quarta-feira, 20 de março de 2019

Silvio Santos volta de férias e... salve-se quem puder!

"Milagre será vencer
'A Hora da Venenosa'"

Os finais de férias de Silvio Santos são sempre lendários. Assim que o animador encerra seu período de descanso em sua casa em Celebration, nos EUA, começam as mudanças no SBT. Em 2019, a regra não deve ser diferente. Afinal, a emissora tem enfrentado alguns problemas de audiência, sobretudo no horário da tarde e início de noite. Por isso mesmo, estas faixas da programação hão de sofrer mudanças.

A primeira delas já aconteceu. Na ânsia de emplacar, de qualquer maneira, a cafonérrima série A Rosa dos Milagres, Silvio Santos tratou de ampliar seu espaço na grade. Além do horário das 18h45, a produção agora também é exibida às 14h15. Com isso, o Bom Dia e Cia, que exibia Chaves neste mesmo horário, passou a ser encerrado mais cedo. Fofocalizando também sofreu mudanças e perdeu 15 minutos, voltando a ter uma hora de duração.

É o primeiro sinal de que A Rosa dos Milagres não terá vida longa. Em 2014, numa de suas férias nos EUA, Silvio Santos viu e se apaixonou pelo telebarraco Caso Encerrado. Tratou de comprar e ordenou que o programa pavoroso fosse exibido na faixa das 18 horas, horário em que anteriormente era exibido Chaves. A atração derrubou os índices de audiência da emissora em níveis graves. Mas Silvio Santos não desistiu e tratou de realocar Caso Encerrado, que passou para a faixa das 13h30. Também não deu certo. Além disso, episódios mais “pesados” do telebarraco iam ao ar nas noites de sábado, com o nome Caso Encerrado Proibido. Foi mais um fiasco.

O mesmo deve acontecer com A Rosa dos Milagres. A série não tem fôlego para enfrentar os jornais policiais das 18h30. Em seu novo horário, às 14h15, sem dúvidas se tornará freguês de A Hora da Venenosa, da Record. Vamos ver então quanto tempo mais vai durar este amor todo de Silvio Santos pela série mexicana. Façam suas apostas!

Além de A Rosa dos Milagres, outras mudanças devem vir no SBT. Os vespertinos Fofocalizando e Casos de Família não estão conseguindo manter a vice-liderança para a emissora, perdendo constantemente para as reprises de novela da Record. Com isso, dizem, Silvio Santos já estaria pensando em mudanças em programas e horários da tarde. Segundo Ricardo Feltrin, do UOL, o dono do SBT estaria apenas esperando as mudanças que devem acontecer na Globo para que ele tome as decisões de sua emissora. Vamos ver o que acontece.

André Santana

segunda-feira, 18 de março de 2019

"Programa da Maisa" rejuvenesce os clássicos "programas de sofá"

"O sofá agora é meu!"

Desde que a TV é TV, sempre houve um sofá no qual um apresentador recebe convidados para um bate-papo. O formato consagrou Hebe Camargo, o maior nome feminino da história da televisão brasileira, que teve suas seguidoras no decorrer dos anos. Adriane Galisteu chegou a dizer que queria ser a nova Hebe quando apostou em seu sofá de couro no primeiro ano do Superpop, da RedeTV. Na mesma emissora, as apresentadoras Luciana Gimenez e Daniela Albuquerque ainda cumprem deste expediente. Na Record, Xuxa Meneghel tentou algo semelhante, mas a coisa não foi adiante. Na Globo, dizem, Angélica pode ser a próxima a adotar o estilo.

No entanto, foi o SBT, mesma emissora que serviu de casa por anos à sala de estar de Hebe, que apostou numa bem-vinda nova versão do formato. Ao invés de uma apresentadora veterana no comando de entrevistas sobre assuntos nem sempre tão convidativos, o canal de Silvio Santos agora aposta em Maisa Silva como anfitriã. Envolta num cenário colorido e teen, e com direito a uma plateia também formada por adolescentes, a estrela da emissora finalmente ganhou um espaço para chamar de seu e, ainda, deu nova direção ao clássico formato de “programa de sofá”.

Na estreia do Programa da Maisa, a apresentadora recebeu Fernanda Souza e Matheus Ceará. À vontade com seus convidados em seu aconchegante cantinho, Maisa conduziu um programa leve, divertido e muito bem-humorado. Além da inspiração em Hebe, o novo talk show também bebe da fonte dos programas de entrevistas comandados por humoristas, apostando na presença de um partner “engraçadinho”. Assim, enquanto Fabio Porchat tinha Paulo Vieira, e Danilo Gentili tem Diguinho Coruja, Maisa tem o auxílio de Oscar Filho. Neste primeiro episódio, a parceria funcionou bem: Maisa adota um estilo amiga e “ponderada”, enquanto Oscar faz seus comentários espirituosos.

Para falar junto ao público-alvo de Maisa, o programa é todo embalado em elementos que caracterizam as redes sociais. A edição esperta, que ainda aproveita cenas de Maisa criança disparando barbaridades, é um dos trunfos do Programa da Maisa. Mas a embalagem modernosa serve apenas para adequar a linguagem clássica a uma nova geração quase desacostumada a assistir televisão. Enquanto isso, seu formato convencional ajuda a fisgar o público habitual do SBT, fazendo do Programa da Maisa uma atração familiar. Ou seja, bastante adequada ao seu horário de exibição.

Assim, o que se viu na tela neste sábado, 16, foi uma série de acertos que fizeram do Programa da Maisa uma boa opção na tela. A atração mostrou que, para fazer entretenimento de qualidade, não é preciso muita pirotecnia. Programa da Maisa não tem quadros mirabolantes e nem tenta ser o que não é. É a vitória do simples e do bem-feito. Há ali uma apresentadora jovem e inteligente, bons convidados e um roteiro que funciona. O resultado é um bate-papo gostoso, bastante adequado ao horário em que a atração vai ao ar.

Deste modo, o Programa da Maisa é uma verdadeira injeção de ânimo na programação do SBT. A emissora não promovia uma estreia de verdade há anos, e, agora, mostrou que, quando quer, sabe criar algo relevante, honesto e divertido. Assim, não apenas deu à Maisa Silva um espaço que ela merecia há tempos, como também revitalizou um horário esquecido da grade de programação. O programa de estreia mostrou potencial. O SBT acertou em cheio com a atração.

André Santana

quinta-feira, 14 de março de 2019

Abril não deve trazer grandes novidades na Globo

"Muito frio aqui na geladeira..."

O fim do Big Brother Brasil sempre sinaliza novidades na grade de programação da Globo. Com o término do reality show, abre-se espaço para o lançamento de novos produtos na linha de shows da emissora, além da volta de programas que estavam em férias. No entanto, ainda não deve ser em abril as tão aguardadas estreias dos novos programas de Fernanda Gentil e Angélica. Segundo o UOL, as duas produções andam a passo de tartaruga,

Em matéria assinada por Ana Cora Lima, o UOL informa que os programas das apresentadoras estão com equipe formada, mas ninguém começou a trabalhar no conteúdo ainda. A repórter informou que há vários profissionais dando expediente num departamento chamado de “pesquisa de novos formatos”, mas eles ainda não sabem para qual programa estão criando. Ou seja, o silêncio em torno das novas atrações se justifica. A emissora só vai estreá-los quando chegar ao ponto considerado ideal.

Isso fica bem claro neste momento em que a Globo já estendeu a duração de O Álbum da Grande Família. A princípio, o repeteco iria apenas até abril, mas será prolongado até que o projeto de Fernanda Gentil tome forma. O que não deve ser antes de junho. Enquanto isso, a emissora também estendeu a duração da temporada do Lady Night nas noites de quinta-feira. O programa de Tatá Werneck vai até julho.

Ou seja, não haverá novidades tão cedo na linha de shows de quinta-feira. Mas a nova temporada de Carcereiros está confirmada para abril, então das duas uma: ou a série e Tatá dividirão as noites de quinta, ou Carcereiros migrará para as noites de terça. A segunda hipótese me parece mais provável, já que o canal não divulgou o que entrará nesse dia ao fim do BBB até agora. E, por conta desta movimentação toda, fica claro que Angélica também não deve estrear antes de junho. Afinal, a expectativa é que seu novo programa seja noturno.

Assim, por enquanto, as estreias de abril confirmadas pela Globo até aqui são: Órfãos da Terra, a nova novela das seis; Conversa com Bial; Zorra; a minissérie Se Eu Fechar os Olhos Agora; Profissão Repórter; Tamanho Família; Toda Forma de Amar, a nova temporada de Malhação; e até um novo cartaz para o Vale a Pena Ver de Novo, previsto para o fim do mês (Cordel Encantado é uma novela relativamente curta, e a emissora tem exibido capítulos mais longos que os originais, daí sua duração ainda mais reduzida), além da já citada Carcereiros. Ou seja, nada além do arroz com feijão. Aguardemos.

André Santana

terça-feira, 12 de março de 2019

Record pode ter novo telejornal no final da noite

"Não sou Jô Soares, mas
também já fui 'onze e meia'"

Desde que o Programa do Porchat saiu do ar na Record, no final do ano passado, a emissora não anunciou nenhum substituto. Segundo notícias da época em que Fabio Porchat pediu a rescisão de contrato, o canal chegou a pensar em manter um talk show no ar, com um novo apresentador. No entanto, a emissora desistiu da ideia. Depois, Marcos Mion disse, em entrevistas, que entregaria um novo projeto à Record para o horário, mas a coisa não andou. Assim, por enquanto, o canal tapa o buraco com a exibição de séries americanas.

Entretanto, uma nova notícia surge sobre o horário. Segundo o site Notícias da TV, a emissora planeja lançar um novo jornal na faixa. A ideia é de Antonio Guerreiro, novo vice-presidente de jornalismo da Record, que vem fazendo uma série de reformulações nos jornais da emissora. Para viabilizar a ideia, o canal pretende trazer um nome de peso da Globo para sua apresentação. Nomes já estariam sendo sondados, informou a matéria assinada por Gabriel Perline.

A ideia da Record é interessante. Afinal, o projeto tem mais a ver com o DNA da emissora, que tem uma programação jornalística bastante intensa. Diariamente, a Record exibe o Balanço Geral em duas edições, além dos jornais locais matinais, o Cidade Alerta e o Jornal da Record. Mas o canal não tem um noticioso no fim de noite, tipo de atração que praticamente todas as concorrentes têm. Tudo bem que o Jornal da Record já é exibido meio tarde, entre 21h45 e 22h30, mas encerrar a programação com notícias pode ser uma boa.

No entanto, vale lembrar que a Record já teve um jornal no fim de noite, e que apresentava resultados aquém do esperado. No final da década de 1990, a emissora apresentava o Jornal Onze e Meia, com Adriana de Castro, que, como o nome sugere, era exibido às 23h30. Depois, o jornal foi sendo empurrado para mais tarde, e teve seu nome alterado para Jornal da Record – 2ª Edição, e teve nomes como Claudia Cruz e Salete Lemos no comando. Na década de 2000, o jornal ganhou novos investimentos. O primeiro passo neste sentido foi a contratação de Paulo Henrique Amorim para comandá-lo, e ele passou a se chamar Edição da Noite. Como o noticioso passou a ser reprisado na manhã seguinte, teve o nome novamente alterado para o redundante Edição de Notícias. Mais tarde, sem Paulo Henrique Amorim, ele passou a se chamar Jornal 24 Horas, teve o formato alterado para uma espécie de revista, e Patrícia Maldonado assumiu a apresentação. Depois, foi definitivamente extinto.

Ou seja, para chamar a atenção, o novo jornal que a Record pretende lançar precisa ter um diferencial, para que não se torne apenas mais um jornal de fim de noite. De repente, a emissora poderia adotar um formato mais descontraído, para contrastar com a sisudez de seus concorrentes diretos. Além disso, poderia abrir espaço para entrevistas e debates. Deste modo, não apenas destoaria dos concorrentes, como também se tornaria uma alternativa aos talk shows. Seria interessante.

André Santana

sábado, 9 de março de 2019

"A Garota da Moto" assume de vez porção "novelão"

Super Joana

Com quase três anos de atraso, o SBT lançou na noite da última quarta-feira, 06, a segunda temporada de A Garota da Moto. A coprodução entre o canal de Silvio Santos e a Mixer chamou a atenção em 2016, quando se mostrou um produto destoante da teledramaturgia tradicional da emissora. Com boa audiência e boa repercussão, a série ganhou uma tardia segunda leva. No entanto, seu retorno se mostrou um tanto mais pobre que a primeira safra. Alguma coisa se perdeu nestes anos de hiato.

A Garota da Moto conta a história de Joana (Chris Ubach), uma motogirl que enfrenta a fúria da vilã Bernarda (Daniela Escobar). Isso porque, no passado, Joana se envolveu com o marido da dondoca, sem saber que ele era casado, e acabou engravidando dele. Agora, Bernarda dedica sua vida a tentar matar a motogirl e seu filho, para ser a única herdeira do patrimônio familiar. Após muitos planos mirabolantes, Bernarda é presa, e é da cadeia que a segunda temporada começa.

Mesmo encarcerada, Bernarda segue com seu plano de eliminar Joana. Para isso, ela se une à Naomi (Ana Flavia Cavalcanti), líder de um grupo de bandidos. Além disso, Joana ainda terá que enfrentar Alex (Erom Cordeiro), um stalker com motivações obscuras. Ou seja, não faltam problemas para a heroína nesta segunda temporada de A Garota da Moto.

A Garota da Moto já teve uma primeira temporada bastante calcada no folhetim. Os personagens não têm nuances, e o bem e o mal são bem claros. Além disso, apesar dos poucos personagens, a série é dividida em pequenos “núcleos”, outra característica típica de novela. Há momentos pretensamente cômicos e cenas de ação e aventura, que equilibram o clima pesado da trama central.

No entanto, as características folhetinescas foram elevadas à potência máxima na nova safra. Com Bernarda presa e a chegada da nova vilã Naomi, a perseguição à Joana e seu filho ganha contornos bem mais maniqueístas, com pouco espaço para sutilezas ou subjetividades. O roteiro, apesar de honesto, é mais raso que numa série convencional, sem se ater aos perfis psicológicos dos personagens. E há ainda a equivocada narração das protagonistas. Joana e Bernarda aparecem falando diretamente ao público, explicando tudo o que o espectador já viu ou entendeu. Trata-se de um recurso narrativo desnecessário que empobrece o enredo. Em suma, a história é oferecida “mastigada” ao público.

Além disso, a produção em si parece ter perdido qualidade. Na primeira temporada, A Garota da Moto chamou a atenção pela boa fotografia, com cenários e iluminação mais convincentes do que costumamos ver nas novelas do SBT. Nesta nova leva, tudo soa mais fake. Havia ainda bons takes de câmeras e boas cenas de ação. O que não se viu nesta reestreia. As cenas de luta extremamente coreografadas não convenceram ninguém.

Se a história não traz nada de novo, ao menos A Garota da Moto está bem servida de atuações. Chris Ubach é uma heroína correta, e Daniela Escobar dá credibilidade à sua vilã um tanto rasa. Além disso, a atual temporada conta com a presença de Ana Flavia Cavalcanti, uma grata surpresa de Malhação – Viva a Diferença, trama na qual deu vida à idealista diretora Dóris.

E ainda, há a participação de Adriana Lessa, que viverá a delegada Ferreira. Com o atraso na exibição da segunda temporada de A Garota da Moto, a atriz pode ser vista em duas produções inéditas ao mesmo tempo, já que está no ar também em O Sétimo Guardião, na Globo.

No mais, apesar das falhas, A Garota da Moto tem um trunfo incontestável: ela dialoga bem com o público do SBT. O fato de ela abrir espaço às produções independentes e, de quebra, ampliar o leque de opções da teledramaturgia do canal já coloca a série num lugar de destaque. A experiência é sempre válida.

André Santana

sexta-feira, 8 de março de 2019

Emissoras apostam mais ainda em jornais matinais

"Não tô a cara do Datena?"

Nesta semana, o noticiário televisivo destacou a contratação de André Azeredo, ex-repórter da Globo, pela Record. O jornalista, cotado para ser substituto de Rodrigo Bocardi no Bom Dia São Paulo, resolveu atender ao chamado da concorrente e antecipar sua promoção a âncora. Ele passará a comandar o SP no Ar, jornal local exibido pelas manhãs da Record. Com a chegada de André, Bruno Peruka, o atual titular do noticioso, ficará apenas com o Balanço Geral Manhã, exibido antes.

A chegada de André Azeredo deve vir com algumas novidades no SP no Ar, numa reformulação orquestrada por Antonio Guerrero, atual vice-presidente de jornalismo da emissora. Guerrero assumiu recentemente a vaga deixada por Douglas Tavolaro, até então homem-forte de Edir Macedo. Tavolaro deixou a Record rumo à CNN Brasil, canal de notícias do qual é sócio, e que deve ser lançado ainda este ano.

Outra emissora que busca mudanças em sua grade matinal é a Band. A emissora, insatisfeita com os resultados do Jornal BandNews e Café com Jornal, deve extinguir estes noticiosos em breve. Em seu lugar, entrará um novo noticiário, mais longo e conversado, e que será comandado por Joel Datena. O filho de Datena, cotado para substituir o pai à frente do Brasil Urgente, ganha um novo desafio da emissora. Assim, em breve, André Azeredo e Joel Datena serão concorrentes nas manhãs da TV brasileira.

Eles terão como desafio desbancar o Primeiro Impacto, o jornal matinal do SBT, de gosto duvidosíssimo, mas bom de Ibope. Desde que passou a ser comandado por Dudu Camargo e Marcão do Povo, e apostar fundo em pautas policiais, Primeiro Impacto passou a dar trabalho à Record, sua concorrente direta. O bom resultado fez até o programa ganhar mais tempo no ar. Com o fim do Mundo Disney, Primeiro Impacto ganhou duas horas de duração, e hoje sai do ar às 10h30. E isso pode aumentar: segundo diversas fontes, Primeiro Impacto pode ganhar mais meia hora, terminando às 11h.

É triste. O SBT manterá no ar um jornal enorme (serão cinco horas!), sem nenhuma estrutura para tanto, e com dois apresentadores que colecionam inimizades. Além disso, diminui cada vez mais o espaço do Bom Dia e Cia, o atual único programa infantil relevante da TV aberta brasileira. Caso o Primeiro Impacto ganhe mais tempo mesmo, a atração de Silvia Abravanel passará a ser um programa local. Uma pena.

André Santana

quarta-feira, 6 de março de 2019

Ronnie Von pode mudar para as tardes da Gazeta, diz site

"Boa tarde, amiguinha!"

A Gazeta é uma emissora que tem uma certa estabilidade na grade de programação. De vez em quando, bate uma crise que leva a uma série de cancelamentos, como aconteceu quando a linha de shows das 23h30 foi extinta, ou a de recentemente, que levou a cortes no jornalismo do canal. Entretanto, sabe-se que, entre 14h e 18h, estará lá, firme e forte, o programa Mulheres, atualmente com Regina Volpato no comando. A atração ocupa este mesmo horário desde 2000, quando chegou ao fim a parceria com a CNT. Mas tudo pode mudar.

Segundo o site NaTelinha, Mulheres pode perder uma hora de sua duração, passando a ser exibido entre 15h e 18h. Isso aconteceria caso a emissora bata o martelo e remova Ronnie Von do horário nobre. A ideia é que Ronnie passe a entrar no ar antes de Regina, entre 13h30 e 15h. O site informou que a mudança seria fruto de solicitações de anunciantes do Todo Seu, tendo em vista que vários deles estão com parte de suas centrais de atendimento fechadas no horário em que o programa é exibido.

Assim, caso a mudança realmente se confirme, seria o retorno de Ronnie Von para as tardes, depois de anos na faixa noturna da Gazeta. No final da década de 1990, Ronnie Von comandou o vespertino feminino Mãe de Gravata, ainda na época da CTN/Gazeta, entre 17h e 19h. Com a separação das duas emissoras, Mãe de Gravata passou a ser exibido pela CNT, ocupando o horário do Mulheres, das 14h às 17h. Mas a atração foi cancelada algum tempo depois, e Ronnie passou um período fora da TV. Retornou em 2004 na Gazeta, já com o Todo Seu, que estreou nas manhãs da emissora. Em 2005, Todo Seu migrou para as noites, onde está até hoje.

Com a mudança das manhãs para as noites, Todo Seu foi se “sofisticando”. Passou a apostar em boas entrevistas, com convidados e pautas interessantes. Deste modo, tornou-se uma opção de qualidade num horário que, até aquele momento, era tomado por programas de auditório de gosto duvidoso. Por isso, seria uma pena se o Todo Seu deixasse a grade noturna. À tarde, o programa há de perder sua força. Aliás, não se sabe se será o mesmo Todo Seu no horário da tarde, ou Ronnie ganharia uma nova atração. Vamos ver o que acontece.

Além de um possível novo horário para Ronnie e o Mulheres, a Gazeta prepara outras novidades. Ainda segundo o NaTelinha, estão bem encaminhadas as negociações com Celso Zucatelli, fora do ar desde a extinção de seu esquecível Fala Zuca, na RedeTV.  Celso deve comandar um novo programa, mesclando jornalismo e entretenimento, exibido diariamente entre 12h e 13h30. Com isso, o programa Cozinha Amiga deve ser cancelado pelo canal. Mas pode ter sobrevida em reprises na faixa noturna, caso Ronnie Von seja realmente realocado nas tardes. A conferir.

André Santana

domingo, 3 de março de 2019

"O Sétimo Guardião" erra ao apostar em dupla de vilões

"Aqui de boas esperando
a fonte de dinheiro!"

Uma reviravolta um tanto estranha está prevista para acontecer nos próximos capítulos de O Sétimo Guardião. O vilão Olavo (Tony Ramos), mais uma vez, atenderá um desejo da filha Laura (Yanna Lavigne) e tomará de Valentina (Lília Cabral) tudo o que ela tem. E esta outra vilã, por sua vez, não terá outra saída senão se aliar à Gabriel (Bruno Gagliasso) e proteger a fonte do inimigo. Ou seja, Olavo ascenderá como o grande vilão da novela da Globo, enquanto Valentina deve mudar de lado.

Tal reviravolta, um tanto decepcionante, expõe um dos muitos problemas da novela de Aguinaldo Silva. Apostar numa dupla de vilões para tentar agitar o enredo de O Sétimo Guardião se revelou uma escolha equivocada. Isso porque, ao ter duas figuras maléficas agindo ora como aliados, ora como inimigos, O Sétimo Guardião consegue o feito de esvaziar os dois personagens. O que se traduz num desperdício do talento de seus intérpretes, Lília Cabral e Tony Ramos.

O Sétimo Guardião estreou apresentando Valentina Marsalla como a grande vilã. A megera fez um acordo estapafúrdio com Olavo, na intenção de explorar a fonte de Serro Azul que, no começo da história, ela nem sabia direito o que era. De lá para cá, ela até agiu para tentar driblar os “guardiães” e explorar a água mágica. Mas fez isso de maneira apagada. Valentina não tem o carisma e o humor corrosivo das vilãs inesquecíveis de Aguinaldo Silva, como Altiva (Eva Wilma), de A Indomada, e Nazaré (Renata Sorrah), de Senhora do Destino. Também não é uma serial killer apaixonada, como Adma (Cássia Kis), de Porto dos Milagres. Muito menos uma maluca obcecada, como Maria Regina (Letícia Spiller), de Suave Veneno, ou Silvia (Alinne Moraes), de Duas Caras.

Enquanto isso, Olavo se mostrou um vilão paspalho. A princípio, aceitou o acordo com Valentina às cegas, sem nenhuma garantia de nada. Depois, passou a mero coadjuvante, resmungando pelos cantos e atendendo aos desejos da filha voluntariosa. Ou seja, Olavo é um vilão na teoria. Na prática, pouco fez.

Sendo assim, fica bem claro que a dupla do mal não funcionou. Valentina e Olavo, trabalhando juntos, não tiveram forças para segurar a trama. Pelo contrário. A parceria impediu que Valentina se estabelecesse como vilã. E Olavo nunca justificou a sua presença em cena. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece no horário nobre. O exemplo mais recente é Babilônia, que prometia ser explosiva com a rivalidade entre as vilãs Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). E não funcionou.

Resta saber se, agora, com a ascensão de Olavo, ele finalmente justifique sua presença em O Sétimo Guardião. E consiga fazer o que, até agora, Valentina não conseguiu. Seria, ao menos, a chance de honrar a presença de Tony Ramos, que teve poucas oportunidades na novela até aqui.

Obs: chego com um dia de atraso em razão de: me tornei tio e estava babando na minha sobrinha Vitória! Nossa mais nova noveleira!

André Santana

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

"MasterChef" aos domingos é manobra arriscada da Band

"Domingo é dia de macarronada!"

A Band bateu o martelo e a próxima temporada do MasterChef, seu principal programa de entretenimento, será exibida aos domingos. A estreia da atração neste novo dia está marcada para o dia 24 de março, a partir das 20 horas. A ideia é turbinar a audiência deste dia da semana, além de oferecer aos fãs a oportunidade de assistir o programa mais cedo. O fato de MasterChef atravessar a madrugada nas noites de terça sempre foi motivo de reclamações.

Sem dúvidas, trata-se de uma manobra ousada da Band. Com o fiasco da reformulação de sua programação dominical de 2018, quando apostou no Agora É Domingo e Show do Esporte, a emissora tenta fortalecer este dia da semana com o seu único programa que ainda é relevante. Fica claro, portanto, que a Band sonha com os áureos tempos do Pânico na Band, que rendia excelentes índices neste horário há quase sete anos.

Entretanto, são muitos os desafios que a Band terá que driblar. MasterChef vai bater de frente com programas dominicais já muito consolidados, como o Domingão do Faustão, Domingo Espetacular e Programa Silvio Santos. Até mesmo a RedeTV, sua concorrente direta, tem um produto forte e consolidado no horário, o humorístico Encrenca. Vale lembrar, aliás, que foi o Encrenca um dos responsáveis pela pá de cal no Pânico, que não resistiu à concorrência com os “vídeos do zap” interessantíss... (zZzZzZ... ronc!).

Além disso, MasterChef já tinha uma plateia cativa nas noites de terça-feira. O programa ocupa o mesmo horário desde 2014, e foi ali que ele caiu nas graças da audiência. Ele se consolidou de tal maneira que obrigou a concorrência, muitas vezes, a mexer em suas noites de terça. Basta lembrar que a Record tentou bater de frente com seu Batalha dos Cozinheiros, e não deu muito certo. Ou seja, a Band vai mexer num hábito.

Como se trata de um formato muito querido, a Band aposta no poder de mobilização do MasterChef para tentar levar o público das noites de terça-feira para as noites de domingo. Não é impossível. No entanto, a mudança vai acontecer justamente num momento em que o MasterChef já não tem a mesma força de outrora. Ou seja, nada garante que o público mudará junto com o programa. Corre-se o risco de a audiência, já um tanto cansada da atração, resolver abandoná-la de vez. Por outro lado, a Band parece calcular o risco e está disposta a remover o MasterChef de volta para a terça, caso naufrague aos domingos. Façam suas apostas!

André Santana

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Programa de Angélica será na linha de "Hebe", diz colunista

"Gracinha!"

Assim como as especulações acerca do novo programa de Fernanda Gentil e o destino de Ana Maria Braga e Fátima Bernardes, outro assunto sobre a programação de 2019 que ainda está obscuro é o novo programa de Angélica. Depois que foi definido que ele seria implantado no núcleo de Boninho, e que teria Geninho Simonetti na direção, pouca coisa mais se falou. Mas o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, adiantou algumas novidades que, segundo ele, foram reveladas por uma fonte muito confiável.

Feltrin avisou que o novo programa de Angélica será “de temporada”, noturno, com auditório e que tratará de assuntos de comportamento, apostando num bate-papo entre convidados e a plateia. O jornalista ainda fez uma comparação com o programa Hebe, “mas numa versão século 21”, completou. A atração deve estrear ainda no primeiro semestre e deve ocupar a linha de shows noturna da emissora, provavelmente nas noites de quinta-feira.

Apesar de a Globo ainda não confirmar, a informação até que faz sentido. Recentemente, o colunista Flavio Ricco, também do UOL, afirmou que o novo programa de Angélica apostaria em “histórias de superação”. Bate com os assuntos de “comportamento e com convidados” apontados por Feltrin. Além disso, já estamos praticamente em março e, até agora, a Globo não anunciou como ficará sua linha de shows. Ou seja, é bem possível que Angélica esteja nos planos.

Até aqui, a emissora confirma apenas a exibição das microsséries Se Eu Fechar os Olhos Agora e Assédio, que “substituirão” a “supersérie”, que não será exibida neste ano. As duas produções devem ocupar a segunda linha de shows do canal, como as superséries (ou “novela das onze”) sempre ocupavam desde a estreia do formato, com O Astro, em 2011. No entanto, a emissora ainda não anunciou que atrações devem ocupar a primeira linha de shows, que vai ao ar depois de O Sétimo Guardião. Não se sabe o que será exibido nas noites de terça e quinta-feira quando o BBB chegar ao fim. A Globo tem várias séries no gatilho, mas todas elas têm sido anunciadas para o GloboPlay, como Shippados, Eu, Minha Avó e a Boi e Aruanas, entre outras. Nenhuma delas foi anunciada como “sucessora” de Mister Brau ou Carcereiros. E Sob Pressão deve estrear apenas no segundo semestre.

Soma-se a isso o fato de a Globo estar cada vez mais disposta a investir em auditórios no horário nobre, como foi visto com Os Melhores Anos das Nossas Vidas, o já tradicional Amor & Sexo, e até o Lady Night, atualmente em exibição. Ou seja, tudo leva a crer que será isso mesmo. E será interessante ver um programa nestes moldes no horário nobre da Globo. Xuxa tentou ser Hebe na Record, mas não rolou. Será que Angélica terá mais sorte?

André Santana

sábado, 23 de fevereiro de 2019

História da TV: Relembre todas as fases do talk show "De Frente com Gabi"

"Bate bola, jogo rápido!"

No dia 22 de fevereiro de 2015, o SBT exibiu a última edição do talk show De Frente com Gabi, de Marília Gabriela. A atração, entre indas e vindas, existia desde 1998 e teve várias fases, reestreias e dias de exibição. Em comum, a vontade de fazer do entrevistado o grande protagonista do programa, que sentava diante de Marília Gabriela e enfrentava suas perguntas certeiras.

De Frente com Gabi estreou em 1º de março de 1998, aos domingos, após o Programa Silvio Santos. Na época, Marília Gabriela pertencia aos quadros do SBT havia alguns anos, tendo comandando programas como First Class e SBT Repórter. Até que Silvio Santos propôs a ela reeditar o Cara a Cara, programa de entrevistas de prestígio que Marília comandava na Band entre os anos 1980 e 1990. A jornalista, a princípio, teria recusado, pois acreditava que o dono do SBT poderia tirar a atração do ar a qualquer momento. Mas topou o desafio quando os dois combinaram um patamar de audiência para que o programa permanecesse no ar.

Marília Gabriela, então, propôs um programa aos moldes do Cara a Cara, mas recebendo convidados de maior apelo popular, tendo em vista que o talk show da Band tinha forte viés político. Na estreia, recebeu nada menos que Carla Perez, ex-dançarina do É o Tchan que se preparava para se lançar como apresentadora do SBT. Em entrevista à Folha de S. Paulo do dia 1º de março de 1998, Marília defendeu a escolha. “Ela é disputada pelos grandes comunicadores da TV para melhorar a audiência de seus programas. Eu queria ver se ela tem consciência disso. Descobrir o que é uma menina de 20 anos que detém esse poder. Foi muito interessante”, afirmou a apresentadora. A ideia, portanto, era oferecer uma boa entrevista, mas com convidados de apelo, de modo que Marília pudesse herdar parte da audiência do Programa Silvio Santos.

Deu certo. Nesta primeira fase do De Frente com Gabi, Marília Gabriela entrevistou muitas celebridades, entre artistas, esportistas, atores e apresentadores, abrindo espaço para convidados menos famosos e com temas diferenciados de vez em quando. O cenário, todo preto, servia para destacar apenas Marília e seu convidado, tornando a conversa a grande atração do programa.

De Frente com Gabi correspondeu às expectativas do SBT e permaneceu no ar aos domingos, após o Silvio Santos, até março de 2000. No final de 1999, com o fim do Jô Soares Onze e Meia, Silvio Santos chegou a conversar com Marília Gabriela para que ela ocupasse o horário. No entanto, acabou mudando de ideia e escalou o Programa Livre, apresentado por Babi Xavier, para a função. Como “prêmio de consolação” à Gabi, ofereceu a ela a cadeira de Hermano Henning no Jornal do SBT. Marília recusou e preferiu atender o convite da RedeTV, onde apresentou o talk show Gabi diariamente entre 2000 e 2001.

Em 2002, já sem o Programa Livre, o SBT convida Marília Gabriela para voltar à emissora e apresentar seu programa diariamente. Assim, o De Frente com Gabi retorna e estreia sua segunda fase no dia 6 de maio de 2002, de segunda a sexta-feira, após o Jornal do SBT. Nesta fase, o talk show ganhou um cenário mais amplo e “herdou” alguns quadros lançados enquanto Gabi estava na RedeTV, como o Lambe-Lambe, segmento no qual o convidado posava para uma foto tirada por Marília e a dedicava a alguém. Esta fase diária ficou no ar até fevereiro de 2003, saindo no ar num momento em que o SBT mergulhou numa crise financeira e cortou vários produtos da grade de programação.

Seis meses depois, estreava a terceira fase do De Frente com Gabi, de volta ao final das noites de domingo. Esta nova versão estreou no dia 03 de agosto de 2003, e tinha como diferencial o fato de ser uma produção independente. Marília Gabriela e a Sardinha Produções bancavam todo o programa e o entregavam finalizado ao SBT. Assim, Marília passou a ter liberdade para fazer um programa mais autoral, ao mesmo tempo em que trocava um salário fixo por 40% da receita que o programa geraria. Nesta versão, De Frente com Gabi voltou a ter um cenário mais intimista, com tons de madeira, e trazia uma nova embalagem visual, incluindo um tema musical instrumental que substituía a canção de Rita Lee que a acompanhava desde a estreia da primeira versão da atração. Nesta época, Marília já havia sido convidada por Aguinaldo Silva para atuar em Senhora do Destino. Ela aceitou e, por isso, este De Frente com Gabi teve vida curta. Acabou em abril de 2004.

Após uma temporada como atriz da Globo, participando de Senhora do Destino, JK, Duas Caras e Cinquentinha, Marília Gabriela retornou ao SBT em 2010. Desta vez, a apresentadora fez um contrato de sociedade com o canal, dividindo lucros e despesas de sua atração, e relançou o De Frente com Gabi, em sua quarta e última fase, em 06 de junho de 2010. Nesta fase, o programa voltou a explorar um ambiente de fundo preto, tendo como destaque a bancada de acrílico. Chegou a ganhar um segundo dia de exibição, às quartas-feiras, no dia 21 de setembro de 2011. Mas, um tempo depois, este horário passou a ser ocupado por um novo programa de Marília Gabriela, o Gabi Quase Proibida, onde a apresentadora comandava entrevistas com temas voltados à sexualidade.

E o De Frente com Gabi seguiu forte aos domingos à noite, após o Programa Silvio Santos, até o dia 22 de fevereiro de 2015, quando a jornalista anunciou sua “aposentadoria” do jornalismo. Afirmando querer fazer coisas novas, Marília deixou tanto o seu programa no SBT, quanto sua atração no GNT, o Marília Gabriela Entrevista, para se dedicar ao teatro, à música e outros projetos pessoais.

André Santana

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Record quer Sabrina Sato em programa de namoro

"É verdade!"

A Record já está com a programação de 2019 praticamente fechada. No entanto, um dos poucos assuntos pendentes que ainda percorrem os corredores da Barra Funda dizem respeito ao destino de Sabrina Sato. A apresentadora do Programa da Sabrina está de licença-maternidade, enquanto sua atração das noites de sábado vem exibindo material que ela deixou gravado antes do nascimento de Zoe. E o que se sabe até aqui é que, quando Sabrina voltar ao trabalho, terá seu programa reformulado.

No final do ano passado, começou a circular a informação de que a Record queria que Sabrina comandasse um game de namoro. Entretanto, nunca ficou claro se este game seria uma das atrações de um “novo” Programa da Sabrina, ou se o formato seria adotado como programa-solo. Porém, nesta semana, o colunista Flavio Ricco, do UOL, informou que a ideia é que o formato de namoro seja mesmo a única atração que Sabrina comandaria em 2019. Ricco disse ainda que parte da cúpula da emissora estaria receosa com a decisão, já que Sabrina teria forte aceitação junto a um público mais velho, que não tem afinidade com jogos de “pegação”.

Mas, na prática, o que isso significa é que Sabrina Sato vai seguir o mesmo destino de Xuxa Meneghel, Gugu Liberato e Marcos Mion. Mesmo que a Record mantenha o título Programa da Sabrina, a verdade é que Sabrina verá sua atração de variedades ser substituída por um formato enlatado. Afinal, até agora, não se sabe que raio de game de namoro é esse, mas, sem dúvidas, trata-se de mais um formato adquirido pela emissora. Ou seja, Sabrina se tornará uma mestre-de-cerimônias de um programa importado, assim como Xuxa, Gugu e Mion.

Outra indefinição é quanto ao dia e horário de exibição do novo programa de Sabrina. Nas noites de sábado, o Programa da Sabrina não é nenhum campeão de audiência, já que enfrenta a forte concorrência do Altas Horas, da Globo, e dos realities do SBT. Sendo assim, Sabrina deverá ocupar outro horário na grade da Record. Há quem afirme que o destino da nova atração da “japa” seja as tardes de sábado, batendo de frente com o Caldeirão do Huck, da Globo, e o Programa Raul Gil, do SBT. Seria uma maneira de revitalizar as tardes da Record, atualmente refém de reprises do Balanço Geral e filmes.

Dito isso, o que se constata é que Sabrina Sato realmente precisa de um chacoalhão. Ela é uma figura divertida e espontânea, características nunca exploradas por sua atual atração. Tanto que Sabrina costuma roubar a cena quando participa como convidada em outros programas, mas não exerce tal fascínio em sua própria atração. Mas fica a dúvida se ela se adequará a um formato. Um programa de namoro, dependendo da mecânica, pode deixá-la à vontade para interagir com os participantes, o que pode render bons momentos. No entanto, a última vez que a Record apostou em formato semelhante foi no Me Leva Contigo, de Rafael Cortez, de triste lembrança. Vamos ver o que acontece.

André Santana

sábado, 16 de fevereiro de 2019

"Troca de Esposas" é um grande acerto da Record

"Vou trocar o Tralli pelo César Filho!"

Apesar de ultimamente só se dedicar a A Fazenda, Power Couple e afins, a Record já teve uma cartela de reality shows variada. E um dos grandes destaques de sua linha de shows no passado foi Troca de Família. A atração divertia e ainda fazia pensar, ao propor a troca entre as mães de duas famílias bem diferentes entre si. Ao mostrar as dificuldades em se adaptar a uma casa que não é a sua, Troca de Família sempre deixava no ar a lição de que não há nada melhor que o nosso lar.

Produzido entre 2006 e 2011, Troca de Família teve várias fases e apresentadoras. Estreou sob o comando de Patrícia Maldonado, que, na época, fazia sucesso à frente do vespertino Tudo a Ver. No entanto, a jornalista deixou a emissora no ano seguinte e foi substituída pela atriz Ana Paula Tabalipa. Mais adiante, Troca de Família se tornou um quadro do dominical Tudo É Possível, na tentativa de elevar os índices de audiência da atração que, na época, era apresentada por Ana Hickmann. Depois, Troca de Família voltou a ser um programa independente exibido no horário nobre, e Amanda Françozo assumiu o comando. Por fim, em 2015, a Record passou a reapresentar episódios do Troca de Família, e Chris Flores assumiu a apresentação. Nesta fase, Chris recebia no estúdio as famílias participantes, que contavam o que mudou na vida deles após a experiência no programa.

O repeteco de Troca de Família deu tão certo que a Record se viu encorajada a retomar a atração. Entretanto, ao invés de um simples retorno, a emissora optou por modificar o programa e lançou o Troca de Esposas, que estreou na última quinta-feira, 14. Apesar de manter a mesma dinâmica, o novo programa tem algumas diferenças. A principal é que, em Troca de Família, havia um prêmio em dinheiro. E eram as mães opostas quem deviam ditar os rumos da premiação. Agora, a dinâmica impõe que as mães devem seguir as regras de sua antecessora na primeira metade da estadia; depois, a coisa se inverte.

Outra diferença é a presença da apresentadora. Em Troca de Família, a apresentadora apenas narrava os acontecimentos. Já em Troca de Esposas, a apresentadora Ticiane Pinheiro tem uma participação mais efetiva. Ela visita as casas das famílias, além de mediar um encontro final, no qual os casais participantes discutem o que foi vivido.

Na estreia, Troca de Esposas trouxe de volta uma das personagens preferidas dos realities da emissora: Aritana Maroni. A chef de cozinha, com passagens por A Fazenda e Power Couple (além do MasterChef, da Band), trocou de casa por uma semana com a veganista Nana Indigo. A edição, então, explorou o que acontece quando uma família vegana recebe uma amante de carnes. E vice-versa.

A aposta em Aritana se justifica, já que a chef é realmente uma figura de muitas possibilidades. O programa divertiu ao mostrá-la tentando se adaptar à nova vida num verdadeiro “santuário” de animais. Ao mesmo tempo, foi interessante acompanhar Nana tentando manter o jogo de cintura ao se ver em meio a uma família cuja alimentação tem a carne como base. Deste modo, Troca de Esposas teve um material humano muito rico. A atração provoca reflexão sobre hábitos culturais e a possibilidade de se abrir a novas experiências. Ou seja, Troca de Esposas é um reality show com alguma profundidade, algo não muito comum no segmento.

Enquanto no Troca de Família, apenas as mães se encontravam no final da experiência, desta vez Ticiane Pinheiro promove uma espécie de “lavagem de roupa suja” entre os casais. Ali, os maridos e as esposas têm a chance de falar sobre suas experiências, ampliando o choque de cultura causado pela troca. Com isso, o espectador é levado a pensar sobre sua própria família e seus próprios hábitos.

Assim, Troca de Esposas resgata uma boa ideia. E, de quebra, ajuda a diversificar a linha de shows da Record, cada vez mais refém de realities de confinamento e musicais. O formato veio para dar um necessário “respiro” às produções da emissora. Um grande acerto do canal.

André Santana

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Silvia Poppovic pode voltar à Band

Boa filha à casa torna

Em coluna publicada nesta quinta-feira, 14, no UOL, o jornalista Flavio Ricco informou que o diretor Vildomar Batista trabalha num projeto de novo matinal para a Band. Na nota, ele afirma também que a apresentadora Silvia Poppovic é um nome cotado para ancorar a novidade. Ainda não há nada definido, mas, sem dúvidas, seria um nome bem interessante, já que a jornalista faz falta na telinha.

Silvia Poppovic é veterana da televisão brasileira, mas está fora do ar há quase 10 anos. Sua carreira como jornalista na TV começou na Globo, onde passou pelo Jornal da Globo, Globo Rural e Jornal Hoje. No entanto, ela despontou mesmo quando assumiu o comando de um programa que levava seu nome. Inicialmente exibido pelo SBT, o Programa Silvia Poppovic chegou às tardes da Band no início dos anos 1990. E fez história.

O Programa Silvia Poppovic fez parte de uma vitoriosa grade de programação da emissora naquela década, que mesclava esporte, entretenimento e jornalismo. Na atração, Silvia recebia convidados para debater temas contemporâneos, normalmente voltados ao cotidiano da mulher. De acordo com o tema proposto, ela entrevistava personagens que viveram determinada situação, além de trazer especialistas para analisar os casos. O formato deu tão certo que, anos depois, quando a Globo lançou o Encontro com Fátima Bernardes, muitos comparavam o matinal à atração de Silvia. Realmente, havia muitas semelhanças.

O Programa Silvia Poppovic ficou cerca de 10 anos nas tardes da Band. Era um de seus principais e mais tradicionais programas, além de um de seus produtos de maior audiência. No entanto, o programa não resistiu às mudanças implantadas pela emissora a partir de 2001, quando lançou uma estratégia de “popularização” de grade. Assim, o Programa Silvia Poppovic saiu do ar para dar espaço à primeira versão do Melhor da Tarde, com Astrid Fontenelle e cia, e o Hora da Verdade, com Márcia Goldschmidt.

Inicialmente, a ideia da Band era aproveitar Silvia num jornal popular aos moldes do Cidade Alerta. No entanto, o projeto acabou nas mãos de Roberto Cabrini e se tornou o Brasil Urgente, no ar até hoje com José Luiz Datena. Assim, Silvia foi deslocada para um projeto de programa de entrevistas no final das noites de domingo. Mas seu contrato chegou ao fim e o projeto não saiu do papel.

Depois disso, a jornalista retornou ao ar apenas em 2005, na TV Cultura, com um programa de debates nas noites de quinta-feira. Em 2009, ela retornou à Band no comando do Boa Tarde, um jornal exibido no horário do almoço. Depois, passou pelo matinal Dia Dia. Em seguida, retomou o Boa Tarde, que passou para a faixa das 15 horas, mas que também teve vida curta. Desde então, Silvia Poppovic tem se dedicado a projetos na web e apresentações de eventos e palestras.

Agora, finalmente, ela pode retornar. E à casa que a consagrou. Fica a torcida, então, para que seja um bom projeto. Silvia merece. E a Band está precisando.

André Santana

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

"Encontro" no fim? Globo nega, mas a ideia não é das piores

"Alguém tem o telefone do Leo Dias?"
Na noite desta segunda-feira, 11, o TV Fama, da RedeTV, noticiou que fontes ligadas à Globo asseguravam que o Encontro com Fátima Bernardes chegaria ao fim. Segundo a nota, a ideia era que Fátima Bernardes ganhasse um novo programa, à tarde, enquanto a nova atração de Fernanda Gentil substituiria o Encontro no final das manhãs da emissora. Consultada, a Globo negou veementemente que o Encontro chegará ao fim.

Trata-se de mais um dentre tantos boatos que cercam a programação 2019 da Globo. Com o fim do Vídeo Show e a iminente estreia de Fernanda Gentil, o que não faltam são especulações sobre como ficará a grade diária do canal com este novo cenário. A emissora tem feito silêncio sobre o assunto, se limitando a dizer que vários projetos estão em discussão. Enquanto isso, já especularam que Fernanda Gentil teria um programa à tarde; que o Mais Você iria para as tardes; que o Encontro iria para as tardes; enfim. 

Dentre todos estes boatos, má ideia seria trocar qualquer matinal de horário. Mais Você está consolidado nas manhãs, e não faria sentido mudá-lo para as tardes. Já o Encontro foi formatado para as manhãs e dificilmente emplacaria à tarde, tendo em vista que até de manhã a atração já não garante a liderança de audiência para a Globo. No entanto, a hipótese de extinguir o Encontro e pensar numa nova atração para que Fátima Bernardes comande à tarde já não seria tão ruim, embora seja muito improvável.

Isso porque o Encontro com Fátima Bernardes, embora não seja necessariamente ruim, está numa fase um tanto cansativa. Os assuntos debatidos no sofá de Fátima andam bem repetitivos, superficiais e raramente saem do lugar-comum. Ao mesmo tempo, um programa que mesclasse entretenimento e jornalismo parece ser uma boa solução para as tardes da Globo. Algo semelhante ao Estúdio I, da GloboNews, ou próximo aos programas matinais estadunidenses (que inspiraram o extinto Tudo a Ver, da Record, por exemplo). E Fátima Bernardes seria o nome ideal para comandá-lo, afinal, ela já tem o traquejo de uma apresentadora de entretenimento, mas também o estofo do jornalismo, com a experiência acumulada de anos em bancadas de telejornal. 

Ou seja, simplesmente trocar o Encontro de horário seria uma bela bola fora. Mas pensar num novo programa para Fátima que fosse capaz de segurar as tardes da emissora não seria de todo ruim. No entanto, como dito acima, me parece uma hipótese muito pouco provável. Ainda me parece mais lógico que a direção da Globo opte por manter as manhãs como estão e aproveite Fernanda Gentil no novo projeto das tardes. Mas, enquanto a Globo não confirma nada, seguimos acompanhando as especulações. Está divertido de ver.

André Santana

sábado, 9 de fevereiro de 2019

"The Four Brasil" é bom, mas... precisamos de mais uma competição musical?

"Quatro reais?"

É inegável que o The Four Brasil, primeira novidade da linha de shows da Record em 2019, é um ótimo programa. Trata-se de uma produção grandiosa, com cenário suntuoso e um jogo de luzes que enche os olhos do espectador. Além disso, a Record demonstra que aposta todas as suas fichas na nova atração ao entregar-lhe à Xuxa Meneghel, uma de suas maiores estrelas. O formato também rende momentos de muita emoção, além de boas performances musicais.

The Four Brasil é mais um talent show de cantores, um dos formatos mais populares do mundo. Seu diferencial é que o programa já começa com quatro finalistas definidos (o tal “The Four”), e seus participantes devem tentar derrubá-los para conquistar o seu lugar. Mas, para que eles possam desafiar um dos integrantes do The Four, eles devem, primeiro, passar pelo crivo do trio de jurados. Apenas quem consegue a aprovação dos três jurados pode ir para a batalha, na qual escolhe qual dos finalistas quer enfrentar. A plateia, então, escolhe qual dos dois merece a vaga.

A dinâmica é o grande trunfo do formato. Ao promover constantes batalhas entre os “finalistas” e seus desafiantes, The Four Brasil mantém um clima de competição constante, o que lhe confere a emoção necessária neste tipo de programa. Porém, apesar da mecânica diferente, o The Four Brasil tem mais semelhanças que diferenças que seus similares. Há ali as apresentações musicais costuradas pelas histórias de vida dos participantes. Além, claro, do trio de jurados que cumpre papéis específicos no julgamento.

O músico João Marcello Bôscoli é o mais sério, próximo ao “carrasco”, com análises mais exigentes. Léo Chaves é o intermediário, passeando entre o “parceiro” e o “mestre”. Enquanto isso, a ex-Rouge Aline Wirley é a “amiga”, sempre empolgada com o que vê. Aliás, na estreia, Aline passou do ponto na empolgação. Seus gritos eufóricos incomodaram e ela chegou a ser inconveniente em vários momentos. Ela precisa encontrar o tom. Mas nada que tenha comprometido o funcionamento do júri, que, no geral, é interessante.

Porém, como dito antes, trata-se de mais do mesmo. E um mais do mesmo que, numa análise fria, não se justifica. Isso porque, apesar de competições musicais serem uma febre no mundo todo, aqui no Brasil o formato nunca foi um fenômeno. E olha que eles estão no país desde 2002, quando Popstars, do SBT, e Fama, da Globo, estrearam (no mesmo dia, diga-se). Popstars não teve lá grande audiência, mas fabricou um ídolo de fato, a banda Rouge. Já Fama tinha audiência regular, embora seus cantores, salvo raríssimas exceções, não ficaram famosos.

De lá para cá, o único programa do segmento que alcançou relevância no Brasil foi o The Voice Brasil, da Globo. Sobretudo em suas primeiras temporadas, o programa foi um estouro de audiência e muito bem engajado nas redes sociais. Mas é uma exceção. No geral, os talent shows musicais têm recepção morna, ou passam em brancas nuvens. Basta lembrar de Ídolos, no SBT e na Record, que faziam sucesso apenas na fase de audições, quando os jurados esculachavam os candidatos bizarros e garantiam a diversão. Ou ainda Astros, Superstar, X Factor Brasil, e tantos outros, com trajetórias de regular a ruim.

A própria Record já tem um formato no segmento, o Canta Comigo, apresentado por Gugu Liberato. A atração chamou a atenção também pela estrutura e pela dinâmica diferente, com um “paredão” de 100 jurados que avaliavam os intérpretes. Apesar disso, a audiência foi apenas regular. E, mesmo assim, Canta Comigo terá nova temporada este ano. Ou seja, a Record apostará em dois formatos similares em sua programação 2019. Como dito acima: se justifica todo este investimento num formato que raramente repete no Brasil o frisson que causa lá fora?

Este, na verdade, é o grande efeito colateral da escolha da Record em fazer uma linha de shows apenas importando formatos. A emissora não demonstra muito cuidado na escolha dos shows que adquire, trazendo à sua programação uma série de programas semelhantes. Power Couple Brasil, com as mudanças implantadas no ano passado, ficou parecido com A Fazenda. Já The Four e Canta Comigo têm semelhanças. Este ano, a emissora apostará ainda no Top Chef, depois de já ter exibido Batalha dos Confeiteiros e Batalha dos Cozinheiros. O único formato mais “diferente” é o Troca de Esposas, que estreia na semana que vem.

Se é para trazer formatos de fora, a Record devia, ao menos, prestar atenção e garantir alguma variedade à sua linha de shows. Por que não deixar um pouco de lado as competições de confinamento, canto, dança e culinária para apostar, também, em game shows, por exemplo? O espectador agradece.

André Santana

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Maisa Silva ganha programa no SBT

"Desta vez, sem trolar as crianças!"

Para quem não anunciou novidade nenhuma no início do ano, até que o SBT está surpreendendo. A emissora de Silvio Santos anda reprisando programas da grade regular, mas prepara uma série de novidades para colocar no ar tudo de uma vez, em março. Entre elas, as estreias de A Rosa dos Milagres e a nova temporada de A Garota da Moto, além dos retornos dos inéditos de Programa do Ratinho, The Noite, Domingo Legal e Eliana. Agora, outra novidade acaba de ser anunciada pelo canal: um novo programa com Maisa Silva.

A pequena notável, que foi apresentadora mirim do Sábado Animado e Bom Dia e Cia, estava sem função no SBT desde o fim da novela Carinha de Anjo, onde viveu a vlogueira Juju. Depois, por conta da divulgação do filme Tudo por um Popstar, tornou-se figurinha carimbada de vários programas, dando as caras até na Globo. Sua participação no Conversa com Bial foi uma das maiores audiências do talk show no ano passado. Além disso, suas aparições no Programa Silvio Santos costumam render bastante.

Ou seja, Maisa Silva parece ter vencido o estigma de criança prodígio, mostrando que, agora adolescente, continua sendo um nome a se prestar atenção na TV. Sendo assim, ficou estranho o canal onde cresceu, o SBT, não ter dado mais espaço a ela. O site Notícias da TV chegou a noticiar que Silvio Santos acreditava que a menina estava maior que o próprio SBT, e que achava que ela devia deixar o canal para alçar voos maiores.

Neste contexto, um projeto de programa, o Maisa Digital, estava bem cotado para estrear ainda no ano passado. Bem avaliada internamente e com boas possibilidades comerciais, a atração, que a princípio foi pensada para a web, era esperada para a faixa anterior ao Domingo Legal, nos domingos do SBT. Mas, estranhamente, foi engavetada por ordem do “patrão” Silvio Santos.

Porém, agora vai! O próprio SBT divulgou hoje que Maisa terá um talk show para chamar de seu a partir de março. O Notícias da TV informou que o programa, que deve se chamar Maisera (nome pavoroso!), será uma nova versão do Maisa Digital, e deve ser exibido aos sábados, às 18h30. É um horário bem ruim, verdade, mas, ao menos, vão dar novo espaço à Maisa. A menina provou que merece.

André Santana