sábado, 30 de junho de 2018

Novo formato deixou a disputa do "Power Couple" injusta

"E eles ganharam a Toca do Gugu!"

A grande novidade da terceira edição do Power Couple Brasil, que a Record encerrou na última quinta-feira, 28, foi abrir espaço para a votação do público. Isso não existia nas edições anteriores. Tal manobra mudou consideravelmente a dinâmica da atração e tornou a final um tanto previsível, com Munik despontando como grande favorita. Mas, surpreendentemente, a Record tirou o poder do público de definir os finalistas justamente no último episódio. Assim, o casal Tati Minerato e Marcelo Galático acabou vencendo a atração, numa virada interessante.

Porém, de maneira geral, o novo formato do Power Couple não funcionou. Ao apostar na disputa em “tempo real” e com edições diárias, a emissora acabou tornando o programa mais cansativo e entediante. O jogo apresentado por Gugu Liberato não demonstrou o fôlego de um Big Brother para dedicar tanto tempo mostrando a convivência entre os participantes.

Na dinâmica implantada este ano, o Power Couple passou a ir ao ar de segunda a sexta-feira. E com edições enormes, com cerca de duas horas de duração. Apenas às quartas-feiras o programa era menor, já que divide espaço com Batalha dos Confeiteiros. Sendo assim, a direção da atração teve o desafio de preencher este espaço. O problema é que não acontecia tanta coisa assim no confinamento dos casais que merecesse ser mostrado.

Nas edições anteriores, Power Couple ia ao ar uma ou duas vezes por semana. Este espaço permitia episódios mais dinâmicos, já que as provas tomavam grande parte do capítulo. Além disso, o fato de o público não participar das escolhas dos vencedores fazia surgir fatos inusitados. Uma performance “kamikaze” como o do casal Laura Keller e Jorge Souza, vencedores da primeira edição, não seria possível neste novo formato. Agora que houve votação na eliminação, Power Couple correu o risco de sagrar vencedor um casal cuja performance nas provas não fosse assim tão competente. Tanto que a ex-BBB Munik despontava como favorita, mesmo não tendo feito nada muito relevante lá dentro.

A ideia de transformar Power Couple em BBB foi uma tentativa da Record de gerar torcida e mobilizar a audiência. No entanto, a manobra fez com que o reality perdesse um de seus principais propósitos. O objetivo do programa, a princípio, era premiar o casal “power”, ou seja, a dupla que demonstrasse maior afinidade e poder de fogo. Deste modo, os desempenhos de cada dupla nas provas eram fundamentais. Mas, este ano, a popularidade do casal passou a ter grande peso na definição dos vencedores, já que era o público quem eliminava os concorrentes.

Porém, na final, fomos surpreendidos com a decisão da direção do Power Couple de manter as regras das edições passadas na prova final. Deste modo, o último “desafio dos casais” eliminaria o casal menos bem-sucedido. Ou seja, o público perdeu seu poder justamente no momento mais crucial do jogo. Gugu Liberato se esforçou na tentativa de mostrar ao público que não havia nada de errado com a decisão. Chegou a exibir cenas das edições anteriores para mostrar que a última prova dos casais sempre foi determinante no Power Couple. Até Roberto Justus ressurgiu nas cenas de repeteco. Realmente, não houve uma mudança de regra. O programa simplesmente manteve uma regra de suas edições anteriores.

Mas o público se sentiu “traído” com o fato de não ter podido definir os finalistas. Muitos chiaram na internet, incomodados com o fato de Munik e seu marido Anderson terem ficado de fora da votação final, que  ficou entre Aritana e Paulo e Tati e Marcelo. E o segundo casal levou a melhor. Mas, apesar de parte do público ter se incomodado, fato é que esta manobra permitiu alguma surpresa no episódio final do reality. Ao não dar o prêmio ao casal favorito, a atração garantiu alguma emoção extra neste desfecho, além de ser sido mais justo com os casais melhores de prova. Sendo assim, por mais que tenha sido uma final polêmica, a mudança na final tornou a disputa mais interessante.

Mesmo com esta mudança de rota na reta final, Power Couple Brasil ainda não deu o prêmio ao melhor casal. Tati e Anderson mantiveram alguma regularidade dentro do jogo e foram bem. Mas Aritana e Paulo foram o casal que obteve o melhor desempenho nas provas do programa. Sendo assim, se valessem as regras dos anos anteriores, seriam eles os vencedores da atração. Mas o público preferiu dar o prêmio ao outro casal.

Se o novo formato do Power Couple não convenceu tanto, o mesmo não se pode dizer da performance de Gugu Liberato à frente da atração. O apresentador, que comandava um semanal fraco até o ano passado, conseguiu se reinventar. Esteve à vontade e valorizou o formato com sua presença e sua postura mais “solta” na condução do programa. Gugu, de quebra, vai emplacar outra nova atração, o musical Canta Comigo, que estreia no mês que vem. O apresentador, sem dúvidas, vive um bom momento.

André Santana

4 comentários:

  1. Olá, tudo bem? A grande final sempre contou com o voto do público. E Aritana jamais ganharia em outras temporadas. A escalação da cozinheira foi um tremendo equívoco da direção. Abs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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    1. Oi, tudo bem? Ela realmente não é grandes coisas, mas o marido foi um cara que se mostrou bem legal. Mas, levando em consideração o desempenho dos casais, esse programa era deles, sim. São campeões morais. Abraço!

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  2. Ariatana é uma chata, mas o marido dela é um cara bem legal! E os dois foram muito bem no programa. São os campeões morais, sem dúvidas!

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