quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Carol Duarte é o grande nome de "A Força do Querer"

A semana está sendo bastante agitada em A Força do Querer. Nos últimos capítulos, Ivana (Carol Duarte) finalmente tomou coragem e revelou à família que é um homem trans. Foi uma sequência forte, comovente e cheia de significados, em que todos os elementos estavam a favor da emoção. Texto, direção e atores envolvidos (exceto Fiuk, claro) estavam em total harmonia, despertando a compaixão e a compreensão da audiência.

Na sequência, Ivana grita que é, na verdade, um homem. Aflita, ela deixa transparecer um verdadeiro arsenal de emoções, no qual, ao mesmo tempo em que se sente aliviada em finalmente colocar pra fora tudo o que sente, também deixa aparecer certo sentimento de culpa, por não ser a pessoa que sua família esperava que fosse, e também de raiva, por nunca ter sido compreendida. Ou seja, uma situação em que várias camadas de emoções humanas foram exploradas ao mesmo tempo.

E a atriz Carol Duarte, a intérprete de Ivana, mostrou-se certeira. É impossível não se comover diante do drama da personagem, tamanha a entrega de Carol ao papel. Ela conseguiu passar ao público toda a emoção do momento, traduzindo em olhares e gestos toda a sua angústia. O texto ajudou, já que foi didático na medida: deixou claro o que é um transgênero, ao mesmo tempo em que não soou forçado, pelo contrário, encontrou a naturalidade que a sequência dramática pedia.

Vale destacar também a atuação de Maria Fernanda Cândido, que traduziu bem o desespero de Joyce ao acreditar que a filha está louca, e também de Dan Stulbach, numa reação mais contida de Eugênio, mas também de incredulidade e incompreensão diante do desabafo de Ivana. Logo após a revelação, Ivana se trancou no quarto, conversou um pouco com a prima Simone (Juliana Paiva, também ótima em cena) e, mais adiante, cortou os próprios cabelos, dando início à transformação física da personagem. E Joyce, mais uma vez, se desespera ao ver a cena. Ivana, agora, torna-se, fisicamente, Ivan.

O texto de Gloria Perez é digno de todos os elogios, por conseguir jogar luz sobre um tema tão pouco falado ainda, que é a questão do transgênero. Mais do que isso, consegue a atenção de uma plateia tão heterogênea que forma a audiência de uma novela. E uma missão importante como essa precisava de uma atriz competente, capaz de traduzir todas estas emoções. Pois Carol Duarte vem cumprindo tal missão, com louvor. É, de longe, a grande revelação do ano na TV.

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André Santana

terça-feira, 29 de agosto de 2017

RedeTV finalmente acerta uma alavanca ao "RedeTV News", mas abre mão

Desde que resolveu colocar o RedeTV News, seu principal noticiário, na faixa das 19 horas, a direção da RedeTV queima os neurônios tentando achar um bom programa para antecedê-lo, e que seja capaz de servir como alavanca ao produto. A ideia inicial era um jornal popular, o Olha a Hora!, que não vingou. Aí veio o Sem Rodeios, de vida curta. Também tentou com o Você na TV, o Te Peguei, uma segunda edição do A Tarde É Sua

Entre tantas tentativas, vieram ainda soluções emergenciais para ganhar um dinheiro, e a faixa das 18 horas acabou locada para games caça-níqueis. Porém, dias atrás, o game finalmente saiu de cena, e a emissora tapou o buraco com o programa de pegadinhas Te Peguei! e reprises do programa policial Operação de Risco, que é exibido nas noites de sábado. E não é que deu certo? Com o programa de Jorge Lordello, a emissora finalmente conseguiu sair do traço no início da noite. Além disso, o policial beneficiou o jornal de Bóris Casoy, que finalmente também conseguiu ultrapassar 1 pontinho no Ibope.

Porém, mesmo com o bom desempenho, Te Peguei! e Operação de Risco perderam espaço na faixa das 18 horas. Mais uma vez, a necessidade de encher o cofrinho fez a RedeTV abrir mão de sua grade para locá-la a terceiros. Agora, ao invés do game caça-níquel, o espectador da emissora assiste a um belo leilão de joias e tapetes no programa Medalhão Persa. E assim, a boa audiência conquistada pela dobradinha anterior caiu por terra.

A necessidade de vender importantes horários de sua grade de programação traz imensos prejuízos à RedeTV, e o exemplo acima deixa isso bem claro. Afinal, o canal passou mais de um ano tentando achar um programa capaz de beneficiar o RedeTV News, e quando finalmente o acha, precisa abrir mão dele para seguir alugando horários. Soma-se a isso os prejuízos ainda latentes da saída da TV paga dos canais da Simba, e a RedeTV se vê, hoje, como uma emissora quase que irrelevante no Ibope. O que é muito ruim, já que estamos falando de um dos maiores canais de televisão aberta do país.

Os programas próprios da emissora na grade diária raramente passam de 1 ponto. A Tarde É Sua é o único que vai bem, e faz milagre, já que está ensanduichado por dois horários de igreja, e consegue chegar aos quase 2 pontos no Ibope. TV Fama, que já foi uma das maiores audiências do canal, hoje não consegue passar do 1 ponto. A linha de shows também vai fraca, tendo em vista que, no passado, o Superpop conseguia números muito melhores. Agora, o canal desloca o fraquíssimo Sensacional das tardes de domingo para as noites de quinta, o que não deve refrescar a situação. É lamentável.

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André Santana

sábado, 26 de agosto de 2017

Globo acerta com "Sob Pressão", mas erra com "A Fórmula"

Em meio a um emaranhado de novas séries em sua linha de shows, a Globo abre espaço para erros e acertos. Na atual safra, as noites de terça e quinta-feira trouxeram novidades ao espectador nas últimas semanas, desde os encerramentos de Mister Brau (que volta no ano que vem) e Vade Retro (que não volta). O drama Sob Pressão e a comédia A Fórmula trouxeram novas cores e alternativas aos seus respectivos horários, mas enquanto a série médica se destaca pela qualidade do elenco, texto e produção, a segunda ficou devendo no quesito história e originalidade.

Às terças, Sob Pressão deu um tempo das comédias na faixa e trouxe um drama hospitalar, um gênero tão comum na TV estadunidense, mas que não dava as caras nas produções da Globo desde Mulher, do final dos anos 1990. Derivada do filme de Andrucha Waddington que, por sua vez, é baseado no livro Sob Pressão – A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro, de Márcio Maranhão, a série mostra, com competência e alta voltagem dramática, o cotidiano de profissionais da saúde num centro hospitalar onde falta todo tipo de recurso.

Dr. Evandro (Júlio Andrade) e Dra. Carolina (Marjorie Estiano) são o coração da nova série. Dois médicos idealistas, que driblam, diariamente, as dificuldades do trabalho num hospital daqueles que vemos todos os dias nos telejornais, com pacientes acamados nos corredores e ausência de material de trabalho. Para aguentar o tranco, ele faz uso constante de remédios. Para aumentar ainda mais a carga dramática, o médico viu sua esposa morrer durante uma cirurgia e, um ano depois, ainda tem dificuldades em superar o luto.

Ele se envolve com sua colega de trabalho, Carolina, mas este envolvimento traz outras dificuldades. Carolina compartilha do mesmo idealismo, mas há uma diferença de pensamentos entre ambos, que ora os une e ora os afasta. Carolina é dona de uma fé aparentemente inabalável, enquanto Evandro é pragmático e até desesperançoso. Eles estão ensaiando um relacionamento, mas Carolina também tem dificuldades que vão sendo revelados aos poucos, o que traz mais dificuldades a esta relação.

Ou seja, com Sob Pressão, a Globo aposta num segmento amplamente explorado pela TV estadunidense, o drama hospitalar, e o faz em consonância com a realidade nacional. Assim, não está apenas bem servido de dramas humanos dos mais envolventes, como também pode servir de plataforma para uma importante denúncia acerca do descaso dispensado à saúde do Brasil como um todo. É uma série para se prestar atenção.

Enquanto isso, A Fórmula encerrou na noite de quinta-feira, 24, sua primeira temporada sem dizer a que veio. Protagonizada por Drica Moraes, Fábio Assunção e Luisa Arraes, a trama foi na contramão da história que substituiu, Vade Retro. Enquanto esta última apostava num humor mais atrevido, brincando com o terror e elementos sacros, A Fórmula já contou com um humor mais fácil, exibindo um texto tão leve que poderia ir ao ar no meio da tarde.

Escrita por Marcelo Saback e Mauro Wilson, A Fórmula trouxe uma premissa interessante. A cientista Angélica (Drica Moraes) inventa uma fórmula que a deixa com a aparência que tinha há 30 anos. Afrodite (Luisa Arraes), como ela chama sua versão mais jovem, desperta a paixão de Ricardo (Fábio Assunção), com quem teve um relacionamento há 30 anos, e que chegou ao fim cheio de questões mal resolvidas. O reencontro entre Angélica e Ricardo, 30 anos depois, acontece cheio de mágoas e ressentimentos. Já o aparecimento de Afrodite desperta a paixão, o saudosismo e até o ciúme. Aos poucos, Ricardo se vê envolvido com Angélica e Afrodite, sem saber que se trata da mesma pessoa.

A temática foi explorada de maneira divertida, mas não chegou a surpreender. Faltou ao texto de A Fórmula a esperteza vista em Mister Brau, por exemplo, que consegue surpreender mesmo diante de temáticas já vistas e revistas tantas e tantas vezes. A Grande Família é outro exemplo de série de humor popular que sabia sair do lugar-comum de maneira de fácil compreensão. Já A Fórmula teve uma passagem apagada e não surpreendeu.

Bom mesmo foram as performances de Drica Moraes e Luisa Arraes, que impressionaram pela excepcional sincronia. As duas atrizes não deixam dúvida ao espectador de que vivem a mesma personagem, do gestual ao tom de voz. Elas foram vistas em total sintonia, dando uma unidade incrível à Angélica/Afrodite. O desempenho das duas atrizes, sem dúvidas, foi o trunfo da série.

A Fórmula só não teve sorte quanto ao horário, justamentea linha de shows das quintas-feiras, dia em que a direção da Globo promoveu a inversão do horário entre a série e Os Dias Eram Assim. Em razão do fraco desempenho de audiência de Vade Retro, a emissora jogou a série para mais tarde no intuito de “salvar” a novela das onze (ou “supersérie”). Assim, A Fórmula acabou exibida em horário equivocado, o que contribuiu para que a série passasse em brancas nuvens.

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André Santana

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

News: Canal Universal traz a série Lucifer para sua programação

O Canal Universal trará para sua programação a série Lucifer, protagonizada por Tom Ellis (Miranda) e Lauren German (Chicago Fire). A novidade chegará ao canal no dia 18 de setembro, segunda-feira, às 23h, em pré-estreia, logo após o episódio final de Grimm. Lucifer será exibida todas as quartas-feiras, às 23h, a partir de 20 de setembro.

Na série, Lucifer Morningstar (Tom Ellis) abandona o inferno e resolve viver na Terra. Ele escolhe Los Angeles como novo endereço e abre uma das mais badaladas casas noturnas da cidade. Lucifer acaba testemunhando um crime e conhece a detetive da unidade de homicídios, Chloe Decker (Lauren German). Suas habilidades em seduzir e descobrir os segredos mais ocultos das pessoas acabam se tornando úteis na investigação, e ele se empolga em trabalhar ao lado da policial.

Baseada nos personagens criados por Neil Gaiman, Sam Kieth e Mike Dringenberg das editoras DC Entertainment e Vertigo, Lucifer é produzida por Jerry Bruckheimer, da franquia CSI e dos filmes Piratas do Caribe. Tom Kapinos (Californication) escreveu e foi o produtor executivo do episódio piloto, e é consultor da série.

Fale com o TELE-VISÃO:

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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

"Chaves" completa 33 anos de exibição no Brasil

Ele é pobre, vive em um barril (ou seria no misterioso apartamento número 8?) e tem vizinhos que poderiam ser os meus e os seus, que vivem numa vila cujo proprietário costuma ir pessoalmente cobrar o aluguel. Ele é o menino Chaves, protagonista da série que leva seu nome. Com um humor simples e cativante, a genial criação de Roberto Gomez Bolaños, completa hoje, 24, nada menos que 33 anos no Brasil.

O primeiro episódio de Chaves exibido no Brasil foi “O Caçador de Lagartixas”, mostrado dentro do infantil TV Powww!, programa que tinha como principal atração um game interativo, no qual as crianças ligavam e participavam gritando “powww!” para fazer disparar um comando de um jogo eletrônico. Já Chapolin, segundo consta, estreou três dias antes, no mesmo programa.

Chaves e Chapolin vieram como parte de um imenso pacote de programas da mexicana Televisa adquiridos pelo SBT. O principal interesse de Silvio Santos era as novelas, que faziam muito sucesso pela América Latina e eram baratas. Mas a série de Bolaños veio no pacote, e o dono do SBT mandou dublar. Na época, os programas enlatados exibidos pelo SBT, como séries americanas, filmes e desenhos, eram dublados nos próprios estúdios da então TVS, sob responsabilidade da Maga. O ator Marcelo Gastaldi, a “voz” de Chaves e Chapolin, era também o diretor de dublagem.

Há quem diga que os diretores do SBT torceram o nariz para a exibição de Chaves, mas a ideia foi bancada por Silvio Santos. Já outros dizem que nem Silvio Santos gostou da atração, e só colocou no ar porque o contrato com a Televisa obrigava a exibição. Seja como for, fato é que as duas séries, em pouco tempo, conquistaram uma audiência cativa, e logo deixaram a programação da TV Powww! para se tornarem programas próprios.

De lá para cá, as duas séries fizeram história, chegaram a ser exibidas em horário nobre, e conquistaram uma plateia cativa sobretudo na década de 1990, quando se fixou no horário do almoço. Em 2000, infelizmente, a emissora optou por cancelar a exibição de Chapolin que, depois disso, voltaria ao ar esporadicamente, e em curtas temporadas. Já Chaves se tornou o curinga da emissora, sendo exibido sempre nos horários com problemas de audiência, com a clara missão de fazer o Ibope subir. Nos últimos anos, a série era exibida na faixa das 18 horas, mas, meses atrás, teve sua exibição diária suspensa. Porém, segue sendo exibida aos sábados, às 6h, e aos domingos, numa maratona entre 9h e 11h. Mas é bem possível que Chaves volte à programação diária. Afinal, ele sempre volta!

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André Santana

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Eliana completa 12 anos de programa dominical

Na tarde do último domingo, 20, o programa Eliana completou oito anos nas tardes de domingo do SBT. Somando aos quatro anos comandando o Tudo É Possível, na Record, a apresentadora Eliana completou nada menos que 12 anos no comando de um dominical voltado à família, após outros 14 anos como apresentadora infantil. Nada mal para uma artista que quase saiu do ar em várias ocasiões e que, hoje, está consolidada como um grande nome da TV brasileira.

Atualmente afastada de seu programa em razão da gravidez, Eliana ficou sempre pouquíssimo tempo fora do ar desde que estreou, à frente do infantil Festolândia, de 1991. O fiasco desta primeira atração poderia fazer com que a loirinha sumisse de vez da TV, mas a apresentadora persistiu, ficando uns anos apenas chamando desenhos na Sessão Desenho. Em 1993, surgiu o Bom Dia e Cia, infantil que deu a primeira guinada em sua carreira na telinha. A atração, que está no ar até hoje, deu tão certo que passou a levar o nome de sua apresentadora, sendo rebatizado de Eliana & Cia em 1997. Transferiu-se para a Record em 1998, como uma espécie de “troco” da emissora, por ter perdido Ratinho para o SBT. Ali, penou por um bom tempo até conseguir criar uma audiência infantil para a Record. Na emissora, comandou Eliana & Alegria, Eliana no Parque, Eliana na Fábrica Maluca e Programa Eliana.

Foi na Record que Eliana ficou mais tempo fora do ar, cerca de dez meses. Foi o tempo entre a extinção do infanto-juvenil Eliana, que era exibido nas tardes de segunda a sexta, e a estreia do Tudo É Possível, em 2005, quando passou a falar com a família. A transição de público foi tão bem-sucedida que, em pouco tempo, o dominical se tornou uma das principais atrações da Record, ficando à frente do Programa Silvio Santos, do SBT. Era a criatura vencendo seu criador, já que foi Silvio Santos quem apostou na loira como apresentadora, após gostar dela numa participação do grupo Banana Split, do qual fazia parte, no Qual É a Música.

Em 2009, Eliana retornou ao SBT, mais uma vez como uma espécie de retaliação. Desta vez, foi a transferência de Gugu Liberato para a Record que desencadeou o “ataque” do SBT ao elenco da emissora. Curiosamente, entre tanto troca-troca de artistas de canal na época, só quem se deu bem mesmo nesta história toda foi Eliana, que retornou à sua casa original com status de estrela. Além disso, deu uma boa “sacudida” na programação dominical do SBT, que andava sem qualquer criatividade nos tempos do Domingo Legal de Gugu.

Eliana, na verdade, soube aproveitar bem todas as oportunidades que lhe foram dadas, utilizando-se de cada uma delas para se aprimorar como artista de televisão. Hoje, é uma apresentadora completa, segura, carismática e com uma inegável intimidade com a câmera. Por isso mesmo, segue firme e forte nas tardes de domingo, mesmo sendo este um dia bastante disputado na TV brasileira.

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André Santana

sábado, 19 de agosto de 2017

Acertadamente, SBT dá nova chance ao "BBQ Brasil", mas num horário "complicado"

No último sábado, 12, o SBT fez a proeza de lançar não apenas um, mas dois novos reality shows de culinária na programação. Trata-se das novas temporadas dos já conhecidos BBQ Brasil – Churrasco na Brasa, às 18h30, e Bake Off Brasil – Mão na Massa, às 21h30. Enquanto BBQ, agora comandado por Chris Flores, dá sequência ao horário de realites inaugurado com Corre e Costura, o Bake Off, agora nas mãos de Carol Fiorentino, segue a sequência da bem-sucedida faixa das 21h30, substituindo o bom Fábrica de Casamentos.

Sobre as novas apostas do SBT, há muitos pontos que devem ser levados em consideração. Primeiro, que o BBQ entra na vaga do Duelo de Mães, que, por sua vez, substituiu a reprise de Supenanny, que entrou no horário da primeira safra do Duelo de Mães e que, por sua vez, substituiu Corre e Costura, que inaugurou a faixa das 19 horas dos sábados de realities do SBT. No entanto, algum tempo antes de Corre e Costura, a emissora chegou a utilizar a faixa das 18h30 exibindo realities de culinária, já que foi ali que Hell’s Kitchen – Cozinha Sob Pressão teve sua primeira temporada exibida. Hell’s Kitchen só foi “promovido” ao horário nobre em sua segunda temporada, que substituiu a primeira leva de Bake Off, que abriu a faixa das 21h30. Ou seja, com o BBQ, o SBT aposta, novamente, no fim de tarde com reality de culinária. Ufa, que complicado!

Outro ponto a se levar em consideração é o fato de que o BBQ Brasil volta ao ar após ser oficialmente cancelado pelo SBT. Na época em que anunciou o cancelamento, a emissora justificou afirmando que pesquisas indicavam que o público dos reality shows culinários das noites de sábado era majoritariamente feminino e que, portanto, os programas do horário passariam por ajustes para conversar melhor com este público. E os tais ajustes foram justamente o cancelamento do BBQ, a substituição de Carlos Bertolazzi por Danielle Dahoui no Hell’s Kitchen e a criação do novo Fábrica de Casamentos. Aliás, vale lembrar que, agora, a emissora anuncia o cancelamento do Hell’s Kitchen (o que é uma pena, pois a temporada comandada pela ótima Danielle Dahoui foi muito boa!).

BBQ Brasil, assim, ganhou nova chance provavelmente porque a emissora deve ter avaliado que a atração teria um melhor potencial mais cedo, após o Programa Raul Gil, além do óbvio apelo comercial do programa. O que é bom, porque o formato é bem interessante e merecia uma nova chance. BBQ não é muito diferente dos outros realities de culinária no que tange às regras do jogo. O diferencial, aqui, é justamente falar do churrasco, uma comida que tem muito mais a ver com a vida do brasileiro comum do que a alta gastronomia abordada em MasterChef e Hell’s Kitchen. A primeira temporada, aliás, chamou a atenção justamente por ser uma competição sem muita rivalidade entre seus participantes. O programa abordava mais a carne e suas formas de fazer do que o jogo em si.

Na nova temporada, BBQ Brasil trouxe algumas novidades. A primeira delas é seu elenco renovado, com as presenças de Chris Flores na apresentação, e de Danielle Dahoui e Carlos Tossi como jurados. O trio substitui Ticiana Villas Boas, Carlos Bertolazzi e Rogério DeBetti, elenco da primeira temporada. O novo cast funcionou muito bem, pois Chris Flores é ótima apresentadora e merece estar sempre no vídeo, enquanto Carlos Tossi traz boas dicas de churrasco e Dahoui tem bons comentários. Foi uma boa estreia, e o programa é bem mais dinâmico e interessante que Duelo de Mães. O problema é o horário, mais “escondido”, com pouco potencial de público.

E se a emissora serve seu churrasco no final das tardes de sábado, à noite o canal oferece a sobremesa. A nova temporada do Bake Off Brasil – Mão na Massa, o mais bem-sucedido programa do segmento da grade do SBT, também trouxe mudanças no elenco. Ticiana Villas Boas, antes de se afastar do SBT, já estaria fora do BBQ, mas, a princípio, seria dela a nova safra do Bake Off. Com sua ausência, a direção da emissora optou por uma solução caseira e escalou a então jurada Carol Fiorentino para o comando da nova temporada. Foi uma boa escolha, afinal Carol já é um rosto conhecido dos espectadores do programa, é simpática e se comunica bem, além de entender do assunto. Em seu lugar como jurada, entrou Beca Milano, de Fábrica de Casamentos. Fabrizio Fasano Jr. segue por ali, com seus comentários ácidos. A estreia foi bem divertida e com todas as condições de manter a boa fase do sábado à noite do SBT.

Só pesa contra a decisão da emissora o fato de ter no ar, quase em sequência um do outro, dois programas no mesmo segmento. Para o público, dois formatos semelhantes ao mesmo tempo podem cansar. E, comercialmente falando, os dois programas não se tornam rivais? Afinal, irão disputar os mesmos anunciantes, que, provavelmente, acabarão optando por um deles. Vamos ver o que acontece.

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André Santana

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Curiosidade da telinha: em 1996, SBT quase exibiu "Maria Mercedes" em capítulos semanais

Em abril, o TELE-VISÃO resgatou o curioso caso da novela Na Própria Carne, trama mexicana que o SBT exibiu em capítulos semanais, aos sábados à tarde, entre março e maio de 1997. Na época, com o fim do Show de Calouros, a emissora escalou uma novela para tapar buraco na grade de sábado, e exibia capítulos enormes, das 15h30 às 19h15. Para lembrar deste resgate do blog, clique aqui.

No entanto, o TELE-VISÃO descobriu que a ideia do SBT de exibir novelas aos sábados é mais antiga. No dia 6 de maio de 1996, a emissora fazia uma grande mudança em sua grade e lançava nada menos que três novelas nacionais diárias ao mesmo tempo: Colégio Brasil, às 18h30; Antônio Alves, Taxista, às 20h; e Razão de Viver, às 21h. O jornal Folha de S. Paulo, no mesmo dia, fez uma grande matéria sobre as estreias da emissora. O curioso é que o texto da matéria, assinado pela repórter Mariana Scalzo, dizia que o SBT não estava lançando “apenas” três novelas, e sim quatro. Além das três nacionais, o jornal noticiava que Maria Mercedes, mexicana, estrearia no sábado seguinte, ou seja, 11 de maio de 1996.

O jornal não dava qualquer destaque à informação, apenas citava que Maria Mercedes seria a atração de sábado do SBT. No entanto, provavelmente após divulgar à imprensa, a emissora desistiu de promover a estreia da trama estrelada por Thalía. Isso porque na programação que a mesma Folha de S. Paulo divulgou na edição do dia 11 de maio, a grade do SBT indicava uma reprise das novas novelas que estrearam naquela semana: Colégio Brasil, das 13h às 14h30; Antônio Alves, Taxista, das 14h30 às 16h; e Razão de Viver, das 16h às 17h30. Em seguida, seguia a programação normal da emissora, com Aqui Agora às 17h30, os capítulos de sábado das novelas, e os programas A Praça É Nossa e Sabadão Sertanejo. Nem sinal de Maria Mercedes.

Já no sábado seguinte, 18 de maio, a programação do SBT divulgada pelo jornal era a seguinte: filme às 13h; a série Dra. Quinn – A Mulher que Cura, às 14h40; e Show de Calouros às 15h30. Para não termos dúvidas de que Maria Mercedes realmente não deu as caras nos sábados do SBT, conferimos o arquivo do jornal no dia 25 de maio, com a mesmíssima configuração do dia 18. Filmes, Dra. Quinn e o Show de Calouros seguiram normalmente nas tardes, enquanto Colégio Brasil, Antônio Alves, Taxista e Razão de Viver eram exibidas normalmente à noite.

Assim, Maria Mercedes acabou não sendo a primeira “novela de sábado” do SBT, e sim foi escalada para ser a substituta de Antônio Alves, Taxista, que fracassou e saiu do ar no dia 10 de agosto de 1996. Exibida diariamente na faixa das 20 horas, Maria Mercedes não apenas elevou os índices do Ibope do SBT no horário como credenciou a exibição das outras “marias” de Thalía, Marimar e Maria do Bairro, que vieram na sequência. Já a faixa de “novelas de sábado” do SBT só vingou mesmo em 1997, quando o Show de Calouros chegou ao fim, com a exibição de Na Própria Carne. A trama foi exibida até 3 de maio de 97. Na semana seguinte, o horário foi coberto com o Programa Livre, das 15h30 às 17h30, e o Festival de Filmes, das 17h30 às 19h15.

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André Santana

sábado, 12 de agosto de 2017

Troféu Santa Clara 2017: dez anos escolhendo o pior da TV!

Pelo décimo ano consecutivo, o TELE-VISÃO promove o Troféu Santa Clara, uma crítica bem humorada sobre a programação da televisão brasileira que celebra o Dia de Santa Clara, 11 de agosto, considerado o dia da TV. Mais uma vez, um júri formado por jornalistas e blogueiros especializados em televisão se reuniram e votaram, em 15 categorias, os nomes, programas e situações que consideram o pior da TV. Participam do corpo de jurados neste ano: Augusto Vale (O Novelão), Augusto Renosto (TVPédia Brasil), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fabio Garcia (Coisas de TV), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Guilherme Beraldo (Portal 4), Isaac dos Santos (Posso Contar Contigo?), Jefferson Balbino (No Mundo dos Famosos), João Paulo Reis (Observatório da Televisão), Jurandir Dalcin (Jurandir Dalcin Comenta), Kleber Nunnes (Blog de Knunnes), Rodrigo Albuquerque (Errei na TV) e André Santana (TELE-VISÃO). Vamos aos resultados:

Pior novela: “A Lei do Amor”

A aguardada estreia de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari revelou-se uma grande decepção. A Lei do Amor sofreu com um emaranhado de histórias sem graça e uma frustrante tentativa de reverter a rejeição, que fez a novela piorar. 5 votos.

Fabio Maksymczuk - A novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari apresentou seríssimos problemas na construção do enredo. A trama conseguiu a proeza de ser uma das piores já produzidas pela emissora na faixa das nove. A disputa é árdua com Babilônia e A Regra do Jogo. A Lei do Amor trouxe absolutamente nada ao telespectador.

Isaac dos Santos - Texto piegas, algumas interpretações equivocadas. A interferência da direção de teledramaturgia pode ter controlado a queda e até aumentado a audiência, porém serviu também para bagunçar as tramas originais, causando um efeito Frankenstein.

Foram lembradas: Sol Nascente (4 votos), O Rico e Lázaro (1 voto), , Pega Pega (1 voto), A Terra Prometida (1 voto), novelas bíblicas em geral (1 voto).

Pior ator: Fiuk (Ruy em “A Força do Querer”)

O filho de Fábio Jr simplesmente não convence como um dos protagonistas da trama de Gloria Perez. Inexpressivo, o rapaz encara cenas dramáticas com a mesma passividade das cenas amenas. 6 votos.

Endrigo Annyston - É difícil acreditar que a Globo tenha escalado alguém tão inexpressivo para ser protagonista de A Força do Querer.

João Paulo Reis - Não faz jus ao título de protagonista da novela mais importante da Rede Globo atualmente. O ator infelizmente não segura uma cena que exija dele um pouco mais de emoção.

Foram lembrados: José Mayer (2), Rodrigo Lombardi (1), Rodrigo Simas (1), Bernardo Velasco (1), Mateus Solano (1).

Pior atriz: Camila Queiroz (Luiza em “Pega Pega”)

A revelação de 2015 como a ótima Angel de Verdades Secretas conseguiu passar pela prova dos nove ao emplacar um segundo personagem, a Mafalda de Eta Mundo Bom!. Porém, em Pega Pega, Camila Queiroz não convence como a mocinha contemporânea e carioca. Não é culpa totalmente da atriz, já que o texto fraco da novela não ajuda muito. 4 votos.

Jurandir Dalcin - O problema talvez não seja a atriz, mas em Pega Pega, Camila não consegue passar a verdade que suas personagens anteriores passaram, deixando muito a desejar e se tornando uma das piores protagonistas dos últimos anos.

Foram lembradas: Claudia Abreu (1), Dani Gondim (1), Nathalia Dill (1), Rayanne Moraes (1), Maria Joana (1), atrizes de novelas bíblicas da Record (1).

Pior apresentador: Sérgio Marone

O vilão de Os Dez Mandamentos quer porque quer se tornar apresentador da Record. Entretanto, não foi nada bem nas oportunidades que lhe foram dadas, seja no especial Família Record, seja cobrindo férias no Hoje Em Dia. Atualmente como coapresentador do Dancing Brasil, Sérgio Marone segue inexpressivo e um tanto robótico, mostrando-se ainda bastante despreparado para a função. 3 votos.

Endrigo Annyston - Canastrão como ator, é um robô enquanto apresentador. Não sobrevive sem fichas e o TP.

Isaac dos Santos - Não é um bom ator, mas dependendo do personagem, não compromete a obra. Já como apresentador, não tem domínio, falta espontaneidade. A direção da Record quer nos forçar a comprar a ideia do galã de microfone na mão. Um equívoco! 

Foram lembrados: Marcão do Povo (2), Dudu Camargo (2), Geraldo Luís (2), Rodrigo Faro (1), Silvio Santos (1), Roberto Justus (1), Fausto Silva (1).

Pior apresentadora: Daniela Albuquerque

Sem nenhum traquejo ou carisma, Daniela Albuquerque segue, sem sucesso, tentando emplacar como apresentadora. À frente do inacreditável Sensacional, ela nos faz crer que o conselho do Toddynho não foi dos melhores. 5 votos.

Fabio Garcia - Como se não bastasse ter zero de carisma, a única vez que seu programa virou assunto nas redes foi para comentar o quão ridícula ela fazia as cenas musicais do Sensacional.

João Paulo Reis - Falta sensibilidade, falta técnica, falta naturalidade e principalmente falta carisma.

Jefferson Balbino - Daniela Albuquerque, pois não tem carisma, é artificial e está tirando a vaga de tantas apresentadoras/jornalistas com muito mais credibilidade que ela.

Foram lembradas: Rebeca Abravanel (3), Sílvia Abravanel (1), Mara Maravilha (1), Sonia Abrão (1), Patrícia Abravanel (1), Sophia Abrahão (1).

Pior programa humorístico: “Pânico na Band”

Já faz tempo que o Pânico na Band tornou-se inexpressivo. Sem rumo, a atração vê seu Ibope cair ao mesmo tempo em que aposta em quadros cada vez mais bobos e sem graça. Aquelas brincadeiras de moleque já não empolgam mais ninguém. 5 votos.

Fabio Maksymczuk - Pânico na Band continua ladeira abaixo na guerra dominical. Perde agora até do Encrenca, da RedeTV. O humorístico enfrenta contínuo processo de desgaste com a perda de identidade. O imbróglio que envolveu Dudu Camargo neste ano simboliza tal percepção. Aposta na baixaria para tentar alguns décimos nos índices de audiência. Sem sucesso. Perdeu o rumo.

Kleber Nunes - O programa decaiu de vez e perde praticamente toda semana pro Encrenca que por sua vez só tem conteúdo da internet pra ser exibido. O humor inovador de 10 anos atrás parou no tempo.

Augusto Vale - O Pânico não tem nenhuma pretensão em ser um bom programa humorístico, a gente é que espera demais dele. Só isso explica.

Foram lembrados: Adnight (3), Planeta B (2), Zorra (1), Encrenca (1).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

Galvão Bueno já tem tantos troféus acumulados na estante, que vai precisar de uma casa nova para abrigar tantas estatuetas. E o motivo todo mundo já conhece: Galvão é ufanista ao extremo, e quer ser locutor e comentarista ao mesmo tempo. Ninguém merece! 8 votos.

Augusto Renosto - Apesar de ter nos emocionado durante a cobertura do velório dos jogadores da Chapecoense, Galvão continua irritante com seu também irritante puxa-saquismo ao menino Neymar.

Foram lembrados: José Luiz Datena (1), Alex Escobar (1), André Henning (1).

Pior programa jornalístico: “Primeiro Impacto”

O jornal matinal do SBT mandou muito mal ao trocar duas profissionais do quilate de Joyce Ribeiro e Karyn Bravo por duas figuras tão bizarras e controversas quanto Dudu Camargo e Marcão do Povo. Enquanto o primeiro dança e faz strip tease, o segundo grita mais do que deveria. Como ter um bom dia depois disso? 5 votos.

Fabio Garcia - O que dizer de um programa jornalístico que emprega Dudu Camargo e o apresentador demitido da Record por comentário racista?

Augusto Renosto - O jornalismo do SBT ao invés de dar a notícia, se presta a ser a notícia. Um noticiário antes tradicional virou um show de horrores comandado por um adolescente metido que queima a própria carreira antes dela começar e um falastrão que berra feito um desequilibrado. Ambos acham que estão arrasando com suas dancinhas constrangedoras e parte do público aplaude o espetáculo.

Foram lembrados: Cidade Alerta (2), Brasil Urgente (2), Domingo Espetacular (2), Jornal da Noite (1), Jornal Nacional (1).

Pior programa infantil: “Bom Dia & Companhia”

Um dos últimos (e o mais antigo) infantil da televisão aberta brasileira, o programa apresentado por Silvia Abravanel sofre com a falta de investimentos. Desenhos reprisados, jogos batidos e uma apresentadora que não é lá muito carismática (além de ser adepta do linguajar “tatibitate” irritante) fazem do Bom Dia e Cia o pior infantil. 5 votos.

Rodrigo Albuquerque - Sorteios bobos e desnecessários.

Jefferson Balbino - Podem me julgar, mas eu acho banal, para não dizer péssimo o Bom Dia e Cia. A Silvia Abravanel é uma pessoa querida, mas como o próprio pai dela disse numa entrevista para o Pânico na Band: “Ela não tem carisma”. Programa infantil para ser bom tem que ter a mesma fórmula dos programas infantis dos anos 1990: plateia repleta de criança.

Foram lembrados: Mundo Disney (3), Programa Show Marques (1).

Pior programa de variedades: “A Tarde É Sua”, “Fofocalizando” e “Melhor pra Você

Três programas dividem o prêmio em 2017, pra você ver como estamos mal de programa de variedades! A Tarde É Sua dá sono com sua roda da fofoca repleta de comentários chapa-branca. Enquanto isso, Fofocalizando irrita com notícias velhas e apresentadores falastrões. Já as manhãs da RedeTV sofrem com o Melhor pra Você e sua falta de ideias. 2 votos cada.

Augusto Renosto - “A Tarde é Sônia” só se for. Por que o programa se resume a isso, Sônia atacando ou defendendo algo como a dona da razão e os colaboradores que servem pra debater não debatem nada, pois precisam concordar com ela. Se não concordam com algo, ela já parte pra cima. E dá-lhe caminhada pra fazer merchan.

Endrigo Annyston - Fofocalizando. Uma bagunça que o SBT chama de programa e até hoje só repercute negativamente.

Fabio Maksymczuk - O Melhor Pra Você não conseguiu marcar uma identidade própria. É muito igual aos correlatos. Na realidade, a atração da RedeTV é um retalho de tudo o que o telespectador já assistiu.

Foram lembrados: Bem Estar (1), Encontro com Fátima Bernardes (1), Pânico na Band (1), Hoje em Dia (1), Superpop (1), Vídeo Show (1).

Pior programa de auditório: “Domingo Show”

O programa de Geraldo Luís sempre começa com sua música-tema de abertura, cujo primeiro verso é “domingo é um dia de alegria”. Pois a única alegria da atração é a música, já que o programa sobrevive contando histórias chorosas e espetacularizando a desgraça alheia. Domingo deprimente. 3 votos.

Fabio Garcia - Por que ele ainda é exibido? Sensacionalismo puro.

Foram lembrados: Sensacional (2), Hora do Faro (2), Programa Silvio Santos (1), João Kleber Show (1), Sabadão com Celso Portiolli (1), Gugu (1), Prêmio Multishow de Humor (1).

Pior reality show: “A Casa”

A Record se esforçou para trazer o pior reality show do mundo. A Casa é um amontoado de gente vivendo grudada e sem qualquer condição de alimentação e higiene. Ou seja, é fazer do que o ser humano tem de pior um show. Um horror! 6 votos.

Jefferson Balbino - Se o Big Brother Brasil já é péssimo, imagina um formato semelhante, porém, mil vezes pior. Não sei como existe no mundo pessoas dispostas a se sujeitarem a tais situações... Lamentável!

Rodrigo Albuquerque -  A ideia é boa, só que executada de forma amadora, valeria uma nova edição com um maior investimento.

Foram lembrados: Big Brother Brasil (4), The Voice (1), À Primeira Vista (1), Deu Match! (1).

Pior série: “Vade Retro”

A volta de Alexandre Machado e Fernanda Young à linha de shows da Globo após a malfadada O Dentista Mascarado não agradou. A série com Tony Ramos e Monica Iozzi não disse a que veio. 6 votos.

João Paulo Reis - Para vender o produto, a Globo sempre utiliza os nomes de Alexandre Machado e Fernanda Young remetendo a Os Normais, mas o casal de roteiristas só consegue fazer rir ao retratar o cotidiano, todas as demais investidas não deram certo.

Kleber Nunes - A série é tão sem graça que nem valeu a pena acompanhar. Uma pena o talento do Tony Ramos sendo desperdiçado numa série que não valeu a pena rir e nem mesmo a Monica Iozzi se salvou.

Foram lembrados: A Vila (3), Os Dias Eram Assim (3), Sem Volta (1).

Fiasco do ano: Simba Content

Record, SBT e RedeTV se uniram para a criação da Simba, join-venture que passou a negociar valores para que as operadoras de TV paga remunerassem seus sinais digitais. Com o desligamento do sinal analógico em praças importantes, como a capital de São Paulo, e sem acordo com as operadoras, a Simba fez uma pressão agressiva e retirou seus canais da TV paga, esperando que o público pressionasse as operadoras. Porém, sem estes canais, a vidinha das operadoras continuou praticamente intacta, enquanto as emissoras viram sua audiência despencar. 4 votos.

Fabio Maksymczuk - O tiro saiu pela culatra. As operadoras não aceitaram remunerar Record, SBT e RedeTV. Mais de 60 milhões de reais de prejuízo como consequência de decisão equivocada dos executivos trapalhões. TV Globo agradece.

Kleber Nunes - As três emissoras compraram briga com as operadoras e acabaram se dando mal em matéria de audiência e o telespectador da TV a cabo não quis saber e recusou pagar algo mais pelo serviço.

Foram lembradas: fim da MixTV (1), o novo Os Trapalhões (1), A Lei do Amor (1), Domingo Legal (1), Os Dias Eram Assim (1), O Rico e Lázaro (1), A Casa (1), Dudu Camargo (1), reprise de Os Dez Mandamentos (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Sensacional”

Nada mais coerente que a pior apresentadora da televisão brasileira esteja à frente do pior programa da televisão brasileira. Tudo em Sensacional está errado: o nome, o cenário, as atrações (ou a falta de…), a dancinha da abertura. Mesmo traçando no Ibope, o programa segue no ar e em plena tarde de domingo. Vai entender… 3 votos.

Endrigo Annyston - Nunca foi sensacional e nem tem chances de fazer jus ao nome.


Foram lembrados: Você na TV (2), Domingo Show (1), Cidade Alerta (1), Bastidores do Carnaval (1), programas de horários terceirizados (1), Casos de Família (1), É de Casa (1), programas caça-níqueis (1), Encrenca (1). 

Troféu Santa Clara: menções honrosas

Num ano com muitas novelas meia-boca, A Lei do Amor sagrou-se campeã da categoria em 2017. Mas a briga com Sol Nascente, outra trama insossa, foi forte. “Foi uma novela difícil de assistir do começo ao fim”, disse Guilherme, sobre a história de Walther Negrão, Julio Fischer e Suzana Pires. As novelas da Record também foram lembradas, sinalizando um desgaste da temática bíblica. Enquanto A Terra Prometida foi a escolha de João Paulo, e O Rico e Lázaro levou o voto de Augusto Vale, Rodrigo Albuquerque resolveu votar em todas de uma vez.

E ainda, Rodrigo foi mais além ao não indicar nenhum nome em específico na categoria pior atriz, e sim indicar as atrizes das novelas bíblicas. “Acho que o texto as deixa sempre sofredoras demais e isso é irritante. Eu quase não vejo as novelas bíblicas e sempre quando estou zapeando me sinto revendo a mesma cena vista meses atrás. Uma lástima!”, justificou.

Um estreante levou o Troféu Santa Clara de pior apresentador. E olha que Sérgio Marone enfrentou a concorrência pesada de nomes como Dudu Camargo e Marcão do Povo, também estreantes no Troféu. Guilherme Beraldo, por exemplo, escolheu o jovem apresentador do Primeiro Impacto. “Entra como o pior do ano e da década. O 'pupilo' do Silvio Santos é forçado demais. Não convence”, justificou. Mas a votação teve espaço até mesmo para veteranos, como Rodrigo Faro, escolha de Augusto Vale. “Entra ano, sai ano e Rodrigo Faro continua o mesmo apresentador chato e forçado de sempre. Ultimamente, observa-se até uma megalomania na maneira como ele conduz seu programa. Quem aguenta?”, perguntou.

Enquanto Rodrigo Faro levou um voto na categoria apresentador, seu programa Hora do Faro foi lembrado como pior programa de auditório. “Tem muito a ver com o apresentador do programa: não é autêntico. Força simpatia e descamba para a caricatura da alegria constante ou da emoção pautada pela exploração de pessoas simples. O típico programa de domingo 'vale tudo' por uns míseros pontos de audiência. Apenas para efeito de comparação, prefiro a verdade do Márcio Garcia. Faro é um fanfarrão”, analisou Isaac.

Já na categoria pior apresentadora, a família Abravanel compareceu em peso. Silvia Abravanel foi a escolha de Augusto Vale, enquanto Rebeca Abravanel ficou com a medalha de prata, votada por Endrigo, Fabio Maksymczuk e por mim. Já Jurandir votou em Patrícia Abravanel, a “preferida” de Silvio Santos. “Acho a apresentadora desnecessária na maioria das vezes. Tem muito o que aprender e amadurecer para estar à frente de um programa de televisão”, afirmou.

Mesmo comandado pela festejada Fátima Bernardes, o matinal Encontro foi apontado como pior programa de variedades por Jefferson Balbino. “Tenho achado tão sem graça o Encontro da Fátima Bernardes. Pois, há um excesso de pautas sem originalidade e que não instiga o telespectador. Não é à toa que o Mais Você, muitas vezes, supera a audiência do programa, pois está sempre renovando, sempre trazendo pautas variadas e de grande interesse do público”, comparou.

Enquanto A Casa despontou como pior reality show, o Big Brother Brasil correu por fora. “A edição desse ano poderia ser a pá de cal no programa. A direção errou o elenco e capengou a temporada inteira tentando aquecer um jogo que já começou frio”, disse Augusto Vale sobre a mais recente edição do BBB. Já a outra novidade no segmento este ano, À Primeira Vista, foi a escolha de Guilherme. “Numa tentativa de resgatar o 'namoro na TV' o programa À Primeira Vista foi a pior aposta do ano da Band. Que aliás, já errou no X Factor Brasil e desistiu na primeira temporada. O canal do Morumbi precisa enxergar que existem outros formatos”, disse.


Fiasco do ano, a categoria mais “livre” do Troféu Santa Clara, também trouxe ótimas menções e lembranças. Enquanto Endrigo apontou o remake de Os Trapalhões, Guilherme preferiu lembrar o péssimo momento do Domingo Legal. Já Jurandir preferiu eleger como “fiasco” um apresentador. Nada menos que Dudu Camargo. “Após ser ‘engolido’ por Maísa no Programa Silvio Santos, Dudu Camargo se envolveu em situações patéticas. O desespero do apresentador em aparecer rendeu piadas machistas e momentos vergonhosos. Um circo de horrores!”, exclamou. 

Sobre o Troféu Santa Clara

O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online (atual Folha.com), sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de jornalistas e blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV”, pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2016:


2015:


2014:


2013:


2012:


2011:


2010:


2009:


2008:


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

News: Marion Crane, personagem de Rihanna, se hospeda em "Bates Motel"

O Canal Universal exibirá no dia 14 de agosto, segunda-feira, às 23h, o sexto episódio da quinta temporada de Bates Motel, que marcará a chegada de Rihanna à trama da série no papel de Marion Crane.

No episódio “Marion”, após roubar uma maleta de dinheiro do escritório onde trabalhava, Marion Crane (Rihanna) chega ao Motel Bates, onde é recepcionada por Norman (Freddie Highmore).

Em Seatle, Dylan (Max Thieriot) recebe notícias devastadoras e liga para o irmão perguntando por que ele nunca foi informado.

Fale com o TELE-VISÃO:

E-mail: andre-san@bol.com.br




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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"A Vila" é mais um programa de humor fraco do Multishow

É muito estranha toda esta rotatividade de programas de humor no horário nobre do Multishow. Afinal, são tantos programas ruins se revezando, que fica a impressão de que o canal não tem muito critério na hora de escolher quais programas irão ao ar. Vai que Cola é ruim, mas faz sucesso, e, por isso, dá a impressão de que o canal aprova tudo o que for o mais parecido possível com seu carro-chefe.

A Vila, a atual aposta, é mais um programa de humor bobo e que não faz rir da cartela do canal. A nova atração é protagonizada pelo festejado Paulo Gustavo, desta vez de peruca e vivendo Rique, um ex-palhaço cujo circo faliu e, agora, ele vive num trailer estacionado bem no meio de uma vila. No espaço, ele divide a cena com a galeria de moradores do local, todos tipos comuns de um vilarejo.

A ambientação e os tipos lembram, claro, Chaves, mas A Vila aposta num humor menos ingênuo. Entretanto, a atração simplesmente não faz rir. No episódio da última terça, 08, por exemplo, Rique e Violeta (Katiuscia Canoro), em poder de um pêndulo que hipnotizava pessoas, passavam a manipular os demais moradores, criando uma série de confusões. Sem originalidade e previsível, o roteiro não conseguiu prender, e muito menos trouxe boas sacadas. Paulo Gustavo, excelente humorista, parece estar no piloto automático, interpretando basicamente o mesmo personagem genérico que vivia em Vai que Cola.

A Vila foi criada à imagem e semelhança de Vai que Cola A presença de plateia, os comentários metalinguísticos e momentos de improviso e riso involuntário (que parecem ensaiados, diga-se), tão presentes no Vai que Cola, também aparecem em A Vila. A diferença é que, em Vai que Cola, Paulo Gustavo não tinha tanto destaque, já que dividia a cena com vários outros personagens de tão ou mais peso que o seu. Já em A Vila, tudo gira em torno de Rique, que nada mais é que o humorista repetindo os mesmos cacoetes de sempre.

Atrações como Acredita na Peruca, Treme Treme e Partiu Shopping, por exemplo, vieram nesta mesma esteira do Vai que Cola. Roteiro fraco e sem qualquer tentativa de fugir do “mais do mesmo” caracterizam estas e boa parte dos programas de humor do Multishow. E A Vila, pelo visto, veio para engrossar esta lista de equívocos.

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André Santana