terça-feira, 17 de abril de 2018

Record cancela "A Casa" e Mion fica sem projeto

"Senhoras e senhores: parti!"

Ao continuar sua política de transformar seus animadores em anfitriões de formatos prontos, a Record reservou a Marcos Mion o comando do reality show A Casa, ao mesmo tempo em que cancelou sua atração, o Legendários. Com a medida, Mion se juntou a Xuxa e Gugu, que perderam seus programas para apresentarem atrações de temporada baseados em formatos estrangeiros.

Entretanto, recentemente, a emissora avisou que a segunda temporada de A Casa foi paralisada. O pavoroso reality show que confina 100 pessoas numa casa adequada para apenas quatro habitantes estreou no ano passado com parco desempenho e proposta questionável. Mesmo com a recepção morna, o canal havia decidido por uma segunda leva, desta vez com exibições ao vivo e a participação do público nas eliminações. No entanto, alguém com juízo na emissora deve ter percebido a roubada que era esse programa e optou por repensar os planos.

Mesmo sendo um programa muito ruim, A Casa tinha um único trunfo: Marcos Mion. À vontade comandando o programa, Mion conseguiu driblar com graça e improviso os textos engessados que caracterizam os realities da Record, todos dirigidos por Rodrigo Carelli. O apresentador foi tão bem no comando da atração que muitos acharam que era ele, e não Roberto Justus, que deveria estar à frente de A Fazenda. Aliás, o canal dispensou Justus e já entregou um de seus programas, o Power Couple, a Gugu. De repente, Mion pode ganhar A Fazenda de presente. Não é impossível.

Mas melhor mesmo seria se Marcos Mion tivesse seu próprio programa. Em seus anos de Legendários, o apresentador aprendeu a fazer TV aberta, tornando-se um animador de mão cheia. Além disso, seu programa era o único programa de auditório da Record que não apelava para chororôs e exploração da desgraça alheia. Um oásis de diversão numa grade repleta de “histórias de emoção”.

No entanto, ao que tudo indica, a Record não tem qualquer plano de dar a Mion um novo programa para chamá-lo de seu. Oficialmente, a emissora está buscando um novo formato para o artista, mas há quem diga que seu contrato estaria chegando ao fim. Caso esta informação proceda e a emissora sinalize não querer renová-lo, fica a torcida para que Marcos Mion se recoloque na TV aberta, pois se trata de um apresentador de muitos predicados. O SBT, que vira e mexe ameaça retomar o lendário Programa Livre, seria bem esperto se aproveitasse tal ocasião. Mion seria o nome ideal para um projeto nestes moldes. Vamos ver o que acontece.

André Santana

5 comentários:

  1. Tá na cara que vai sobrar a Fazenda para ele apresentar, não creio que alguém na Record teria capacidade de pensar em fazer um programa com conteúdo como era o antigo Programa Livre. Não sou tão fã do Mion, mas o Descontrole, programa da Bandeirantes, pra mim, foi o melhor momento dele na TV; era um programa de auditório nonsense que tinha sua graça e foi a última atração da Bandeirantes no horário antes do intocável R.R. Soares.

    O Legendários começou como uma mistura copiada toscamente do Pânico e do CQC e depois virou um programa de auditório comum. Teve o mérito de não ter tanto chororô (apesar de que teve uma época em que quiseram fazer um quadro assim no programa), mas nunca foi uma grande atração a meu ver.

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    1. Legendários não era um achado, mas era um programa despretensioso e divertido, que me remetia bastante ao Viva a Noite. Era gostoso, nada de mais. Quanto ao Programa Livre, seria um devaneio meu Silvio Santos retomar o formato e ir buscar Marcos Mion, caso ele não permaneça na Record. Mas creio ser impossível.

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  2. Essa é a "prepotência televisiva". Pior caso foi o do Gugu, que depois de anos dedicados aos programas de auditório, foi rebaixado a um mero apresentador de reality, apesar que seu programa já extinto também nem dava ibope, levando surra do Ratinho toda quarta. Quanto ao Mion que é o asunto desse artigo, eu também acho que ele caberia num novo Programa Livre e faria com mérito o mesmo trabalho que consagrou o Groissman. O pobrema (sic)é que a emissora do Macedão anda tão prepotente ultimamente - daí o apelido jocoso lá em cima - que chegou ao ponto de encaixar suas estrelas no programa que lhe convém para satisfazer seus interesses ou mesmo medo de perder audiência, o mesmo medo da Globo quando não emplaca um formato. Mion tem uma boa relação com o Silvio desde aquele encontro no finado Topa Tudo por Dinheiro, e não acho que ele vá recusar uma possível proposta do SBT, que seja para comandar o reboot do Programa Livre, cujo revival tem meu apoio. E termino dizendo que Mion não foi feliz na Record, precisa sair de lá urgente. O Gugu teve essa chance, mas não foi porque ele recusou o convite da Band, e sim a emissora do bispo não deixou. O Porchat por enquanto vem desfrutando da sua casa, mas se a Record resolver fazer besteira, eu no lugar dele fazia mala e cuia pra concorrência.

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    1. Programa livre faz falta era um espaco exclusivo para os jovens na TV de discussões interessante deveria voltar

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    2. Falou tudo, Estácio, concordo com você totalmente! E concordo com Miguel, Programa Livre faz falta! Abraços!

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