sábado, 4 de maio de 2019

Nova edição do "Power Couple" tenta driblar ausência de "famosos"

"Valendoooo!"

Como já dito aqui anteriormente, com o excesso de reality shows que envolvem “famosos” na Record, logo a emissora chegaria num impasse. Afinal, sabe-se que não são muitos os nomes conhecidos que topam passar por uma exposição dos tamanhos de Power Couple e A Fazenda. Daqueles que topam, muitos já passaram por ali. Logo, as opções vão ficando cada vez mais escassas. E a nova edição do Power Couple Brasil, que estreou esta semana na emissora, deixou isso bem claro.

Nesta temporada, personalidades mais conhecidas, como Nicole Balhs, Debby Lagranha e seus respectivos maridos, dividem a mansão com nomes como Jú Valcézia e Ricardo Manga, Fabi Monarca e Enrico Mansur, e Taty Zatto e Marcelo Braga. É preciso um esforço bem grande do público para descobrir quem, afinal, são eles. Pela primeira vez, os nomes menos (ou nem um pouco) conhecidos parecem superar o número de “famosos”.

No primeiro Power Couple, por exemplo, o casal menos conhecido era Laura Keller e seu marido, Jorge Sousa, que acabou vencendo a edição. Eles conviveram com nomes como Simony, Gian (da dupla sertaneja), Popó, Túlio Maravilha, Gretchen, Andréia Sorvetão e Conrado, entre outros.  Já a segunda edição teve Fábio Villa Verde, Rafael Ilha, Sylvinho Blau Blau e Thaíde. No ano passado, o terceiro ano contou com a presença de André Di Mauro, MC Créu e Nizo Neto. Aliás, na temporada 2018, a presença de ex-realities, que antes era mais tímida, ficou maior, com as participações de Aritana Marone, Munik Nunes, Franciele Grossi e Diego Grossi, entre outros.

Agora, o expediente de ex-reality veio com força. Só do BBB são três nomes: o casal Mariana Felício e Daniel Saullo, além de Eliéser Ambrósio e sua esposa, Kamilla Salgado. Ou seja, um elenco bem distante do visto das primeiras temporadas. Entretanto, em realities como o Power Couple, o “grau de fama” acaba se tornando mero detalhe. A atração foca bastante no dia a dia do confinamento, explorando a convivência entre os casais. Ainda mais agora, no atual formato, assumido quando Gugu Liberato passou a ser o apresentador. Na fase Roberto Justus, o programa era mais um game show, e os momentos de confinamento na “Mansão Power” não era muito explorado. Até porque, nesta fase, o programa era exibido uma ou duas vezes por semana. Deste modo, o confinamento durava apenas um mês, e este tempo era pulverizado numa exibição que não era em tempo real.

Já com Gugu, as exibições passaram a ser diárias e em tempo real, aumentando o espaço para a convivência dos casais na casa. Assim, o programa ficou parecido com o BBB, apostando nas intrigas que surgem quando se divide uma casa com muita gente. Por isso mesmo, o fato de os participantes não serem lá tão famosos não chega a ser um problema. Passados poucos episódios, todos já se tornam familiares a quem assiste. E o que vale aqui são as personalidades distintas. Se bem dosadas, vão garantir o interesse de quem assiste.

Quanto a Gugu, mais uma vez, a escolha do apresentador se mostrou bastante acertada. Com experiência de sobra em game shows, Gugu imprime ritmo às provas do programa. Além, claro, de usar e abusar de seu famoso bordão “valendooo!”. Assim, o veterano animador surge novamente bastante à vontade na função.

Além do bom apresentador e de um elenco com potencial, Power Couple tem mais uma vantagem este ano. A atração não tem mais a concorrência com o MasterChef, da Band, que roubava uns preciosos pontinhos de audiência às terças-feiras. Ou seja, são grandes as chances de a Record colher bons frutos com a temporada deste ano. É só o elenco colaborar.

André Santana

4 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Comentarei hj sobre o Power Couple. Ñ achei o elenco fraco. Há casais desconhecidos, mas a grande maioria o telespectador já conhece. Os ex-BBBs funcionaram (surpresa para mim) em realities da Record. Então vale a aposta. Abs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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    1. Oi Fabio, tudo bem? Bom, eu me considero relativamente bem informado sobre subcelebridades (desculpe, odeio esse termo, mas...). No entanto, confesso que tive dificuldades em reconhecer as pessoas neste Power Couple. Mas não vejo isso como um problema. O elenco, aliás, parece que já está rendendo. Abraço!

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  2. Já não tenho paciência pra BBB na Globo, imagina ex-BBB na Record. Socorro! Acho um pouco equivocada essa ideia de exibir Power Couple e outros realities logo em seguida, como Top Chef e Troca de Esposas. Apesar de diferentes, fica uma overdose de formatos no ar. Sem contar que jogam os programas da segunda linha de shows pra muito tarde.

    Quanto ao Gugu, espero vê-lo num programa autoral, acho um desperdício ver um dos maiores animadores da TV preso num formato apenas. Numa recente entrevista ao Maurício Stycer, do Uol, ele próprio demonstrou que pode vir a comandar algo fixo e semanalmente na TV. Alô, Record!

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    1. Já falei sobre isso aqui, Mister Ed! A linha de shows da Record está dependente demais de realities. Deveriam revezar com games e produtos de dramaturgia. Os formatos são parecidos e exibi-los um atrás do outro aumenta a sensação de "mais do mesmo".

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