Semanas atrás, questionei aqui neste espaço sobre qual seria a duração do Estrelas Solidárias, que Angélica comanda nas tardes de sábado da Globo. Afinal, quando o novo formato da atração estreou, a emissora anunciou que, em 2017, o Estrelas apostaria em temporadas temáticas, que durariam cerca de três meses cada. Estrelas Solidárias seria a primeira destas temporadas, mas já está no ar há praticamente cinco meses. Deu a impressão de que a emissora tinha abandonado a ideia das fases temáticas e ia seguir mostrando trabalhos voluntários até o fim do ano.

Felizmente, não será o caso. O último episódio de Estrelas Solidárias será exibido no dia 19 de agosto. A partir do dia 26, começa a nova temporada da atração, chamada de Estrelas do Brasil. Na nova fase, segundo o jornal Estado de S. Paulo, Angélica apresentará pessoas que se destacam nas cidades onde mora, seja pela gastronomia, arte popular, música ou pelo serviço que executam. As gravações começaram na última semana, em Belém do Pará, e já estão confirmadas as participações de Andreia Horta, Paulo Betti, Fafá de Belém, Bruno Gissoni, Maria Flor e Eriberto Leão.

Digo felizmente, porque o Estrelas Solidárias já estava cansando. A ideia do programa é boa e, neste tempo todo, mostrou muitas ações sociais superinteressantes que acontecem pelo país. A atração conseguiu mostrar histórias emocionantes sem se apegar ao piegas e ao chororô desenfreado, visto em tantos programas da própria Globo e dos demais canais abertos (sobretudo os dominicais). Estrelas Solidárias tinha um tom otimista, simpático e cheio de boas intenções.

Entretanto, passados mais de 10 episódios, o programa já não tinha mais para onde correr. Estrelas Solidárias passou a ser previsível, afinal, o formato esquemático não permitia grandes arroubos de criatividade. Assim, depois de um tempo, a mesmice passou a impregnar. Sendo assim, ficou bastante claro que Estrelas Solidárias teve mais episódios do que deveria. O ideal era três meses, pois ainda abriria a chance de ter ainda mais duas temporadas diferentes no ano, de três meses cada, dando algum frescor ao Estrelas.

Estrelas não é o programa ideal para Angélica, já batemos nesta tecla milhões de vezes. A apresentadora é uma exímia animadora de auditório, e é um desperdício ela viver longe de sua plateia. No entanto, como não há qualquer intenção da emissora de voltar a dar um auditório à apresentadora, que ao menos ela pudesse aparecer com novidades de vez em quando. A ideia das temporadas temáticas, assim, veio como uma boa tentativa de dar um novo rumo ao Estrelas, que já está no ar há 11 anos e manteve praticamente o mesmo formato este tempo todo. Fica, então, a torcida para que o novo Estrelas do Brasil consiga injetar mais novidades à atração.

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André Santana