sábado, 7 de janeiro de 2017

Top 10 de 2016 – Destaques Positivos

Para não dizer que não falei de flores, vamos lá citar os 10 melhores momentos da televisão brasileira em 2016. Lembrando sempre que a lista é elaborada baseada unicamente na opinião deste que vos escreve e, por isso mesmo, sujeita a injustiças e esquecimentos. A lista não é numerada, pois a ordem em que aparecem não é importante. Vamos falar sobre os Destaques Positivos da TV em 2016?

- “Velho Chico”

A melhor novela do ano, na minha humilde opinião, dividiu opiniões (perdão pela repetição). O retorno da dupla Benedito Ruy Barbosa e Luiz Fernando Carvalho ao horário mais nobre da Globo teve seus problemas, é verdade. Após uma primeira fase brilhante, Velho Chico derrapou no segundo tempo. Felizmente, soube se recuperar com uma trama simples e que, aos poucos, foi dizendo a que veio. O romance rural de tom lúdico valeu pelo texto impecável, que tratava de temas como coronelismo, agricultura sustentável e crise política, fazendo da fictícia Grotas de São Francisco um microcosmo do Brasil. Destaque para as belas atuações de Rodrigo Santoro, Antonio Fagundes (que soube recuperar a credibilidade do seu Coronel Saruê ao longo da trama), Christiane Torloni, Selma Egrei, Luci Alves e o saudoso Domingos Montagner.

- “Escrava Mãe”

Em 2016, a Record atirou no que viu e acertou no que não viu. Apostou fundo nas tramas bíblicas e se viu obrigada a criar uma nova faixa de novelas para abrigar Escrava Mãe, que, a princípio, substituiria Os Dez Mandamentos. E, mesmo correndo todos os riscos de levar ao ar uma trama já totalmente gravada, a emissora colheu bons frutos ao apostar, também, na faixa das 19h30. Escrava Mãe acabou se tornando sua melhor novela neste ano, com uma produção caprichada, elenco muito bem escalado e um texto redondo que ofereceu o melhor do folhetim. Novelão da melhor qualidade.

- “Justiça”

Num ano em que a Globo se destacou na produção de boas séries com uma “pegada” diferente, como Nada Será Como Antes e Supermax, Justiça se destacou pelo conjunto da obra. Uma trama interessante e muito bem entrelaçada, um elenco estelar e competentíssimo e, ainda, uma direção arrojada de José Luiz Villamarim, Justiça consagrou Manuela Dias como o novo nome dentre os roteiristas da Globo. Também responsável pela bela Ligações Perigosas, Manuela mostrou-se uma autora de mão cheia, dona de um texto maduro e que buscou sair do lugar-comum. E Justiça foi uma das poucas unanimidades do ano, merecidamente.

- “Liberdade Liberdade”

Num ano em que os principais sucessos de audiência foram novelas de textos medianos, como Eta Mundo Bom!, Totalmente Demais e Haja Coração (que foram boas e divertiram, sim, mas não trouxeram nada de novo), Liberdade Liberdade se destacou no horário das onze com uma trama histórica bem armada. A novela de Mário Teixeira foi feliz ao narrar a saga da filha de Tiradentes, trazendo um pano de fundo histórico para uma temática que se mostrou bastante atual. 2016, sem dúvidas, foi um ano bastante propício para a exibição de Liberdade Liberdade. Fez todo o sentido.

- “Programa do Porchat”

A grande estreia da Record em 2016. A emissora optou por entrar nesta onda de talk shows na madrugada e apostou no talento do joven Fabio Porchat, escolha mais do que acertada. O formato é o mesmo dos similares, mas tem na presença de Porchat o seu diferencial. Divertido, irreverente, rápido e carismático, Porchat comanda seu programa com grande presença, e seus bate-papos sempre arrancam boas risadas. Ao contrário de uns e outros, o comediante não costuma constranger e nem atacar ninguém, mas nem por isso deixa de ser ácido e esperto. Qualidade rara.

- “Programa do Jô”

Após uns anos sem grandes novidades, Jô Soares fez a última temporada de seu Programa do Jô com um vigor impressionante. Talvez para fechar este ciclo com chave de ouro, sua produção não economizou nos convidados e nas atrações. Sempre em ritmo de despedida, Jô recebeu grandes personalidades e fez entrevistas antológicas, com destaque para Fausto Silva, Roberto Carlos e Ziraldo, seu último convidado, que transformou o episódio final do Programa do Jô numa grande homenagem ao multiartista. Programa do Jô saiu de cena por cima, mostrando porque ainda era o melhor talk show da televisão brasileira, e fará uma falta danada.

- “MasterChef Profissionais”

Se a versão com crianças não foi lá estas coisas em 2015, o MasterChef Profissionais relevou-se um grande acerto da Band. O programa manteve as características vitoriosas da franquia, com boas provas e as presenças sempre marcantes do trio Paola Carrosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça, além da apresentadora Ana Paula Padrão. Mas ganhou um “tômpero” especial com seus participantes, todos chefs profissionais, o que dava uma dimensão ainda maior a cada erro ou falha do concorrente. Mesmo que a Band ainda use e abuse da franquia, o fato é que MasterChef Profissionais garantiu uma interessante sobrevida ao programa.

- Realities do SBT

O SBT acertou em cheio ao destinar as noites de sábado aos reality shows. A emissora teve bons momentos com a exibição do Esquadrão da Moda, às 20h30, e foi feliz em manter os programas de culinária às 21h30. Bake Off Brasil – Mão na Massa teve uma ótima segunda temporada, e Hell’s Kitchen – Cozinha Sob Pressão melhorou, e muito, com a entrada de Danielle Dahoui na apresentação. A nova chef sabe ser firme e dura quando o momento (e o formato) pede, mas também se mostrou doce e compreensiva diante de seus pupilos. Muito simpática e bastante segura na apresentação, a chef Danielle foi um achado do SBT!

- “Tamanho Família”

Em 2016, a Globo finalmente cumpriu a promessa de dar a Márcio Garcia o comando de um novo programa. Tamanho Família foi o resgate do bom e velho game show familiar, que já fez água em vários momentos na TV aberta, e que voltou à cena num momento bastante propício. Simples, divertido e com um apresentador bastante competente, Tamanho Família se mostrou uma excelente e divertida alternativa aos chororôs vistos nas tardes de domingo de praticamente todas as emissoras. Tudo bem que o próprio Tamanho Família também cumpria sua cota de lágrimas com as homenagens que encerravam os programas, mas não era nada muito apelativo. Que volte em 2017, e com uma temporada maior!

- “A Garota da Moto”

A série da Mixer em parceria com o SBT teve seus defeitos, como a trama batida e um núcleo de humor tolo. Mas também mostrou que é possível fazer a dramaturgia da TV aberta sair do lugar-comum, e ofereceu ao público do SBT um produto bem diferente das novelas infantojuvenis que a emissora produz tão bem. A Garota da Moto se destacou pela produção muito bem-feita, bons atores como Christianna Ubach e Daniela Escobar como protagonistas, e pela injeção de sangue novo na produção da TV aberta. E o resultado de audiência foi bastante satisfatório. Uma experiência superválida e que merece ser repetida.

E pra você, internauta? Quais os Destaques Positivos de 2016 na TV? Volto no sábado que vem, dia 14, com um TELE-VISÃO novinho em folha! Aguardem e confiem!

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André Santana

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