality para chamar de seu. Patrícia Poeta ganhou o comando de Minha Mãe Cozinha Melhor que a Sua, uma nova competição culinária. Quer dizer, “nova” não é bem a palavra, já que se trata, basicamente, de uma nova versão do Duelo de Mães, atração de Ticiana Villas Boas no SBT, com toques do Minha Mulher que Manda, competição culinária de Eliana, também no SBT. Mesmo assim, apesar de não ser nova, a ideia combina bem com a proposta do É de Casa.

No jogo, Patrícia Poeta recebe duas celebridades e suas respectivas mães. Os famosos precisam reproduzir pratos que suas mães costumam fazer. Mas elas, as mães, devem interferir o mínimo possível, apenas orientando de fora. O chef Roberto Ravióli avalia os pratos e elege o vencedor. Com isso, o espectador se envolve com a competição, ao mesmo tempo em que absorve algumas dicas culinárias.

É de Casa estreou com a proposta de ser um “programa sobre a casa”. Entretanto, a atração foi se perdendo em sua própria proposta. Inicialmente mais variado, aos poucos o programa foi se tornando um longo “faça você mesmo”. Os quadros se resumiam, basicamente, a mostrar modos de fazer nos mais variados ambientes da casa. Com isso, se tornou sonolento e profundamente desinteressante. Tanto que chegou a ver o Sábado Animado, do SBT, e até o Esporte Fantástico, da Record, se aproximarem.

Agora, com o lançamento de quadros como Reforma Certa e Minha Mãe Cozinha Melhor que a Sua, o programa mostra que é possível falar sobre assuntos da casa de maneira menos óbvia e mais divertida. Além disso, o programa ampliou o espaço do jornalismo, com entradas ao vivo e a atualização do noticiário, ficando mais dinâmico. E isso é bastante positivo. O programa possui bela estrutura, apresentadores versáteis e tempo de sobra para variar seus assuntos. Por isso, era bem difícil entender como a emissora produzia um semanal tão preguiçoso. A mudança de rumo sinaliza que É de Casa está mais disposto a sair da zona de conforto e experimentar mais. E sem perder de vista a proposta de ser um programa sobre a casa.

E é possível ir ainda mais além. A televisão é parte importante da casa e, sendo assim, caberia ao É de Casa tratar deste assunto também. Sem Vídeo Show, o matinal de sábado poderia assumir esta missão de receber artistas e repercutir as novidades da programação da emissora. Afinal, É de Casa tem três longas horas de duração e um formato bastante flexível. Ou seja, variar os temas tratados é uma obrigação.

André Santana

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Nova mudança sinaliza que "Fofocalizando" está na linha de tiro

"Agora sou eu que mando!"

Fofocalizando, o vespertino do SBT que gera mais notícias do que noticia, parece estar a um passo do cadafalso. E não é nenhum veículo ou rádio-corredor que afirma isso: são os claros sinais que Silvio Santos tem dado. Quando um programa do SBT passa por inúmeras mudanças, uma atrás da outra, é sinal de que o dono da emissora está infeliz com o que vê e propõe mudanças o tempo todo. Ou seja, quando a paciência do “patrão” acabar....

Na tarde de hoje, 03, uma mudança significativa foi vista. Fofocalizando teve alterações no cenário, com a saída do sofá do centro do ambiente e um novo espaço de onde Lívia Andrade comanda a atração. Agora, é Lívia que ancora e organiza a conversa, chamando os assuntos do dia e mediando o debate. Leo Dias entra do Rio de Janeiro com as notícias exclusivas, enquanto Mamma Bruschetta, Leão Lobo e Décio Piccinini ocupam o sofá, agora num canto do cenário, comentando os assuntos.

Mas e Mara Maravilha? Bom, a ex-apresentadora infantil se despediu do sofá novamente, na tarde de ontem, 02, anunciando novidades. A ela está destinada uma nova missão no vespertino, que é realizar matérias externas. Mara, então, deixa o comando do programa após pouco mais de um mês de seu retorno. Ela deixou o Fofocalizando havia um ano, depois de se indispor com praticamente todo o elenco. Voltou este ano por ordem de Silvio Santos, na esperança de elevar a audiência do vespertino. Ou seja, a mudança de hoje é a segunda grande mudança em pouco mais de um mês.

Apesar dos pesares, a mais recente mudança no Fofocalizando veio para colocar alguma ordem na bagunça habitual. Afinal, o programa contava com nada menos que seis apresentadores, muitas vezes falando ao mesmo tempo e brigando mais do que o recomendado. Ao definir funções diferentes para cada um deles, o programa parece mais organizado. A figura de um âncora fazia falta, e o atual posto de Lívia supre esta ausência. No entanto, é questionável a escolha justamente de Lívia para a função.

Ao que tudo indica, o SBT anda meio desesperado para elevar a audiência do Fofocalizando. Entretanto, o canal parece desconsiderar o atual contexto do programa. A novela Bela, a Feia, da Record, é um produto poderoso, que já consolidou uma ampla plateia. Assim, Fofocalizando só terá alguma chance de sair da terceira colocação quando Bela, a Feia chegar ao fim. Antes disso, Silvio Santos pode brincar de Escravos de Jó com os apresentadores do Fofocalizando que não vai adiantar nada.

André Santana