quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Com saída de Amaury Jr, Cátia Fonseca é a única sobrevivente da "nova" Band

"Sobrevivi!"
Nesta semana, o apresentador Amaury Jr e a Band anunciaram o fim do contrato de um ano do artista com a emissora. No início do ano passado, o apresentador lançou seu Programa Amaury Jr nas noites de sábado, da Band, depois de mais de 15 anos na RedeTV, onde seu programa era exibido diariamente. Era a volta do apresentador à emissora que o consagrou, pois foi ali que ele ditou moda com o Flash. Amaury Jr, agora, se dedicará a um canal voltado a brasileiros nos EUA. E, segundo Flavio Ricco, pode estar com os dois pés de volta à RedeTV.

Com a extinção do Programa Amaury Jr, o Melhor da Tarde com Cátia Fonseca passa a ser o único programa lançado no ano passado a permanecer no ar. A emissora fez uma grande reformulação em sua grade de programação em 2018, lançando uma série de programas e modificando suas manhãs, tardes, noites e finais de semana. Foram lançados, além do Melhor da Tarde e Programa Amaury Jr, os programas Vídeo News, Cozinha do Bork, Superpoderosas, Agora É com Datena e Show do Esporte. Mas nenhuma novidade foi em frente, à exceção do vespertino.

Vídeo News foi o primeiro a ser rifado. Nova versão de um programa já exibido pela Band, a atração era gerada do Rio de Janeiro e contava com dois apresentadores, Rafael Baronesi e Larissa Erthal. No conteúdo, bastidores da Band, agenda cultural e notícias de celebridades. Mas o programa, exibido na faixa das 22 horas, não disse a que veio e foi logo reduzido a um apanhado de vídeos. No fim do ano, foi a vez dos matinais Cozinha do Bork e Superpoderosas deixarem a grade. Sem retorno comercial e de audiência, os dois foram substituídos por desenhos. A mudança significou a saída de Daniel Bork das manhãs da Band, espaço que ocupou por incríveis 20 anos.

Neste meio tempo, a indecisão de José Luiz Datena fez o Agora É com Datena virar Agora É Domingo. O programa foi reduzido, passou de entretenimento para jornalismo, mas nada fez com que a audiência reagisse. Assim, saiu do ar no fim do ano. Junto dele foi rifado o Show do Esporte, uma tentativa de transformar Milton Neves num animador de auditório. Esta foi a aposta mais estranha, já que o Terceiro Tempo, programa anterior de Neves, dava mais audiência, mas foi substituído por esta bomba. Acabou que o Terceiro Tempo acaba de retornar à programação. Agora, foi a vez de Amaury Jr. Já Cátia está garantida, já que seu programa fatura. 

Ou seja, o desmantelamento da grade 2018 da Band deixou claro que as mudanças implantadas foram realizadas de maneira um tanto irresponsáveis. Não houve cuidado da emissora nos lançamentos e na formatação de suas novidades, que se mostraram sem nenhum apelo para chamar público e, consequentemente, melhorar as finanças. Uma pena. Que o canal tenha mais sorte em 2019!

André Santana

11 comentários:

  1. Chega a dar dó ver a Band ter apenas o MasterChef como bom produto na grade, e com sérios riscos causados pelo desgaste do formato.

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    1. É uma pena mesmo, Ed! E Miguel, não estou botando muita fé no novo O Aprendiz. Desta vez, a competição é entre youtubers e não haverá um emprego como prêmio. Acho que premiar o vencedor com um cargo bom era o que movia a competição. Creio que o programa perderá com esta mudança. Mas vamos ver, espero me surpreender.

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  2. Talvez a Bandeirantes devesse tentar segmentar mais sua programação, se especializar em séries ou no esporte, mas de forma a fazer as coisas com mais qualidade e com mais atualização. Ficar passando filme do Steven Seagal o ano todo e entrevistar o Delfim Netto quase que todo o domingo à noite não vai levar o canal a lugar nenhum,rs...Claro que falta $, mas poderiam ser mais criteriosos.

    A emissora sempre teve um verniz bom, mas no fundo parece uma TV do interior, feita para agradar alguns e sempre estar de bem com um certo grupo social. Tirando o Masterchef (formato pronto) realmente não sobra praticamente nada de maior qualidade, o que é uma pena.

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    1. Pois é, Alexandre! Na verdade, o grande problema da Band é gestão. Dá a impressão que seus diretores não fazem ideia do que estão fazendo.

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  3. Meu amigo, como conhecedor do veículo de massa e apreciador da sua cronologia, eu sou de uma época em que a emissora do Morumbi, apesar de ser modesta e com rótulo de canal paulista, sabia fazer programação e emplacava programas de sucesso, como Supermarket, H, Sílvia Poppovic, entre outros. É claro que teve fracassos como Encontros Imediatos (o Namoro na TV da Band), Surpresa e Meio, etc..., mas enquanto seu proprietário e fundador João Jorge Saad era vivo, a Band era muito bem administrada. O barco começou a naufragar quando João Saad faleceu e entrou o argentino Diego Guebel na condição de diretor artístico e, posteriormente, vice-presidente do canal. Em tempos em que o cinema na TV aberta vem decaindo por conta do advento das TVs a cabo, a Band foi a mais impiedosa das redes ao rifar da grade suas sessões de filmes, restando apenas o tradicionalíssimo Cine Privé (Cine Band Privé), mesmo tendo voltado a investir nesse filão nos últimos anos, incluindo preencher as tardes de sábado com longas, num horário e dia em que as concorrentes não têm lá suas opções de programação, senão programas enfadonhos. Eu botei fé que o Amaury Jr. iria voltar aos velhos tempos do Flash e, no entanto, ele foi injustiçado novamente ao perder seu programa. E quanto à tentativa de fazer do Datena um animador foi um deslize e tanto. Datena tem lá seus méritos, mas é como o Chapelin quando foi pro SBT e não deu certo em programa de auditório, e Datena padeceu do mesmo mal. Resumindo: a Band vai ter que rever seus conceitos e se reinventar para voltar a ter público ou está fadada a ser mais uma Manchete ou CNT da vida à base de caça-níqueis e teleigrejas.

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    1. João Paulo, eu me lembro bem desta fase a que se refere da Band. Nesta época, a emissora tinha uma imagem mais elitista, com programas sem tanto apelo popular, mas que tinham seu público. Na verdade, nesta época, o que movia a Band era o esporte. A morte de João Saad e a chegada do Johnny coincide com mudanças que antecedem a chegada de Diego Guebel. Foi quando a Band perdeu terreno no esporte e tentou popularizar sua programação. Isso foi lá em 2001, quando Rogério Gallo assumiu a direção artística e lançou o Dia Dia com Olga Bongiovanni, Melhor da Tarde, Hora da Verdade, A Noite É Uma Criança, Sabadaço, enfim. Foi uma fase relativamente feliz, com índices satisfatórios, mas não se sustentou com a saída do Gallo. Aí, a Band perdeu identidade e começou a atirar para todos os lados, quase sempre sem sucesso. Foram muitas apostas equivocadas, muito dinheiro investido, e pouquíssimo retorno. Hoje, ela perde para a RedeTV justamente porque a RedeTV, embora mais jovem, tem uma identidade muito mais bem definida que a Band. Pra mim, a vocação da Band é esporte e jornalismo, e é nisso que ela devia investir.

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  4. A tv Band apesar de ser uma emissora antiga ,nos últimos anos não consegue agradar crianças ,jovens ou mulheres !
    Virou um canal sem identidade ,a solução seria voltar com eventos esportivos,sem dinheiro eles poderiam fechar c algum canal fechado para a exibição na tv aberta !
    Qto a Cátia o que deve segurar ela são os inúmeros merchandising que ela faz ,mais infelizmente não vejo ela por muitos anos Ali não
    Pela Band já passaram grandes comunicadiras de programas femininos como Claudete Troiano ,Olga bongiovani dentre outras ,mais o canal acaba desistindo dos projetos muito rápido
    Até a rede tv ! Tem mais estabilidade vejamos Luciana Gimenez ,Sônia Abrão ,joao Kleber (que elenco hein RS ) estao há muitos anos Ali

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    1. Caio, hoje a Band precisa é de grana! Se a Cátia está dando algum lucro, ela deve permanecer no ar por mais algum tempo. E torço por isso, já que sua saída pode significar mais venda de horário.

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  5. Em dezembro do ano passado perdemos a apresentadora de programas femininos Meire Nogueira ,com uma passagem sensacional pela Rede Vida e depois apresentou ao lado de Sônia Abrão a primeira versão do a Casa é Sua na Rede Tv ! Parece que divergências e um formato mais popularesco tirou Meire Nogueira da atração
    Depois disso a veterana passou por canais locais de Curitiba , cheguei a ver algumas vezes apresentando leilões na rede CNT de noite
    Tinha muito talento ,uma senhora sempre bem vestida ,se comunicava muito bem ,poderia estar uma numa rede de televisão ,infelizmente os valores são outros na tv hoje em dia
    Foi muito pouco noticiado a notícia de Sus morte ,sem mesmo sua ex colega de programa Sônia Abrão comentou ,pelo menos eu não vi

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    1. Bem lembrado! Meire Nogueira era uma figura muito simpática e uma profissional importante da TV brasileira. Lembro dela no comando do Tempo de Viver, na Rede Vida. Ela integrou o time do A Casa É Sua com Sonia Abrão e Castrinho, mas saiu logo, dizem, porque brigou com Sonia. O que se comentava na época é que as duas disputavam o protagonismo do programa, e Sonia venceu a briga. Tanto que, meses depois, Castrinho também saiu e o A Casa É Sua virou o "programa da Sonia Abrão". Deve ter sido por isso que Sonia não comentou nada sobre a morte da artista. Uma pena.

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