sábado, 29 de dezembro de 2018

Top 10 de 2018: destaques negativos


A televisão brasileira errou muito em 2018. Por isso, a primeira parte da retrospectiva 2018 do TELE-VISÃO lista os destaques negativos da programação do ano que termina. A lista é elaborada baseada na opinião deste que vos escreve e, portanto, é sujeita a injustiças e esquecimentos. A ordem em que aparecem não é importante. Acompanhem:

- Novelas

Não dá para destacar uma. No geral, 2018 foi marcado por novelas fracas. Boa parte delas até começou bem, mas logo perdeu fôlego, como Segundo Sol, O Tempo Não Para e Espelho da Vida, da Globo, e As Aventuras de Poliana, do SBT. Ainda na Globo, Malhação – Vidas Brasileiras, foi outra grande decepção. Na Record, o ano começou com o fiasco Apocalipse e termina com Jesus, que ficou aquém do esperado. Apenas Orgulho e Paixão, a trama das seis da Globo, pode ser considerada uma exceção, já que foi uma novela simpática e divertida.

- “Vídeo Show”

Mais uma vez, o vespertino da Globo surge como destaque negativo do ano em razão da série de mudanças infundadas da qual a atração é vítima. Neste ano, o que já estava ruim ficou pior. Otaviano Costa deixou o programa, e Sophia Abrahão ganhou a companhia de Fernanda Keulla e Vivian Amorim, além de Ana Clara. Mas as ex-BBB's, apesar de simpáticas e boas de TP, não deram conta do programa ao vivo. Além disso, as pautas do programa seguiram preguiçosas. Deu tudo tão errado que Fernanda e Vivian já deixaram o vespertino, que ganhou Joaquim Lopes de volta. Mas continua tudo muito ruim.

- “Superpoderosas”

Num ano atípico, a Band tratou de reformular sua programação e apostar numa série de estreias. Uma delas foi o matinal Superpoderosas, um programa feminino com a boa proposta de ser voltado à mulher contemporânea. Natália Leite mandou muito bem na apresentação, mas o assunto extremamente segmentado afugentou o público, afinal, a audiência da TV aberta é diversa. Saiu do ar depois de pouco tempo.

- “Agora É com Datena”

Ou Agora É Domingo, ou Brasil da Gente. O programa que mais teve títulos num único ano foi marcado por vários tropeços. Primeiro, a Band errou ao fazer do dominical de José Luiz Datena um programa com seis horas de duração e pouquíssimo conteúdo para preencher tanto tempo. O programa já estreou cansativo. Depois, se perdeu na indecisão de Datena, que saiu para concorrer ao Senado, mas voltou pouco tempo depois. Nesta saída, o programa se tornou dois: Brasil da Gente, com Netinho de Paula, e Agora É Domingo, com Joel Datena. Mas Datenão voltou, o programa ficou só Agora É Domingo, foi reduzido para “apenas” quatro horas, mas ainda não se encontrou.

- “Tricotando”

Mais uma vez, a RedeTV lançou um novo programa na faixa das 18 horas na tentativa de alavancar o RedeTV News. E apostou no que sabe fazer de melhor (ou não): fofocas. Mas o Tricotando se mostrou um prato requentado, com notícias velhas e pouco convidativas. Uma pena, já que a dupla de apresentadores funciona bem. Lígia Mendes e Franklin David são simpáticos. Mas falta conteúdo.

- “Fala Zuca”

No início do ano, a RedeTV desmembrou o Melhor pra Você e lançou dois novos matinais: Edu Guedes e Você e Fala Zuca. E “desmembrou”, neste caso, não é força de expressão, já que a emissora tratou de instalar um muro dividindo o cenário do extinto matinal para realizar seus dois “novos” programas. Nesta divisão, Fala Zuca levou a pior: Celso Zucatelli tinha a proposta de falar sobre tudo, mas em apenas meia hora e fazendo muito merchandising. Resultado: o programa não tinha conteúdo nenhum e teve vida curtíssima.

- Mara Maravilha

A ex-apresentadora infantil do SBT conseguiu a proeza de ser convidada a se retirar de dois programas em 2018. Titular do Fofocalizando desde que o programa ainda era Fofocando, em 2016, a artista se viu em meio a brigas e discussões com vários de seus companheiros de programa, principalmente Léo Dias e Lívia Andrade. Constatando a rejeição do público, a direção da emissora preferiu afastar Mara da produção. Ela, então, se tornou jurada do quadro Dez ou Mil, do Programa do Ratinho. Mas consideraram que ela “desarmonizou” o quadro e ela foi afastada também. O problema de Mara é que ela vestiu esta persona de “polêmica” e “dona da verdade” e não consegue mais se dissociar disso. E suas falas equivocadas travestidas de “opinião” jogam contra ela mesma. Assim, ela prejudicou a si mesmo, perdendo a oportunidade de estar na TV, oportunidade que ela buscava há tempos. Mara precisava rever suas posições para voltar a ter espaço na telinha.

- Reprises da Record

Neste ano, a Record pesou a mão ao programar um sem-número de reprises para tapar buracos em sua grade de programação. Além da faixa dupla de reprises de novelas à tarde, a emissora recorreu ao repeteco de A Terra Prometida para ocupar a faixa das 19h30, já que Topíssima, prevista para a vaga, foi adiada. O canal também promoveu a reapresentação de minisséries bíblicas nas noites de sábado, já que empurrou o Programa da Sabrina para mais tarde e não tinha o que colocar no lugar. Como se não bastasse, ainda tirou a poeira de antigas esquetes de humor e pegadinhas de gosto duvidoso para preencher a faixa Show de Humor, nas manhãs de domingo, já que encurtou o Domingo Show e criou mais uma brecha na grade. Haja material pra tanta reprise!

- Programas de auditório

Antes sinônimo de alegria, os programas de auditório agora ganharam um viés assistencialista insuportável. O pior deles foi Eliana, que trocou a pauta divertida para contar, toda semana, a história de alguma criança pobre que quer ser cantora. Hora do Faro, da Record, já nasceu nesta vibe de lágrimas, e se empenha cada vez mais em contar histórias depressivas. Já na Globo, o Caldeirão do Huck coloca um verniz de game, mas também tem abusado, cada vez mais, nas histórias de vida “emocionantes”. Outro que perdeu a mão foi o Programa da Sabrina, que se transformou num reality show sobre a gravidez da apresentadora. Nada contra, mas ficou maçante demais.

- Silvio Santos

O dono do SBT foi alvo de severas críticas em 2018. O apresentador anda perdendo a mão em suas “brincadeiras”, disparando uma série de comentários e atitudes que pegaram muito mal. Ele sempre foi assim, é verdade, mas estamos num importante momento de se discutir questões sociais e culturais que são fundamentais. O que era aceitável antes, agora não é mais. Episódios lamentáveis, como o que envolveu Claudia Leitte no Teleton, enfraquecem o animador que, pela trajetória que tem, devia ser mais cuidadoso.

E para você, internauta? Quais os destaques negativos de 2018? Deixe sua opinião! O TELE-VISÃO volta a ser atualizado no próximo sábado, dia 06, com os destaques positivos de 2018. Até lá!

André Santana

8 comentários:

  1. Olá, André, tudo bem? Feliz 2019! Desejo um ótimo ano novo com mais conquistas! Sobre a sua lista: é verdade que O Tempo Não Para enfrenta percalços nas histórias paralelas. Mesmo assim, na minha opinião, é a melhor novela do ano. Divulgarei a lista dos melhores neste domingo. Boa lembrança sobre Superpoderosas.... Abs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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    1. Oi Fabio! Eu gosto de O Tempo Não Para. Mas, para mim, ela se perdeu. Ainda assisto com interesse pelo texto, por personagens interessantes e pelas falas inteligentes sobre o contraponto entre passado e presente. Mas o enredo saiu do trilho, virou um samba do crioulo doido. Considerei Orgulho e Paixão a melhor novela do ano porque sua trajetória foi mais constante. Foi simpática, divertida e não se perdeu. Mas O Tempo Não Para tem suas qualidades, pretendo ressaltá-las na análise final. Abraço!

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  2. Não assisto mais novelas desde A Força do Querer, falta criatividade e a enrolação pra se manter no ar por tanto tempo cansam. Vídeo Show poderia ser uma revista de entretenimento mas a Globo ignora tudo o que não tem a marca dela, uma pena! Eliana, pra mim, é a melhor animadora, hoje, na TV. Uma pena o que se transformou o programa dela. A loira se dá muito bem nos games, entrevistas mas o SBT prefere as lágrimas, aff.

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    1. Eu não consigo assistir mais de meia hora do programa da Eliana! É de uma depressão insuportável! Só assisto quando tem o Minha Mulher que Manda, quadro que eu gosto muito. Aguardando a próxima temporada, rs! Abraço!

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  3. Boa lista! Faltou lembrar do alinhamento quase que automático das TVs com o novo governo (não que isso seja uma novidade, mas ficou bem escancarado). Além disso, o sensacionalismo no jornalismo policial foi, mais uma vez, destaque negativo. A redução no jornalismo da TV Gazeta também pode ser lembrada como destaque negativo.

    Como programa, aquele 1 por Todos da Bandeirantes foi um certo fiasco também, deixando a sensação de ser um mixto de Master Chef e Bake Off Brasil, ainda que a proposta seja outra.

    Desejo à você e todos do blog um Feliz Ano Novo com muita saúde, paz e realizações positivas!

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    1. Oi Alexandre! Gostei das suas menções, concordo com elas! Obrigado pelas lembranças e felicitações! Por favor, continue com suas sempre boas participações no blog! Abração e feliz 2019!

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  4. Destaco também a overdose de Masterchef. Ninguém aguenta mais!

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    1. Bem lembrado, Bruno! Eu, particularmente, não vejo mais. Cansei.

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