"O carnaval da família brasileira!"

Mais uma vez, o Carnaval dominou a programação das principais emissoras abertas do Brasil. Globo, SBT, Band e RedeTV apostaram, mais uma vez, em suas transmissões de diferentes festas da folia de Momo. No entanto, Globo, SBT e Band mostram dificuldades em sair da previsibilidade. A surpresa, então, ficou com a RedeTV, que fez uma boa reformulação de seu Bastidores do Carnaval.

Capitaneada por Leo Dias, a mudança no Bastidores do Carnaval da RedeTV veio bem a calhar. O novo mandachuva do TV Fama optou por valorizar a festa, as celebridades e os personagens que fazem a folia acontecer. Ou seja, a emissora abriu mão das bizarrices e dos excessos que caracterizaram o Bastidores do Carnaval desde a sua criação. A transmissão ainda teve direto à presença do próprio Leo Dias no estúdio, Nelson Rubens nos locais da festa, e reforços, como Simony e Gretchen.

Muitos reclamaram que perdeu a graça. Mas convenhamos: as bizarrices do Bastidores do Carnaval já haviam deixado de ter graça há tempos. Os excessos eram tão comuns e banalizados, que já não despertavam mais interesse. Claro que a RedeTV ainda precisa encontrar meios de tornar sua cobertura dos bastidores da festa menos enfadonha. Mas apostar em mais informação e humor pareceu uma saída mais sensata. O saldo foi positivo, apesar dos pesares.

Enquanto isso, os demais canais não trouxeram nada de novo em suas transmissões. A Globo, como sempre, mostrou os desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro. A única novidade foi a presença de Michelle Barros, que mostrou traquejo na condução dos desfiles da capital paulista, ao lado de Chico Pinheiro. No mais, a emissora segue com dificuldades em injetar informação na festa, preferindo uma narração superficial.

Já SBT e Band apostam, principalmente, no carnaval da Bahia. E, como sempre, a passagem dos trios elétricos não funciona como espetáculo televisivo. No fim, as transmissões destes canais servem mais para constar do que qualquer outra coisa. Tanto que o SBT já jogou a toalha, restringindo suas transmissões a horários periféricos, e sempre com pouco espaço. Em suma, nada de novo no reino de Momo.

André Santana